Lullaby

13 Fighting For All The Wrong Reasons


Stiles e Hayley já estavam dentro da escola, a caminho da sala de aula. O professor de historia, Ken, estava virado para a porta com um giz na mão. Hayley foi a primeira a se manifestar, sentando-se na cadeira a sua frente.

—– Onde esta ? –– Stiles indagou, pegando livro por livros de sua prateleira e lançando ao chão. O professor se virou, franzindo a testa para os dois. –– As pequenas facas.

—– Punhais. –– Hayley corrigiu, andando em passos lentos na direção do professor. –– Sabemos o que são.

—– Uma representação física das caudas dela. –– murmurou Stiles, pegando um grande livro e abrindo. Hayley já estava frente a frente com o professor, o impedindo de sair com o corpo. –– Quanto mais velha a cauda, mais forte é o Oni.

—– Posso levá-los a seção de mitologia japonesa para encontrar o que procuram. –– Ken aconselhou, engolindo em seco ao ver o lábios sujos de um líquido vermelho de Hayley. O rosto cansado de Stiles também o assustava, mas não iria trair sua esposa. –– Porque infelizmente não sei ao que esta se referindo.

Hayley chutou o joelho do professor para trás, o ajoelhando no chão e forçando o pescoço para baixo. Stiles assoprou uma mosca em sua direção, e Ken abriu a boca para buscar o ar que a loira não o permitia ter. O professor engasgou, jogando-se no chão e começando a tossir freneticamente. Hayley se ajoelhou, ficando a sua frente com um sorriso sádico.

—– Vai nos dizer onde esta a ultima kaiken ? –– indagou, abrindo o sorriso mais debochado que conseguia.

Ken levantou o rosto, parando de tossir por alguns minutos. Olhou para os dois antes de erguer o queixo e se pronunciar:

—– Já disse que não sei do que estão falando.

Hayley gargalhou, puxando o professor para cima e forçando seu joelho em seu abdômen. O dia seria longo para eles, e bastante cansativo para Ken.

William saltou do carro, ao lado de Alexandra, uma caçadora bastante experiente. Will coçou a ponta de seu nariz, pensando em como encontraria sua filha no meio da cidade e como teria o prazer de matar Jonathan.

Sua filha pensava que estava do lado do ser repugnante mas soube a pouco tempo o que ele havia feito, fingiu não saber de nada para conseguir a localização de sua filha e depois o abandonou. O odiava, odiava mais do que a si mesmo. Deveria ter sido mais compreensível quando via sua filha querendo se afastar de John, quando a via respirando fundo para não chorar e quando Jonathan saia de sua casa com um sorriso sádico. Devia ter desconfiado, proibido e cuidado de sua filha. Alexandra lhe tocou o ombro, guiando-o para a floresta. Iria falar com Hayley, e não se importava se teria que forçá-la a isso.

Hayley sentou-se em um dos degraus do Loft, haviam acabado de voltar da casa de Stiles e tinham certeza que logo o grupo aparecia por ali.

—– Quem você gostaria de matar daquele grupo ? –– Stiles perguntou, sentando-se a frente da garota. O cabelo bagunçado estava mais arrepiado que o normal, e os olhos com olheiras profundas. –– Eu mataria o Scott.

—– Quem eu gostaria de matar não esta naquele grupo. –– respondeu, abrindo um sorriso enigmático. –– Mas acho que mataria a Allison.

—– Quem não esta no grupo ? Jonathan ? –– Hayley assentiu, fitando suas unhas sujas de terra. –– Não se preocupe, ele estará aqui também.

—– O que....

Hayley foi interrompida pelo som da porta do Loft sendo aberta, Stiles foi lançado longe e Hayley segurada por um braço. Drake, conseguiu identificar o cabelo castanho. Sorriu, puxando o braço do irmão e tentando se soltar. Outro par de braços a envolveram, e não conseguiu olhar para trás para ver.

—– Vamos com calma, garotos, ainda vamos ter muita diversão hoje. –– sibilou, calma para alguém presa entre os braços de duas pessoas. –– Vamos começar por quem ?

—– Que tal eu ? –– Jonathan passou pela porta, com Lydia, Allison, Derek, Scott, Chris, o xerife e Kira logo atrás. Isaac não estava ali, havia se machucado no dia que Stiles fugiu do hospital. –– Vamos Hayley, fale tudo que pensa sobre mim!

O Nogitsune dentro de Hayley urrou, tentando controlar para que Hayley não voltasse ao controle. Porem o mesmo foi feito, pois a loira se sacudiu dos braços enquanto se jogava no chão. Teria poucos minutos sobre o controle mas iria gastá-los da melhor forma, destruindo aquele que sempre a machucou.

—– O amor é uma comida caseira para os fracos e ignorantes, faz você se sentir seguro e feliz mas no fundo, o amor deixa você fraco, dependente e gordo. –– gritou, puxando os cabelos para saírem da frente de seu rosto. Todos pareciam notar que era ela pela tonalidade esverdeada de seus olhos, e por Stiles estar se debatendo sobre Scott e Chris. –– E eu demorei tempo demais para perceber isso.

—– Vamos, fale mais. –– Jonathan incentivou, dando um passo em sua direção. –– O que achou do nosso pequeno relacionamento a um ano atrás ?

—– Temos que aceitar a outra pessoa por inteira e não só as partes fáceis de gostar em um relacionamento. –– respondeu, fulminando Jonathan com o olhar. –– E você é egoísta demais para amar alguém além de si próprio.

Jonathan parou, depois avançou sobre Hayley como um raio. Percebeu que estava com os braços de Jonathan segurando seus braços, e por alivio seus rostos estavam longe.

—– Eu sempre te amei e sempre vou te amar, tudo que eu fiz foi por você. Eu matei os pais de Drake porque estavam querendo matar seu pai por pensar que ele era o culpado pela morte de sua mãe, não queria matá-los na sua frente mas você entrou na sala naquela hora e não quis sair. Eu matei os pais adotivos de Drake porque eram caçadores e estavam o testando para saber se ele era um lobisomem, eu sei o quanto ele significa pra você e não pude deixar de ajudar. Eu venho matado deis de então, apenas quem tenta lhe fazer algum mal e te machuca de alguma maneira. Eu sei que lhe fiz mal e por isso tenho orgulho de dizer. –– Jonathan parou, respirando fundo varias vezes com os olhos lacrimejando. Hayley se mantinha estática, olhando petrificada para o homem a sua frente. Só então notou que a sala estava escura e que os onis já estavam começando a vir em sua direção, Jonathan engoliu em seco, olhando no fundo dos olhos de Hay. –– Olhe nos meus olhos Hay, eu não estou mentindo, não quis te contar antes porque a verdade podia fazer você se sentir mal e a mentira faria você seguir em frente e encontrar alguém melhor que eu. Coisas boas podem vir da mentira e coisas ruins podem vir por conta da verdade. Então Hayley, siga em frente a sua vida e se apaixone novamente.

Hayley abriu a boca para responder mas a fechou, Jonathan havia se colocado a frente de um Oni e recebido uma espada no peito. Hayley gritou, correndo na direção dele. Não o odiava mais, podia ver a verdade de sua palavras em seus olhos e não o deixaria morrer por sua causa. Chutou o oni para longe, ajoelhando-se na altura de John e colocando sua cabeça sobre seu colo.

—– Por favor, não morra. –– pediu, se controlando para não chorar. Não era justo ele morrer quando ela finalmente parasse de odiá-lo, quando finalmente derrubasse suas barreiras. –– Por favor, Jonathan, não morra.

—– Só me abrace. –– implorou, limpando os lábios sujos de sangue.

Hayley o agarrou em um abraço de urso, entendo perfeitamente onde ele queria chegar. As vezes, apenas podemos abraçar uma pessoa uma ultima vez e a deixar ir. E foi o que ela fez, abraçou Jonathan com toda sua força, inconformada com o fato de a cura de lobos não conseguir curar o órgão mais vital, o coração. Ficou agarrada ao seu pescoço ouvindo o som do sangue pingar ao chão, e só o soltou quando os dedos dele a puxaram para trás.

—– Não importa o quão ruim a vida pareça estar, onde há vida, há esperança. –– sentenciou, depositando um leve beijo na testa de Hayley. –– Estarei lhe esperando do outro lado.

Hayley só o soltou quando ouviu seu ultimo suspiro, só então pode se jogar para longe com os olhos marejados. Não chore, não chore. Olhou para cima, tentando conter as lagrimas e se levantou, olhando em volta. O ultimo oni sumiu diante de seus olhos quando se levantou, pode ver todos bastante machucados e cansados mas acima de tudo, orgulhosos. Hayley estendeu a mão no ar quando seu irmão veio em sua direção com os olhos também marejados.

—– Não se aproxime. –– ordenou, fechando os olhos e respirando fundo. –– Ele esta voltando ao controle e não posso impedi-lo.

—– Tenho uma surpresa para você. –– murmurou, ignorando o pedido da irmã. –– Abra os olhos, Hay.

Hayley abriu os olhos, dando de cara com seu pai. Cerrou os olhos, tentando conter o impulso de soca-lo. Ao ver a reação da filha, Will lhe estendeu uma pequena caixa, com uma chave presa a fechadura.

—– Sua mãe queria lhe entregar isso quando duvidasse de si mesma, abra.

Hayley abriu ao ouvir a simples menção a sua mãe, deixou seu orgulho de lado e se sentou, acenando para que Drake sentasse ao seu lado. A caixa fez um ruído ruidoso quando abriu, depois uma pequena chuva de bolinhas de isopor voou para todos os lados, até dar uma visão de uma pequena tela presa ao fundo da caixa. Uma mulher estava ajoelhada no centro da caixa, parecendo ser pregada por cola. Hayley deu corda, ouvindo uma melodia começar a dominar todo o local.

Quando a vida te deixar na mão, eu estarei a sua porta esta noite se você precisar de ajuda.

Eu vou apagar as luzes da cidade. Vou mentir, enganar, eu vou implorar e subornar para te deixar bem.

Depois do pequeno trecho da musica, uma seção de foto começou a ser reproduzida ao fundo da caixa, com milhares de fotos que Hayley sorria com seus dentes tortos e com Drake de cabelos lambuzados em gel ao seu lado.

Quando os inimigos estiverem a sua porta, eu carregarei você para longe.

Sua esperança está pendurada por um fio, eu vou compartilhar com seu sofrimento para te deixar bem.

As fotos se seguiam, com o som da musica suave. Hayley já chorava ao braços do irmão e não se aguentou ao ver uma foto de sua mãe sorrindo para a câmera, chorou ainda mais. Drake estava igual, chorando piedosamente aos cabelos da irmã. Todos no cômodo estavam em silêncio, em respeito pelo momento.

Me dê razões para acreditar que você faria o mesmo por mim.

E eu faria isso por você, querida eu não vou te deixar.

Eu te amarei por muito tempo mesmo depois de ir.

Voce nunca estará sozinha.Eu te amarei muito tempo depois que eu ir.

Hayley secou as lágrimas, prestando atenção em como a canção definia perfeitamente sua vida. E como aquilo a fazia se sentir bem.

Quando você cair como uma estátua, eu vou estar la para te pegar. E para colocá-la em pé. E se o seu poço estiver vazio, nada ira me impedir. Diga o que você precisa, o que você precisa.

Eu me rendo honestamente, você sempre fez o mesmo por mim.

William se juntou a eles no chão, com a afirmação de cabeça de Hay. Também estava com saudades de sua esposa e as fotos era a única coisa que tinha dela.

Você é o meu suporte, você é a minha base.

Você é minha muleta quando ninjas pernas não se movem, você é o meu ponto de partida.

Você é meu coração duro, você é o pulso que eu sempre precisei.

Como um tambor, meu coração nunca ira parar de bater por você, mesmo depois que eu for.

Quando a musica acabou, Hayley já estava enfunada nos braços do irmão. Levantou-se ao ouvir seu nome, Derek estava de pé com uma mão estendida. Hayley a pegou, se levantando e limpando as lagrimas.

—– Isso pode ser sua âncora, Hayley. Lembre-se desse momento quando estiver na pior. –– aconselhou cruzando os braços abaixo do tórax.

—– Não é forte o suficiente para ser minha âncora. –– respondeu, encolhendo os ombros. –– Mesmo com a morte de Jonathan, a musica e tudo isso, ainda não é forte o bastante.

—– O que falta ?

—– Sentimento.

Derek a puxou, pela primeira vez tomando partida para beija-la por vontade própria, envolveu sua cintura com as mãos e olhou nos seus olhos antes de tomar seus lábios. Hayley, ao sentir o gosto de menta tão conhecido inundar sua boca, teve certeza que aquele momento seria sua âncora. Não conseguia ver a tristeza pela morte de Jonathan, apenas conseguia ver Derek, e seus lábios movendo-se nos seus.

Notas finais
Bom, estou mais de uma semana sem postar, sei disso. Mas eu estou bastante empenhanda em duas novas fanfics que estou fazendo, uma com o nosso querido Dylan O'Brien como um psicopata e outra Yuri com a Holland Roden ( Lydia ). Enfim, descobri que uma leitora minha trabalha na American Edits, que orgulho dessa gata :). Irei postar outro cap no meio da semana e peço a colaboração de todos com os reviews, até o próximo e não esqueçam de deixar um comentário ;) * Notas editadas em 29/02 * Bom, a fanfic com o Dylan como psicopata ficou pronta e eu gostaria muito de ter minhas leitoras lá, não vou deixar o link pq não quero obrigar ninguem a ler, por isso, estará no meu perfil a fanfic. Amo vocês