Lullaby

8 Staring Into The Darkness


Notas iniciais
Hey girls, sei que a mairoria vai ter morrido depois de ler o final mas preciso que leiam as notas finais.

Olhando para a escuridão.

Hayley

Derek teve que esperar no Loft enquanto eu ia ao lado de fora voltar a minha forma normal, eu havia juntado os restos da minha roupa para não ficar nua — minha blusa estava rasgada somente nas costas e minha calça nas pernas, apertei a blusa contra meu corpo evitando a brisa fria que me atingia. Voltei para dentro do local. Tentei ao máximo deixar a blusa fechada e decente, mas minha sorte era tanta que os botões sumiram, deixando uma visão para a pele no meio de meus seios. Sentei no sofá cruzando as pernas para não mostrar mais do que deveria, cruzei também os braços para tentar tampar alguma coisa. Derek estava de frente a janela com sua típica cara de mau e braços cruzados, olhava a lua cheia no céu com o queixo erguido. Parecia pensar.

—–– E então? ––– questionei tentando avançar ao assunto. Não fazia a mínima ideia do porque eu estava ali, estaca começando a ficar ainda mais frio com nuvens cinzas ao céus avisando uma chuva. ––– O que queria falar comigo?

—–– Você me colocou no carro?

—–– Não sei do que está falando.

Eu estava nervosa, minha cabeça inventou de girar de um lado ao outro. Meu cabelo estava sujo de terra que eu não fazia ideia de onde vieram, meu corpo coçava e aclamava por um banho.

—–– Eu sei que foi você, Hayley. Vi seu cabelo e sua moto.

Ele se virou para mim. Fiquei o olhando por alguns segundos formulando uma resposta na minha mente, como não consegui nada decente acabei revirando os olhos e me levantando.

—–– Sim, fui eu. Pode falar que sou uma estupida que não deveria se meter na vida dos outros, sei que você não ira dizer obrigado e nem nada do gênero. ––– resmunguei virando-me para a porta do Loft. Algo macio e pesado atingiu minhas coxas quase me levando ao chão pelo susto.

Era a jaqueta dele. Sua jaqueta preta que sempre usava estava aos meus pés, com um Derek me olhando da mesma forma de sempre: indiferente. Sabia que ele não iria dizer obrigado diretamente e ao vê-lo se gastar de mim em passos rápidos entendi, aquele era o jeito dele agradecer. Peguei ela do chão passando pelos meus ombros, o cheiro de colônia amadeirada invadiu minhas narinas, involuntariamente apertei mais a roupa. Caminhei lata perto dele, parei ao estar ao seu lado para observar a lua, ficamos assim em silencio até o carro de Drake estacionar em frente ao Loft. Ele saiu do mesmo acenando para a janela, estava com uma pequena sacola com roupas na mão.

—–– Poderia me ensinar artes marciais? ––– questionei girando o rosto para ele. Ele ainda olhava para o seu com os braços cruzados em cima da blusa cinza.

—–– Por que deveria?

—–– Porque me deve uma. ––– rebati sentindo-me incrivelmente irônica. ––– Não ouse dizer que não precisava da minha ajuda, iria ficar hipotérmico e poderia até perder uma coisinha, se é que me entende.

Eu queria sorrir, estava começando a me dar bem com a única pessoa que parecia não gostar de mim. Queria socá-lo também por ser tão teimoso, eu estava dando meu braço a torcer ao tentar me aproximar mas sua pose de durão desanimava qualquer entusiasmo. Fiquei ali olhando com uma sobrancelha erguida, braços cruzados e um sorriso irônico nos lábios.

—–– As duas e meia. Sem atrasos, garotinha. ––– cedeu-se sorrindo sarcástico para mim. Revirei os olhos perante o apelido ridículo.

Sai do Loft pulando os lances de escada, era bem provável que se eu demorasse mais um pouco, Drake subiria pra me buscar. Acabei virando o tornozelo no último degrau mas segui em frente ao ouvir a buzina do carro. Entrei no carro sem dizer uma palavra, peguei a sacola da mão do moreno começando a retirar minha roupa. Revistei a sacola na procura das roupas que ele me trouxe, soquei seu braço com força ao ver meu pijama de seda junto com um par de sapatilhas pretas.

—–– Por que me trouxe um pijama? ––– perguntei vestindo a pequena roupa a contra gosto. Era uma blusa cinza fina rendada acima do busto, o short era branco com renda na barra da coxa. ––– Não podia trazer uma roupa normal?

—–– Não sou normal. Alias, temos que ir na casa da Allison, ela quer explicar o que aconteceu. ––– começou colocando a chave na ignição, logo o carro já estava rodando pelas ruas.

—–– Como ela sabe o que esta acontecendo? ––– indaguei. Vesti a jaqueta de Derek sobre o pijama aproveitando para prender os cabelos em um rabo de cavalo.

—–– Parece que o pai dela sabe, não me explicaram direito. ––– respondeu encolhendo os ombros. Levantei uma sobrancelha para ele com um sorriso torto já começando a brincar em meus lábios. ––– O que foi?

—–– Não explicaram direito porque passou a maior parte do tempo engolindo o Ethan. ––– comentei soltando um riso ao ver seu rosto distorcer-se em uma careta. ––– Não negue, eu sei que o gelo que ele foi buscar não era para as bebidas.

—–– Hey. ––– exclamou irritado. O carro já estava estacionado em frente a casa, percebi que estava chovendo pelas gotas de agua caindo na janela do carro. ––– Eu também vi você se agarrando com um garoto. Por que você não desencalha de uma vez?

—–– Por favor, era uma ficada. Não preciso de namorado, nem de ninguém. ––– resmunguei calçando as sapatilhas pretas. Odiava esse assunto. ––– Chega desse assunto.

—–– Nem todos são como Jonathan, entenda isso. ––– sussurrou com a voz calma. Seus lábios estavam compridos ao mencionar o nome.

Meu corpo inteiro tremeu, não de raiva e sim de nojo. Parecia estar submersa a agua, meu corpo estava leve e a voz de Drake distante, tudo parecia rodar em câmera lenta enquanto memorias de gritos e sangue entravam na minha mente sem permissão. Mas mesmo vendo a imagem dos pais de Drake sangrando no chão frio com um braço erguido para mim, eu não conseguia chorar, nem sentir raiva. De repente as memorias saíram da minha cabeça, meu corpo voltou ao estado normal e minha cabeça parou de latejar. Drake havia me tirado do torpor novamente.

—–– Não diga o nome dele, por favor. ––– rosnei com um nó a garganta. ––– Ele não merece ser dito, você sabe muito bem o que ele fez.

Drake me agarrou pelos braços puxando-me até alinhar seu corpo ao meu. Encolhi envolta dos seus braços, coloquei a cabeça em seu ombro respirando fundo. Eu não iria chorar, não choro deis de que minha mãe morreu, não iria ser agora que isso iria mudar.

—–– Hayley, um dia você vai se apaixonar de novo. Por mais maluca que as coisas sejam, não são impossíveis, se você não acreditar quem mais vai? ––– minha garganta se fechou com o olhar afetuoso dele. Eu nunca iria merecer alguém tão bom como ele.

—–– Desculpa Drake mas eu realmente não quero um namorado, nem ninguém na minha vida. ––– neguei afastando de seus braços. ––– Não preciso disso.

—–– Prometa que vai tentar.

—–– Drake...

—–– Por favor, por mim. ––– implorou juntando minhas mãos com as suas. Concordei com cabeça ao ver seus olhos reluzirem em desespero.

Entrei na casa seguindo para o meu quarto, o moreno iria esperar no carro enquanto eu trocava de roupa. Acabei colocando um vestido solto branco, fiquei com a mesma sapatilha. Voltei para o carro ligando o rádio, meu dia merecia ser mais animado.

—–– Havia algum ritual naquilo. Era como olhar na alma deles. ––– Chris explicava com Allison limpando o machucado acima de sua sobrancelha.

—–– Igual ao que fizeram com todos. ––– Allison concluiu pressionando o pedaço de algodão no machucado.

—–– Nem todo mundo, até agora só vieram atrás de lobisomens. Certo? ––– Scott questionou franzindo a testa.

—–– Foram atrás de Lydia, esqueceu? ––– intrometi-me na conversa. ––– Não são apenas lobisomens.

—–– Qualquer um ligado ao sobrenatural. ––– Chris explicou novamente. ––– Diretamente ou não.

—–– E quem era o cara no Japão? ––– Drake perguntou inclinando-se para frente.

—–– Um Kumicho, o chefe da Yakuza. ––– respondeu-lhe olhando rapidamente. ––– Foi minha primeira troca de armas, tinha dezoito anos. Exceto pelo fato que Gerard não disse que eram da Yakuza, percebi que era um teste com minhas habilidades de improvisar.

—–– Ou de sobreviver. ––– lembrou Allison pegando outro pedaço de algodão.

—–– Assim que amanheceu, se materializaram das sombras. Eles carregavam espadas, não curvadas como Katanas, mas retas, de aço negro. Como ninjas.

—–– O que queriam?

—–– Chegar ao Kumicho. ––– cruzou os dedos uns aos outros deixando as mãos no colo. ––– Eles mataram todos no caminho deles, um por um.

—–– Foram marcados também? ––– Isaac questionou passando a mão atrás de sua orelha.

—–– Não exatamente. ––– respondeu virando o rosto para Allison cuidar do ferimento. ––– Fincaram as três espadas juntas em seu abdómen.

—–– O que ele era? ––– indaguei puxando a barra do vestido para baixo. ––– O Kumicho.

— Não sei, talvez alguém por ai saiba. — respondeu virando seu rosto para mim após sua filha colocar um curativo. — Outros sobreviveram, um deles se chamava Dedo de prata devido a uma prótese. E parecia confiante em matá-los.

Chris ficou em silencio por um instante, seus olhos estavam distantes e parecia se recordar da noite do ocorrido. Depois, balançou a cabeça concentrando-se em nós novamente.

—–– Eu soube que Katashi, o dedo de prata, estava no pais e ontem fiquei o rastreando. ––– revelou mexendo nas coisas em sua mesa.

—–– Não parecia querer ser encontrado. ––– Isaac apontou o machucado com as mãos.

—–– Acha que sabe o que são ou o que querem? ––– questionei curiosa. A temperatura parecia ter caído na sala obrigando-me a fechar a jaqueta.

—–– Talvez. ––– ergueu os ombros. Allison encostou-se na mesa rodando uma flecha entre os dedos.

—–– Ele se lembra de você? ––– Drake perguntou vendo-o se levantar de sua cadeira, retirou uma caixa do chão colocando-a na mesa.

—–– Lembrara disso. ––– afirmou abrindo a caixa marrom clara.

Levantei da minha cadeira, esperei ele terminar de abrir e retirar o pano de cima para observar melhor o que havia dentro. Era uma máscara preta rachada ao meio, lembrei-me das criaturas ao ver o sorriso estampado na mascara. Era de um deles.

—–– Eu sei que não o matei, nem sei se é possível matá-los. Mas atrasei ele tempo suficiente para sairmos de lá.

Scott pegou uma parte da mascara, peguei a outra analisando entre meus dedos. Era pesada, áspera e empoeirada mas não parecia suja, pelo contrario, parecia ser feita de pó. Coloquei de volta na caixa limpando meus dedos no pano contido ali dentro, Scott ficou olhando-a.

—–– O que tinha por trás da máscara? ––– Drake indagou aparecendo ao meu lado de braços cruzados.

—–– Escuridão. ––– afirmou fechando a caixa apos Scott devolver o pedaço da mascara. ––– Somente escuridão.

Narrador.

Hayley estacionou a moto, guardou as chaves no bolso esperando Drake sair do carro para seguirem juntos para a escola. Mas ele estava parado na porta de seu carro olhando Ethan conversando com Scott com seu irmão do lado. Resmungando arrastou ele até dentro da escola, empurrou-o até o seu armário guardarem suas coisas. Scott entrou minutos depois com os gêmeos logo atrás, estavam rodando ele e empurrando qualquer um que chegasse muito perto. A loira soltou uma risada observando a cena.

—–– Por que estão te seguindo? ––– questionou ao estarem próximos, o armário do moreno era perto do seu mas teve que andar alguns passos para ficar frente a frente. ––– Isso faz parte do acordo para entrarem no bando?

—–– Eles querem entrar no bando mas eu não quero deixar. ––– respondeu abrindo seu armário e retirando seus livros. Logo os gêmeos já estavam novamente ao seu lado. ––– Acham que eu preciso de proteção contra os ninjas.

—–– No nosso primeiro contato com eles, apanhamos feio, é melhor nos prevenirmos. ––– Ethan assegurou colocando sua mochila no ombro. ––– O dia todo.

—–– E a noite toda. ––– Scott e Aiden murmuraram em uníssono. A loira riu mais ainda ao ver a expressão de Scott se fechar.

—–– A noite toda? ––– abriu um sorriso malicioso fechando a porta de seu armário. ––– Seus pevertidos.

Saiu de perto deles rindo ao ouvir seus comentários confusos, teria aula de física agora mas concordou de se encontrar com Drake no vestuário masculino. Esperava que não tivesse ninguém lá. Acabou passando pela sala de física para deixar seus livros mas parou ao ver os gêmeos com os ouvidos na porta.

—–– O que estão fazendo? ––– cochichou para os dois. Assustaram e quase caíram levando ela junto, tentaram disfarçar passando a mão atrás da nuca mas não deu muito certo. ––– Não me enrolem.

—–– Estamos ouvindo a conversa de Scott e Stiles. Satisfeita? ––– Aiden revelou voltando sua atenção a porta. ––– Pode escutar se quiser.

Alguns minutos depois os três estavam ouvindo a conversa e comentando entre sussurros, pelo que parecia, Stiles havia escrevido o nome de Kira no quadro e destrancado a porta para Barrow. No começo duvidaram mas ao ouvir a parte em que as bombas feitas de parafusos que ambos usaram — Stiles para pegar uma peça no treinador e Barrow para explodir um ônibus, ficaram desconfiados. Hayley foi se encontrar com Drake para irem juntos a aula e os dois ficaram para vigiar Scott, encontrou o irmão no meio do caminho e seguiram juntos para a aula. Allison e Isaac faltaram a aula para descobrir um jeito de matar os Onis, Drake iria ajudá-los depois da aula de física e matar as três últimas. Hayley esperou acabar a aula de física para levar Stiles ao medico a pedido de Scott, o alfa iria ficar ao lado de Kira o resto do dia e estava preocupado com o amigo. Quando o sinal bateu, levou Stiles até seu jipe e dirigiu após roubar a chave de suas mãos, chegaram no hospital em poucos minutos. Stiles parecia agitado e não conseguia ficar parado em um lugar só, teve que agarrar o braço dele e levá-lo a recepção. Por sorte, Melissa estava na recepção.

—–– Qual o médico dele? ––– questionou apertando Stiles para perto de si impedindo-o de sair de sua vista.

—–– Dr. Gardner não volta essa semana. ––– informou digitando algo em seu computador. ––– Quer outro médico?

Stiles acabou soltando-se de seus braços e zanzando sobre o hospital, Melissa percebeu sua inquietação e puxou ele para uma sala mais afastada. Hayley entrou depois de roubar um pote de pirulitos da recepção, sentou em uma cadeira comendo os doces. Stiles foi colocado na cama, Sra. Mccall pegou um bloco de notas e uma caneta sentando-se a frente dele.

—–– O que esta havendo? ––– perguntou docemente ao garoto. ––– Algum sintoma?

—–– Desmaios, mas não são demorados. Sonambulismo, que eu tinha muito quando criança. ––– olhou para a antes antes de brincar com seus dedos. ––– E ansiedade, tenho sentido muito isso.

—–– Algum ataque de pânico? ––– indagou anotando tudo em sua prancheta. Hayley mastigou um dos doces fazendo barulho por todo o quarto, mastigou mais devagar para ver se o barulho sumia.

—–– Alguns. ––– respondeu passando os dedos no cabelo. ––– E perdi temporariamente a habilidade de ler.

—–– Quantas horas tem dormido? ––– perguntou rabiscando seu bloco e o olhando.

—–– Oito. ––– respondeu ajeitando-se na cama. ––– Nos últimos três dias.

Hayley parou de mastigar o doce, e Melissa também parou de anotar para olhá-lo, Stiles abaixou a cabeça voltando a brincar com seus dedos.

—–– Credo. ––– zombou a loira voltando a mastigar seu doce. ––– Espero que não vire um vampiro. Ou um zumbi.

—–– Tem se sentido irritado? ––– perguntou após lançar um olhar reprovador para a loira.

—–– Sim, até tive vontade de cometer suicídio. ––– concordou abaixando novamente a cabeça. Melissa começou a mexer em uma prateleira perto da cama.

—–– Falta de concentração? ––– perguntou retirando uma embalagem azul da prateleira.

—–– Adderall não faz efeito.

—–– Comportamento impulsivo?

—–– Mais do que o normal? Impossível dizer. ––– respondeu virando sua cabeça para olhá-la, novamente o quarto foi preenchido pelo som de Hayley mastigando o doce. ––– Tenho bastante sonhos vividos pelo dia também. Sabe o que é isso?

—–– Sim. ––– garantiu abrindo a pequena embalagem azul. Dentro continha uma seringa com agulha e um líquido amarelo dentro, a loira se encolheu na cadeira. ––– Confia em mim?

—–– Quando não esta segurando uma agulha, sim. ––– confessou puxando a manga da blusa para cima dando espaço para a agulha espetá-lo.

—–– É Midazolam. ––– explicou espetando-o com a seringa. ––– Sedativo.

Hayley saiu da sala com seu pote de doces na mão, teve que discutir com uma enfermeira alegando não ser ela que roubou os doces. Acabou saindo de fininho enquanto ela chamava outra enfermeira. Olhou no seu relógio as horas, quase duas e meia. Teve que correr três quadras para chegar a escola, sua moto ainda estava lá. Estava atrasada para treinar com Derek, subiu na moro acelerando na direção do Loft.

Abriu a porta com força, quase voando para dentro. Derek estava parado ao centro de sua sala, colocando um saco de pancadas pendurado no teto, virou-se para ela apontando a mesa com luvas e faixas ao seu lado. Soltou a mochila no chão caminhando em passos lentos até a pequena mesa, começou a enfaixar suas mãos e colocar as luvas por cima. Derek apareceu ao seu lado quase levando-a ao chão pelo susto, os braços dele rodearam sua cintura dando apoio para ela se estabilizar. Agradeceu voltando a colocar as luvas, posicionou-se em frente ao saco de areia com os joelhos afastados uns dos outros. Sentiu novamente os braços de Derek em sua cintura, ele abaixou seus ombros e empurrou seus pés para longe, batucou os dedos em suas costas para estufar seu peito.

—–– Agora, soque. ––– mandou largando sua cintura. ––– Com toda sua força.

Ela girou o braço e depois bateu-o contra o saco. O mesmo foi para trás alguns centímetros antes de voltar e acerta-la, caiu no chão apoiando-se nas luvas. Derek soltou sorriso arrumando o saco, deixou ela jogada no chão até a loira bufar e se levantar sozinha. Derek ficou rígido de repente, Hayley teve que seguir seu olhar para ver que ele fitava o sol se pondo. Droga. Sentiu uma ardência na perna e logo sua calça já estava vermelha pelo sangue que vazava, passou os dedos no local constatando que não havia ferimento, era de Drake. Disparou em direção as escadas retirando as luvas as presas, jogou tudo no chão correndo o mais rápido que suas pernas permitiam. Seu coração começou a disparar quando chegou a rua de Scott, correu na direção da casa o mais rápido que podia. Ao chegar, viu dois Onis parados a porta batendo suas espadas no escudos invisível. Todo seu corpo tremeu ao ver Drake parado ao chão da sala com a mão na perna. Prendendo a respiração, virou-se para os Onis que agora começavam a caminhar em sua direção.

—–– Eu vou distrai-los, por favor, não deixem nada acontecer com Drake. ––– gritou para todos parados porta escutá-los, então se virou na direção da floresta.

Ouviu os gritos de Drake e resmungos dos outros lobos, começou a correr na direção da floresta olhando para trás para certificar-se de que estava sendo seguida por eles. Seu corpo bateu em algo duro que quase a levou ao chão, um Oni estava parado a sua frente com sua espada na mão, virou-se para sair dali mas bateu em outro Oni. Seus olhos se fecharam, seu corpo tremeu ao ver os dois começarem a cercá-la. Mas então aconteceu, seus braços voaram na direção dos dois Onis atravessando o estomago dos dois, fechou as mãos em punhos puxando-as para si. Soltou uma risada ao ver eles se transformarem em sombras diante de seus olhos, seu corpo inteiro entrou em chamas e caiu. Caiu sobre seus joelhos no chão de terra, abriu os olhos olhando para suas mãos, abriu as mesmas devagar observando os vagalumes mortos na palma de suas mãos. Seu coração se apertou ao ver a luz do vagalume se apagar, não podia ser ela, não seria ela. Acabou desmaiando sobre a terra com os vagalumes entre seus dedos.

Queria gritar mas sua garganta se fechava. Conseguiu ouvir uma risada, porém, não conseguiu identificar o dono da voz.

Notas finais
Não me matem, serio estou implorando para não me matarem. A fic vai pegar fogo agora entaõ vai ter muita treta e os caps vao ser maiores. Ah como eu estou boazinha, para quem pedir nos reviews vou dar sporles, Espero que comentem como no cap passado, amei muito os comentarios de vcs. Comentem girls