Lullaby
9 Going to the battlefield
Notas iniciais
Indo para o campo de batalha.
Acordei com uma pancada nas costelas, levantei-me assustada pela dor, olhei para os lados tentando localizar o causador da minha dor e o local em que estava. Era a uma floresta mas não a mesma que eu estava, a terra era escura e cheia de folhas vermelhas espalhadas, as arvores eram mais baixas e amontoadas umas nas outras, estava caída no chão em um circulo livre de qualquer arvore. Levantei o olhar para o céu, estava escuro como se aguardasse a chuva com urubus voando em círculos, alguns pousavam nas árvores para me olhar. Minha visão do céu foi bloqueada por uma mulher, seu rosto estava sujo de terra e seu cabelo preto estava embolado em varias folhas coloridas, olheiras profundas instalavam-se debaixo de seus olhos castanhos claros, seus lábios estavam rachados. Sua roupa era apenas um vestido branco rasgado na altura do joelho, estava com gotas de sangue respigado, soltei um suspiro ao visualiza-la sorrir para mim. De novo não, por favor, de novo não.
—–– Você não é real. ––– murmurei para mim mesma tentando me levantar, meu corpo foi puxado para baixo por algo invisível aos meus olhos. ––– Me deixe ir.
—–– Querida Hayley, vai negar sua mãe? ––– perguntou em sua habitual voz debochada. Minha garganta se fechou ao ouvir sua voz tão familiar. ––– Que feio.
—–– Você não é minha mãe, ela esta morta assim como você, vadia. ––– rosnei lutando para ficar em pé. Dessa vez consegui estabilizar sobre minhas pernas sem ser puxada novamente para baixo. ––– Pare de imitá-la, ela nunca seria que nem você.
—–– Talvez, quer ver como ela seria? ––– indagou abrindo ainda mais seu sorriso debochado.
Ela estralou seus dedos compridos e ossudos, uma neblina azul saiu do meio das árvores indo de encontro ao meu corpo. Tudo pareceu congelar, o ar ficou mais frio assim como meu corpo, senti algo puxando meu corpo para cima deixando-me sustentada no ar. A neblina entrou por minha boca e nariz, meu corpo pareceu ser colocado na agua quando inalei a neblina densa, fechei os olhos lutando contra o cansaço que começava a invadir meu corpo. Todas as sensações saíram de meu corpo como um tapa, abri os olhos fitando a neblina que começava a moldar-se na minha frente, uma silhueta foi criada. Prendi um suspiro ao ver os cabelos castanhos escuros, olhos azuis cintilantes da cor do oceano mais profundo, a pele clara já estava com linhas de expressão abaixo dos olhos e boca, seus lábios rosa claros estavam repuxados em um sorriso gentil realçando sua bochechas levemente rosadas.
—–– Mãe? ––– questionei sem fôlego. Estendi uma mão em sua direção mas a cena já havia mudado.
A neblina havia formado outra silhueta. Era outra mulher, olhos azuis acidentados tristes e sem graça, os cabelos castanhos estavam caindo no chão dando uma visão de seu crânio, tinha uma bala no meio de sua testa com sangue saindo do machucado e espalhando sobre todo seu rosto. Ela me lançava um olhar reprovador que me fazia querer sumir de sua vista.
—–– A culpa foi toda sua, eu morri por sua culpa, como você permitiu que sua mãe morresse? ––– pergunto-me depositando um tapa em meu rosto. Girei o rosto para o lado com o impacto, minhas bochechas ardiam com a força e meus olhos pareciam em brasa. ––– Eu te odeio.
As lagrimas caíram sobre meu rosto, pareciam ser feitas de lava queimando todo meu rosto. Soltei um grito encolhendo-me para longe do corpo da mulher, a frase eu te odeio ficava repetindo em minha cabeça como uma musica. Olhei novamente para ela, rezando para que seu corpo desaparecesse, consegui ver por segundos um sorriso debochado em seus olhos enquanto me afundava em lagrimas.
—–– Você não é ela, nunca será. ––– e então sorri. Meu corpo foi lançado ao chão novamente com força, a mulher dissipava na neblina com um resmungo.
Fui repuxada de meu corpo, tudo rodou causando um enjoo no meu estômago. Quando finalmente toquei o chão, meu instinto foi me curvar sobre os joelhos para controlar as lagrimas e enjoo. Mas não adiantou, estava em uma poça de lama com meus dedos fincados em uma pedra. Vestia um vestido vermelho que agora se encontrava sujo de lama assim como todo meu corpo, ouvi passos em minha direção obrigando-me a me levantar. Olhei para trás vendo a mulher de vestido branco sorrir para mim e continuar a caminhar, estava em outra floresta totalmente fechada com arvores altas e amontoadas para todos os lados, tudo estava em chamas e o chão era preto como o céu. Peguei na barra do vestido começando a correr para o meio das chamas, ouvi a risada da mulher ecoando sobre meus ouvidos, acelerei o passo desviando de arvores na minha direção. Urubus começaram a despencar dos céus mordendo minha pele, estapeei todos a minha frente seguindo para dentro da floresta, meu pé embolou-se sobre a raiz de uma arvore levando-me ao chão. Cai em um buraco profundo com uma barra de ferro atravessando minhas costelas, soltei um grunhido tentando sair dali, os urubus caíram no buraco picando minha pele e mordendo-a. Soltei um grito que assim que senti uma mordida rasgar minha pele, tudo tremeu e a imagem se dissipou.
Meu corpo foi lançado ao chão com uma força absurda, cai sobre o concreto usando as mãos como apoio para não bater a cabeça. Visualizei outra pessoa ao meu lado caída, tinha uma armadilha para ursos com corrente presa na perna, soltei um palavrão ao ver o cabelo preto bagunçado ficar de costas para mim.
—–– Stiles? ––– perguntei arrastando-me em sua direção. O garoto virou sua cabeça para mim, aliado e confuso ao mesmo tempo. ––– O que faz aqui?
—–– Eu que pergunto a você. ––– respondeu soltando um grunhido ao final da frase, só então percebi que a armadilha se fechava cada vez mais. ––– Como chegou aqui?
—–– Foi por um sonho, eu acho. ––– expliquei deitando-me ao seu lado.
Meu corpo ainda doía como se o sonho tivesse sido realidade, tive que passar a mão sobre minha barriga para confirmar que não estava machucada porém quando tentei levantar a dor me impediu como se a barra de ferro ainda estivesse ali. Olhei ao redor tentando me localizar, estava escuro e meu corpo não queria usar meus poderes para conseguir enxergar, só consegui ver ferramentas jogadas ao chão e espelhos encontrados nas paredes. Conseguia ouvir alguém mexer-se entre os objetos rindo, logo os passos ficaram mais intensos avisando que havia mais de uma pessoa ali.
—–– Quem está aqui? ––– perguntei a Stiles. O moreno estava com um celular nas mãos formando um pequeno circulo de luz com a lanterna. ––– Alias, onde diabos nos estamos?
—–– Não sei, acho que é um porão. ––– deduziu soltando um gemido a armadilha grudar mais. Arrastei-me novamente até sua perna para tentar ver a gravidade do machucado.
A armadilha estava presa a sua perna até quase na altura do joelho, seu calça azul clara já estava completamente vermelha pelo sangue que saia. Tentei abrir a armadilha para sua perna passar mas parei ao ouvir seu grito de dor, meus poderes estavam bloqueados e qualquer contato com o ferimento aumentava ainda mais a dor.
—–– Desculpe, Stiles, não posso ajudar. Meus poderes sumiram. ––– resmunguei lançando-me ao chão, tive que passar varias vezes a mão sobre minha barriga para garantir que não estava sangrando. ––– Cadê seu celular?
—–– Não consigo pegá-lo, esta perto da minha perna. ––– apontou na direção da pequena luz que saia do celular. Só então notei a pequena poça de sangue ao redor de seus pés com o celular encima.
Engatinhei até o celular, o peguei com cuidado para não virá-lo em minhas mãos e acabar invalidando-o. Olhei os contatos buscando o primeiro que achei, por sorte era Scott, disquei o numero esperando que fosse atendida.
—–– Stiles? ––– o moreno perguntou com a voz embaçada pelo sono. Os barulhos no fundo da sala intensificaram, fiquei em silêncio ouvindo objetos serem levados ao chão. ––– Você ta ai cara?
—–– Sou eu Scott, preciso que venha nos buscar. ––– murmurei o mais baixo possível para não chamar atenção de quem estivesse ali presente. ––– Stiles está com um machucado na perna e eu estou sem meus poderes.
—–– Tem alguém aqui, Hayley. ––– Stiles sussurrou ao meu lado encolhendo-se para perto de mim.
—–– Onde vocês estão? Stiles está bem? ––– as perguntas de Scott pareciam distantes, minha cabeça parecia submersa em fogo.
Cobri minha cabeça tentando fazer a sensação de mil agulhas espetando minha pele parar, tentei gritar ou tocar em Stiles pedindo ajuda mas fui puxada para longe de seu corpo. Cai dentro de uma banheira com agua gelada que nem sabia que estava ali, mãos firmes prendiam meus ombros embaixo da água impossibilitando qualquer reação minha. Ouvia os gritos de Stiles abafados pela agua, meus olhos ardiam por conta do frio e meus pulmões clamavam por ar. Fui puxada da água por outro par de mãos, lancei meu corpo para frente a fim de correr de quem havia me puxado. Minhas pernas estavam congelando assim como todo meu corpo, cai no meio de minha corrida por um soco no estômago, rolei sobre toda a poeira acumulada no chão até encontrar os espelhos do outro lado da sala. Minhas costas bateram sobre eles derrubando-os sobre mim, soltei um grito ao ter minha pele perfurada por cacos de vidro. Tudo tremeu como se fosse apenas uma miragem, fui puxada por braços finos e trêmulos que exalavam um perfume amadeirado. Estava nos braços de Stiles que tentava me acalmar balançando meus ombros, olhei para os lados constatando que ainda estava no mesmo lugar de antes que os espelhos estavam intactos. Passei as mãos sobre todo meu corpo tentando provar a mim mesma que foi uma alucinação, para meu azar, meu corpo doeu ao ter mãos espalmadas sobre ele como se ainda estivessem ali os pedaços de vidro.
—–– Você está bem? ––– questionou Stiles afastando seu corpo do meu para me olhar. Assenti minimamente me amaldiçoando por ter sido levada por um surto.
—–– Cadê o celular? ––– ele apontou para meus dedos que esmagavam o pequeno aparelho. Coloquei o aparelho em suas mãos. ––– Ligue para Scott, agora.
—–– Aonde você vai? ––– perguntou ao me ver levantar. Virei para ele colocando um dedo entre os lábios como forma de silêncio.
—–– Acho que vi uma lanterna ali no canto. Preciso saber onde estamos para sair daqui, ligue para ele. ––– mandei no tom mais firme e forte que consegui no momento. Ele assentiu começando a digitar no celular.
Andei na direção dos espelhos com cuidado, podia sentir um cheiro de carne podre tão brutal que fazia meus olhos lagrimejarem. Enfiei-me no meio de todos os espelhos tentando alcançar a lanterna jogada ao chão a alguns metros, dois espelhos bloqueavam minha passagem com um pequeno espaço no chão para passar apenas um cachorro. Tentei empurrá-los da minha frente mas eram incrivelmente pesados e sem meus poderes o máximo que consegui foi um corte na mão, estendi meu pé no pequeno espaço ao chão para tentar alcançá-la. Dei um chute na lanterna quando meu pé a alcançou, ela rolou até parar em frente ao espelho ao meu lado, consegui ver meu corpo de vários ângulos ao parar em frente ao espelho. Estava com o vestido vermelho sujo de lama da mesma alucinação que havia tido, meus cabelos estavam escuros por conta da sujeira e meus olhos amarelos claros. Me abaixei para pegar a lanterna batendo-a em minha mão para fazer pegar, a luz piscou iluminando o ambiente com ajuda dos espelhos, ao me levantar para voltar até Stiles vi outro corpo parado ao meu lado no espelho. Era a mulher de vestido branco que me assombrava, tentei gritar para Stiles correr mas fui jogada para dentro do espelho com um chute nas pernas. Meu corpo passou por um líquido viscoso e gelatinoso até ficar submerso no que me parecia água, olhei para os lados afirmando que realmente estaca dentro do espelho com a mulher parada a minha frente com um sorriso diabólico. Mas o que mais me deixou aflita foi ver um homem enfaixado com tiras de panos por todo seu corpo, sua boca se abriu em minha direção mostrando todos os dentes em excesso em sua boca então virou-se para Stiles que ainda falava ao telefone. Soquei o espelho com força soltando um grito com a intenção de fazer a alucinação desaparecer como todas as outras, mas ele continuou andando na direção do moreno.
—–– Quer ajudá-lo? ––– a chamou minha atenção. Olhei para ela com os punhos fechados ao lado do corpo. ––– Basta responder alguns enigmas.
—–– Fale logo. ––– rosnei socando novamente o espelho. Ele tilintou mandando um choque elétrico por todo meu corpo, prendi um grito entre os lábios.
—–– O que quanto mais se tira maior fica? ––– questionou deslizando duas garras pelo espelho causando um zunido ensurdecedor por dentro. Quase não ouvi sua pergunta, quase.
—–– Um buraco. ––– respondi convicta. O sorriso da mulher murchou minimamente. ––– Próxima.
—–– O que fica mais molhado quanto mais seca?
—–– Uma toalha. Próxima.
—–– Quando uma porta não é uma porta?
—–– Quando está entreaberta.
Ela sorriu para mim, seus olhos brilhando no vermelho. Senti a agua que me rodeava no espelho aumentar, fiquei com o rosto para cima tentando não me afogar.
—–– Todo mundo tem, mas ninguém pode perder. O que é? ––– a voz era masculina. Olhei por cima dos ombros da mulher observando o homem conversar com Stiles, ele parecia perdido sem saber a resposta.
Tentei gritar a resposta para ele mas a mulher levantou a mão bloqueando a voz de sair da minha garganta, soquei novamente o espelho sentindo o choque atravessar todo meu corpo. A agua alcançou minhas narinas deixando-me submersa, chutei com toda força o espelho tentando sair dali. O homem já se aproximava mais de Stiles que parecia com mais dor do que antes, então eu vi, logo atrás dele uma silhueta olhando para mim. Estreitei os olhos para ver melhor quem era, quando o sorriso gentil se formou em seus lábios consegui identifica-la, minha mãe. Proteja todos que ama, querida escutei sua voz doce ecoar por minha cabeça acalmando-me, esta na hora de enfrentar seus medos. Senti minha garganta se abrir, gritei o mais alto que pude chutando e socando o espelho para se quebrar, mesmo com o corpo submerso o grito foi suficiente para o espelho se rachar. A agua caiu sobre todo o porão derrubando meu corpo de joelhos no chão, quando mantive-me em pé soquei o queixo da mulher com toda a força que pude, ela se desestabilizou tempo suficiente para eu conseguir correr até Stiles.
—–– A resposta é sombra. ––– gritei. Stiles repetiu a resposta para a criatura que rugiu na minha direção, me joguei para frente em direção ao moreno.
Empurrei seu corpo para longe da criatura, ouvi a mulher soltar um grito alto suficiente para fazer todas os espelhos quebrarem-se em pedaços. Lancei meu corpo na direção de Stiles, abraçando-o, senti os cacos de vidros rasgando minha pele com um dor agonizante. E tudo sumiu.
Narrador.
Drake já estava impaciente por noticias de sua irmã, ficou o dia todo passando por todos os locais da cidade em sua busca. Seu corpo doía tanto que teve que quebrar seu braço para se auto curar, seus olhos ardiam mas não sabia o motivo. Scott e Isaac estavam a procura de Stiles que também parecia ter sumido, Derek e Ethan tentavam localiza-los com o olfato sem muito sucesso, Lydia e Aiden estavam no quarto de Stiles procurando pistas. Todos estavam convencidos que Stiles e Hayley estavam no mesmo local, mas Drake tinha um pressentimento ruim no peito. Resolveu dar novamente mais uma volta pela cidade para tentar encontrá-la.
Derek dispensou Ethan, sentia cheiro de medo a quilômetros de distância. Seguiu seu olfato até estar dentro da floresta onde o cheiro estava mais forte, ouviu galhos se quebrando a sua frente e um corpo cair ao seus pés. Era uma mulher de cabelos avermelhados na altura do ombro, vestia um vestido azul claro que parecia muito não ser de sua época, Derek estendeu a mão para ajudá-la a levantar. Assuntou-se ao ver que era Hayley, seus olhos estavam amarelos tão claros que pareciam de um felino, mas mesmo assim as feições maduras continuavam as mesmas. Suas mãos mãos e vestido sujos de lama davam a impressão de que havia participado de uma guerra, mas seus olhos tristes e cansados mostravam outra coisa.
—–– O que aconteceu? Onde esteve? ––– a pergunta do moreno era contida, como se a resposta não importasse.
—–– Fugindo. ––– respondeu ela. Sua voz estava mais rouca do que o normal, baixa e sombria.
Em um movimento rápido, avançou sobre Derek com os braços abraçando seu pescoço. Ela puxou sua nuca para perto da sua, os lábios roçaram um no outro em uma onda deliciosa de calafrios, pressionou os dedos nos cabelos de Derek antes de quebrar todo o espaço que restava. Seus lábios juntaram em um beijo selvagem, línguas enroscavam uma na outra com mordidas alternadas, mesmo sem entender nada Derek puxou a cintura dela para mais perto. Seus dedos deslizaram até seus joelhos, colocando-a suas pernas abraçadas em sua cintura, andou na direção da arvore mais próxima sem quebrar o contato. Hayley mordeu o lábio dele com força ao sentir suas costas baterem sobre a arvore, chupou o sangue que saia de sua boca até estar totalmente limpa, passou as mãos por seus ombros até sua nuca novamente sentindo Derek apertar ainda mais sua cintura contra a sua. Ao sentir o volume em sua calça roçar contra sua barriga, puxou uma faca das costas fincando-a em seu ombro. Caiu no chão com um sorriso maligno, o moreno já estava no chão com a mão na faca que dava pequenos choques ao ser encosta, então se virou para a ruiva que adentrava novamente a floresta.
—–– Por que fez isso? ––– indagou quase rugindo por sua raiva. Tentou tocar a faca em seu ombro que o eletrocutou. ––– Porque está fazendo isso?
A ruiva girou até estar virada para ele, seus olhos estavam no verde original que conhecia. Jogou a cabeça para trás com um rosnado, parecia em uma luta interna consigo mesma. Então o olhou com os olhos oscilando do verde ao amarelo.
—–– Estou fazendo por todos que gosto e amo. E sinto que devo proteger, inclusive você.
Virou-se puxando a barra de seu vestido e voltando para a floresta. Derek ficou caído ao chão confuso por suas palavras, e com raiva de não conseguir tirar a faca de seu ombro. Mais acima de tudo admirado por ela dizer que estava tentando protegê-lo mesmo ele a tratando sempre mal.
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