Lugares esquecidos
4 Eddie
Após um dia repleto de exploração e reflexão, Lino sentiu o cansaço se instalar. Ele decidiu que era hora de descansar, esperando que as próximas descobertas viessem no dia seguinte. Assim, ele voltou ao quarto em que acordara, deitou-se na cama simples e fechou os olhos, com a mente cheia de imagens do vilarejo pitoresco.
No dia seguinte, Lino acordou com uma nova determinação. Ele tinha a sensação de que encontrar o jovem que o havia encontrado desmaiado, poderia fornecer alguma pista valiosa sobre sua situação. Após uma rápida busca, ele encontrou o jovem ajudando em um pequeno jardim nos arredores do vilarejo.
"Oi, rapaz", Lino cumprimentou, um sorriso amigável nos lábios. "Você se lembra de mim? Fui eu que você encontrou desmaiado."
O jovem olhou para cima, surpreso. Ele assentiu com um sorriso envergonhado. "Ah, sim! Lembro de você. Honestamente, foi algo meio assustador. Você simplesmente apareceu do nada, como se tivesse caído do céu."
Lino riu, apreciando a descrição pitoresca. "Parece que minha chegada foi um pouco dramática. Como eu estava quando você me encontrou?"
— Aliás, eu me chamo Eddie!
Eddie coçou a cabeça, lembrando-se dos detalhes. "Bem, você tinha alguns ferimentos leves nos braços e nas pernas, e suas roupas estavam rasgadas. Eu chamei Elias e Louis, e nós o trouxemos para casa para cuidar de você."
Lino assentiu, pensativo. "Obrigado por ter me encontrado e por ter cuidado de mim naquela hora. A amnésia torna tudo muito complicado."
Eddie sorriu e deu de ombros. "Fiz o que qualquer pessoa faria. Se você precisar de mais informações ou qualquer outra coisa, estarei por aqui."
Após a conversa com Eddie, Lino decidiu abordar Elias, o ancião da vila, para expressar sua gratidão e oferecer sua ajuda.
"Elias", Lino começou, "quero agradecer por tudo o que você e a vila fizeram por mim desde que acordei aqui. Não consigo expressar o quanto isso significa para mim."
Elias sorriu, um brilho caloroso em seus olhos. "Lino, estamos felizes em ajudar. Todos aqui sentem que você faz parte de nossa comunidade agora."
Lino assentiu, agradecido. "Eu gostaria de retribuir de alguma forma. Existe alguma maneira como eu possa ajudar na vila?"
Elias pensou por um momento antes de responder. "Na verdade, sim. Nossa colheita de outono está chegando, e poderíamos usar uma mão extra para ajudar a colher os vegetais e frutas. Seria uma ótima maneira de se envolver e também conhecer melhor as pessoas da vila."
Lino concordou prontamente. "Claro, adoraria ajudar. É a menor coisa que posso fazer."
Enquanto os dias passavam, Lino mergulhou no trabalho na vila, colhendo frutas e vegetais ao lado dos moradores. Ele compartilhou histórias, sorrisos e risadas com as pessoas que agora considerava parte de sua família, mesmo que sua memória do passado ainda permanecesse fragmentada.
Com o tempo, Lino sentiu que estava começando a se encaixar naquele lugar acolhedor. As sombras do desconhecido que o haviam envolvido quando acordou começaram a se dissipar, dando lugar a uma sensação de pertencimento. A cada dia, ele encontrava pequenas pistas que o aproximavam de sua verdadeira identidade, e ele sabia que a jornada de desc
oberta estava apenas começando.
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