Luar Sangrento (Hyatus)
5 Capítulo 5 – Uma Segunda Aparição Misteriosa
Notas iniciais
Tenho algumas coisinhas para vos dizer.
Em primeiro lugar, quero explicar a razão deste atraso a publicar. O problema foi o seguinte: eu já tinha feito o cap há uma semana atrás, só que estava muito estranho e tive que fazer um de novo. Só que depois o novo que fiz ficou muito curtinho e eu tive que acrescentar algumas coisas tentando não mexer na ordem que tinha planeado. Isto tudo para dizer que peço muita desculpa!
Em segundo lugar, estou um pouco triste com as minhas leitoras, pois só duas pessoas comentaram no último cap. Comentem, nem que seja para dizer que está horrível e que eu devia parar de escrever.
Em terceiro lugar, quero pedir desculpa por ainda não ter publicado o trailer mas eu tive sem movie maker, porque houve um problema com o pc e tive que o instalar novamente. Prometo que vou tentar postar o trailer na proxima semana.
É tudo.. Obrigada ao pessoal que comentou e espero ter mais reviews, please!
Bjs e divertam-se a ler... :)
Demorei a arrumar as minhas coisas, apesar de apenas ter um caderno e um porta-lápis em cima da mesa, com o objetivo de deixar passar a multidão que se atropelava à saída da sala. Quando tive a certeza de que era “seguro” sair encaminhei-me para a porta. No entanto, e para meu azar, a Lara também se demorara e ficara para o fim devido à imensa quantidade de livros, cadernos e blocos de notas que tivera que arrumar dentro da sua mochila. Então, quando eu saía da sala, ela veio ao meu encontro.
- Olá! Com que então somos do mesmo grupo! – comentou ela no seu habitual tom de voz esganiçado.
Jura? Ainda não tinha chegado a essa brilhante conclusão! – pensei.
- É verdade! – respondi.
Como ela viu que eu não acrescentava mais nada continuou:
- Tu não és de muitas falas, pois não?
Nota-se assim tanto? – apeteceu-me responder, mas disse apenas:
- Só quando o assunto me interessa.
-Ah sim! E que assuntos te interessam?
Estripar lobisomens. Queres falar sobre isso? – pensei, mas limitei-me a dizer:
- Motas.
- Gostas de motas? – perguntou a Lara.
Para além de míope (N/a: Lara usava óculos), também era surda.
- Sim, um pouco. – respondi.
- É que eu adoro motas.
De certeza que ouviste bem? Estamos a falar de m-o-t-a-s, não de livros. Sabes, são umas coisas com duas rodas que servem para transportar pessoas.
- O meu pai tem uma oficina em que faz transformações em carros e motas, tipo tunning, e eu sempre gostei disso. – continuou ela.
- A sério? – perguntei espantada. Ninguém diria que aquela marrona, gostava de carros e motas.
A campainha tocou. (N/a: Eles tinham saído
mais cedo, lembram-se?)
- É! Um dia tens de passar lá. – disse-me ela. – Eu agora tenho de ir andando, senão perco o autocarro. Até amanhã!
- Xau. – respondi.
Vi-a afastar-se na direção do portão principal e fui ter com o André à sala onde ele tivera aulas. Quando cheguei à porta da tal sala, vejo aquele mulherengo aos beijos a uma rapariga loira com uma bruta mini-saia.
Aquele rapaz não perde tempo!
Pus a minha melhor cara de sarcasmo e aproximei-me do
casal.
Pigarreei. Eles continuaram o espetáculo. Deviam estar demasiado 'concentrados' para ouvirem.
Pigarreei mais alto e eles finalmente olharam para mim.
- Preciso de te dar uma palavrinha! – disse eu com um sorrisinho maroto.
- Não pode ser noutra altura? – perguntou ele, fuzilando-me com o olhar.
- Se queres ir a pé para casa... tudo bem! – respondi com o meu sorrisinho maroto e dei meia volta.
A rapariga olhava ora para mim, ora para o André sem perceber nada do que se estava a passar.
- Espera... – disse ele e eu parei e voltei-me de frente para ele ainda a tempo de o ver despedir-se da rapariga com um bate-chapas.
- Já volto! – disse ele à rapariga.
Afastámo-nos um pouco da rapariga e do grupo de alunos da turma dele que tinha estado a assistir à nossa conversa.
- Que queres? – perguntou rabugento.
- Estava preocupada contigo, pensei que tu e a rapariga se iam engolir um ao outro. –respondi em tom de gozo.
- Que piada! – respondeu ele sério – Deixa de ser parva! Que queres?
- Trouxe a tua mota de manhã!
- Não me digas! Não dei por falta dela nem nada! – respondeu sarcástico.
- Foi o Rui que te trouxe?
- Sim. E ele está fulo contigo, já agora! Se fosse a ti, comprava um colete à prova de bala.
- Que engraçadinhos que estamos hoje! Não te preocupes que do Rui trato eu. – respondi-lhe de novo com o meu sorriso maroto e continuei – Até que horas tens aulas?
- Até às cinco.
- Ok. Então eu vou dar uma volta e depois venho-te buscar.
- Ok. – respondeu ele e virou-se, mas eu chamei-o:
- André... Tem cuidado! Da maneira como ela está a olhar para aqui, acho que te vai arrancar um pedaço.
Ele olhou para mim como quem diz: “Espera que vais ver!”. E eu afastei-me ainda com um sorriso cruel nos lábios.
Sou tão má!
Caminhei em direção ao parque de estacionamento. Subi para a mota e andei sem destino. Era incrível aquela sensação de liberdade. O vento refrescava-me a cara e sentia os cabelos esvoaçarem à minha volta. Sempre gostei de andar de mota, desde criança. Ainda me lembrava da primeira vez que tinha andado.
Flashback on:
Era um agradável dia de Primavera. A floresta estava pintada de um lindo tom de verde e, ao longe, conseguia-se ouvir a água deslizar ao longo do leito do rio e a ondulação rebentar nas pedras das margens.
O Rui aproximou-se de mim e colocou-me o capacete. Depois, pegou-me ao colo e ajudou-me a subir para a mota. Só depois subiu ele.
– Segura-te bem! – acautelou-me, enquanto arrancava.
Agarrei-me com toda a força que tinha à cintura do Rui. Estava cheia de medo de cair para trás e esfarrapar-me no chão. Mas apesar de medo, aquela era uma das melhores sensações do mundo. A paisagem envolvente não passava de uma mancha verde que corria apressadamente no sentido oposto àquele em que a mota avançava.
O Rui acelerou um pouco e eu senti o coração bater mais depressa à medida que a adrenalina crescia no meu organismo.
Flashback off.
Quando voltei a colocar os meus pensamentos no presente, vi que a paisagem à minha volta estava a ficar cada vez mais verde e reparei que estava perto do pinhal, o que significava que estava a ir em direção a casa. Não me apetecia nada ir para casa, por isso dei a volta com o objetivo de voltar para trás quando o vi. Aquele rapaz alto e moreno, o rapaz que tinha estado a espiar de manhã estava ali. Acelerei em direção ao local onde ele estava. Não o podia perder novamente. E então, pela primeira vez reparei nos seus olhos. Uns olhos de um tom castanho esverdeado. E isso foi a última coisa que vi antes de, repentinamente, me ter começado a sentir fraca e ter perdido os sentidos.
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