Luar Sangrento (Hyatus)

4 Capítulo 4 – Trabalho de Grupo


Notas iniciais
Olá a todos os meus leitores lindos! :)
Desde já peço IMENSA desculpa pelo ENORME atraso a postar novo capítulo. O que se passou foi que eu estava sem inspiração, depois no fim-de-semana tive ocupada por causa do crisma e só consegui acabar o cap hoje.
Este cap é dedicado ás minhas leitoras lindas que postaram reviews lindos nos meus outros capítulos, são elas: Dark Angel, Vivi Costa e miss monster. Um grande beijinho para vocês. :-*
Leiam as notas finais! :)

Deitei rapidamente todas as minhas
coisas para dentro da mochila e corri de imediato em direção ao local onde avistara o rapaz. No entanto, quando atravessei aqueles arbustos e penetrei no esconderijo do meu espião, ele simplesmente tinha desaparecido sem deixar rasto. Passei os noventa minutos que se seguiram a revistar cada recanto daquela escola em busca daquele rapaz. Havia algo, talvez o meu instinto de caçadora, que me dizia que eu tinha de o encontrar. Durante aqueles noventa minutos, milhões de perguntas tomaram de assalto a minha mente: Quem seria aquele rapaz? Porque é que ele me estava a espiar? Porque é que fugiu assim que eu dei pela sua presença?

No entanto, o toque que indicava o final das aulas da manhã trouxe-me de volta à realidade. Se eu não o tinha conseguido encontrar até agora, o mais certo era ele já se ter ido embora da escola, por isso, não valia a pena perder mais tempo à procura do rapaz. Para além disso, se ele era aluno daquela escola, mais tarde ou mais cedo voltaríamos a cruzar-nos e nessa altura ele não me iria escapar. Decidi, então, ir almoçar alguma coisa.

Existia um bar em frente à escola chamado “Maresia”. O bar estava decorado com figuras alusivas ao mar e à praia. As paredes estavam pintadas de azul claro, existiam quadros com fotografias da praia local. Nas mesas da esplanada haviam conchas a fazer de cinzeiros e no balcão, assim como nas mesas interiores haviam enormes búzios e barquinhos em miniatura a decorar. O bar era pequeno mas acolhedor.

Dirigi-me ao empregado de balcão, um homem alto e gordo na casa dos quarenta anos e pedi o menu. Percebi que aquele era um bar feito unicamente para os miúdos da escola. Os pratos que constavam do menu eram baguetes, batatas fritas, hambúrgueres, pizzas, francesinhas, em resumo, fast food, o tipo de comida rápida e calórica que os miúdos gostam e que normalmente, nunca é servida na cantina.

Pedi um panado com arroz, pois não estava com muita vontade de comer pizzas nem hambúrgueres, peguei num Ice Tea do expositor de
bebidas e fui-me sentar numa das poucas mesas desocupadas. Coloquei os phones nos ouvidos e, sem mais nada para fazer, decido entreter-me com o telemóvel. Li mensagens e vi fotografias até o meu prato estar pronto e o empregado de balcão vir-mo entregar à mesa. Comecei a comer e, ao som de Bon Jovi relembrei as fotografias e mensagens que tinha visto e deixei a minha mente vaguear por entre recordações de caçadas passadas com o Juan, o meu namorado ou ex-namorado – sinceramente, não sei bem como é que a nossa relação ficou depois de eu me ter vindo embora de Espanha. Lembrei-me do Jeremy, da Natacha, do Sandro e era como se isso fossem memórias de uma outra vida. E, neste momento, todas essas pessoas me pareciam inalcançáveis, como se vivêssemos em mundos paralelos e, de certa forma, isso até era verdade. Era tão estranho que, de um momento para o outro todos eles tivessem desaparecido da minha vida. É verdade que nós não passávamos todo o
tempo juntos. Pelo contrário, era bastante frequente que, devido às caçadas, cada um de nós viajasse para um local diferente com a respetiva família e, até mesmo para um país diferente. No entanto, algumas semanas ou alguns meses depois voltávamos a encontrar-nos quer fosse por estarmos a investigar o mesmo clã de lobos ou por a família de algum de nós pedir auxílio às outras se determinado clã fosse mais perigoso ou difícil de caçar.

Caçar, era um pouco como um “negócio de família”. Normalmente, era uma “profissão” que passava de pais para filhos. E, como eram poucas as pessoas que conheciam a existência de lobos e ainda menos, aquelas que arriscavam a sua vida para os caçar, quase todos nos conhecíamos e, por isso, éramos muito unidos e tratávamos como uma
grande família. E nem poderia ser de outra forma. Pois, só assim, era possível criar os laços de amizade que tantas vezes nos levava a arriscar as nossas próprias vidas para salvar a dos nossos amigos durante uma caçada.

Já estava a terminar a minha refeição, quando umas mãos conhecidas me taparam os olhos.

– André!

Ele retirou as mãos e sentou-se numa cadeira ao lado da minha. O André era o meu outro irmão, tinha 17 anos e andava no 11º ano.

– Já almoçaste? – perguntei-lhe.

– Não. Acabei agora de tomar o pequeno-almoço.

– Isso é que é boa vida! – respondi-lhe em tom de brincadeira dando-lhe uma cotovelada.

– Ei! Para que foi isso?

– Para acordares! – disse-lhe enquanto me ria.

– Quando eu chegar a casa, vais ver! – respondeu-me ele também a rir.

– Que medo! Estás te a esquecer que eu sou muito mais ágil e mais rápida do que tu?

– Eh! Que exagero! Eu é que te deixo ganhar nos treinos!

– Pois claro! – ironizei.

– Estás a duvidar? – perguntou ele fingindo-se ofendido.

– Claro que não! – respondi em tom de brincadeira.

– Ainda bem! – disse ele e ambos nos começámos a rir.

– Ajudas-me a encontrar a sala? – perguntou-me ele, quando parámos de rir.

– Precisas da minha ajuda para tudo! – gracejei.

– Eu encontro sozinho, não preciso da tua ajuda para nada. –respondeu ele, fingindo-se ofendido novamente, mas sorrindo.

– Deixa-te disso! Vou só pagar e já te levo lá!

Dirigi-me ao balcão para pagar. Em seguida levei o André atá à sala 5, onde ele teria físico-química, e caminhei até à sala 18 onde teria a minha última aula do dia, Filosofia. Quando cheguei, estavam todos a entrar.

A aula foi muito chata. A stora falou sobre a
ética e a moral e sei lá que mais. Enquanto ela falava, alguns (os marrões) iam tirando notas e fazendo perguntas, os outros, iam-se entretendo com outras coisas como falar por papeizinhos, olhar lá para fora, ouvir música com os phones, como no meu caso, e alguns estavam mesmo a dormir. Não fiquei nada surpreendida quando reparei que a Lara, a rapariga que me tinha convidado para ir almoçar com a turma, fazia parte do grupo de alunos que tirava notas e fazia perguntas.

Faltava cerca de dez minutos para tocar e já estávamos todos a arrumar, quando a stora disse:

– Antes de saírem, tenho só mais uma coisa a dizer. Quero que façam um trabalho um trabalho a pares para entregar na próxima segunda-feira. Não façam essas caras! – acrescentou ela quando viu toda a gente com cara de susto – Só quero que expliquem a diferença entre a ética e a moral e que respondam às perguntas da pág. 56. Os grupos são os que definimos no início do ano.

– Stora! – chamei-a e ela olhou para mim – Eu não tenho grupo.

– Não há problema! – respondeu-me a stora em tom maternal – Se bem me lembro havia um grupo de três, não era?

– Sim! Era o meu, professora! – respondeu a Lara com a sua vozinha irritante.

– Lara, então passas a fazer grupo com a... — fez uma pausa e perguntou — Como te chamas?

– Juliana. – respondi.

– Problema resolvido! – dirigiu-me um sorriso que eu não retribuí –Mais alguma dúvida?

Ninguém disse nada, pelo que, ela ordenou:

–Podem sair!

Isto só pode ser maldição! Não acredito que vou ter que fazer grupo com aquela chata! Devo ter feito muito mal na outra vida, só pode!

Notas finais
Peço novamente desculpa pelo atraso!
O próximo capítulo está já em preparação. E, não tarda nada, também já tenho o trailer pronto :)
Aqui está o link do meu blog, se quiserem visitar: http://www.luarsangrento.blogspot.com/. Daqui a pouco, vou pôr mais informação sobre as personagens lá!
Mandem reviews, nem que seja para dizer que está mau!
Bjs, fiquem bem :)
p.s. Agradeço também às meninas lindas que comentaram na minha fic "A Madrugada".