Lua e Sol
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Notas iniciais
A hokage entrou na sua sala, parando quando percebeu uma mulher sentada em sua mesa, lendo um pergaminho.
– Quem é você e como se atreve... — o resto da pergunta parou, quando a mulher olhou para o rosto da hokage.
Os cabelos rosa choque estavam muito diferentes da ultima vez que os vira. Hana, na época, exibia uma cabeleira até a cintura...
como vai Tsunade? Tudo bem?
Shizune lhe deixou entrar na minha sala sem permissão?
Precisava de permissão para entrar na sua sala? — a falsa estupidez fez com que Tsunade apertasse os dentes com raiva.
– Hana, o que você quer? Além de me deixar irritada? Você veio para buscar alguma criança de Konoha?
– Ao contrário, Tsunade. — Hana saiu de cima da mesa de Tsunade, aproximando-se da hokage a expressão muito séria. — Vim entregar uma menina. E devo dizer que dentro todas as meninas que já tive o prazer de ter nas minhas mãos, Tomoyo é uma das mais fortes que já conheci... Talvez seja por conta da mãe dela. — Hana deu de ombros. — Afinal, a mae de Tomoyo...
– também e uma virgem? Por que isso não me surpreende? — sem paciencia, Tsunade passou por hana, indo atras da sua mesa.
– Alem vir lhe pedir para aceitar Tomoyo, Jiraya veio junto comigo, para que eu lhe dissesse duas coisas.
– Jiraya? — Tsunade olhou em volta. — ele está aqui?
– Ele partiu ao amanhecer. Segundo ele, já tinha cumprido a missão que havia se encarregado. E me pediu para dizer Tsunade, que você não teve culpa por ter caido em um genjutsu daquele filho da puta, que te deixou grávida. Que a criança que você concebeu e deu a luz, tinha nas veias as duas linhagens sanguineas mais poderosas de Konoha. Que embora todos pensem, que você fugia dos devedores, você estava era procurando a sua filha que foi roubada.
– Como...COMO ELE SE ATREVEU A FICAR ESPALHANDO ESSA HISTORIA?
– Eu conheci a sua filha. — Hana falou, ignorando a explosão de Tsunade, que acabou por sentar-se, enquanto olhava boquiaberta para Hana. — A menina era extremamente inteligente, Tsunade. Se ela tivesse uma personalidade diferente...
Hana fechou os olhos.
– Se Tomoyo Uchiha tivesse uma personalidade diferente, ser a governante de nossa vila seria coisa pequena para a capacidade dela. Ela...
– Tomoyo Uchiha? Você não quer dizer...
– Quero dizer o que eu disse. Tomoyo Uchiha. Filha sua e de Madara.
Tsunade ficou em silencio, absorvendo o choque. A pouco mais de vinte anos, ela acordara nua, depois de sonhar com Dan. No sonho, Dan e ela... A hokage ainda corava com as coisas que haviam feito nele.
Porém, cerca de um mês e meio mais tarde, ela sentia-se tão fraca, não podia ver certos alimentos... Tsunade fechou os olhos, relembrando o choque que havia sido, ao descobrir-se grávida. Por estar longe de Konoha, não preocupara-se um instante com as maledicências que seriam ditas...
Quando estivera com a pequena menina no quarto de hospital, Tsunade percebera um detalhe peculiar na criança. Uma mancha em forma de meia lua, estava ao redor do pequeno umbigo. Tsunade passara o dedo na pequena mancha, até decidir dar o nome de Serena para a pequena, que aparentemente não herdara a impaciência da mãe.
A loira fora surpreendida, com a visita inesperada de Jiraya, que lhe pedira em casamento... não pela primeira vez. Porem, a negativa da futura hokage, fora suavizada com o pedido desta, para que Jiraya fosse padrinho de Serena.
Jiraya hesitara, visto que a ultima criança que apadrinhara, Naruto, filho de Minato e Kushina, crescia em um orfanato, desprezado por todos. Tsunade baixou a cabeça, relembrando. No terceiro dia, no dia que ela sairia do hospital com o seu pequeno bebê, o berço amanhecera vazio.
– E durante todos os ultimos vinte e poucos anos, ela não tivera uma única pista da sua filha. Até agora.
– Você disse... — os lábios de Tsunade tremeram. — que Tomoyo era. Como você pode ter certeza que essa garota é minha filha?
– Tomoyo Uchiha tinha uma meia lua ao redor do umbigo. Dois espíritos a acompanhavam, quando a conheci e me contaram a historia, que mais tarde, quando Jiraya desencarnou, me confirmou, visto que aquele pervertido veio atras de tomoyo, a espiando em todos os momentos possíveis. — Hana riu. — você não imagina como foi engraçado ele correndo da Sayuri, ela expulsando-o do banheiro feminino pois alem de Tomoyo...
– Como ela morreu? — Tsunade questionou, levantando-se, as mãos apoiadas na mesa. Precisa- va saber daquilo.
– Tomoyo enlouqueceu em uma missão, Tsunade. Matou sete companheiras e feriu gravemente varias outras. Se eu estivesse no momento... Teria feito o possível para salva-la. Mas ela...
Hana apertou os labios, quando Tsunade ficou de costas.
– Por que quer eu fique com a menina Sato aqui?
– A menina Sato já sofreu muito, Tsunade. Ela precisa de uma mae, como você precisa de uma filha.
– EU PRECISO DA MINHA FILHA! EU ACEITEI ESSE CARGO PARA ACHAR A MINHA SERENA!
– Você nunca precisou de Tomoyo Uchiha, não do jeito que ela era. — Hana negou, mesmo sentindo o coração sangrar. — Você precisa do coração de Tomoyo Sato, assim como ela precisa do seu carinho... não quero lhe dar esperanças, mas... Existe em Tomoyo Sato...
– Saia. — a ordem saiu em voz baixa. Inconfundivel. E no instante seguinte, os gritos da hokage eram escutados até mesmo no corredor. — SAIA! SAIA DA MINHA SALA! SAIA DE KONOHA! SAIA!
– Não procure mais por uma Serena que nunca existiu, Tsunade. Esse é o recado de Jiraya. Ela se chama Tomoyo. — Hana completou, se encaminhando para a porta.
A hokage caiu sentada, seu coração se dilacerando. A ultima vez que sentira aquela dor, fora quando lhe informaram que o moleque que havia adotado em seu coração como filho, estava morto.
Tsunade ficou ali, lagrimas caindo enquanto ao seu lado, a presença invisivel de Dan, seu ex noivo, lhe acariciava os cabelos, enquanto murmurava palavras de consolo.
Hana saiu do prédio hokage, com o coração apertado. Aquela a pior noticia a ser dada a uma mãe, mas Tsunade precisava saber. Estava respirando fundo para se acalmar, quando percebeu que Tomoyo, mesmo sendo seguida, vinha diretamente para ela.
– Mestra Hana. — Tomoyo a abraçou fortemente. — Eu teria vindo com a senhora. — falou após soltar a mestra.
– Eu falei com Tsunade, a pior coisa que se fala a uma mae, Tomoyo. Que Tomoyo Uchiha está morta, desde a missão que ela...
– Contou a ela sobre mim? — Tomoyo pediu, enquanto mordia o labio inferior.
–Que você foi a responsável pela morte da filha dela? Não, minha querida...
Hana passou a mão nos cabelos de tomoyo.
– Isso é uma coisa que você vai ter que contar a ela. Quando for a hora, você vai contar a ela que foi você quem matou...
– Ela já não gosta de mim, vai me odiar.
– Vai. — Hana falou serenamente. — Vai te odiar e se você não tiver entrado um pouquinho no coração dela, ela vai até mesmo tentar te matar.
Tomoyo encarou os olhos da mestra, por alguns segundos, antes de assentir.
– Faz parte da minha missão, não é?
– Sim. E não se esqueça o que as mulheres Uchiha disseram. Para você pegar as coisas que lhe servirem, para usar... Principalmente as roupas com o simbolo do clã.
– Mestra. — o protesto de Tomoyo saiu fraco.
– Você deve restabelecer a honra que o clã perdeu, por causa de Madara. E uma vez que Tomoyo Uchiha está morta...
Hana ergueu as sobrancelhas, fazendo que o olhar de Tomoyo endurecesse.
– Se Tomoyo estivesse viva, eu não estaria.
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