Lua e Sol
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Notas iniciais
Tomoyo ficou olhando para a mestra, que afastava-se com rapidez. A jovem fechou os olhos, enquanto murmurava uma prece, pedindo proteção para a viagem que Hana estava fazendo. E embora os olhos estivem fechados, Tomoyo visualizava em sua mente, a face da mulher que ela admirava imensamente.
Hana havia gritado com ela algumas vezes, ameaçado de morte inúmeras outras, usando um tom, que demonstrava a todos apenas com uma imensa raiva.
O caminho que Hana havia escolhido para voltar, era muito perigoso. Tomoyo havia tentado dissuadir Hana de ir por lá, sendo emvão. A morena abriu os olhos, a tempo de ter uma última visão da mulher de cabelos pinks.
Após o desaparecimento da mestra, pela distância, Tomoyo colocou a mao direita no pescoço, sentindo a corrente que ali estava, deslizando a mão até pegar o pingente, escondido pelas roupas.
– Por favor, Itachi... Por favor, padrinho... Protejam a minha mestra...
A morena apertou o pingente, enquanto seus lábios apenas mexiam-se com a menção das palavras, embora nenhuma palavra fosse falada em voz audível.
Lua e sol
Lua e sol
Shikamaru mal conseguiu acreditar nos seus olhos, quando pos os olhos no portão de konoha. Por três malditas semanas, ele seguira a mulher-leopardo, apelido dado por conta da extrema velocidade que ela atingia ao correr. Em determinados momentos, ele a havia perdido de vista, porém, o rastro de chakra – ou energia espiritual como as jovens mulheres guerreiras chamavam – que ela deixava ainda era muito visível, que assim que ela percebia ter se afastado muito ele, sentava-se tranquilamente para espera-lo.
Ele estava impaciente, porém quando mal esperara, estava no meio da vila de Suna. A mulher lhe dera adeus e então desaparecera da sua frente. Ele se reabastecera para a viagem, descansado aquela noite e depois de uma conversa com Kankuro, ele havia iniciado a viagem de volta a Konoha.
Sua mulher estava nos estágios finais da gravidez. Embora soubesse que Temari o perdoaria completamente por ele estar com Gaara, ele tinha sérias dúvidas que sairia ileso da conversa com Tsunade-sama.
E nem da conversa que teria quando Naruto voltasse, pois o loiro o espancaria sem dó ao perceber o sofrimento causado a Asuka.
Lua e sol
Lua e sol
Quando Minato Uzumaki entrou na casa da avó, com Saori nos braços, a velha senhora estava muito pálida, ajoelhada em frente a janela. Pelos murmúrios que ele conseguia escutar, ela rezava.
– Obaachan Kyo... A Saori
Quando Minato pronunciou as palavras, Kyo ergueu imediatamente a cabeça, exclamando:
– Graças a Kami. Voce encontrou Saori.
– Ela está desmaiada desde que a encontrei com Yusuke. Eles estavam lutando contra... – Minato franziu a testa. – Eu nunca senti tanta maldade vindo de alguém, obaachan... quando eu cheguei lá...
– Depois voce me conta. Agora deixa eu ver o quanto essa tolinha esta ferida. – Kyo pegou Minato pelo braço, enquanto olhava a face tão branca quanto uma morta, que a neta exibia no momento. A respiração estava muito fraca.
– Ela desmaiou depois que a vaca usando uma camisola rosa... – ele foi dando os detalhes enquanto andava pelos corredores. Ao deixar Saori na cama, Kyo ajoelhou-se no chão, para ficar com o rosto na mesma altura do corpo da neta. Esfregou as mãos, por alguns momentos, como se estivesse as lavando, parando quando uma luz esverdeada, puxando mais para o azul começou a emanar delas.
Minato deu um passo para trás, os olhos arregalados. Kyo começou a murmurar em uma língua que ele não entendia, enquanto passava as mãos abertas pelo corpo de saori, na altura de uns cinco centímetros.
Quando as mãos estavam no ventre de Saori, na altura do útero, Kyo ofegou.
– Não... por favor isso não... — a velha senhora esticou os dedos, concentrando a luz naquele lugar. – ela é tão jovem, kami-sama... Ela sequer conversou com o homem a quem vai amar pelo resto da vida... Vida que ela desistiu por ele!
Os olhos de Kyo se encheram de lagrimas, enquanto voltou a passar as mãos pelo resto do corpo de Saori. Verificando que não havia mais danos, Kyo voltou a esfregar as mãos e erguendo-se um pouco, beijou a testa da neta.
– Minha filha do coração... Minha netinha querida... Por que voce tinha que ser tão imprudente? Agora por sua própria culpa, voce não vai ter nos braços um bebê seu... A menininha ruiva que seria sua filha, não vai mais existir... a não ser que ele desista de voce... o que eu não consigo ver que ele faça isso...
As lagrimas de Kyo começaram a cair no rosto de Saori, enquanto Kyo se erguia, falando, ignorando Minato.
– Eles tiraram a sua capacidade de ser mãe, minha preciosa... Não permita que tirem o seu espirito também...

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