Lua Negra

13 13 | Witchcraft


O jantar estava maravilhoso, eu precisava ir na Reserva o quanto antes e agradecer a essa tal de Emily de joelhos. Tinha sido amável que Seth tivesse lembrado que eu Alek somos vegetarianos e tivesse trazido a carne separada, também.

Talvez, apenas talvez, seria legal se eu me tornasse amiga dos lobos. Eles parecem, em sua maioria, legais. No entanto, como Alek gosta de me lembrar, não ficaremos aqui por tempo o suficiente para isso.

É uma pena.

— Acho que é melhor irmos logo — disse Alek, descendo as escadas rapidamente. Já havíamos jantado e ele havia ido se lavar antes do ritual — Ou então terminaremos muito tarde.

— É uma pena que não dá para ver a Lua daqui — eu respondi, levantando do chão — Mas servirá, eu acho.

— Tem uma clareira aqui perto — disse Leah, casualmente — Lá deve ser mais fácil de ver a lua...

Eu e Alek trocamos olhares e eu sorri.

— Seria perfeito! Vou pegar as coisas!

Eu subi correndo, me sentindo subitamente animada. Peguei as velas e um dos maços de ervas que havia deixado secando na janela. Desci novamente e fui para a cozinha, agarrando um copo de vidro e a uma panela velha que encontrei num dos armários que serviria como um caldeirão. Peguei também uma garrafinha de água e a caixa de fósforos antes de me encontrar com o pessoal na sala novamente.

— Vamos logoo! — eu disse

— Espere — disse Alek, e pegou uma sacola que estava sobre a mesa. Me aproximei, curiosa, e encontrei um bolo simples de massa branca. No formato de lua crescente lá dentro

— Isso é perfeito! — exclamei. Era quase como nos velhos tempos.

Ele sorriu um pouco e pôs uma faca dentro da sacola antes de sairmos para a noite fria. Enquanto eu e Alek vestíamos casacos (e, no meu caso, eu ainda estava tremendo), Leah e Seth, no entanto, estavam apenas de camiseta e pareciam não sentir o vento gelado.

De repente, eu estava com uma certa inveja dos lobos.

Leah estava certa, a clareira não era muito distante e, de fato, era possível ver a lua de lá. Era uma clareira grande o suficiente para um coven inteiro fazer um ritual. Era perfeito.

Com um sorriso no rosto, tomei a frente do grupo e segui até encontrar um ponto com a vegetação mais rasa, para podermos colocar melhor as coisas na terra. Coloquei a sacola no chão e fechei os olhos por alguns segundos, sentindo a Magia pulsar ao meu redor. Chegava a fazer a minha pele formigar. Até mesmo os Espíritos Elementais estavam agitados naquela noite. Se eu me concentrasse o suficiente, eu poderia vê-los dançando dentro da floresta, celebrando, assim como eu, a Magia daquele lugar.

— Selene — disse Alek, me fazendo abrir os olhos abruptamente.

— Sim, é verdade — respondi, me agachando no chão.

Eu tirei as coisas da sacola e comecei a arrumar tudo. Coloquei o copo virado para baixo no centro da panela e enchi esta com a água logo em seguida, sorrindo ao ver a luz da Lua refletida ali.

— Para onde fica o oeste? — perguntei para ninguém em específico, mas quem respondeu foi Leah:

— À sua esquerda.

Eu assenti e comecei a arrumar quatro das velas ao redor da panela, seguindo os pontos cardeais no sentido horário. Alek colocou o bolo, ainda na embalagem de plástico, em frente á vela do sul.

— Sentem aqui — eu disse, acenando para Seth e Leah, indicando para que se sentassem um de frente para o outro, à leste e oeste da panela.

— Vou traçar o círculo — disse Alek, acendendo o maço de ervas secas com um fósforo antes de se afastar para procurar um pedaço de galho solto entre as árvores.

Eu me sentei ao norte da panela e suspirei, sentindo o cheiro das ervas queimando.

— Isso não é nada como eu imaginei — comentou Seth.

— Você deve ter visto muitos filmes — comentei, fechando os olhos — Mas espere para falar isso quando tivermos terminado.

— Alguém mais está sentindo como se estivéssemos sendo observados? — perguntou Leah, soando nervosa

— Isso é porque estamos — respondi, abrindo os olhos para fita-la.

— Estamos? — Seth perguntou, olhando preocupado ao redor.

Eu ri dele e olhei para a floresta.

— Não se preocupe, eles não farão mal à vocês... Sua tribo faz parte deste lugar, eles devem reconhece-los.

Leah e Seth ficaram num silêncio esquisito, então olhei para eles novamente. Encaravam a floresta parecendo preocupados, então expliquei:

— São seres Elementais, florestas assim sempre são cheias deles. É onde vivem.

— Porque não podemos vê-los? — perguntou Seth, num tom de voz mais baixo, como se temesse que eles ouvissem. Isso era um pouco engraçado.

— No geral, porque eles não querem ser vistos — respondi — É mais seguro assim, eu acho. Existem pessoas que os caçam.

— Sério? — perguntou Leah — Porque?

Eu suspirei e olhei para a floresta novamente. Até mesmo ela parecia ter ficado mais escura, como se compreendesse o que eu estava prestes a dizer. Provavelmente compreendia.

— Existem pessoas que aprenderam que é possível drenar a Magia de criaturas como eles, que são feitos dela.— eu disse — Eles drenavam pessoas como eu também. Ainda drenam, se tiverem a chance.

— São Feiticeiros — disse Alek, finalmente se juntando a nos dentro do circulo, tomando a posição norte, em frente ao bolo — Eles desistiram de serem pessoas para terem Poder.

Todos ficamos em silêncio por um momento, até mesmo a floresta. Eu suspirei e disse:

— Esqueçam isso, não existem Feiticeiros em Forks. Tanto nós quando os Elementais estamos seguros e tudo está bem neste momento. Vamos nos focar no presente agora. Na Magia.

Peguei os fósforos e me pus de joelhos no chão antes dizer, muito séria, para os lobos:

— Ninguém deve sair do círculo até que ele seja desfeito. Quebrar o círculo pode nos pôr em perigo, então não façam nada estúpido e... Estamos seguros aqui dentro. O círculo serve para nos proteger, assim como aquele que existe ao redor da minha casa.

Vi Seth e Leah assentirem em silêncio e me decidi que era o suficiente, então troquei um olhar com Alek antes de, enfim, começarmos. Ele acendeu um fósforo e encostou o fogo ao pavio da vela que marcava o norte, dizendo:

— Invocamos os Guardiões do Norte e do Elemento Terra, aqueles que semeiam e florescem neste mundo, para que sejam testemunhas e protejam este rito.

Imediatamente, a terra vibrou abaixo de nós. Eu sentei sobre meus calcanhares e pus as mãos no chão, sentindo a vida pulsar abaixo de mim. Quase podia senti-los, os Elementais da Terra. Eles estavam ali para participar do nosso rito.

Sabendo que era a minha vez, acendi um fósforo mas, para aquele elemento, eu não precisava de palavras para invocar. Os Elementais do Ar eram meus amigos.

Assim que a vela do leste acendeu, uma corrente de ar fria girou através do círculo, como uma carícia, e eu pude enxergar muito bem os pontos brilhantes dançando com vento. Ouvi suspiros mas não precisei olhar para os lobos para saber como deviam estar.

Estupefatos, era como estavam. Presumo que seja o normal ao se ver Elementais pela primeira vez. Alguns deles, pelo menos.

Eles voaram ao nosso redor e alguns posaram sobre a minha pele, me fazendo rir com pura alegria. A Magia que emanavam parecia se entranhar profundamente nos meus ossos e no meu peito e era tão intenso que de repente eu quis deitar e apenas sentir tudo aquilo. Haviam, no entanto, outros Elementos a serem convocados e o próximo era selvagem.

Estendi o fósforo para a minha frente, para a vela que marcava o Sul e, apesar de ter uma conexão menor, o ar se tornou quente assim que a vela se acendeu, mesmo que eu não tivesse dito nada. Não era apenas o ar, mas de repente ali parecia estar tão calor, que eu quis tirar o meu casaco. Eu podia ver, pela visão periférica, seres pequenos e vermelhos brincando ao nosso redor, mas eles não deixavam com que eu os olhasse diretamente ainda, então respeitei e olhei para meu irmão, que assentiu antes de acender a ultima vela, dizendo:

— Invocamos os Guardiões do Oeste e do Elemento Água, aqueles que purificam e transformam este mundo, para que sejam testemunhas e protejam este rito.

Ao nosso redor, não apenas o ar ficou úmido, como a água no meu caldeirão improvisado se agitou com a presença dos Elementais no círculo. Eu sorri. Não podia vê-los, mas podia senti-los todos ao nosso redor. Estavam felizes e dançantes aquela Lua Cheia e o sentimento se expandia até para nós, que não podíamos vê-los.

— Vamos dar as mãos agora — eu disse , olhando para o meu irmão e para os lobos com um sorriso no rosto — Temos que convidar os Deuses ao círculo.

— Deuses? — perguntou Seth, hesitante, antes de juntar suas mãos com Alek.

— Sim — quem respondeu foi Alek — Devemos chama-los ao círculo para que se tornem parte do ritual.

— Mas que Deuses? — perguntou Leah, curiosa

— Isso não importa, na verdade — eu disse, rindo, em parte por causa da pergunta e em parte por causa de toda aquela Magia ao meu redor. Eu era muito sensível aquilo e era quase como estar levemente chapada — Os Deuses, todos os Deuses, de todas as mitologias, significam a mesma coisa. Não importa o nome que você dê, apenas pense naquele em que acredita.

Os irmãos assentiram e eu risquei outro fósforo, acendendo a vela que estava no centro da panela, antes de dar as mãos para os lobos e dizer, ao mesmo tempo que Alek:

— Pedimos aos Deuses que Guardam este mundo para que estejam presentes neste ritual, para que protejam e abençoem este círculo e compartilhem conosco este momento mágico.

Era possível sentir a a presença no círculo, uma energia poderosa e gentil, mas ao mesmo tempo tão selvagem quanto os animais da floresta, ou mesmo os Lobos. Eu fechei os olhos, podia sentir a energia crepitar ao nosso redor, nos protegendo num abraço morno e confortável, como um cobertor.

Suspirei antes de abrir os olhos, me sentindo leve. Parecia que eu ia sair flutuando e, pela expressão no rosto dos lobos, eles também sentiam isso. Sorri.

— Como eu disse, hoje faremos um ritual de conexão. Nos conectaremos à floresta e à Magia que ela carrega, para que façamos parte dela — Agora quero que todos olhem para a vela que arde sobre a água. Apenas olhem e deixem a sua mente ir para onde ela quiser.

Os lobos pareciam desconfortáveis com isso, o que era compreensível, sendo a primeira vez. Troquei um olhar com Alek antes que nós dois fechássemos os olhos para nos concentrar na próxima etapa.

Com os Elementais presentes no círculo, começamos a nos concentrar na Magia que pulsava ao nosso redor. Ouvi ofegos vindos de Seth e Leah quando pura Magia começou a correr pelo círculo, atravessando nossas mãos conectadas. Era a minha Magia com a do Alek, as quais já estavam familiarizadas entre si, reagindo com a que, inconscientemente, os Lobos guardavam dentro de si. Eu podia sentir a Magia deles fortalecendo o nosso círculo e se entrelaçando com a nossa de forma tão natural que era como se... Como se isso fosse o certo. Como se fosse para ser assim.

Voltada para o meu interior, eu me sentia tão leve que mal notei quando a minha carne e o meu espírito se afastaram mais uma vez naquele dia. Eu estava flutuando em pura Magia, eu podia sentir um espíritos Elementais dançarem ao meu redor e quase podia ouvia a sua música. O som conduzido pela natureza. Pela Magia.

Eu não estava vendo o reino espiritual naquele momento, não enxergava nada além de luz. Mal podia identificar de onde estava vindo, só o sentia ao meu redor, como um confortável cobertor numa noite fria. Também o sentia dentro de mim, me preenchendo como se eu fosse um copo vazio. Eu sabia que isso acontecia com os outros também porque sentia as mãos dos Lobos apertando as minhas, mesmo que estivesse distante do meu corpo físico naquele momento.

Eu também sentia uma coisa que, embora não fosse totalmente inesperada, eu não sabia que aconteceria de forma tão natural. Através de Leah e Seth, eu podia sentir toda a Alcateia. Quase podia vê-los conectados, pontos brilhantes ligados uma tela. Como uma constelação. O poder deles pulsava com selvageria, mas aquilo parecia ser perfeito. Natural. Tudo parecia ser exatamente como era para ser e isso me fazia sentir uma estranha paz.

Então eu encontrei Jacob. Sabia que era ele porque havia uma teia, uma linha daquela Constelação, o ligando a mim. Ela era fina, sensível e parecia extremamente delicada, como se pudesse quebrá-la facilmente. O mero pensamento soava como um sacrilégio, pois apesar de ser fina e delicada se comparada com as outras, possuía uma luz própria tão poderosa, que eu não pode evitar de estender as mãos e tentar tocá-la.

E foi naquele momento, quando o mundo parecia em perfeita sincronia, que tudo desabou de uma vez só.

Eu não faço ideia de quanto tempo ficamos em transe, mas senti exatamente quando fui arrancada dela. Foi quando, através da conexão que o nosso círculo montou, eu captei um sentimento tão agressivo que toda aquela Magia o repeliu, pois ele não deveria estar ali. Podia senti-lo vindo da conexão de Seth e Leah com o resto da Alcateia. Cada fio que os conectava à constelação pulsava com ódio e agressão. Eu fui empurrada para longe brutamente e jogada de volta para o meu corpo com tanta força que eu literalmente caí, de costas contra o chão, quebrando a ligação com os outros de uma vez só.

Eu não enxerguei nada por um momento, via apenas escuridão e conseguia ouvir apenas ecos. Sentia o frio nos meus ossos. Era a segunda vez naquele dia que voltava para o meu corpo de forma tão abrupta, o meu corpo inteiro doía. Muito.

— Selene! — ouvi, distante, mas consegui reconhecer a voz de Alek. Então senti mãos sobre mim, apesar de não conseguir vê-las. Não eram de Alek, eram mais quentes.

— O que vocês estão fazendo aqui? — ouvi o rosnado de Leah e de repente entendi o que aconteceu.

Os outros Lobos. Eles enviaram o sentimento negativo através da conexão. Eles devem ter sentindo o que estávamos fazendo.

Senti a terra tremer sob mim e mãos se apertarem ao meu redor. Pisquei, tentando enxergar, mas só via escuridão. Senti, então, meu estômago contrair com força e virei o corpo para o lado, vomitando todo o meu jantar, apenas torcendo para não ter sido sobre o nosso pequeno altar improvisado.

Só então pude enxergar.

Ao redor do nosso círculo de proteção, lobos furiosos rosnavam. Leah e Alek estavam entre mim e eles. Era Seth quem me abraçava.

— Não saiam do círculo — eu disse, tentando parar de tremer. Meu corpo inteiro parecia a beira de um colapso.

— Você está bem? — perguntou Seth, tirando o meu cabelo do meu rosto

— Não — respondi, fechando os olhos por um momento — Não deixe que saiam do círculo.

— Você tem noção do que fez? — perguntou Alek e eu nunca o tinha escutado tão enfurecido — Podiam ter matado a minha irmã!

Houve um som que eu não pude identificar e simplesmente não tive energia para abrir meus olhos, então tive pegar pelo contexto que era o som de lobos mudando de forma, já que, em seguida, ouvi vozes furiosas.

— Sentimos essa Bruxa mexendo com a nossa conexão! — alguém rosnou e, infelizmente, eu reconheci a voz. Era Paul.

— E por isso vocês deviam quase mata-la?? — Leah rosnou de volta — Se esqueceu que Selene tem um imprinting com Jake? Não podem ferí-la, porra!

— Eu e Leah sentimos também — disse Seth, ainda me abraçando — Mas não havia nada de ruim no que estávamos fazendo, era tudo... — ele pausou, sem conseguir encontrar a palavra e eu decidi que precisava me fortalecer rapidamente. Eu havia, de fato, encostado na conexão que eles tinham com o resto da alcateia, então não poderia deixa-los me protegendo sozinhos.

— Me ajude a levantar — eu disse

— O que? — ele perguntou — Mas você nem consegue abrir os olhos!

— Eu vou tentar sozinha se você não me ajudar.

Ele resmungou, mas me ajudou a me pôr sobre meus pés. Ele estava, praticamente, aguentando todo o meu peso, mas eu não tinha o luxo de recusar aquilo naquele momento. Ele me ajudou a ir até os outros dois e, só então, forcei meus olhos a abrirem.

— Irmão — chamei, minha voz estava completamente rouca — Desfaça o círculo.

Ele me encarou por alguns segundos, mas decidiu me obedecer e, em seguida, o circulo estava desfeito. Poucos segundos depois, Paul estava na minha frente, com Leah o segurando pelo braço. Talvez eu apenas estivesse muito lenta, mas não recuei e nem senti medo, apenas o encarei por alguns segundos antes de virar-me para o Alfa.

— O ritual que vocês interromperam tão rudemente tinha o intuito apenas de nos fortalecermos, nos conectando à floresta. Eu não tive a intenção de entrar na conexão de vocês mas, de fato, o fiz. Me desculpo por isso. — eu disse e, quando Leah e Seth fizeram menção de me defenderem novamente, eu continuei — No entanto, o que vocês fizeram, o que vocês transmitiram pela conexão... — eu fechei os olhos, sentindo a meu corpo estremecer novamente — Eu sei e compreendo que não se importem em ferir a mim e ao meu irmão, mas Seth e Leah estavam formando um círculo conosco e vocês podiam tê-los ferido também. O que fizeram foi estúpido e irresponsável.

Rosnando, Paul empurrou Leah e avançou em mim tão rapidamente, que nem Seth pôde reagir. De repente, eu estava sendo agarrada pelo pescoço novamente e, dessa vez, eu nem tinha energia o suficiente para reagir.

Então eu só me sentia cansada, de tudo isso. De todo o drama. Parecia que eu sempre estava sendo culpada por alguma coisa. Eu sempre sou a errada. Sempre tem alguém tentando me matar também, aparentemente.

Isso tudo era tão... Cansativo.

De repente, uma onda de energia atingiu Paul com força no estômago e ele precisou me soltar ao se curvar de dor. Seth avançou para me ajudar, mas uma barreira transparente surgiu entre nós. Alek de aproximou de mim rapidamente me pegou nos braços antes de virar para encarar os lobos, com uma expressão muito séria no rosto.

— À partir de agora, nós não somos seus aliados de forma nenhuma. Eu não me importo com imprinting ou com o maldito território. Um de vocês tentou matar a minha irmã e todos nós estamos como testemunhas. Nenhum de vocês será bem vindo na nossa casa.

Eu não disse nada, apenas permiti que Alek me levasse embora. Eu sentia o cansaço penetrar nos meus ossos, então tudo que pude fazer foi fechar os olhos e deixar a inconsciência me levar.