Estranhamente, Jacob se sentou ao meu lado e Seth sentou do outro antes que Alek tivesse a chance. Eu, no entanto, ignorei essa situação e encarei o fogo enquanto Billy e os outros se preparavam.

— Você está bem? — quem perguntou dessa vez foi Seth, mas Jacob estava claramente prestando atenção em nós.

— Sim — respondi, sem tirar os olhos do fogo

— Você tem certeza?

— Não.

Seth ficou quieto por um momento antes de dizer.

— Você não está bem, né?

Eu suspirei e apoiei as minhas mãos no tronco, me inclinando um pouco para trás e fechei os olhos.

— Eu não sei... — respondi honestamente — Odeio não entender o que está acontecendo.

— Isso é coisa de bruxa? — ele perguntou divertido

— Um pouco — eu sorri levemente e olhei para ele — Sabia que Bruxa significa Mulher Sábia? Nós ansiamos por conhecimento.

— Você é uma Bruxa? — quem perguntou foi uma garota sentada ao lado do Jacob que eu, sinceramente, não havia realmente prestado atenção até então.

Hesitei por um momento, sem saber se deveria contar. Ela era pálida, magricela e claramente humana, mas estava ali na fogueira secreta dos Quileutes, então presumo que saiba bastante sobre os segredos do mundo.

— Uh... Sim — murmurei, me inclinando para poder vê-la melhor — Quem é você?

— Me desculpe... — ela disse envergonhada — Eu sou Bella Swan... O Jake me trouxe aqui...

Ela estava tão claramente desconfortável que eu quase quis bater no Jacob por isso.

— Swan? — perguntou Alek, se metendo na conversa de repente — Você é a tal filha do chefe Swan?

Bella pareceu genuinamente surpresa.

— Você conhece meu pai?

— Cidade pequena — eu dei de ombros

— Seu pai nos deu uma carona até aqui outro dia — Alek disse — Parece ser um cara legal.

— Ah! — ela exclamou surpresa — Vocês são Alek e Selene! Ele falou sobre isso!

— Pode me chamar de Sel, se quiser — eu sorri.

— É legal conhecer vocês! — ela exclamou, e então corou envergonhada. Garota estranha — Eu não sabia que bruxos existiam, mas suponho que não devia ficar surpresa... Quero dizer, com tudo que descobri nos últimos meses...

Eu a encarei com um subto pressentimento. Fora Jake quem trouxe a humana e ela sabe sobre o qie ele é, então..

— Você é a garota que namora um vampiro? — perguntei diretamente

Jacob pareceu empalidecer, o que era bem estranho para um lobo bronzeado e quente, e eu não fui a única a notar, já que Seth soltou uma risadinha.

— S-sim — ela concordou envergonhada. Então Jacob estava apaixonado por esta garota.

Ainda não sei porque o tal de Paul insinuou que eu devia me incomodar com isso.

— Eu conheci o Dr. Cullen — falei, sorrindo um pouco para o seu olhar surpreso — Eu estava com um corte feio, então ele me deu alguns pontos. Difícil não notar que ele é um vampiro. — ela soltou uma risada nervosa que eu não soube como interpretar — O seu namorado é do mesmo clã?

— Sim — ela assentiu — Edward é como se fosse filho do Carlisle...

— Me desculpe perguntar, mas... — eu disse, incapaz de conter a minha curiosidade — O Dr. Cullen me disse que ele e sua família se alimentam de animais para sobreviver... Isso é verdade?

— Sim, é — quem respondeu foi Sam, ao chegar na roda empurrando a cadeira de Billy — Isso faz parte do Tratado.

Sam levou Billy até um espaço vazio na fogueira, quase que diretamente na minha frente, e sentou-se á sua esquerda.

Paul e Embry se sentaram mais eretos imediatamente, Sam sentou-se ao lado de uma mulher de cabelo escuro que carregava uma caneta e um caderno, se preparando para anotar o que ouvisse. Seth inclinou-se ansiosamente na direção de Billy, que limpou sua garganta e, sem nenhuma introdução, começou a contar a história com uma voz séria e profunda:

— Os Quileutes têm sido poucas pessoas desde o início — ele disse — E ainda somos poucas pessoas, mas nós nunca desaparecemos. Isso é porque sempre houve Magia em nosso sangue. Não era a Magia de mudar de forma, isso veio depois. Primeiro, nós fomos espíritos guerreiros.

Eu nunca havia pensado sobre isso antes, mas agora eu me dei conta de que a autoridade sempre esteve na voz dele, e agora estava claro porquê. Era como realeza .Talvez fosse isso que havia, afinal, me incomodado sobre ele.

— No começo, a tribo se assentou nesse porto e se transformaram em habilidosos construtores de barco e pescadores, pois a tribo era pequena e o porto rico em peixes... Haviam outros que desejavam as nossas terras, e nós éramos poucos pra enfrenta-los. Uma tribo maior se moveu contra nós, e nós entramos em nossos navios pra escapar deles. Kaheleha não foi o primeiro espírito guerreiro, mas nós não lembramos de outras histórias que venham antes dessa. Nós não lembramos de quem foi o primeiro a descobrir esse poder, ou como ele havia sido usado antes dessa crise. Kaheleha foi o primeiro grande Espírito Chefe na nossa história. Nessa emergência, Kaheleha usou a sua magia pra defender as nossas terras. Ele e todos os seus guerreiros abandonaram o navio, não seus corpos, mas seus espíritos. As mulheres, que também possuíam Magia em seu sangue, protegeram seus corpos e os navios, enquanto os homens levaram seus espíritos de volta ao nosso porto. Eles não podiam tocar fisicamente a tribo inimiga, mas eles tinham outros meios. As histórias nos contam que eles puderam fazer um vento feroz soprar nos acampamentos inimigos; eles podiam fazer um grande grito no vento que aterrorizou seus inimigos.

Eu absorvi as palavras em completo e absoluto choque. O que ele narrava era, claramente, Magia. Do tipo que me foi ensinado a usar. Não apenas Magia, mas a Magia Espiritual e a Magia Elemental do Ar, que era exatamente com a que eu tinha uma ligação mais forte.

Mordi o lábio para me forçar a parar de pensar nessas coisas. Billy ainda estava falando. Eu poderia pensar sobre isso depois.

— ... Kaheleha levou o seu exército de espíritos e criou o caos entre os intrusos, enquanto as mulheres usavam seu poder para afastar aqueles que tentavam ferir seus corpos ou seus filhos. Essa tribo invasora tinha grandes bandos de cães grandes e furiosos que eles usavam pra puxar seus trenós no norte congelado. Os espíritos guerreiros fizeram com que os cães se virassem contra seus mestres e trouxessem uma poderosa infestação de morcegos das cavernas no penhascos. Eles usaram o vento gritante pra ajudar os cães a confundir os homens. Os cães e os morcegos venceram. Os sobreviventes fugiram, dizendo que o porto era amaldiçoado. Os cachorros correram livres quando os espíritos guerreiros os libertaram. Os Quileute retornaram pra seus corpos e suas esposas, vitoriosos. As outras tribos vizinhas, os Hoh e os Makah, fizeram acordos com os Quileute. Eles não queriam nada com a nossa Magia. Nós vivemos em paz com eles. Quando um inimigo vinha contra nós, os espíritos guerreiros os afastavam. Gerações se passaram. Então veio o primeiro grande Espírito Chefe, Taha Aki. Ele era conhecido por sua sabedoria, e por ser um homem de paz. As pessoas viviam bem e contentes sob seus cuidados. Mas havia um homem, Utlapa, que não estava contente.

Um assobio correu pela fogueira mas eu nem me dei ao trabalho de olhar ao redor para descobrir quem foi. Billy também ignorou e continuou com a lenda.

Utlapa era um dos espíritos guerreiros mais fortes do Chefe Taha Aki, um homem poderoso, mas um homem ganancioso também, tal como sua esposa, Waya. Ela, sendo uma das Mulheres Sábias da aldeia, capaz de usar Magia, ao unir-se com Utlapa pôde sentir a conexão que tinha com os outros Guerreiros do Bando e podiam usar esse poder para expandir suas terras, escravizar os Hoh e os Makah e construir um império. Waya e Utlapa armavam para conseguir tomar o o controle do bando e conseguir tudo que queriam, mas agora, quando os guerreiros se transformavam em seus espíritos, eles podiam ouvir os pensamentos uns dos outros e Taha Aki ficou bravo com o que ouvira. Utlapa foi ordenado a deixar o povo com sua esposa, e nunca usar o seu espírito de novo. Utlapa era um homem poderoso, mas os guerreiros do chefe eram um maior número que ele, que não teve escolha a não ser ir embora. Furiosos, Utlapa e Waya se esconderam na floresta nas proximidades, esperando pela chance pra se vingar de seu chefe. Mesmo em tempo de paz, o Chefe Espírito era vigilante na proteção ao seu povo. Frequentemente ele ia para um lugar secreto, sagrado, nas montanhas. Ele deixava o seu corpo pra trás e andava pelas florestas e pela costa, pra ter certeza de que nenhuma ameaça se aproximava. Um dia, quando o Chefe Taha Aki saiu pra fazer o seu trabalho, Utlapa o seguiu. No início, Utlapa apenas planejava matar o chefe, mas seu plano tinha suas desvantagens. Com certeza os espíritos guerreiros iam procura-lo e destruí-lo, e eles podiam persegui-lo mais rápido do que ele podia fugir. Enquanto ele se escondia nas rochas o observava o chefe se preparar pra deixar seu corpo, outro plano ocorreu a ele. Taha Aki deixou seu corpo no local secreto e voou com os ventos pra manter a vigilância sobre seu povo. Utlapa esperou até que ele tivesse certeza de que o chefe havia viajado certa distância com seu ser espírito. Taha Aki soube o instante em que Utlapa se juntou a ele no mundo dos espíritos, e também soube do plano de assassinato de Utlapa. Ele correu de volta para o seu local secreto, mas mesmo os ventos não foram rápidos o suficiente pra salva-lo. Quando ele retornou, o seu corpo já tinha ido embora. O corpo de Utlapa estava abandonado, mas Utlapa não tinha deixado Taha Aki com uma escolha — ele havia cortado a garganta do seu próprio corpo com as mãos de Taha Aki. Taha Aki seguiu o seu prórpio corpo pela montanha. Ele gritou com Utlapa, mas Utlapa o ignorou como se ele fosse apenas o vento. Taha Aki observou com desespero enquanto Utlapa pegava o seu lugar como chefe dos Quileute. Por algumas semanas, Utlapa não fez nada além de se certificar de que todos acreditavam que ele era Taha Aki. Aí as mudanças começaram — a primeira ordem de Utlapa foi que qualquer guerreiro não entrasse no mundo dos espíritos. Ele clamou que tinha uma visão do perigo, mas na verdade ele estava com medo. Ele sabia que Taha Aki estaria esperando pela chance de contar a sua história. O próprio Utlapa estava com muito medo de entrar no mundo dos espíritos, sabendo que Taha Aki rapidamente clamaria seu corpo. Então seus sonhos de conquista com um exército de espíritos guerreiros era impossível, e ele teve que se contentar em reinar sobre a tribo. Ele se tornou um fardo, procurando privilégios que Taha Aki nunca havia pedido, se recusando a trabalhar junto dos seus guerreiros, se casando com uma segunda jovem esposa, e depois uma terceira, apesar da esposa de Taha Aki ainda viver – em algum lugar desconhecido da tribo e sua própria esposa estivesse em algum lugar pela floresta. Taha Aki observou furioso sem poder fazer nada.

Ele fez uma pequena pausa e olhou ao redor, mas seus olhos pararam em mim de forma séria e penetrante. Me peguei incapaz de desviar o olhar, então apenas engoli a seco e prestei atenção no que viria à seguir.

— Waya, no entanto, seu saber o que seu marido havia feito, quando encontrou o corpo de Utlapa sem vida na floresta, não pensou duas vezes antes de ir até a Aldeia vingar-se. Utlapa, sem encontrar outra alternativa, ordenou que os Guerreiros assassinassem a viúva, chamando-a de traidora. Enojado, Taha Aki tentou matar seu próprio corpo pra salvar Waya e sua tribo dos desmandos de Utlapa. Ele trouxe um lobo feroz das montanhas, mas Utlapa se escondeu atrás de seus guerreiros. Quando o lobo matou um jovem que estava protegendo seu falso chefe, Taha Aki sentiu um terrível pesar. Ele ordenou que o lobo fosse embora e assistiu, incapaz de poder interceder, enquanto Waya lutava contra os Guerreiros, usando sua Magia. Ela foi incapaz de resistir por muito tempo, pois eram muitos contra apenas uma, e Waya veio a perecer.

Mesmo Billy tendo tido que essa tal de Waya era gananciosa e, provavelmente, malvada, eu não pôde deixar de sentir pena. Ela tentara vingar seu marido que na verdade era um grande babaca.

Eu só esperava que ele morresse de uma forma horrível, o grande idiota.

— Todas as histórias nos contam que não era fácil ser um espírito guerreiro. Era mais assustador do que excitante estar fora do seu próprio corpo. Era por isso que eles só usavam sua magia em tempos de necessidade. As viagens solitárias do chefe pra manter guarda eram um fardo e um sacrifício. Ficar sem corpo era desorientador, desconfortável, aterrorizante. Taha Aki esteve longe de seu corpo por tanto tempo que chegou um ponto que ele sentiu agonia. Ele sentiu que estava sentenciado — a nunca cruzar a linha para a terra final onde todos os seus ancestrais esperavam, preso naquele nada torturante pra sempre.

Cruzei os braços, sentindo um frio subto, como se houvessem espíritos ali naquele exato momento. O que, eu sabia, era bastante provável, já que espíritos estavam por ali o tempo todo.

Já havia estudado, anos antes, sobre viagens feitas fora do próprio corpo. Aprendi que era perigoso sequer saber como fazer isso e agora entendia melhor o porquê. Me perguntei, por um momento, se a minha avó conhecia aquela história.

— O grande lobo seguiu o espírito de Taha Aki se contorcia e se estorcia em agonia pelas florestas — continuou Billy, num tom ainda mais profundo — O lobo era muito grande para a sua espécie, e lindo. Taha Aki de repente ficou com inveja do animal. Pelo menos ele tinha um corpo. Pelo menos ele tinha uma vida. Até a vida como um animal seria melhor do que essa horrível consciência vazia. E aí Taha Aki teve a idéia que mudou todos nós. Ele pediu ao lobo que dividisse o espaço com ele, pra compartilharem. O lobo permitiu. Taha Aki entrou no corpo do lobo com alívio e gratidão. Não era o seu corpo humano, mas era melhor do que o buraco negro do mundo dos espíritos. Pra começar, o homem e o lobo voltaram à vila no porto. As pessoas correram com medo, gritando pra que os guerreiros viessem. Os guerreiros correram pra encontrar o lobo com suas lanças. Utlapa, é claro, ficou seguramente escondido. Taha Aki não atacou seus guerreiros.Ele se afastou lentamente deles, falando com seus olhos e tentando uivar as canções do seu povo.Os guerreiros começaram a notar que o lobo não era um animal qualquer, que havia uma influência espiritual nele. Um guerreiro ancião, uma homem chamado Yut, decidiu desobedecer a ordem do falso chefe e tentar se comunicar com o lobo. Assim que Yut cruzou para o mundo espiritual, Taha Aki saiu do lobo, o animal esperou pacientemente pelo seu retorno, pra falar com ele. Yut compreendeu a verdade em um instante, e deu as boas vindas ao lar a seu chefe. A essa hora, Utlapa veio ver se o lobo havia sido derrotado. Quando ele viu Yut caído sem vida no chão,cercado por guerreiros protetores, ele se deu conta do que estava acontecendo. Ele pegou sua faca e correu pra matar Yut antes que ele pudesse retornar ao seu corpo. 'Traidor' ele gritou, e os guerreiros não sabiam o que fazer. O Chefe havia proibido viagens espirituais, e era a decisão do chefe como punir aqueles que desobedecessem. Yut pulou de volta para o seu corpo, mas Utlapa estava com a faca em seu pescoço em com uma mão em sua boca. O corpo de Taha Aki era forte,e Yut era fraco com a idade. Yut nem sequer pôde dizer uma palavra pra alertar os outros antes que Utlapa o silenciasse pra sempre. Taha Aki observou enquanto o espírito de Yut ia embora para as terras finais das quais Taha Aki havia sido barrado pra sempre. Ele sentiu uma grande raiva, mais poderosa do que qualquer coisa que ele já havia sentido. Ele entrou no lobo novamente, coma intenção de rasgar a garganta de Utlapa. Mas, enquanto ele se juntava ao lobo, uma grande Magia aconteceu. O amor que ele tinha pelo seu povo e o ódio que ele sentia pelo seu opressor era vasto demais para o corpo do lobo. Ele estremeceu e, ante os olhos dos guerreiros chocados e de Utlapa, ele se transformou em homem. O novo homem não se parecia com o corpo de Taha Aki. Ele era muito mais glorioso. Ele era uma interpretação fresca do espírito de Taha Aki. Os guerreiros reconheceram ele imediatamente, no entanto, pois eles conheciam o espírito de Taha Aki. Utlapa tentou correr, mas Taha Aki tinha a força de um lobo em seu novo corpo. Ele agarrou o ladrão e arrancou o espírito dele antes que ele pudesse pular do corpo roubado. As pessoas ficaram muito felizes quando se deram conta do que estava acontecendo. Taha Aki rapidamente arrumou as coisas, trabalhando novamente com o seu povo e devolvendo as jovens esposas às suas famílias. A única mudança que ele não desfez foi a proibição das viagens espirituais. Ele sabia que isso era muito perigoso, agora que a idéia de roubar uma vida estava por ali. Os espíritos guerreiros já não existiam. Desse ponto em diante, Taha Aki eram mais do que apenas um lobo ou um homem. Eles chamavam ele, Taha Aki, de o Grande Lobo. Ele liderou a tribo por muitos, muitos anos, pois ele não envelhecia. Quando o perigo ameaçava, ele reassumia seu eu lobo pra lutar ou assustar o inimigo. As pessoas viviam em paz. Taha Aki foi pai de muitos filhos, e alguns deles descobriram que, depois que eles atingiam a maturidade, eles também podiam se transformar. Os lobos eram todos diferentes, porque eles eram espíritos lobos e refletiam o que o homem era por dentro.

— Então é por isso que Sam é preto — um dos lobos murmurou sorrindo — Coração negro, pelo negro.

— E o seu pelo cor de chocolate reflete o que? — Sam sussurrou de volta — O quanto você é doce?

Billy ignorou as piadas deles:

— Alguns dos filhos se tornaram guerreiros com Taha Aki, e não mais envelheceram. Os outros, que não gostaram da transformação, se recusaram a se juntar ao bando de homens lobos. Esses começaram a envelhecer novamente e a tribo descobriu que os homens lobo podiam envelhecer como qualquer outra pessoa, se desistissem de seus espíritos guerreiros. Taha Aki viveu o tempo de vida de três homens. Ele havia se casado com uma terceira esposa depois da morte das duas primeiras, e encontrou nela a sua verdadeira esposa espiritual. Apesar dele ter amado as outras, essa era algo mais, uma ligação que era completamente diferente da que mantinha com os seus irmãos Lobos. Ele decidiu desistir de seu espírito lobo pra morrer quando ela morreu. Foi assim que a Magia veio até nós, mas esse não é o fim da história...

Ele olhou para outro senhos na roda, provavelmente um dos Anciões Quileutes, que mudou de posição em sua cadeira, ajeitando seus ombros frágeis. Billy deu um gole numa garrafa de água e enxugou sua testa.

— Essa foi a história dos espíritos guerreiros — o Ancião começou numa voz de tenor — Essa é a história do sacrifício da terceira esposa. Muitos anos depois de Taha Aki ter desistido de seu espírito lobo, quando ele já era um homem velho, um problema começou ao norte, com os Makah. Várias mulheres jovens da tribo deles haviam desaparecido, e eles colocaram a culpa nos lobos das redondezas, a quem eles temiam e desconfiavam. Os homens-lobo ainda podiam ouvir os pensamentos uns dos outros enquanto em sua forma de lobo, assim como seus ancestrais haviam feito enquanto estavam na forma de espíritos. Eles sabiam que nenhum em seu grupo era o culpado. Taha Aki tentou pacificar o chefe de Makah, mas havia medo demais. Taha Aki não queria ter uma guerra em suas mãos. Ele já não era um guerreiro pra liderar seu povo. Ele encarregou seu filho lobo mais velho, Taha Wi, de encontrar o verdadeiro culpado antes que as hostilidades começassem. Taha Wi liderou os outros cinco lobos em seu bando em uma procura pelas montanhas, procurando por alguma evidência sobre o desaparecimento das Makah. Eles se depararam com uma coisa que eles nunca haviam visto antes — um cheiro doce, estranho na floresta que queimava seus narizes a ponto de doer. Eles não sabiam que criatura podia ter deixado aquele cheiro, mas eles o seguiram — o Ancião continuou, sua voz tremida não era tão majestosa como a de Billy, mas havia um estranho tom de urgência penetrante nela — Eles acharam traços fracos de cheiro humano, e de sangue humano, pela trilha. Eles estavam certos de que esse era o inimigo que eles estavam procurando. A jornada deles os levou pra tão longe ao norte que Taha Wi mandou metade do bando, os mais novos, de volta pra o porto pra avisar Taha Aki. Taha Wi e seus dois irmãos não retornaram. Os irmãos mais novos procuraram pelos seus ancestrais, mas só encontraram silêncio. Taha Aki lamentou por seus filhos.Ele desejava vingar a morte dos filhos, mas ele já era velho. Ele foi ao chefe de Makah ainda com as roupas da manhã e o contou o que havia acontecido. O chefe de Makah acreditou em seu pesar, e as tensões acabaram entre as tribos. Um ano depois, duas donzelas de Makah desapareceram de suas casas na mesma noite. Os Makah chamaram os lobos Quileute imediatamente, que encontraram o mesmo fedor doce em todo lugar no vilarejo dos Makah. Os lobos foram caçar de novo. Apenas um retornou. Ele era Yaha Uta, o filho mais velho da terceira esposa de Taha Aki, e o mais novo no bando. Ele trouxe algo consigo que nunca havia sido visto antes pelos Quileute — um cadáver estranho, frio como pedra, que ele carregava aos pedaços. Todos aqueles que tinham o sangue de Taha Aki, até mesmo aqueles que não eram lobos, podiam sentir o cheiro forte da criatura morta. Esse era o inimigo dos Makah. Yaha Uta descreveu o que havia acontecido: ele e seus irmãos haviam encontrado a criatura, que se parecia com um homem mas era duro como um pedra de granito, com duas filhas de Makah. Uma garota já estava morta, branca e sem sangue no chão. A outra estava nos braços da criatura, a boca dele em seu pescoço. Ela podia estar viva quando eles chegaram na cena odiosa, mas a criatura rapidamente quebrou seu pescoço e jogou seu corpo sem vida no chão enquanto eles se aproximavam. Seus lábios brancos estavam cobertos com o sangue dela, e seus olhos brilhavam vermelhos. Yaha Uta descreveu a força feroz e a velocidade da criatura. Um de seus irmãos rapidamente se tornou uma vítima quando subestimou aquela força. A criatura o partiu como se fosse um boneco. Yaha Uta e seus irmãos foram mais cautelosos. Eles trabalharam juntos, chegando nas criaturas pelos seus lados, manobrando-a. Eles tiveram que atingir o limite de sua força e de sua velocidade de lobo,coisa que eles jamais haviam testado antes. A criatura era dura como pedra e fria como gelo. Eles descobriram que seus dentes podiam machucá-lo. Eles começaram a rasgar a criatura em pequenos pedaços enquanto lutavam com ela. Mas a criatura aprendeu com velocidade, e logo estava compatível com as manobras deles. Ele pôs as mãos no irmão de Yaha Uta. Yaha Uta encontrou uma abertura em seu pescoço, e atacou. Os dentes dele arrancaram a cabeça da criatura, mas as mãos continuaram apertando o seu irmão. Yaha Uta rasgou a criatura em pedaços irreconhecíveis, rasgando os pedaços numa tentativa desesperada de salvar seu irmão.Ele estava atrasado, mas, no final, a criatura foi destruída. Ou assim eles pensaram. Yaha Uta espalhou os pedaços para os anciões examinarem. Uma mão destroçada estava ao lado de um pedaço do braço de granito da criatura. Dois pedaços se tocaram quando os anciões os uniram com pontos, e a mão foi em direção ao braço, tentando se unir novamente. Aterrorizados, os anciões tocaram fogo no que restou. Uma grande nuvem de fumaça forte, vil, poluiu o ar. Quando já não haviam nada além das cinzas, eles separaram as cinzas em pequenos sacos e os separou a grandes espaços uns dos outros, uns no oceano, alguns na floresta, alguns nas cavernas dos penhascos. Taha Aki usava um dos saquinhos em seu pescoço, pra que ele pudesse ser avisado se um dia a criatura tentasse se juntar de novo — o Ancião pausou e olhou pra Billy, que puxou uma fita de couro do seu pescoço. Preso na ponta havia um velho saquinho, escurecido com o tempo.

— Eles o chamaram de O Frio, O Bebedor de Sangue, e viveram com medo de que ele não estivesse sozinho. Eles só tinham mais um lobo protetor, o jovem Yaha Uta. Eles não tiveram que esperar muito para descobrir. A criatura tinha uma parceira, outra bebedora de sangue, que veio até os Quileute em busca de vingança. As histórias dizem que A Mulher Fria era a coisa mais linda que os olhos humanos já haviam visto. Ela parecia com a deusa do alvorecer quando entrou na vila naquela manhã; o sol estava brilhando pelo menos dessa vez, e ele cintilava na pele branca dela e iluminava seu cabelo loiro que chegava nos joelhos. O rosto dela era mágico em sua beleza, os olhos eram pretos em seu rosto. Alguns caíram de joelhos pra adorá-la. Ela perguntou alguma coisa em uma voz alta, penetrante, em uma linguagem que ninguém nunca tinha ouvido. As pessoas ficaram abobalhadas, sem saber o que dizê-las. Não havia ninguém com o sangue de Taha Aki entre as testemunhas a não ser um garotinho. Ele se apertou a sua mãe e gritou que o cheiro estava machucando o nariz dele. Um dos anciões, que estava a caminho do conselho, ouviu o garoto e se deu conta do que havia chegado pra eles. Ele gritou pra que as pessoas corressem. Ela o matou primeiro. Haviam vinte testemunhas da chegada da Mulher Fria. Dois sobreviveram,apenas porque ela ficou distraída com o sangue e parou pra saciar sua sede. Eles correram para Taha Aki, que estava no conselho com os outros anciões, seus filhos, e sua terceira esposa. Yaha Uta se transformou em seu espírito lobo assim que ele ouviu as notícias. Ele foi sozinho combater a bebedora de sangue. Taha Aki, sua terceira esposa e seus anciões o seguiram. No inicio eles não conseguiram encontrar a criatura, só as evidências de seu ataque. Corpos estavam quebrados, alguns completamente sem sangue, espalhados pela estrada por onde ela havia aparecido. Aí eles ouviram os gritos e correram para o porto. Vários Quileute haviam corrido para os navios para se refugiarem. Ela nadou atrás deles como um tubarão, e quebrou o casco do navio deles com sua incrível força. Quando o navio afundou, ela agarrou aqueles que tentaram fugir a nado, e quebrou eles também. Ela viu o grande lobo na costa, e esqueceu dos nadadores flutuando. Ela nadou tão rápido que se transformou num vulto, pingando e gloriosa, ela veio ficar de pé na frente de Yaha Uta. Ela apontou para ele uma vez com seu dedo branco e fez outra pergunta incompreensível. Yaha Uta esperou. Foi uma luta apertada. Ela não era tão boa lutadora quanto o seu parceiro havia sido. Mas Yaha Uta estava sozinho, não havia ninguém pra distraí-la da fúria com ele.Quando Yaha Uta perdeu, Taha Aki gritou em desafio. Ele tropeçou para a frente e se transformou em um lobo ancião, com pelo branco. O lobo era velho, mas esse era o Espírito Homem de Taha Aki, e sua raiva o tornou forte. A luta recomeçou. A terceira esposa de Taha Aki havia acabado dever seu filho morrer diante de seus olhos. Agora o seu marido lutava, e ela não tinha esperanças de que ele pudesse vencer. Ela havia ouvido cada palavra que a vítima havia dito no conselho. Ela havia ouvido a história da primeira vitória de Yaha Uta, e ela sabia que a distração de seus irmãos haviam salvado ele. A terceira pegou uma faca do cinto de um dos filhos que estava ao seu lado.Eles eram todos filhos jovens, ainda não eram homens, e ela sabia que eles morreriam quando o seu marido falhasse. A terceira esposa correu em direção à Mulher Fria com a adaga erguida. A Mulher Fria sorriu, pouco distraída da sua luta com o lobo velho. Ela não tinha medo de uma mulher humana fraca e nem da faca que não causaria nenhum arranhão em sua pele, e ela estava prestes a dar o golpe de misericórdia em Taha Aki. E aí, a terceira esposa fez algo que A Mulher Fria não estava esperando. Ela caiu de joelhos aos pés da bebedora de sangue e enfiou a faca em seu próprio coração. O sangue escorreu pelos dedos da terceira esposa e espirrou na Mulher Fria. A bebedora de sangue não pôde resistir à luxuria do sangue fresco que estava deixando o corpo da terceira esposa. Instintivamente, ela se virou para a mulher que estava morrendo, por um segundo inteiramente consumida pelo sangue. Os dentes de Taha Aki se fecharam no pescoço dela. Aquele não foi o fim da batalha, mas agora, Taha Aki não estava mais sozinho. Vendo a mãe deles morrer, dois filhos mais novos sentiram tanta raiva que se lançaram para a frente como seus espíritos lobos, apesar de ainda não serem homens. Com seu pai, eles exterminaram a criatura. Taha Aki nunca se reuniu à tribo. Ele nunca se transformou em homem de novo. Ele deitou por um dia ao lado do corpo da terceira esposa, rosnando toda vez que alguém tentava encostar nela, e aí ele foi para a floresta e nunca mais retornou. Problemas com os frios eram raros e aconteciam de vez em quando. Os filhos de Taha Aki guardaram a tribo até que seus filhos fossem velhos o suficiente pra ficarem em seu lugar. Nunca houveram mais de três lobos de cada vez. Era o suficiente. Ocasionalmente um bebedor de sangue aparecia por essas terras, mas eles eram pegos de surpresa, sem esperar os lobos. De vez em quando um lobo morria, mas eles nunca foram dezimados de novo como da primeira vez. Eles haviam aprendido como lutar com os frios, e eles passaram o conhecimento de lobo pra lobo, de mente de lobo pra mente de lobo, de espírito pra espírito, de pai pra filho. O tempo passou, e os descendentes de Taha Aki já não se transformavam mais em lobos quando atingiam a idade adulta. Só muito raramente, se um frio estava por perto, os lobos retornavam, e o bando continuava pequeno. Um grupo maior chegou, e os seus próprios bisavôs se prepararam pra lutar contra eles. Mas o líder falou com Ephraim Black como se fosse um homem, e prometeu não machucar os Quileute. Os seus estranhos olhos amarelos davam alguma espécie de prova do que ele dizia sobre eles não serem iguais aos outros bebedores de sangue. Os lobisomens estavam em menor número; não havia necessidade dos Frios pedirem um acordo sendo que eles podiam ter vencido a batalha. Ephraim aceitou. Eles cumpriram com a sua parte, apesar de que a presença deles tendia a puxar outros. E o número deles forçou o bando a atingir um número que a tribo nunca havia visto — o ancião disse, e por um momento em seus olhos pretos, afundados nas rugas e na pele dobrada ao redor deles, pareceram parar em Bella — Exceto, é claro, no tempo de Taha Aki — ele disse, e então suspirou — E então os filhos da nossa tribo carregam novamente o fardo e dividem o sacrifício que seus pais suportaram antes deles.

Tudo ficou em silêncio por um longo momento. Os descendentes vivos da magia e das lendas olharam uns para os outros através do fogo com tristeza nos olhos. Todos menos um.

— Fardo — zombou um dos Lobos em uma voz baixa.

— Eu acho que é legal — concordou outro

Ao meu lado, Seth, que tinha os olhos arregalados de adulação pela fraternidade dos irmãos protetores da tribo, balançou a cabeça concordando.

Billy gargalhou, baixa e longamente, e a mágica pareceu desaparecer nas brasas brilhantes. De repente, era apenas um círculo de amigos de novo. Conversas baixas murmuravam ao nosso redor, zombeteiras e casuais.

Eu tinha quase certeza de que devia ficar quieta, mas a minha curiosidade simplesmente não permitia isso, então perguntei:

— Se for possível... — engoli a seco quando todos olharam para mim, mas ajeitei os ombros e olhei diretamente para os Anciões da aldeia — Se não for um incômodo, poderia me dizer o que aconteceu com as Mulheres Sábias dos Quileute?

Um estranho nervosismo se alastrou ao redor da fogueira e os anciões trocaram olhares. Uma garota morena, que estava sentada à direita deles, disse num tom plano:

— Depois que Waya foi morta pelos Guerreiros, as Mulheres Sábias se separaram da tribo, pois não podiam concordar com o que havia acontecido.

— Como provavelmente você já suspeita, — disse Billy, com um sorriso fraco no rosto — É dessas mulheres que o seu Clã descende.

— Sam disse que a minha família se recusou a participar do Tratado... — murmurei pensativa — Então elas voltaram depois dos Cullen?

— Sim — Billy acenou com a cabeça — Vieram a fim de resgatar a ligação com suas ancestrais mas, devido à experiência ruim que tiveram com Waya quando ela tentou usar o poder dos lobos para dominá-los, os Anciões haviam decidido proibi-las de usar Magia, para manter a paz. Houve resistência, mas não era o objetivo delas ficarem por aqui, então, depois de protegeram o lugar onde suas ancestrais faziam seus rituais, deixaram esse lugar.

— Até agora, infelizmente — murmurou Paul

Ficou bastante claro, quando muitas pessoas da roda não disseram nada, que eles concordavam. Mordi o interior da minha bochecha para contar a raiva que borbulhou no meu peito.

— Este é o lar dela tanto quanto é o seu, idiota — disse a garota sentada próxima aos anciões, revirando os olhos — Você não prestou atenção na história?

— O que eu ouvi foi que o tipo dela tentou usar o nosso poder e traiu a nossa aldeia — ele disse, cruzando os braços.

A garota abriu a boca para retrucar, mas eu levantei abruptamente, juntando a minha dignidade e ignorando completamente a situação. Apenas contornei a fogueira e fui até os anciões, consciente de que Alek havia me seguido.

— Muito obrigada por terem recebido a mim e ao meu irmão esta noite e compartilhado as histórias do seu povo... — eu disse formalmente.

— São histórias do seu povo também, criança — disse o Ancião que eu não conhecia, com um sorriso agradável no rosto. Foi impossível não sorrir de volta.

— Eu não compreendo o porquê dessas histórias não serem de conhecimento comum no nosso Clã também — disse Alek, num tom sério — Se a nossa família esteve aqui antes, então devem saber de tudo isso.

Olhei para ele de soslaio, estranhando seu comportamento, mas aparentemente aquilo não irritara Billy, que respondeu:

— Eu não sei o motivo que levaria a sua família a esconder a história dos seus antepassados, mas o importante é que sabem agora. Vocês são parte dessas terras e ficaríamos satisfeitos se se juntassem a nós em La Push.

Eu pisquei, em silêncio, sem compreender suas palavras imediatamente e Alek abriu a boca para responder mas não foi capaz de dizer nada. Enquanto nós dois estávamos chocados, os outros se pronunciaram por nós.

— O QUE DIABOS??? — exclamou Paul e um outro que estava ao seu lado.

Sam levantou e olhou para eles irritado.

— Eu e os Anciões concluímos que é mais seguro para todos nós se eles viveram conosco na Reserva e, mais do que isso, Selene e Alekzander são parte do nosso povo, do nosso sangue.

— Você enlouqueceu? — perguntou Paul, levantando-se para enfrentar Sam de frente — Você não aprendeu nada com as histórias que ouvimos? Esses dois são um perigo para nós!

Sam pareceu furioso, principalmente pela afronta, mas eu, mais uma vez, me meti. Aquilo estava ridículo.

— Não precisa se preocupar, não vamos vir para a Reserva — eu disse num tom ácido, antes de virar as costas para Paul e focar completamente em Sam e nos anciões — Agradeço pelo convite, de verdade, mas existem coisas que precisamos resolver e aprender antes qu esse tipo de decisão seja tomada.

— Eu entendo — Billy ainda sorria para mim, mas, por algum motivo esquisito qualquer, ele não me deixava mais nervosa, então sorri de volta — La Push está aberta para vocês quando sentirem que pertencem aqui.

Ele pegou as minhas mãos e a Magia que senti fluindo dele fez a minha pele se arrepiar. Independente daquela cadeira de rodas, aquele homem era poderoso. Era uma pena que não usasse a sua Magia.

— Acho que é melhor irmos logo, então — Alek disse, posando uma mão sobre o meu ombro — Mais uma vez, agradeço por nos ter chamado esta noite.

Os anciões assentiram, formais, e Alek me puxou para longe. Não resisti, só acenei para Seth e fui com ele, pensativa.

Queria poder perguntar coisas para a minha avó, mas já que não posso, talvez seja hora de descobrir algumas coisas por conta própria.