Lua Escaldante
3 Ventos Uivantes
Notas iniciais
Dia 2
Outra manhã no acampamento Lua Escaldante. Como dizem, Amanhã é sempre um novo dia. Eu e Poca havíamos levantado mais cedo que as outras garotas. Acho que eram 6 da manhã. As outras garotas ainda estavam dormindo. Poca estava vestindo uma blusinha e um shorts de pijama que ela havia posto para dormir na noite passada, e assim evitar que os professores a pegassem nua outra vez. Eu tinha resolvido ir dormir vestida apenas com a calcinha e o sutiã que eu usava por baixo da minha roupa preta, ambos eram da mesma cor das minhas roupas casuais.
Nós saímos do quarto e fomos até uma parte que ficava ao lado do quarto, tinha que se atravessar um corredor para chegar lá. Nós caminhamos pela varanda. Ao lado do alojamento estava o salão onde ficava a piscina. Andamos mais um pouco, e lá estava a academia com todos aqueles aparelhos. Ela estava fechada, assim como a Piscina.
Fomos até a varanda de madeira ao fundo e nos debruçamos sobre a mesma. E olhamos para o sol e vimos a maravilha que era a alvorada.
—É muito tranquilo aqui — eu comentei.
— Sim. Mas, e se nos pegarem aqui? — Juliana falou relutante.
— Eu não me importo com isso. Eu só quero ficar com você, Poca — eu retruquei.
Eu sei, talvez eu estivesse sendo muito idiota de pensar isso, depois do que aconteceu ontem.
—Bem, eu acho que nós não conseguiremos manter esse nosso namoro por muito tempo — Juliana falou receosa.
—Não ligue para isso, Poca. Vamos apenas aproveitar o tempo de hoje para namorarmos um pouco, longe da Letícia e dos outros— eu sugeri.
— Tudo bem — Juliana assentiu.
Nós nos afastamos da sacada, ficamos de frente uma para a outra, nos olhamos fixamente uma para a outra, e aproximamos nossos rostos um do outro. Então, nós nos beijamos ali mesmo. Ficamos apenas aos beijos para não nos flagrarem fazendo um "algo mais".
Enquanto nós nos beijávamos, eu vi o Mario andando a cerca da casa, e fiquei curiosa. Para a minha surpresa ele me viu com Poca, mas depois saiu andando dali.
Então voltei a beijar Poca. Eu a empurrei para a varanda e ela ficou encostada nela. Depois, ela colocou ambas as mãos nos meus cabelos e continuou me beijando intensamente.
O tempo foi passando ligeiramente enquanto nós nos beijávamos e logo o dia se abriu. E lá estávamos nós, ainda nos beijando.
[...]
Logo, eu pressenti que algo parecia estar errado, e resolvi me afastar de Poca.
— Vamos parar por aqui, Poca — eu retalhei.
— Por que? — Juliana inquiriu.
— Não sei, estou com um mau pressentimento. Vamos voltar para o alojamento — eu a aconselhei.
—Está bem— Juliana consentiu.
Nós demos as mãos e fomos para o alojamento. Nós corremos apressadas com medo de que fossemos pegas outra vez.
Quando estávamos no meio do caminho, nos deparamos com a Diretora, a professora de ciências e o Mario que nos olharam com caras fechadas.
—Olha elas ai, Elsa — Mario retrucou — Eu estava indo checar os cavalos no estábulo como eu sempre faço todas as manhãs, e de repente eu vi essas duas garotas na varanda, se beijando. Resolvi contar para a senhora.
— Sim, eu já estou ciente, Mario. Eu agradeço por nos ajudar a encontrar as duas garotas — Elsa falou bastante séria.
Então era isso? O Mario estava indo checar os cavalos?
— Meu Deus! Vocês duas só dão trabalho — Marilu esbravejou — E ainda por cima estão mau vestidas. Não me diga que vocês fizeram "aquilo" outra vez...
—Não, dessa vez nós só demos uns beijinhos, e nada mais — eu explanei — Ué! Ontem dormimos nuas você reclamou, hoje porque estamos de "pijama" e acordamos mais cedo que as garotas e vocês, você reclama também?
Qual é o problema da Marilu? Eu não estou entendendo...
(suspiro)
— Está bem. Acho que dessa vez passa... — Marilu suspirou e revirou os olhos.
— Vão se trocar para o café da manhã — Elsa retrucou.
— Está bem.
Fomos para o alojamento nos trocamos. Dessa vez eu coloquei um vestido branco comprido, com estampas de flores, de alças finas, e decote princesa, e calcei minhas botas pretas, e pus meu chapéu preto na cabeça.
Juliana colocou um top tomara que caia amarelo, um shorts cinza cavado de algodão, e pegou novas meias e calçou de novo o tênis. Particularmente achei que ela tinha ficada muito linda com aquela roupa.
Então, fomos para a mesa do café da manhã.
Chegando lá, o grupo dos garotos se sentou em um lado da mesa, e o nosso grupo na outra. Nós ficamos de frente uns para os outros. Os professores e a diretoras ficaram em outra mesa.
Uma empregada da cozinha serviu a mesa com cestas de pão francês fresquinhos, um prato com potinhos de geleia e manteiga,outro com pãesinhos de queijo — Confesso que mesmo tendo um pai brasileiro, eu nunca cheguei a experimentar um desses — Enfim, depois uma empregada que estava na cozinha foi trazendo xícaras para nós e depois um bule de café e um de chá. Ela perguntou para cada um de nós o que queríamos, café ou chã. E nós fomos respondendo de acordo com nossas preferências. Quando ela perguntou para mim, eu resolvi pedir café. Meu pai e minha mãe costumavam preparar o café na máquina de café expresso todas as manhãs lá em casa antes de irem para o trabalho.
Juliana pediu chá. Sendo "natural", chá fazia mais o tipo dela.
A empregada deixou o bule de café na mesa e encheu a xícara de Juliana com o chá do dia preparado por elas. Acho que desse dia era de hortelã.
Então, eu e Juliana atacamos o pãosinho de queijo. Eu dei a primeira mordida e comecei a saboreá-lo. Não era ruim, o gosto era muito bom. E eu adoro queijo.
Então, Ricardo puxou assunto comigo, Juliana e sua namorada Letícia.
— Então, Leti, o que as duas ai aprontaram? — Ricardo nos denunciou com um olhar sínico.
—Bem, ontem à noite as duas fizeram sexo e a Marilu as pegou sem roupa... — Letícia nos lembrou — E hoje elas estavam aos beijos na varanda, pelo que eu ouvi a diretora e a Marilu comentando.
— Sério?! Eu queria ter visto elas peladas — Ricardo falou igual um tarado.
Letícia o olhou com uma cara séria.
— Para quê, Ricardo? Eu já te deixo olhar os meus peitos, apesar de que eu não deveria, pois você é muito tarado, e também deixo você tocar neles — Letícia revelou.
Eu e Juliana gargalhamos daquilo. Tipo, esses dois falam de nós, mas eles também tem culpa no cartório, bem, é o que parece.
Ricardo então se calou. Acho que ele se arrependeu do que tinha dito.
— Foi mau — Ricardo se desculpou — Retiro o que eu disse.
— Enfim, nós acabamos descobrindo que nós estamos gostando mesmo uma da outra — eu cortei os dois.
— É, eu já estou ciente disso — Letícia retrucou.
— Eu hein, Letícia! Primeiro você nos apoia, depois você faz o contrário — eu contestei — Você não ama o Ricardo? Ou você tem medo de avançar o sinal e pedir para ele fazer sexo com você?
— Mas, eu e o Ricardo já fazemos sexo... — Letícia argumentou.
— Mentira, Letícia! Eu sempre quis fazer sexo com você, nem que fosse uma vez só, e você é que "negou fogo", se é que você me entende — Ricardo contestou.
— Para, Ricardo! E se eu não quis fazer sexo com você foi porque você é muito tarado. Você quer fazer sexo toda hora — Letícia devolveu — e claro, só pensa "naquilo".
Eu e Poca começamos a gargalhar com a briga do casal.
11:00
Depois do café, eu e Poca fomos para o alojamento para escovar os dentes, e descemos até o local do café da manhã. Os outros alunos deviam estar ocupados se divertindo, ou fazendo qualquer coisa para passar o tempo.
Eu e Poca fomos para os estábulos, e retiramos a cela e o cabresto de um dos cavalos e Poca retirou o cavalo de dentro do alojamento dele.
O cavalo era todo marrom com manchas brancas. Experiente, Poca montou no animal e estendeu a mão para mim e me puxou para cima. Então ela me colocou sentada no lombo do cavalo e deu leves tapas no pescoço do animal e segurou na crina dele. Ela disse para eu me segurar na cintura dela para não cair, tendo em vista que o cavalo estava sem a cela.
O animal começou a correr com passos curtos e nós fugimos da casa onde ficava o nosso alojamento. Eu senti o vento levantando os meus cabelos para o alto e soltei uma das mãos da cintura de Poca para enterrar mais o meu chapéu na cabeça para ele não voar. Depois retornei a mão para a cintura de Poca.
Aquilo foi muito divertido.
[...]
Momentos depois, nós chegamos em um lago que ficava depois de uma cerca na propriedade, onde havia uma casa abandonada, ou talvez fosse a tal cabana do Mario.
O cavalo galopou e saltou sobre a cerca como um cavalo de corrida e nos levou para perto do lago.
A água do lago era azul e cristalina. Então o animal freou e nós descemos das costas dele.
Eu e Poca nos aproximamos da margem do lago.
— Então, Poca...o que acha de darmos um mergulho no lago? — eu sugeri.
— Sim, parece divertido — Juliana exclamou.
Então, nós nos despimos na margem do lago e estávamos novamente nuas. Demos as mãos entrelaçando nossos dedos e entramos juntas no lago. A água estava gostosa. Começamos a nadar cachorrinho na superfície do lago e depois paramos.
Nós atracamos nossos corpos no meio do lago e nos beijamos. Depois trocamos de posição, eu fui para trás de Juliana, coloquei minhas mãos sobre os seios dela enquanto ela envolvia os meus braços com os dela. Ela voltou o olhar para mim e eu para ela, e nós voltamos a nos beijar.
Por um momento sentimos que nada poderia nos atrapalhar naquele momento mágico. Porém, conforme continuávamos nossa "brincadeira", o tempo ia passando, e logo a noite chegara. Devia ser umas 18:00, mais ou menos.
Saímos do lago e fomos para a grama. Juliana se deitou e eu entrei no meio das pernas dela e comecei a chupar o mamilo do seio esquerdo dela. Ela suspirou e apoiou as duas mãos no meu cabelo.
Então eu desisti do seio de Juliana e fui para a intimidade dela e comecei a lambê-la. A minha Poca soltou suspiros.
Nós continuamos naquilo por mais algum tempo, até que eu comecei a ouvir passos de cavalo. Estava escuro, então eu mau conseguia ver quem era.
Foi quando vi esse cavalo branco relinchando perto da porteira enquanto eu me deliciava com a vulva de Juliana e logo a porteira se abriu e o cavaleiro veio nos buscar. Tivemos sorte, era o Mario que parecia esbaforido. Ele veio até nós e nos interrompeu. Nós paramos na hora.
— Vocês são aquelas duas garotas que a dona Elsa flagrou hoje de manhã, não é? Você eu conheço, você se chama Sylvia, e a outra menina?— Mario nos interrogou.
— Meu nome é Juliana Lopez. E acredite em mim, eu sou uma índia Maniju, então não tem nada com que se preocupar — Juliana se apresentou.
—Olha, sinto em te dizer, Juliana, mas essa região é perigosa. Tem esse espírito de uma índia que vivia aqui, e de noite ela atrai pessoas para esse lago e elas acabam morrendo afogadas — Mario falou com preocupação— Vocês tiveram sorte que eu apareci para buscar vocês.
— Obrigada, Mario, mas eu posso cuidar disso — Juliana retrucou — E essa índia que você diz que aparece por aqui, ela é de alguma tribo?
— Bem, eu sei que essa propriedade aqui era dos índios Maniju. Mas, eles a abandonaram, então um dia eu conheci esse homem misterioso que não me disse o nome, e ele me vendeu essa propriedade. Depois disso ele desapareceu— Mario nos contou.
Acho que o Mario era mesmo entendido naquelas terras.
— Mais um motivo para não se preocupar. Eu sou descendente dos Maniju, então eu posso me comunicar com essa alma perdida — Juliana contestou.
—Tudo bem, Juliana. Eu não estou contestando a sua crença. É só que, já houve um caso onde um garoto foi afogado nesse lago, e eu não quero que isso aconteça com vocês duas. Olha, vistam — se e eu prometo não contar nada sobre o que houve para a dona Elsa, está bem? — Mario propôs.
—Olha, Mario. Por mim, tudo bem —eu consenti — Nós vamos embora.
—Não, coelho branco! Eu quero falar com esse espírito! — Juliana contestou.
— Durante o dia nós podemos voltar aqui. Eu venho com vocês — Mario retrucou.
—Não! —Juliana insistiu — Eu quero falar com essa alma!
Então eu me vesti. Juliana parecia não querer se vestir.
[...]
Foi então, que o espírito que Juliana esperava, surgiu.
—Meu São Patrício! — eu exclamei.
São Patrício — São Patrício ou "Saint Patrick" é o padroeiro da Irlanda.
Então eu vi essa forma etérea de uma índia como Juliana, surgir no meio da água do lago. Ela ficou nos olhando com uma cara de choro.
— É ela! — Mario atestou — Vamos voltar, garota! Ela vai puxar vocês para o lago.
Então, Mario também enxergava aquela aparição? Pergunta retórica.
Juliana entrou no lago e nadou de cachorrinho até aquele ser. Eu fiquei simplesmente chocada com aquela aparição, pois eu nunca tinha visto algo como aquilo. Tá, eu confesso, eu estava com medo.
Então, Juliana conversou com o espírito e ele com ela.
Depois de um tempo, o tal espírito desapareceu e Juliana voltou do lago e nos contou o que tinha conversado com o espírito.
— Então, o que ela disse? — eu quis saber, já tremendo de medo.
— Bem, ela disse que essas terras pertenciam a nossa tribo e que a família do Mario na verdade as comprou dela e queria transformar esse lugar em um resort, ou coisa parecida, e que ela se sentia muito sozinha, então ela pegava as pessoas que entravam no lago e as afogava para que elas se juntassem a ela na eternidade. O garoto que Mario mencionou foi o primeiro, mas ela ainda estava se sentindo sozinha, então...acho que nós seríamos as próximas vítimas dela— Juliana nos contou.
—O quê?! Então não teve esse "Homem misterioso" que vendeu a propriedade para o Mario? — eu inquiri.
— Não, coelho branco — Juliana atestou — Mas, eu falei com ela e disse que isso é passado e que o Mario tem boas intenções e tem cuidado da propriedade como um guardião, que ela também não precisava matar pessoas afogadas porque se sentia só, que se ela quisesse, ela poderia conversar comigo, e no fim...bom, acho que ela compreendeu.
Juliana então vestiu as roupas dela no corpo ainda molhado e nós fomos interrogar o Mario sobre aquilo.
—Mario, você disse que comprou essa propriedade de um homem misterioso. Mas, a Juliana conversou com a aparição do lago, e ela disse que a sua família comprou essas terras dos índios Maniju para construir um Resort, parece...você sabia disso? — eu o questionei.
—Não, eu não estava sabendo disso. Eu só me lembro que depois que o meu pai morreu, ele me deixou essa propriedade como herança, e eu me tornei o zelador dela. Acho que ele acabou não conseguindo construir o Resort que você falou — Mario ponderou — Mas, eu vigio essas terras desde a morte do meu pai, e conheço cada canto dessa propriedade com a palma da minha mão.
— Eu entendo. E você tem medo de espíritos, Mario? — eu inquiri.
— Sim, eu tenho muito medo, Sylvia. Acho que desde que eu era pequeno, sabe? Eu lembro de ver o espírito da minha avó que já faleceu, e...fiquei com muito medo. Minha família é católica, mas eu...vamos dizer que eu respeito todas as religiões e crenças. Eu apenas acredito em Deus e tenho fé nele. Não pratico nem a religião da minha família, nem nenhuma outra. Apenas respeito as religiões e as crenças de cada um — Mario nos contou.
— Eu também tenho medo de espíritos, e sou muito devota de São Patrício, o padroeiro da Irlanda, apesar de ser mais brasileira que irlandesa, e...as vezes o meu lado irlandês fala mais alto — eu comentei.
—Tudo bem, Sylvia. Eu não tenho nenhum problema com isso. Venham, garotas! Eu vou levar vocês de volta para o acampamento — Mario retrucou.
— Mas, e o nosso cavalo? — eu quis saber.
— Bem, eu acho que ele pode ficar ai por enquanto, depois eu venho buscá-lo. Nós vamos no meu cavalo branco que está perto da porteira — Mario replicou.
— Bem, eu posso ir montada no outro cavalo enquanto você, coelho branco, vai com Mario no cavalo dele. Assim, Mario não tem que se preocupar em vir aqui para buscá-lo — Juliana sugeriu.
—Parece uma ótima ideia — eu avaliei.
— Tudo bem. Acho que pode ser... — Mario comentou.
— Então, vamos! — eu exclamei.
Juliana montou sozinha no cavalo que tinha nos levado para aquela parte da propriedade, e eu montei no cavalo de Mario e fui segurando na cintura dele.
Nós voltamos a cavalo para o acampamento. A diretora e a Marilu estavam na entrada da casa onde ficava nosso alojamento, com os braços cruzados.
— Ai estão as duas. Todo mundo foi jantar e enquanto isso vocês duas estavam sabe-se lá aonde, fazendo sabe-se lá o que... — Elsa exclamou — Acho que vou ter uma conversa com os pais de vocês quando nós voltarmos para a escola.
— De certo, elas não resistiram e foram fazer "aquilo" no mato outra vez — Marilu revirou os olhos.
— Calma, dona Elsa. Eu posso explicar — Mario interferiu.
— Então, explique, Mario — Elsa consentiu.
— Bem, eu fui ofereci um passeio à cavalo para as garotas, e elas vieram comigo. Eu as levei até um lago que tem lá para baixo depois de uma porteira. Nós ficamos um tempo por lá e ai eu vim trazê-las de volta — Mario mentiu — Não é isso, garotas?
— Sim, foi exatamente isso — eu atestei.
— Sim. O passeio foi ótimo — Juliana comentou.
— Bem, acho que está tudo bem. Venham, todo mundo está jantando. O Mario agora deve estar cansado e tem os deveres dele também — Elsa retrucou.
—Sim, boa noite para vocês, dona Elsa e professora Maria Lúcia— Mario se despediu.
A diretora e Marilu deram o seu "boa noite" para o Mario. Eu e Juliana descemos dos cavalos, e fomos entrar para o jantar. Mario recolheu os cavalos e se retirou com eles para o estábulo.
[...]
Na mesa do Jantar. Nós nos sentamos a mesa nos últimos lugares vagos, e fomos comer. As cozinheiras do acampamento haviam preparado uma pizza de escarola e uma de calabresa para nós e para os professores e a diretora.
—Então, onde vocês foram? — Letícia quis saber.
— Mario nos levou para um passeio de cavalo pelo acampamento — eu comentei.
— Bem, talvez possamos fazer um passeio desses depois, o que você acha, Leti? — Ricardo perguntou para Letícia.
—É, acho que seria divertido — Letícia replicou.
— Bom, então vocês dois tem que falar com ele — eu sugeri.
— Certo. Acho que nós vamos ver com o Mario sobre isso amanhã — Letícia retrucou.
Então, eu e Juliana pegamos umas fatias da pizza de escarola e começamos a comer.
21:00
Nós fomos para o alojamento, e dessa vez trocamos de cama. Eu e Juliana fomos para uma cama de casal que havia no fundo do quarto e deixamos nossas coisas perto da cama.
—O que você achou do nosso novo ninho de amor, Poca? — eu inquiri.
—Bem, eu acho que é melhor do que dormir na beliche — Juliana comentou.
— Sim, e nós ficaremos juntas na mesma cama — eu sorri.
Bem, depois da nossa aventura pelo lago, acho que foi merecido nós termos conquistado um novo ninho de amor naquele dia.
Nós esperamos outra vez as garotas tomarem banho primeiro, e depois que todas haviam terminado o banho, nós fomos tomar o nosso banho.
Então nós pegamos nossos xampus e sabonetes, e fomos para o banheiro. Colocamos os sabonetes na saboneteira, um do lado do outro como eu e Juliana, os nossos xampus no chão do box, e nos despimos.
Entramos no box, e abrimos o registro do chuveiro. A água caiu sobre nossos corpos e nós ficamos molhadas.
Nós nos olhamos por um momento e até cogitamos fazer sexo no chuveiro outra vez, mas...ficamos inibidas. Resolvemos não repetir. Mas, talvez alguns beijinhos, quem sabe?
—Olha, Poca. Acho melhor só darmos uns beijinhos — eu a aconselhei.
—Sim, acho que é melhor mesmo. Nós podemos fazer amor no nosso novo ninho de amor — Juliana consentiu.
—Sim, as outras garotas vão ouvir, mas eu não ligo — eu comentei.
Nós sorrimos e demos alguns selinhos.
[...]
Terminado o nosso banho, nós pegamos nossas coisas e fomos para a cama.
Pegamos nossas toalhas em nossas bolsas, e nos enxugamos perto da nossa cama, depois que nossos corpos secaram, nós as guardamos, e vestimos uma roupa para dormir.
Eu vesti uma camiseta qualquer, e um shorts de algodão, sem peça íntima por baixo, pois eu queria ficar livre daquelas peças que oprimiam minha silhueta para ocultar o meu pudor e a minha libido pecaminosa aos olhos daqueles puritanos.
Então, nós deitamos na cama, puxamos o lençol e dormimos de lado, uma de frente para a outra. Eu acho que eu nunca esquecerei esse dia.
Fale com o autor