Notas iniciais
Olá! Novo capítulo de Lua Escaldante. Como estarei ausente, resolvi agendar esse capítulo para a trama não ficar sem atualização. Quando eu voltar postarei mais capítulos.^^ Bom, uma breve explicação sobre a trama desse capítulo. Eu resolvi explorar as mulheres conhecidas como "Viúva Negra" nesse capítulo envolvendo a Marilu, então tem várias surpresas nesse capítulo e...conversando com a Moonpierre, resolvi aumentar a classificação da fic para 18+ por causa do tema que eu usei nesse capítulo e nesse capítulo tem algumas cenas hots, mas são pouco detalhadas, então pelo tema desse capítulo e pelas cenas hots, eu tive que subir a classificação de LE. Agora LE passa a ser a minha primeira long Yuri 18+, Yay! Boa leitura!

Dia 6

Manhã do sexto dia no acampamento. Eu e Juliana acordamos e fomos tomar banho primeiro que as outras garotas, e não demoramos muito dessa vez.

Nós nos secamos, e trocamos de roupa. Pusemos uma roupa qualquer pois não tínhamos ideia do que vestir dessa vez.

Depois de nos vestirmos, nós fomos para a mesa do café da manhã. Chegamos lá e a mesa ainda estava vazia. Nós fomos as primeiras a chegar. Acho que era umas 6:00. Marilu costumava nos acordar as 7:00 mais ou menos, mas como era Gilberto que estava substituindo ela, então provavelmente não devesse ter se levantado ainda. Também acho que por nós termos levantado cedo, o dia ainda estava começando.

Olhamos ao nosso redor, e reparamos que na parede onde a mesa do café da manhã ficava perto, havia uma TV e estava ligada num programa matinal. Ficamos assistindo.

6:30

Nós ainda estávamos vendo o programa de TV. As cozinheiras já começaram a preparar as coisas para o café da manhã. Eu podia ouvir os sons metálicos das panelas sendo pegas e postas no fogão.

7:00

Olhamos o relógio do programa de TV e ele já marcava 7:00 em ponto. Gilberto estava atrasado. Acho que ele deve ser como o meu pai, demora para levantar —às vezes quando fica de ressaca — O que será que aconteceu com ele?

Então voltamos nossa atenção para a porta de entrada do refeitório e vimos uma silhueta entrando na frente do sol que batia na entrada. Aquele vulto foi se aproximando e logo nós o reconhecemos. Era Elsa Lima, a nossa diretora. Ela estava com o cabelo um pouco desgrenhado, vestia um blazer grafite, uma camisa branca, uma calça de terno da mesma cor do blazer, e sapatos pretos. A boca estava pintada por um batom vermelho sangue. Elsa nos viu sentadas na mesa do café da manhã, e foi conversar com a gente.

— Olá, garotas! — Elsa nos cumprimentou.

Nós dissemos um "Oi!" para ela e então ela começou a retrucar.

—Bem, eu vim no lugar do Gilberto hoje, pois a professora Marilu teve que ser levada para um hospital aqui na cidade, e Gilberto foi com ela no ônibus da excursão— Elsa nos informou.

—O que ela tem? — eu inquiri.

—Ela...não está se sentindo muito bem. Acho que ela está com depressão. Gilberto e eu acordamos e fomos vê-la na cama dela e ela estava gemendo muito. Fomos ver o que ela tinha, já que ela se revirava na cama, e notamos que ela estava suando frio — Elsa comentou.

—E ela vai ficar bem? — eu quis saber.

Eu perguntei por preocupação mesmo, não por melancolia, depois de tudo que ela havia feito.

—Não sei, Gilberto foi levá-la a um hospital daqui da região, mas o motorista acha que pode ser dengue — Elsa replicou.

—Nossa! Dengue?! — Juliana exclamou.

Olhei para Juliana e ela estava chocada.

—Bem, nós ainda não sabemos. Acho que provavelmente na hora do almoço ou a tarde, Gilberto deve voltar com mais informações — Elsa retrucou.

—Puxa, eu espero que ela melhore — eu desejei.

—Sim, eu também espero, Sylvia — Elsa rebateu.

—Melhoras para ela — Juliana retrucou.

— Bom, vou ver se as outras garotas já acordaram, e depois eu vou passar no alojamento dos garotos — Elsa disse se retirando.

Então, a diretora subiu as escadas para o nosso quarto e foi acordar as outras garotas.

—Nossa! Eu não acredito que a Marilu esteja com dengue — eu comentei com Juliana.

—Pois é. Eu também não— Juliana replicou.

—Será que não é fingimento dela? De repente, a mulher está fingindo isso tudo só para que alguém vá apagar o fogo dela — eu calculei.

— Bem, talvez...afinal, ela deu em cima de você pois queria transar com você... — Juliana lembrou — ou talvez não, afinal, dengue é coisa séria.

Eu acho que nunca peguei essa tal de dengue antes.

7:30

A diretora chega com as no refeitório, e elas se juntam à nós na mesa do café da manhã. Dessa vez, eu e as outras garotas ficamos juntinhas, pois havíamos pego o lado onde os garotos ficavam normalmente. O outro lado ficou vago para os garotos se sentarem quando eles chegassem.

—Bom dia, Sylviana! — Letícia nos cumprimentou juntando os nossos nomes dessa vez.

—Bom dia, Letícia! Mas, por que Sylviana? —eu inquiri.

—Sylvia, o seu nome, mais Juliana, o nome da outra garota — Letícia explanou.

Juliana começou a gargalhar do nosso nome de casal.

—Sylviana! — Juliana exclamou — Eu gostei...

Então, depois de "coelho branco", e "Poca", agora nós temos "Sylviana". É, acho que não é ruim o nome.

—E como chamaremos vocês dois? Letardo? Ricleticia? — eu comentei.

—Nah, acho que esses nomes são horríveis. Isso é coisa de retardado— Letícia se queixou.

—Tem razão — eu conclui.

Logo, nós começamos a ser servidas. Eu, Letícia e Juliana pegamos alguns pães e a faca que veio na cesta de pães, abrimos ele e espalhamos manteiga neles. Depois, começamos a comê-los.

[...]

Mais tarde, a diretora chegou com os garotos e eles foram se sentando no outro lado da mesa. Letícia ficou de frente para Ricardo.

—Bom dia, garotas! — Ricardo nos cumprimentou. Ele parecia um pouco sonolento.

—Bom dia, Ricardo! — eu, Letícia e Juliana falamos juntas.

—Então, como foi a noite de vocês? — Ricardo quis saber.

—Bem, eu tive alguns pesadelos depois de ontem à noite, mas...não foi por causa da comida, eu acho — eu comentei.

—Eu não, eu tive um sono muito tranquilo. Eu não me lembro direito o que eu sonhei, mas acho que a Sylvia estava no meu sonho — Juliana comentou.

—Bem, eu também tive um pesadelo — Letícia revelou.

—Ah é? E com que você sonhou? — Ricardo ficou interessado no sonho que Letícia tivera.

—Bem, sonhei que nós eventualmente tínhamos transado, e ai eu engravidei, e os nossos pais descobriram e nos expulsaram de casa... — Letícia contou.

—Bem, pelo menos no sonho nós fomos felizes, não é? E como era o nome do nosso filho? — Ricardo ficou curioso.

—Ahn...eu lembro vagamente dos detalhes, mas...acho que tivemos uma menina, e a chamamos de Marilu...por causa da professora de ciências — Letícia replicou.

—O quê?! Você sonhou que teve uma filha e ela tinha o nome de Marilu? Isso é que é pesadelo mesmo — eu exclamei.

—Sim, eu concordo com você, Sylvia. Ainda estou tentando processar esse sonho... — Letícia balbuciou.

—Falando na Marilu, vocês souberam o que houve com ela? — eu inquiri.

—Não, eu nem fiquei sabendo — Ricardo comentou.

—Eu também não. Eu vi a diretora nos guiando até aqui, mas nem perguntei o que houve — Letícia comentou.

—Bom, a diretora nos disse que Marilu foi para o hospital e o Gilberto foi com ela— eu contei a eles.

—O quê?! O que houve com ela? — Letícia ficou curiosa.

—Hmm...bem que eu estranhei a diretora no lugar do Gilberto.

— A diretora disse a Marilu estava suando frio na cama e que o motorista do ônibus suspeitou de dengue — Juliana explanou para eles.

—DENGUE?! Caramba! — Letícia exclamou.

—Nah, Dengue é coisa séria, eu acho que a Marilu está fingindo. Sendo a ninfomaníaca que é...eu não duvido disso— Ricardo rebateu.

—Foi exatamente o que eu disse para a Juliana, Ricardo — eu retruquei.

—Acho que Marilu é uma incógnita — Juliana comentou.

—Pois é. Ela é uma boa professora apesar de ter esse lado duvidoso dela — eu comentei.

—Sim — Letícia atestou — Isso é uma verdade sobre ela.

—Então, o que vocês vão fazer depois do café? — eu inquiri.

—Bem, eu não sei. Acho que nada. Digo, não temos nada programado... — Letícia retrucou.

—Por que você quer saber? — Ricardo quis saber.

—Sei lá, Ricardo. Ontem nós nos divertimos muito no "Happy Hour" lá na piscina, e depois no jogo de futebol...então fiquei pensando agora que nós podíamos repetir a dose — eu falei para o Ricardo.

—Bem, acho que há possibilidades...

—Eu acho que vai ser legal — Letícia falou entusiasmada.

—Bem, nós podíamos dar um rolê pela floresta onde o ônibus nos deixou — Ricardo sugeriu.

—A floresta perto da cabana do Mario? Acho que pode ser interessante. Quem sabe tem mais coisa nesse acampamento que nós nem sabemos — eu retruquei.

—Acho que eu topo — Juliana falou levantando a mão para o alto.

—Eu também — Letícia se dispôs.

—Tudo bem. Então vamos para lá depois do café.

[...]

Então, depois do café nós fomos escovar os dentes e depois voltamos. Eu, Juliana, Letícia e Ricardo saímos do refeitório e fomos para a floresta onde o ônibus tinha nos deixado. Ele não estava lá obviamente.

Nós fomos andando em direção ao leste da cabana de Mario.

Mario de repente nos viu de uma das janelas da casa dele, e nós paramos para acenar para ele. Ele retribuiu com um aceno, e depois saiu.

Então vimos o Mario vindo na nossa direção.

—Olá, garotos! Onde vocês estão indo? — Mario quis saber.

—Você sabe, Mario, nós estamos indo explorar a floresta... —eu falei para ele.

—A floresta é para esse lado — Mario nos apontou a direção da floresta.

—Na verdade, nós não vamos para a floresta, nós só vamos ver se tem mais algum lugar que nós não vimos desse acampamento — eu comentei.

—Ah sim. A leste fica uma casa onde tem o salão de jogos, tem banheiros com chuveiros também, e um lago onde dá para pescar e passear de canoa — Mario nos informou.

—Então, é para lá que nós vamos... —eu exclamei — Obrigada, Mario.

—Está bem. E quem são os outros garotos que estão com vocês? — Mario se referiu a Letícia e Ricardo.

Eu apresentei Letícia e Ricardo para o Mario e ele os cumprimentou.

—Olá, garotos! — Mario exclamou.

—Oi, Mario! — Letícia retrucou

—E ai, Mario! — Ricardo exclamou — Aquele que te pegou no armário, né?

—Ricardo! — eu chamei a atenção dele.

— Eu estou apenas zoando — Ricardo devolveu.

—Desculpa, Mario. — eu pedi desculpas para o Mario no lugar do Ricardo.

—Não precisa se desculpar, eu não me senti ofendido — Mario então começou a gargalhar do que Ricardo havia dito.

—Tudo bem, então... —eu falei meio vaga.

—Tudo bem. Divirtam-se, garotos! — Mario nos desejou.

Nós agradecemos o Mario e seguimos na direção que estávamos indo.

[...]

Mais tarde, chegamos a essa casa grande que parecia abandonada. Ela ficava totalmente aberta, parecia que ninguém a trancava.

Entramos em uma sala enorme, e encontramos uma mesa de sinuca, uma de pebolim, outra de ping-pong, e até uma mesa de xadrez e damas.

Nós ficamos maravilhado com aquele lugar. Por que alguém abandonaria um lugar tão incrível como aquele.

Resolvemos jogar um pouco de sinuca. Pegamos os tacos disponíveis e as bolas na gaveta da mesa e depois as alinhamos, formando um triângulo.

Eu comcei. Coloquei a bola branca na frente do triângulo de cabeça para baixo, e dei uma tacada para abrir o jogo.

As bolas se espalharam pela mesa e o jogo começou.

—Quem vai primeiro? — eu inquiri.

—As damas sempre vão primeiro, então...acho que a Letícia vai — Ricardo sugeriu.

—Obrigada, Ricardo — Letícia agradeceu.

Letícia já foi se posicionando na mesa para dar a sua tacada nas bolas.

Ela então calculou os ângulos e onde queria acertar a bola, mirou bem, e deu sua tacada. A bola que Letícia queria acertar acabou ricocheteando nas outras e parou perto de uma das caçapas.

Então foi a vez de Juliana tentar. Ela escolheu a bola, mirou e deu uma tacada na bola. A bola foi rolando pela mesa e acabou mandando duas bolas para uma das caçapas. Como quem acerta tem mais uma chance, Juliana continuou no jogo.

Juliana tentou outra bola. Ela mirou, a bola rolou, mas parou.

Foi então a vez de eu tentar, já que eu só tinha iniciado o jogo.

Mas, eu parei e perguntei para o Ricardo se ele não queria ir no meu lugar.

—Ricardo, você não quer ir? — eu inquiri.

—Não, pode ir. "Damas primeiro", lembra? — Ricardo replicou.

—Tudo bem, obrigada — eu agradeci.

Fui tentar a minha sorte na mesa de sinuca. Ricardo, Juliana e Letícia ficaram me assistindo.

Calculei qual a bola eu queria acertar e onde queria que ela fosse, mirei bem, e dei a tacada.

A bola foi rolando e eu fiquei torcendo para ela cair em alguma caçapa.

Momento de tensão. Ninguém respira!

Fixei meus olhos na bola e então a vi cair na caçapa da direita. Aquela foi a primeira bola que eu acertei.

Então, mais uma chance para mim. Tentei outra bola, mas...não deu.

Então foi a vez de Ricardo tentar. Ele foi para a mesa e nós três assistimos ele calcular sua tacada e então acertar a bola.

A bola foi rolando e caiu na mesma caçapa que e minha tinha caído.

Mais uma chance para o Ricardo. Ele tentou outra bola e acabou acertando também. Outra chance para ele.

Ricardo acabou não tendo sucesso dessa vez.

—Parece que dessa vez não deu...—Ricardo se lamentou.

Então, Letícia ficou aborrecida.

— Isso aqui tá tão monótono. Fora o silêncio desse lugar que me dá arrepios — Letícia exclamou.

É verdade. Aquele lugar parecia muito sem vida, apesar de ter aqueles jogos todos.

Resolvemos parar e largar as coisas na mesa de sinuca.

—É, eu concordo com a Letícia, e não é porque eu sou namorado dela, que eu tenho que concordar em tudo, mas realmente...isso aqui tá muito chato — Ricardo comentou.

—Então, o que vamos fazer agora? — eu inquiri.

— Sei lá, o Mario falou que tem passeio de canoa...o que acham de fazermos esse passeio? — Ricardo sugeriu.

— Bem pensado, Ricardo — Letícia comentou— Além disso é bem romântico.

—Tudo bem. Vamos!

[...]

Saímos do salão de jogos e fomos até esse píer que ficava ali perto. Tinha um gondoleiro perto do barco. Ele estava sentado de cócoras e se levantou. Ao nos ver, ele nos atendeu.

—Olá! Querem fazer um passeio de barco? — o gondoleiro inquiriu.

—Sim, você pode nos levar? E quanto vai custar? — eu inquiri.

—Sim, eu posso levar vocês. O passei é de graça — o gondoleiro replicou.

— Tudo bem —eu respondi.

—Mas, segurança é prioridade, então vocês vão ter que usar colete salva — vidas — o gondoleiro nos alertou.

—Tudo bem —eu disse.

O gondoleiro foi até esse "varal" onde estavam expostos alguns coletes salva vidas, e nos vestiu com eles. Depois entramos na canoa e partimos. O gondoleiro foi deslocando a canoa com um bastão de madeira e nós ficamos sentados na canoa acompanhando ele remar.

No meio do passeio, o gondoleiro se queixou dizendo que estava cansado de remar, e nos ofereceu o remo.

—Alguém quer remar? — ele quis saber.

—Eu! — eu me ofereci.

O gondoleiro passou o remo para mim.

—Você sabe remar? —o gondoleiro parecia duvidar que eu tinha habilidade para remar.

—Sim. Na verdade, é moleza, eu vi como você faz, e acho que eu dou conta — eu retruquei.

—Tudo bem. Reme para nós — ele me entregou o remo.

Peguei o remo da canoa, enquanto ele se juntou aos meus amigos, e fui deslocando a canoa pelo lago.

Eu disse que eu podia remar aquela canoa, não disse?

Fui remando ela pelo lago até um certo ponto, depois parei. Acho que o gondoleiro iria dizer algo. Ele se levantou do lugar onde estava e foi até mim.

—Precisamos voltar. Logo vai anoitecer — o gondoleiro me avisou.

—Tudo bem.

Eu então fui virando a canoa com o remo e depois fui deslocando ela, de modo que ela seguisse em linha reta até o píer onde ela ficava.

Chegando no píer, nós descemos, tiramos os coletes e devolvemos para o gondoleiro que os guardou. Saímos do píer e fomos voltando para o alojamento.

Acho que já devia ser 13:00 da tarde, então Gilberto já devia ter voltado do hospital.

Saímos daquele lugar, e resolvemos ira até a casa de Mario. Para não termos que andar tanto, achamos que ele poderia nos levar para o alojamento.

Mas espera! Não tinha nenhum cavalo atrelado perto da casa dele quando nós falamos com ele.

[...]

Chegamos na cabana de Mario e entramos.

Encontramos Mario preparando o almoço dele. Arroz e feijão.

—Olá de novo, garotos! — Mario nos cumprimentou.

—Oi, Mario! — eu exclamei.

— Então, vocês se divertiram no seu passeio? —Mario quis saber.

—Sim, o passei foi ótimo — eu respondi —Mas, precisamos voltar para o alojamento.

—Tudo bem, eu levo vocês —Mario se ofereceu — Não gostariam de almoçar comigo? Eu posso levá-los depois do almoço.

Aquele convite do Mario parecia tentador. Afinal, nós não precisaríamos almoçar no refeitório.

—Mas, nós não vamos incomodar você? — eu perguntei.

—Não, de jeito nenhum. Eu até acho que eu fiz bastante arroz e feijão na panela, então não me importo de dividir com vocês —Mario falou solícito.

—Tudo bem, então.

Então, Mario pegou alguns pratos e colocou-os na mesa. Então, ele trouxe os talheres, e falou para nós nos servirmos na panela. Ele então se sentou na mesa e esperou nós fazermos o prato.

Nós pegamos nossos pratos e nos servimos no fogão, depois voltamos para a mesa, e Mario se retirou com o prato para pegar a comida enquanto nós começamos a comer a nossa comida.

[...]

Depois do almoço, nós colocamos os pratos na pia e os lavamos. Mario nos ajudou com os pratos.

Terminamos, e Mario nos levou de volta para o alojamento.

Quando chegamos lá, nos deparamos com Elsa, Gilberto e Marilu sentados na mesa que eles sempre ficavam no café da manhã, e quando olhamos para trás, Mario já havia ido embora.

Resolvemos conversar com Marilu e Gilberto.

—Olá, garotos! — Gilberto nos cumprimentou.

—Oi, Gilberto! — eu o cumprimentei.

Letícia, Ricardo e Juliana também cumprimentaram Gilberto.

Marilu voltou o olhar para nós.

— Então, como foi a consulta no hospital? — eu quis saber.

—Bem, foi um escândalo — Gilberto comentou.

—Jura? Mas, por quê? O que houve? —eu quis saber.

— A consulta foi bastante demorada, 1 hora e meia, ou mais. Até ai normal. Só que quando um médico apareceu para ver o caso da Marilu, ela surtou. Ela ficou chorando que nem uma criança, esperneou, berrou... —Gilberto revirou os olhos — e depois ela exigiu uma médica para tratar do problema dela, porque ela não queria tratar com um homem. Ai por acaso mandaram essa doutora de 30 anos com cara de 20, que estava fazendo estágio no hospital, e a Marilu gamou nela. Ela falou que com a doutora novata ela ia. Depois ela ficou cantando a médica, e...acho que a doutora é uma santa mesmo. Ela não se deixou abalar, e fez o jogo da Marilu, só para ela se acalmar e poder tratá-la.

—Marilu! Você não se controla mesmo! — eu falei indignada.

—A médica era muito linda. Ela falou que o nome dela era Heloísa. Dai nós fomos para a sala de consulta, ela foi me fazendo umas perguntas e eu respondi todas elas. Depois, ela foi me examinar pediu que eu tirasse a camisa que eu estava usando, e eu tirei, mas eu disse: "Quer que eu faça um strip-tease para você e tire tudo?" No fim, a médica disse que é só um resfriado passageiro— Marilu concluiu.

—O quê?! Meu Deus, Marilu! Esse seu fogo...estou começando a achar que só um macho pode apagar esse seu fogo, mas...você prefere garotas núbeis...

Meu Deus do céu! A Marilu não tem jeito mesmo...

Então eu olhei para Letícia e vi uma expressão maliciosa se formar no semblante dela.

—Ah, eu conheço alguém que pode apagar esse seu fogo, Marilu — Letícia falou lascivamente.

—Quem? — Marilu ficou curiosa.

—O Ricardo! Ele tá sempre querendo fazer sexo comigo — Letícia empurrou.

—Letícia! Por que você está agindo assim? — Ricardo estranhou.

—Você não queria fazer sexo? Olha ai sua nova parceira! —Letícia denunciou.

—Mas...eu não gosto de garotos... —Marilu contestou.

—Eu sei, Marilu... —Letícia retrucou.

— Então, por que você está me oferecendo o Ricardo? — Marilu falou indignada.

—Para você passar uma noite com ele, só para apagar esse seu fogo... — Letícia explanou.

—Letícia, não faz isso comigo, por favor... —Ricardo suplicou.

—Relaxa, Ricardo, vai ser só uma noite... —Letícia replicou.

—Letícia, eu te amo...então por favor, não faz isso comigo!

Ricardo começou a verter lágrimas só de imaginar que teria que passar uma noite com a Marilu.

—Letícia! Isso é maldade! Você está oferecendo o Ricardo para ser devorado pelo monstro da Marilu? — eu esbravejei.

—Ai Sylvia... —Letícia suspirou— É só uma noite. Depois eu pego ele de volta.

—Ou não, você já parou para pensar que você está dando de comer para uma aranha viúva negra? —eu inquiri.

Então eu iniciei um monólogo.

—E além do mais, se você ama o Ricardo, você não faz esse tipo de coisa. Quem ama a outra pessoa, não faz isso que você está fazendo. Você está ficando igual ou pior que a Marilu — eu falei para a Letícia.

Eu não creio que a Letícia deveria fazer isso com o Ricardo. Ela mesma diz que ama ele...até onde eu sei...

—É só uma noite, Sylvia... — Letícia insistiu.

Ricardo enxugou as lágrimas do rosto e tentou se recompor.

—Eu estou me sentindo muito coagindo com isso...mas, se é só uma noite...fazer o quê? — Ricardo retrucou.

—Eu também me sinto da mesma forma, Ricardo— Marilu rebateu — Mas, é só uma noite, então...eu também não me importo.

Eu fiquei vendo os diálogos de Ricardo e Marilu, e fiquei chocada com aquilo. Ricardo, um rapaz de 20 anos, passar uma noite de sexo com Marilu?

—Diretora, você concorda com isso? — eu chamei a atenção de Elsa.

—Bem, se isso resolver o problema da Marilu... —Elsa balbuciou.

O quê?! A diretora só pode estar brincando, OU ela é mancomunada com a Marilu...Meu Deus!

—Marilu, por que você não se deita comigo? Eu sou mais a sua idade...— Gilberto sugeriu.

—Porque eu não gosto de homens, nem de homens mais velhos. Eu gosto de garotas novinhas, mas...eu resolvi aceitar fazer isso, pois é só por uma noite— Marilu revelou.

—Tudo bem... —Gilberto suspirou. Ele ficou de mãos atadas, já que Marilu estava determinada a fazer aquilo.

—Tudo bem, eu topo — Ricardo consentiu — Mas, isso não vai ficar assim, Letícia. Eu te amo e é com você que eu queria transar, não com a Marilu.

—Eu sei o que eu estou fazendo, Ricardo. E...não me venha com ameaças!

—Está certo. As 19:00 eu passo aqui e te pego. Nós faremos isso no meu quarto — Marilu lembrou.

[...]

19:00

No silêncio da noite, Ricardo, já vestido em roupas casuais, se encontra com Marilu, toda linda e elegante. Ela pega na mão de Ricardo e o leva dali.

Alojamento dos professores, quarto de Marilu.

Marilu e Ricardo entram no quarto. Marilu fecha a porta e em seguida a tranca.

Marilu apaga as luzes do quarto e deixa apenas a luz do abajur no criado mudo perto da cama, já regulado para ficar meio fraca a luz, criando um clima no ambiente.

Ricardo e Marilu ficam de frente um para o outro, se olhando fixamente.

Então, eles começam a se despir e as roupas vão caindo no chão, até eles ficarem completamente pelados.

Marilu se aproxima do jovem de 20 e poucos anos. Ela então se ajoelha e começa a tocar a intimidade do rapaz.Depois ela apalpa as bolas dele, e então começa a masturbá-lo.

Ricardo começa a gemer, e depois de um tempo, Marilu faz sexo oral nele.

[...]

Marilu suga o órgão de Ricardo até deixá-lo bem rígido. Ricardo começa a surtar.

Marilu então removeu o órgão de Ricardo da boca e voltou a masturbá-lo. Aos poucos foi aumentando a velocidade de seus movimentos manuais, e Ricardo suspirava a cada pulsação que seu órgão dava.

Marilu imprimiu mais vigor e movimentou a mão com mais agilidade, até que...

O órgão de Ricardo começou a latejar e então, Ricardo ejaculou. O órgão dele jorrou um jato de esperma no peito de Marilu.

Ricardo ficou arfando.

—Menino mau! Você me sujou toda... — Marilu falou com malícia.

—Desculpa... —Ricardo balbuciou enquanto tentava normalizar a respiração.

— Está tudo bem... —Marilu atestou — eu confesso que odiava quando o meu ex marido fazia isso comigo.

—Isso o que? — Ricardo perguntou, mesmo imaginando que não devia.

— Ejacular no meu corpo, como você acabou de fazer... —Marilu explanou.

Ricardo começou a estremecer.

— E...o que aconteceu com o seu marido? — Ricardo tremia mais que vara verde.

—Eu o matei — Marilu confessou — Eu o matei quando ele adormeceu na cama.

—Meu Deus! — Ricardo exclamou — E você vai fazer o mesmo comigo?

—Não, não vou. Eu prometo. O meu marido mereceu, você não merece — Marilu jurou.

Ricardo respirou um pouco aliviado.

—Agora, chega de conversa, vamos para a cama — Marilu insistiu.

E então, Marilu e Ricardo foram para a cama.

[...]

No dia seguinte...

Marilu e Ricardo estavam pelados na cama. Marilu se levantou e foi para o banheiro tomar um banho.

Ricardo começou a se levantar, e foi vestir as roupas. "Já chega! Eu vou me embora daqui", Ricardo pensou.

Ricardo destravou a porta do quarto, a abriu lentamente, e ao sair, fechou-a com meticulosamente.

Quando Ricardo virou para trás, ele acabou encontrando a diretora Elsa Lima, que vestia um robe vermelho, pois por baixo da roupa, ela vestia apenas uma camisola sobre as roupas íntimas.

—Bom dia, Ricardo! Como foi a noite de vocês? —Elsa quis saber.

—Bom dia, diretora —Ricardo balbuciou— Bem, a noite foi maravilhosa.

Ricardo mentira sobre a noite anterior por medo de ser repreendido pela diretora.

—Que bom— Elsa comentou — Pode voltar para o seu alojamento. Eu vou falar com a Marilu.

—Está bem. Obrigado — Ricardo agradeceu timidamente e saiu correndo do alojamento dos professores.

Enquanto isso...

A Diretora Elsa Lima encontra Marilu com a toalha enrolada no corpo.

— Então, como foi a noite de vocês? —Elsa inquiriu.

—O garoto é bom na cama. Apesar de que ele ejaculou em mim, e eu não gosto disso, por isso prefiro as garotas novinhas — Marilu comentou.

—Entendo. Quando voltarmos ao colégio, nós discutiremos o seu salário — Elsa retrucou.

— E o que você tem em mente para resolver a situação? —Marilu inquiriu.

—Fazer um aumento na matrícula — Elsa replicou.

—Parece justo — Marilu atestou.

[...]

Ricardo entrou de súbito no alojamento e foi se encontrar com Letícia. Ele estava esbaforido. Letícia fixou os olhos em Ricardo.

—E ai, como foi a sua noite? — Letícia inquiriu.

—Letícia, nunca mais me faça uma coisa dessas! — Ricardo exclamou.

Então, eu olhei para Ricardo ele parecia ofegante.

—Por quê? — Letícia começou a gargalhar da expressão de Ricardo — O que aconteceu?

—Então...eu fiz sexo com a Marilu, e ai ela me revelou uma coisa que me surpreendeu...bem, a Sylvia tinha razão quando falou que ela é uma viúva negra — Ricardo falou ofegante.

—Eu tinha? — eu inquiri.

—Sim, Sylvia — Ricardo atestou olhando para mim.

— Então... —eu interrompi.

—Ela matou o ex-marido dela depois que ele fez sexo com ela. Marilu disse que matou o marido quando ele estava dormindo... — Ricardo relatou.

—O quê?! Então, Marilu é uma lésbica ninfomaníaca e uma viúva negra?! — eu fiquei chocada.

—É o que parece... —Ricardo replicou.

Acho que depois dessa, Letícia ficou muito arrependida do que tinha feito e começou a chorar na mesa do café da manhã.

—Você está vendo o que você me fez, Letícia? —Ricardo falou retoricamente.

—Me desculpa, Ricardo... — Letícia falou com uma voz chorosa.

—Isso é para você aprender a não fazer esse tipo de coisa com quem você ama, Letícia — eu esfreguei na cara dela — pelo menos, eu e Juliana temos um relacionamento saudável...

—Sim. Isso é verdade — Juliana atestou— Não entendo como a Letícia pôde chegar a esse ponto.

—Nem eu — eu comentei com Juliana — isso é algo que não se faz...

Moral da história de hoje? Não adianta chorar pelo leite derramado...e acho que isso foi o que a Letícia aprendeu hoje.

Bem, eu vou ficando por aqui. Até o próximo capítulo de Lua Escaldante!

Notas finais
Sobre o título desse capítulo: "Lua de Fel" era o título de um capítulo trágico do Lua Escaldante original, que já esteve aqui no Nyah, e foi pro Watt,pro Widbook, e depois eu comecei a passar pro Social Spirit. Então, depois de pensar em N títulos para esse capítulo, resolvi homenagear a trama original, colocando o mesmo título de capítulo.^^ Espero que tenham gostado^^ Até a minha volta!