Lua Escaldante

1 Bem - Vindo A Hellcife


Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Esse é o primeiro capítulo de Lua Escaldante, o Reboot de uma trama original minha. Para esse capítulo eu pensei em fazer uma referência a Pocahontas da Disney, fazendo meio que uma versão Yuri da animação da Disney. E também porque fora desse universo que eu criei de "Hellcife

Hellcife — SC

História da cidade:

"Hellcife é uma cidade de praia, antes chamada de Arrecife do esplendor, que ficava no estado de Santa Catarina, devido aos recifes de corais, a água turquesa e cristalina. Mas o calor às vezes era imperdoável, e quando a cidade foi visitada pelos norte-americanos, o que não era comum, eles disseram: "Oh God! This is a living Hell!", algumas pessoas não entenderam o que eles queriam dizer, e acharam que "Hell" fosse algo de comer. Já alguns brasileiros fluentes no inglês sabiam que o que eles queriam dizer é: "Meu Deus! Aqui é um Inferno vivo!". E para alguns católicos, aquilo não era bom. Aquilo gerou uma discussão e tanta que o prefeito de Arrecife do esplendor, Paulo Cesar Alves, fora discutir em praça pública, no centro da cidade, sobre a possível mudança do nome. Muito se questionou sobre o estrangeirismo no nome da cidade, e que nomear a cidade com algo que significava "Inferno" em outro idioma era uma péssima ideia. Mas, Paulo Cesar achou que toda aquela discussão estava um verdadeiro "Hell", ninguém chegava a um acordo, e ele decidiu que a cidade se chamaria "Hellcife", apesar do que todos achavam."

Meu nome é Sylvia Oliveira, e tenho 19 anos. Minha mãe é irlandesa, logo eu herdei esses meus lindos olhos verdes dela e a minha pele branquinha, e também a boca com lábios desenhados não muito fino, nem muito grossos. Meu pai é brasileiro, e eu herdei os cabelos castanhos dele. Eu sou uma garota que segue o estilo "Hipster", eu costumo fumar ocasionalmente e beber bebidas alcoólicas ocasionalmente também. Eu sou filha única.

Minha mãe é especialista em TI e se mudou para essa cidade após ser convidada pela empresa Holding na Irlanda onde ela trabalhava, para trabalhar em uma unidade dessa empresa nessa cidade chamada "Hellcife" no Brasil.

Meu pai é um executivo e conheceu minha mãe na unidade da empresa dela aqui em Hellcife. Um dia eu perguntei para o meu pai como ele conheceu a minha mãe, e ele disse que os amigos dela na empresa onde eles trabalhavam ficavam arranjando o namoro deles, e eles se apaixonaram, e começaram a namorar. Quando os amigos da minha mãe viram que os dois estavam muito afins um do outro, eles soltaram um: "E ai,quando vocês vão se casar?". Então, pela insistência dos amigos da minha mãe, o meu pai resolveu pedi-la em casamento e ela aceitou. Eles acabaram casando, e depois minha mãe ficou grávida e me deu a luz.

Logo eles começaram a pensar em ver um colégio para eu estudar, e encontraram esse colégio chamado "Coração de Maria". Eles falaram com a diretora, Elsa Lima, e ela falou um pouco sobre a história do colégio. Ela contou que no passado umas criaturas estranhas mataram a maioria dos alunos e a antiga diretora, Regina Silva. Parece que eles foram petrificadas e por não conseguirem encontrar uma cura para essas pessoas, eles tiveram que mandá-las para um cemitério da cidade, ou algo assim.

A diretora mostrou algumas fotos que as câmeras de segurança captaram e estavam em um livro de registros dela.

Elas tinha cobras no lugar dos cabelos, tronco de mulher, presas saindo para fora da boca, e uma tinha uma cauda entre as pernas, as outras pareciam nem ter pernas, só uma cauda de cobra mesmo. Eu vi a foto e fiquei muito surpresa que no Brasil exista esse tipo de criatura.

Então, a diretora acertou os pormenores com os meus pais e me matricularam na escola.

Eu vou falar um pouco sobre como foi o meu primeiro dia de aula no colégio e posteriormente sobre esse acampamento que eu fui com a escola.

Eu comecei a estudar na sexta série.

Me senti um pouco deslocada no meio daqueles alunos todos que eu mau conhecia. Fiquei perdida.

Então, eu encontrei no corredor do colégio, uma garota de cabelos loiros oxigenados, e olhos castanhos, parecia a Britney Spears. Ela vestia o uniforme do colégio, enquanto eu vestia apenas roupas normais, uma blusa cropped preta, uma minissaia preta, meia calça preta, e botas de couro preto, e um chapéu preto na cabeça. Eu me aproximei e falei com ela. Ela levou um baita susto. Acho que ela achou que eu era uma gótica, mas "Hipsters" são diferentes dos góticos, então tem uma diferença.

—Oi, tudo bem? Você pode me ajudar? Eu estou perdida — eu falei para ela.

—Oi! —a garota falou meio tímida — Quem é você, alguma gótica?

Eu olhei para as minhas roupas e voltei o olhar para ela.

—Não, eu sou uma Hipster. E...eu sou nova nessa escola, então...eu estou perdida — eu explanei — E meus pais ainda não compraram o uniforme para mim.

Olhando para o uniforme todo rosa e branco que a garota usava, eu pensei um pouco e...acho que jamais eu usaria uma roupa de patricinha como aquela. Eu gostava do preto.

—Garota, você é muito estranha. E minha mãe disse para eu nunca falar com estranhos — ela contestou.

—Mas, espera ai! Eu só estou pedindo ajuda para me localizar nessa escola, por favor, me ajuda! — eu supliquei a ela.

—Vai de retro, filha do demônio! — a garota exclamou.

Percebi que aquele colégio era meio conservador, e parecia ser católico, então tudo que tinha preto, para eles parecia "coisa do demônio". Meu Deus! Será que não tem ninguém para me ajudar nessa escola?

Então, a garota foi embora e eu fiquei sozinha no corredor da escola. Eu sentei no chão, encostei as minhas costas na porta do armarinho dos alunos, encolhi as pernas, coloquei minhas mãos no rosto e comecei a chorar.

Eu me senti muito sozinha e desamparada. E tudo o que eu podia fazer era chorar no corredor.

[...]

Algum tempo depois, eu tirei as mãos do rosto, e olhei ao meu redor com os olhos cheios de lágrimas para ver se alguém podia me ajudar, e berrei um "Me ajudem! Por favor!"

Ninguém parecia querer ajudar uma garota mestiça. O que é irônico, pois os brasileiros são uma mistura de raças, e são muito receptivos com estrangeiros. Vide o caso da minha mãe com o meu pai. E eu sou mais brasileira que irlandesa. Meu sobrenome é "Oliveira", não "O'Connors" que é o da minha mãe, antes de se casar com o meu pai e virar "Oliveira.

Eu fiquei chorando e berrando por ajuda no corredor, até alguém vir me ajudar.

Pouco tempo depois, eu olhei de novo para o corredor e vi que alguns alunos me viram e resolveram me ajudar.

Havia esse garoto de cabelos pretos raspados, olhos castanhos,um rosto quadrado, aparentando uns 20 anos, ele era esguio, e vestia a versão masculina do uniforme do colégio que era composto por uma camiseta rosa bem clarinho, com uma bermuda em um rosa um pouco mais forte, e um tênis qualquer. Ele se apresentou para mim.

—Ei, porque você está chorando? — ele quis saber.

Ao lado do garoto, estavam uma garota negra, de cabelos lisos e olhos castanhos, que vestia o uniforme feminino, e uma garota de pele parda que vestia o mesmo tipo de uniforme que a outra.

— Eu sou nova nessa escola, e eu estou perdida. Mas ninguém parece querer me ajudar. Eu falei com uma garota e ela me chamou de "Filha do demônio" — eu falei chorosa. E aos poucos eu começara a engasgar com as minhas lágrimas.

—Entendi. Mas, porque você veste roupa preta? Os seus pais não tem dinheiro para comprar o uniforme da escola? — ele inquiriu.

—Não é isso, eu sou uma garota "Hipster", e meus pais ainda não providenciaram o uniforme da escola, e eu não gostei também desses uniformes. Eu gosto de vestir roupa preta — eu devolvi.

—Bem, se você vai estudar aqui, você vai ter que usar o uniforme da escola. Mas, eu acho que como é a sua primeira vez aqui, não tem problema nenhum você usar essa roupa. A propósito, meu nome é Ricardo Silva — ele se apresentou.

Ricardo estendeu a mão para mim apertar. Eu me levantei do chão e a apertei.

—Meu nome é..Sylvia — eu enxuguei as lágrimas do meu rosto e me apresentei — Sylvia Oliveira.

— Nossa! Que nome bonito você tem. E esses seus olhos verdes também são encantadores — Ricardo parecia "enfeitiçado" pelos meus olhos verdes.

Então, uma das garotas pigarreou como se dissesse: "Vamos parar com a intimidade!". Ela parecia indignada, pois devia ser a namorada do Ricardo. Mas, se apresentou para mim.

—Oi, Sylvia! Meu nome é Letícia Prado. Eu sou a namorada do Ricardo — ela se apresentou e então me abraçou. Depois ela se afastou de mim.

—Oi! O prazer é meu — eu retruquei.

Como eu imaginava, Letícia era namorada do Ricardo.

Então, a última garota se apresentou para mim. Eu achei ela meio parecida com a "Pocahontas" da Disney. Assisti umas duas vezes esse filme antes de começar a estudar. Eu adorava. Eu achava muito romântico o romance entre o conquistador John Smith e a índia Pocahontas.

—Oi, Sylvia! Meu nome é Juliana Lopez. E você é muito bonita — ela retrucou.

—Obrigada. Então, seu nome é Juliana, o dele é Ricardo, e o da outra garota é Letícia — eu resolvi confirmar.

—Isso! — os três disseram juntos.

— Acho que nós queremos ser seus amigos, mas só se você quiser, é claro — Ricardo comentou.

—É claro que eu quero ser amiga de vocês. Eu gostei de conhecer vocês. Vocês parecem ser muito legais— eu exclamei de felicidade.

—Então, bem — vinda ao bando, Sylvia — Ricardo devolveu.

—Obrigada — eu agradeci.

Então, eu acabei ficando amiga do trio. E dos três, a que eu mais gostava era a "Pocahontas", Juliana.

Depois disso, quando o sinal para entrar para a sala de aula tocou, nós seguimos a manada de alunos que ficavam se esbarrando uns nos outros para entrar na sala.

Então, nós entramos na sala e nos sentamos em nossas carteiras. Eu queria ficar perto dos meus amigos, então me sentei ao fundo em uma carteira perto da de Juliana. Ela sorriu para mim, fechou o punho e disse para eu bater o meu punho fechado no dela. Eu resolvi tentar e nós duas batemos nosso punho um no outro.

Para mim, isso lembrava daquele desenho que eu assistia de tarde na TV, "Os Super Amigos". Tinha esses super — heróis gêmeos, "Zan" e "Jayna". Eles tinham anéis especiais que quando batiam um no outro e falavam: "Super — gêmeos, Ativar!", e logo depois exclamavam o poder que eles iriam usar, como por exemplo: "Forma de um macaco", eles se transformavam na forma que eles haviam dito.

Eu achei aquilo muito legal. Então, eu e Juliana gargalhamos do nosso "cumprimento".

A professora escreveu o nome dela na lousa para todos os alunos verem. Eu e Juliana nos viramos e olhamos para a lousa. Estava escrito: "Professora: Maria Lúcia Ramos".

Então, ela se virou para nós e começou a aula.

—Bom dia, classe! Eu sou a sua professora de ciências. O meu nome está na lousa, mas para quem não consegue enxergar de onde está, eu vou me apresentar. Meu nome é Maria Lúcia Ramos — a professora se apresentou.

Maria Lúcia, ou como alguns alunos começaram a chamar e eu entrei na brincadeira, "Marilu", era uma mulher de uns 50 anos mais ou menos, tinha cabelos castanhos presos em um coque atrás da cabeça, olhos castanhos,vestia uma camisa social branca, uma saia secretária grafite, meia calça preta, e sapatos de salto da mesma cor. Ela tinha uns seios médios e firmes que faziam volume na camisa.

—Bem, eu fui informada pela diretora da escola que nós temos uma aluna nova que está começando hoje na sexta série. O nome dela é Sylvia Oliveira. Por favor, Sylvia, venha aqui na frente e se apresente para a classe — a professora pediu.

Então, eu sai da minha carteira, passei na fileira de carteiras e fui até onde a professora estava, olhei para a turma, e me apresentei para eles.

—Olá! Meu nome é Sylvia Oliveira, eu tenho 19 anos, e estou começando hoje. Essa é a minha primeira vez nessa escola. Minha mãe é irlandesa, e o meu pai é brasileiro. Então, eu acabei puxando um pouco dos dois. E...eu acho que é só — eu então voltei o meu olhar para a professora — Obrigada, professora.

—Disponha, querida. Agora, vá se sentar. A aula já vai começar — a professora retrucou.

—Sim, professora.

Então, eu voltei para o meu lugar, e me sentei.

Juliana virou para mim e ficou curiosa.

—Desculpa eu perguntar isso, mas...você é lésbica, Sylvia? — Juliana inquiriu.

—Por que você está me perguntando isso? — eu devolvi.

—Bem, sem querer ofender você, mas...você usa preto, e esse seu jeito de se vestir... —Juliana comentou.

—Bem...eu não acho que a cor da roupa diz alguma coisa sobre a sexualidade de uma pessoa. As roupas foram feitas para serem confortáveis de se vestir, e eu não gosto de ser rotulada de "insira aqui____ a sexualidade que preferir", mas...eu até que estou gostando de você, Juliana. Você é muito bonita — eu devolvi para ela.

—Tudo bem. Eu também sou lésbica — Juliana me confessou.

—Sério? E o que seus pais acham disso? — eu fiquei curiosa.

— Bem, minha mãe é uma índia Maniju, então ela não se importa com isso. Algumas mulheres dessa tribo são lésbicas, mas não são todas. O meu pai é um pastor evangélico, então ele é conservador. Mas, eu não estou nem ai para o que ele acha — Juliana me contou.

Maniju — Os aborígenes da tribo Maniju, um mistura de Maia com Asteca, são uma tribo pacífica que prega o amor universal. Eles amam a natureza e os animais, e permitem que seus membros tenham relações amorosas com quem quer que seja, homem — mulher, homem — homem, mulher — mulher. Eles são totalmente abertos a vários tipos de relacionamentos, incluindo a poligamia.

E John Smith se apaixona pela índia Pocahontas. Eu sei, John Smith é um homem britânico, e eu sou uma garota meia irlandesa,meia — brasileira, é apenas uma metáfora.

—Legal. Você parece ser um amor de pessoa, Juliana — eu falei para ela.

— Muito obrigada, Sylvia. Desculpa se eu te ofendi com aquela minha pergunta — Juliana replicou.

— Está tudo bem. Não se preocupa com isso.

Então, nós sorrimos uma para a outra, e "Marilu" olhou fixamente para nós antes de começar a chamada.

Alguns garotos da classe começaram a berrar: "Olha, elas são lésbicas!".

E havia uma parte das garotas que não ligavam para a nossa situação. Elas retalharam: "E dai? Deixem elas em paz, seus nojentos!"

Então, a professora resolveu dar um basta naquela situação.

—Certo. Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? — Maria Lúcia inquiriu.

Foi então que Juliana resolveu explicar o nosso caso. Ela se saiu da carteira dela e ficou de pé ao lado da mesma.

— Bom, professora...é que, eu sou lésbica — Juliana assumiu — e a Sylvia me contou que também é, e...nós estamos gostando muito uma da outra.

—Entendo — Maria Lúcia compreendeu — Então, é isso que está rolando entre vocês duas?

— Sim, professora — Juliana atestou e voltou o olhar para mim — Bem, eu não quero apressar as coisas, então por enquanto nós somos apenas boas amigas.

—Bem, eu não tenho nada contra a relação de vocês. Eu acho que vocês tem que ser felizes com quem for. Então, por mim, eu não vejo problema algum — Maria Lúcia atestou.

—Obrigada, professora — eu agradeci.

Então, o grupo dos garotos confrontou a professora, pois achou que a professora devia ser lésbica para estar nos defendendo, mas ela se impôs.

— A minha vida pessoal não é da conta de vocês, nem de ninguém. Eu sou a professora de vocês, e exijo respeito nessa sala! Eu também não estou defendendo ninguém. Eu só acho que Juliana e Sylvia devem ser felizes independente de com quem elas estão, e do que elas sejam — Maria Lúcia bradou.

O grupo das garotas aplaudiu o discurso da professora e as garotas fuzilaram os garotos com seus olhares. Os garotos se viram acuados diante das garotas.

—Muito bem, agora já chega. Eu vou começar a chamada e quem não responder, eu vou dar falta! — Maria Lúcia retrucou.

Os alunos se calaram e a professora começou a chamada.

Nós todos respondemos a chamada e depois a professora começou a aula. Nós voltamos nossa atenção para as explicações da professora.

Intervalo

Quando o sinal para o Intervalo soou, a manada de alunos saiu na frente, e eu, Ricardo, Letícia e Juliana ficamos na sala enquanto a professora guardava o material dela para a próxima aula dela.

Nós três nos reunimos na sala e conversamos entre nós.

— Então, Sylvia está apaixonada por Juliana? — Ricardo satirizou.

— Bem, não exatamente apaixonada, mas...eu gosto dela. Ela é uma garota muito legal — eu falei olhando para Juliana.

— Ah, a Sylvia também é legal — Juliana olhou para mim.

— Ricardo, deixa elas. Nós temos um ao outro — Letícia contestou.

— Leti, eu não quis ofendê-las. Eu também te amo — Ricardo explanou.

— Bem, do jeito que você falou, parecia que você estava tirando sarro da cara delas — Letícia se queixou.

— Desculpa. E me desculpa, garotas. Eu não quis ofendê-las — Ricardo se desculpou.

— Não, você não ofendeu, Ricardo. Está tudo bem. Nós entendemos, não é Juliana? — eu perguntei olhando para Juliana.

— Sim. Está tudo bem — Juliana atestou.

Então, Ricardo e Letícia se beijaram. Eu e Juliana nos olhamos e nos beijamos também.

Depois de algum tempo, a professora se despediu de nós.

—Bom, eu já vou indo, crianças. Até mais! — Maria Lúcia se despediu.

Nós paramos o que estávamos fazendo e olhamos para ela.

— Tchau, Marilu! — eu exclamei.

— É Maria Luiza, Sylvia! Acho que você está sendo muito Maria vai com as outras, mas enfim...eu preciso ir — Maria Luiza se queixou.

— Desculpa, mas eu acho mais bonitinho te chamar de "Marilu" — eu contestei.

— Está bem, que seja. Até mais! — Maria Luiza exclamou.

— Tchau, professora! — Ricardo exclamou.

— Até mais, professora! Obrigada pela aula! — Letícia exclamou.

Então, a professora de ciências foi embora e nós ficamos na sala.

— Então, o que vamos fazer? — Ricardo quis saber.

— Bem, vamos passar na cafeteria. Eu estou com fome — Letícia sugeriu.

— Então, vamos embora! — eu exclamei.

—Está certo. Vamos — Juliana replicou.

[...]

Então nós fomos para a cafeteria do colégio. Não era um Starbucks, mas lembrava um pouco a cafeteria dos colégios nos filmes norte americanos.

Havia essa mesa conjugada com tanques térmicos e cubas onde ficavam as comidas preparadas pelas cozinheiras do colégio, umas freiras. Era tipo um self — service, onde os alunos pegavam as bandejas e se serviam. Havia, sucos, bifes de frango e de carne bovina, purê de batata, várias coisas deliciosas.

Nós nos servimos e fomos para a mesa. A comida já estava inclusa na mensalidade.

Eu, Ricardo, Letícia e Juliana nos sentamos na mesa, e fomos comer nossas refeições.

— Nossa! Eu nunca vi uma cafeteria que é tipo um self — service para os alunos — eu comentei com eles.

— Pois é. E a comida daqui é ótima — Letícia atestou.

— A comida é preparada pelas freiras desse convento chamado São Rafael, que trabalham aqui no colégio. Então, basicamente as freiras desse convento construíram esse colégio — Ricardo explanou — E o colégio inicialmente era só para garotas por isso "Coração de Maria", pois a padroeira é Maria, a mãe de Jesus, depois o colégio passou a aceitar garotos. Bem, é o que eu sei desde que entrei para cá.

— Ricardo é entendido na história do colégio — eu falei batendo palmas para ele — Palmas para o professor Ricardo.

— Calma, também não é assim — Ricardo se queixou.

Eu, Letícia e Juliana gargalhamos daquilo.

Esse dia foi muito marcante. Eu fiz novos amigos, uma paquera...Mas, minha história está apenas começando. Pois ainda temos um acampamento, que eu vou contar para vocês depois.

Então, ficamos por aqui, pessoal.

Notas finais
Espero que tenham gostado^^ Até o próximo capítulo!