Lua Escaldante

2 Acampamento Lua Escaldante


Notas iniciais
Olá! Novo capítulo de Lua Escaldante. Esse capítulo ficou maior que os anteriores, mas é que eu fui escrevendo esse capítulo ao som de "Always" do Bon Jovi. Então, fiquei muito inspirado hahaha Enfim, espero que gostem^^ Boa leitura! PS: Não sei se o restante dos capítulos será longo como esses 2 primeiros, pois eu estou tentando escrever no meu limite e ser espontâneo.

Dia 1

Então o grande dia havia chegado. Depois de ver com meus pais sobre o acampamento, assim como os demais estudantes, eu estava pronta para ir, já tinha guardado a bolsa com minhas coisas no armário que eu consegui o número e a senha do cadeado com a diretora. E fui para a sala de aula junto com os meus amigos e os outros alunos. Os professores de cada uma das matérias (Ciências,Matemática, Geografia, Português, Inglês, etc.) se reuniram na minha classe para dar mais informações sobre o acampamento para os alunos.

Eles disseram que a escola iria fretar um ônibus para nos levar no acampamento, e falaram um pouco sobre o acampamento, disseram que havia campo de futebol, academia, um alojamento para os garotos e um para as garotas, um refeitório, piscina, e muitas outras coisas.

Para que tudo desse certo, os professores seriam nossos "monitores". Cada um ficaria responsável por um grupo de alunos—13 alunos no total— e a diretora também iria conosco para nos acompanhar.

Depois, os professores quiseram saber se nós tínhamos alguma pergunta sobre o acampamento, e dissemos unanimemente um "Não".

Então, quando o sinal que nos avisava da próxima aula soou, nós fomos para o armarinho e pegamos nossas malas e fomos para a entrada do colégio onde um ônibus nos esperava.

A primeira leva de alunos foi correndo para se sentar no ônibus.

Eu fiquei meio perdida tentando achar os meus amigos, Ricardo, Letícia e Juliana, enquanto segurava a minha mala.

—Ricardo? Letícia? Juliana? — eu os chamei.

Então olhei ao meu redor e logo vi os três chegando por último. Eles vieram na minha direção e se reuniram comigo.

—Vamos, Sylvia! Nós vamos perder o ônibus! — Juliana me apressou.

— Eu sei. Mas, onde vocês estavam? — eu inquiri.

—Nós estávamos pegando nossas coisas. Você saiu que nem uma louca na nossa frente, então nós acabamos nos perdendo — Letícia explanou.

—Vamos, Sylvia! — Ricardo exclamou.

Nós corremos para o ônibus, e deixamos nossas bolsas com o motorista que havia ajeitado as coisas dos outros alunos no compartimento de bagagem do ônibus e fomos nos sentar no ônibus. Subimos no ônibus e fomos procurar por lugares vazios. Bom, com a maioria dos alunos ocupando os primeiros lugares no ônibus, os únicos lugares disponíveis eram na parte de trás, então fomos para lá. Letícia se sentou com Ricardo, e o acento do lado de Ricardo ficou vago. Eu até poderia ter me sentado no acento vago, mas eu queria me sentar com Juliana. Então, nós nos sentamos no canto esquerdo do ônibus. Eu quis me sentar na janela e Juliana ficou no corredor, o lugar no meio ficou vago. Achei que estava muito chato ficar sozinha ali na janela, então me mudei para o acento no meio, assim ficaria perto de Juliana.

—Ju — eu a chamei — Quer trocar de lugar comigo? Eu quero ficar do seu lado.

—Hmm...tudo bem — Juliana replicou.

Então, Juliana saiu, eu fui para o lugar dela e ela para o meu. Sentamos.

Nós nos olhamos e sorrimos uma para a outra.

—Acho que assim está melhor — eu retruquei.

— Sim. Assim eu posso te dar beijinhos de vez ou outra — Juliana retrucou.

—Beijinhos de amiga? — eu fiquei curiosa.

—Sim. Você não está achando que eu vou dar beijos mais intensos em você, não é? Nós ainda somos amigas, não namoradas — Juliana replicou.

—Não. Digo, eu não quero apressar as coisas — eu atestei.

— Tudo bem. Acho que nós vamos nos divertir muito nesse acampamento — Juliana comentou.

— Eu também acho.

Então, o motorista do ônibus voltou depois de fechar o compartimento de bagagens do veículo, se sentou na cabine e ficou esperando os professores e a direto chegarem.

Enquanto isso, eu relaxei as minhas costas na poltrona do ônibus.

Voltei o meu olhar para Juliana.

— Posso te perguntar uma coisa, Juliana? — eu inquiri.

— Fala —ela consentiu.

— Bom, acho que você não vai gostar, mas...posso te chamar de Pocahontas? — eu quis saber.

Juliana gargalhou.

—Pocaroupa? —Juliana ficou confusa.

—Não, Ju! — eu contestei — Pocahontas. Sabe? Aquela índia do desenho da Disney.

—Nem sei o que é isso — Juliana replicou.

—Você nunca viu esse desenho? É sobre um homem chamado John Smith que se apaixona por uma índia. A índia no caso, chama Pocahontas —eu explanei.

—Ah tá. Entendi. A história parece ser bem legal pelo que você está me contando. Mas, eu nunca vi nada assim. Minha mãe prepara o almoço em casa, e o meu pai sai para ir na igreja, então...eu fico em casa com minha mãe estudando. Eu não tenho tempo para ver TV —Juliana me contou.

— Tudo bem, então. Continuarei te chamando de Juliana — suspirei.

Logo os professores e a diretora vieram no ônibus. Eu podia ouvi-los conversando com o motorista que logo fechou a porta do ônibus para sair.

A professora de ciências veio até nós e ficou contando para ver se ninguém estava faltando, e ao terminar ela voltou para a frente do ônibus e outro professor veio fazer a mesma coisa que ela.

Então, a diretora veio até nós avisar que o acampamento que nós íamos ficava em outra cidade, uma cidade visinha de Hellcife, Àguas de Março, também no mesmo estado. Ela discursou sobre o quanto o acampamento era legal, pois ela tinha visto o site do acampamento quando estava planejando a viagem a esse acampamento, e achou que nós iríamos gostar.

Bem, isso é uma coisa que é meio relativa. Nada a gente pode opinar sem ter visto ou analisado primeiro. Mas, o que os diretores querem é ganhar dinheiro.

Que seja. Então a diretora se juntou aos professores que se seguravam no ônibus e o mesmo partiu rumo ao acampamento.

A viagem parecia que ia ser demorada. Cerca de 1 hora, talvez, ou mais.

[...]

Durante a longa viagem até o acampamento, nós todos acabamos adormecendo. Eu tombei com o solavanco que o ônibus dava e meu corpo caiu junto com e nós ficamos com as nossas cabeças encostadas uma na outra. Ainda de olhos fechados, acabamos nos ajeitando e ficando de lado na poltrona e de frente uma para outra. Senti Juliana apoiar um dos braços dela no meu braço direito e nós acabamos dormindo abraçadas uma na outra.

[...]

Mais tarde, sentimos que o ônibus havia parado e logo acordamos. Estávamos sonolentos e olhávamos ao nosso redor confusos, até que a diretora avisou que tínhamos chegado.

—Chegamos, pessoal! — a diretora exclamou.

Os professores e a diretora começaram a descer do ônibus para que nós pudéssemos descer e nos esperaram na porta do ônibus. O motorista também saiu e se juntou aos professores e a diretora.

Primeiro os alunos que estavam na frente começaram a sair e mais tarde, quando metade do ônibus se esvaziou, eu, Ricardo, Letícia e Juliana saímos do veículo e fomos pegar as nossas coisas.

Descemos do ônibus e o motorista nos entregou nossos pertences.

Eu lembro que aquele dia foi o único dia que nós não usamos o uniforme da escola, então eu tinha ido do jeito que eu fui no primeiro dia de aula.

Nós então andamos com nossos pertences pela floresta escura e vimos um senhor com um lampião na mão iluminando o caminho onde nós deveríamos ir. Os professores e a diretora seguiram atrás de nós, e fomos até ele.

O senhor nos apresentou como sendo o caseiro do local.

—Boa noite, crianças! Eu sou Mario Souza, o caseiro desse acampamento — ele se apresentou.

Alguns garotos riram e começaram a fazer piadinha com o nome daquele senhor.

"Mario? Que Mario? Aquele que te pegou na porta do armário?", eles disseram.

Mario era um senhor de meia idade, calvo, olhos castanhos, vestia uma camisa branca velha, e suja de poeira, um colete de couro marrom, uma calça da mesma cor do colete, e sapatos de couro já gastos. Ele era de estatura baixa e barrigudo.

A diretora então falou com o caseiro.

—Boa noite, Mario. Nós viemos passar alguns dias aqui — Elsa explanou.

—Boa noite, Elsa. Bem, creio que a senhora e os professores podem dormir na casa de baixo perto da minha cabana. Ela tem bastante espaço para acomodá-los, e...os alunos podem dormir na casa lá de cima. Tem tudo lá, dormitórios para as meninas e os meninos, refeitório, academia, piscina... — Mario retrucou.

—Obrigada, Mario. Mas, é seguro eu e os professores dormirmos aqui na casa de baixo? — a diretora quis saber.

—Bem, eu só aconselho tomar cuidado com as cobras, aranhas e escorpiões, caso venham a aparecer. Você sabe, estamos no verão e...esses bichos começam a aparecer por aqui — Mario aconselhou.

"Cobras? Aranhas? Escorpiões? Eu tô fora! Eu quero voltar para a minha casa AGORA!", eu pensei.

—Podemos voltar para a escola? — eu inquiri.

—Por que? — a diretora levantou uma sobrancelha.

—Eu estou com medo desse lugar. Eu não gosto desses bichos que o Mario falou ai. Prefiro a minha casa —eu me queixei.

— Nós estamos longe de Hellcife, Sylvia. Não tem como voltar — a diretora explanou.

—Olha, como é o seu nome, menina? — Mario olhou para a diretora.

—O nome dela é Sylvia — a diretora me apresentou.

—Certo. Olha, Sylvia...eu não quis assustá-los, mas é verdade que nessa época do ano esses bichos costumam aparecer por aqui. É só tomar cuidado mesmo. Mas, creio que essa noite eles não devem aparecer, porém, se aparecerem, tome muito cuidado — Mario lembrou.

Como se esses conselhos fossem de alguma ajuda. Eu queria ter certeza que não iria encontrar nem um deles no alojamento. Morro de medo dessas coisas.

—Muito bem, obrigada, Mario. Vamos, alunos, vamos dormir — a diretora aconselhou.

—Disponha, Elsa.

[...]

Mais tarde no alojamento, nós escolhemos nossas camas, eu e Juliana pegamos uma beliche para nós. Letícia pegou uma cama de solteiro, e os outros professores guiaram os garotos para o alojamento masculino. A professora de ciências e a diretora ficaram com a gente no alojamento feminino.

—Bem, alunos...amanhã eu e os outros professores os acordaremos bem cedo para tomar o café da manhã, por isso não vão dormir tarde — a diretora nos lembrou.

—Nós esperamos que vocês tenham uma boa noite de sono e que durmam bem — Marilu retrucou.

—Marilu, você não pode ficar aqui com a gente? — eu inquiri.

—Não... —Marilu suspirou — Eu vou dormir com os outros professores na casa de baixo. Mas, qualquer coisa nós viremos aqui.

—Por favor, professora... —eu supliquei.

—Não! —Marilu exclamou.

—O Sylvia, não precisa se preocupar. Eu estou aqui contigo e eu te protejo se algo aparecer. Nós Manijus somos mestres em lidar com esses bichos e outras coisas também — Juliana me assegurou.

Essa é a minha "Pocahontas".

— Tudo bem, então Poca...desculpa, Juliana — eu me corrigi.

—Bem, acho que "Poca" soa legal, então tudo bem — Juliana avaliou.

— Tudo bem, Poca — eu abri um sorriso.

Então, a diretora e a professora saíram do nosso quarto e eu e Poca começamos a desfazer nossas coisas.

Eu vi as outras garotas da turma indo pro banheiro para tomar banho e esperei.

—Poca, você vai querer tomar banho primeiro ou tomamos juntas? — eu falei para Juliana.

—Hmm...acho que vou tomar junto com você. Na minha tribo nós tomamos banho todos juntos — Juliana me contou.

— Tudo bem então, Poca — eu assenti.

[...]

Algum tempo depois, parte do bando das garotas já havia voltado do banho, todas peladas, obviamente. Cada uma das garotas da turma parecia ter diferentes tamanhos de seios, pequenos, médios, grandes, lisos tipo tábua, e mamilos pequenos ou grandes...acho que eu estou começando a ter pensamentos gays sobre as meninas da escola.

Eu resolvi falar com Letícia antes de ir com Poca para o banho.

— Letícia, você quer ir tomar banho primeiro? — eu perguntei a ela.

— Não, Sylvia. Eu gosto de tomar banho sozinha, mas...eu vou esperar um pouco. Ainda não decidi a roupa que eu vou por, então...você e a Juliana podem ir na frente — Letícia retrucou.

— Tudo bem, então. Obrigada — eu a agradeci.

—Não precisa me agradecer, Sylvia — Letícia replicou.

—Certo. Então vamos para o chuveiro, Poca — eu olhei para Juliana.

— Vamos! — Juliana exclamou.

[...]

Então fomos para o banheiro do nosso quarto, e começamos a nos despir, antes de entrar no chuveiro, que era composto por um box aberto com azulejos amarelos, com algumas rachaduras e trincas, e uma ducha elétrica bastante velha, mas a bagaça ainda funcionava. Acho que o chuveiro era por um sistema solar.

Juliana estava vestida com uma camiseta regata branca, e uma calça jeans, e um tênis qualquer rosa.

Então, antes de me despir, eu fiquei olhando ela se despir. Ela tirou a regata e os seios de Juliana surgiram em firmamento. Eu fiquei olhando para eles. Eles eram bem grandes para o tamanho dela, mas eu adorei. Os mamilos dela era escuros e grandes e os bicos pareciam com os de uma mulher adulta. Ela não usava sutiã.

Juliana jogou a regata no chão e eu fui até ela e fiquei bem próxima dos seios dela. Então eu comecei a tocá-los.

— Nossa! Os seus seios são maravilhosos — eu avaliei.

— Bem, eu sou descendente de índios, então é natural que meus seios sejam assim. Tem uma crença na minha tribo que diz que as mulheres que tem os seios mais fartos tem o melhor leite materno quando chegam na idade adulta — Juliana revelou.

— Interessante. Se importa se eu tocá-los? — eu inquiri.

—Não. Vá em frente, toque-os! — Juliana consentiu.

— Tudo bem.

Então eu comecei a massageá-los com minha mão pequena e de dedos largos.

—Gostei deles — eu comentei.

Juliana rio e logo depois sorriu para mim.

Então, nós aproximamos nossos rostos um do outro e Juliana tocou o meu cabelo enquanto entrelaçávamos nossas línguas em um beijo intenso.

Os beijos de Juliana eram suaves e delicados.

Eu então coloquei minha mão direita no cabelo preto e longo dela e a outra no seio direito dela. E continuei a beijá-la.

Aquilo estava muito gostoso. Eu acabei tendo o meu primeiro beijo gay com uma garota.

Logo, nós nos separamos. Juliana tirou o tênis e as meias que ela usava, e depois desceu o zíper da calça jeans e a abaixou. Vi que ela também não usava calcinha. Isso era muito interessante. Parece que apesar das roupas, Juliana não cedera totalmente aos costumes do homem branco. Na virilha de Juliana, bem perto da vulva dela havia uns desenhos tribais que pareciam tatuagem.

—O que são esses desenhos que você tem na sua virilha? — eu quis saber.

— São pinturas tribais. As mulheres e os homens da minha tribo são marcados desde pequenos para indicar que eles pertencem a tribo Maniju, e dependendo da forma como os desenhos são feitos, se for com traços mais leves e simples, são mulheres, e traços mais grossos e mais complexos, são homens — Juliana explanou.

Mais um motivo para ela ser minha Pocahontas.

—Então eu fiz bem de te chamar de Poca. Você é muito parecida com a Pocahontas — eu comentei.

Juliana gargalhou.

Ela então tirou a calça e ficou completamente pelada.

— Sua vez, coelho branco — Juliana criou um apelido para mim.

— Quê?! — eu fiquei confusa com o novo apelido que ela tinha me dado — Por que "Coelho branco"?

— Porque sua pele é branquinha como a de um coelho branco — Juliana explanou.

Bem, "Coelho branco" soou um pouco com o nome de alguma gangue irlandesa, mas...acho que gostei.

—Hmm...acho que gostei — eu retruquei.

Juliana passou uma das mãos dela sobre a pele do meu rosto e a sentiu.

— Sua pele é macia e sedosa como a de um coelho branco — Juliana concluiu.

O toque dos dedos de Juliana sobre a minha pele me arrancou suspiros, e eu não conseguia acreditar que ela estava me deixando louca a ponto de fazer meu corpo surtar, de repente senti que comecei a ficar úmida nas partes íntimas.

Eu afastei a mão dela do meu rosto e comecei a me despir para ela. Tirei parte por parte, e as peças de roupa foram caindo no chão e eu fiquei nua em pelo na frente dela.

Cobri meus seios pequenos. Eu estava um pouco tímida.

— Coelho branco, não precisa ter medo. Eu não vou machucá-la — Juliana me reconfortou — Além disso, nudez é uma coisa natural de todo ser humano.

Eu a fitei bem nos olhos de Juliana e eles fizeram eu me render ao encanto deles.

Descobri meus seios e me expus para ela. Meu corpo trepidava.

— Seus seios são pequenos, mas são bonitos — Juliana avaliou.

Então ela tocou meus seios com ambas as mãos e começou a massageá-los bem de leve. Suspirei. Juliana estava me deixando muito atiçada com seu toque. Eu sentia como se uma descarga elétrica tivesse passado pelo meu corpo, deixando-o todo eriçado.

—Juliana... — suspirei — assim você me deixa louca. Eu não estou aguentando essa provocação sua...

Em seguida, Juliana começou a dar puxões de leve nos bicos dos meus seios e eu soltei um gemido baixinho.

— Gosta disso? — ela inquiriu.

Eu apenas grunhi.

—Hmm...então você gosta. Mas, eu vou parar por aqui... — Juliana soltou seus dedos dos bicos dos meus seios.

— Por que? Eu quero mais. Você me deixou toda molhada e agora vai parar? — eu me queixei.

— Continuaremos no chuveiro — ela replicou.

Entramos no chuveiro, Juliana abriu o registro e a água quente do chuveiro começou a cair como uma cachoeira, e o vapor se levantou.

Juliana entrou primeiro debaixo do chuveiro e a água começou a molhar o corpo pardo dela deixando-o todo brilhante e encharcado. Os cabelos pretos dela se encharcaram e ela passou as mãos no cabelo e no rosto para tirar o excesso de água, se afastou do chuveiro e abriu os olhos.

— Sua vez, coelho branco — ela retrucou.

Eu me encolhi toda, mas me arrisquei a entrar debaixo da água do chuveiro. A água quente estalou sobre a minha pele branquinha e deixou minha pele um pouco avermelhada. Eu tentei resistir ao calor escaldante da água, mas não consegui evitar os grunhidos que a água me arrancava. Com a água estalando sobre minha cabeça, eu comecei a ficar anestesiada pelo vapor, e senti uma tranquilidade que logo me lembrou que eu havia esquecido meu xampu e outros itens na minha bolsa que estava perto do beliche.

Abri meus olhos e alertei Juliana sobre o fato.

— Eu esqueci o xampu e o sabonete na minha bolsa que eu deixei perto do beliche — eu retruquei.

— Não se preocupe com isso — Juliana comentou.

Então olhamos a nossa volta e logo vimos uma saboneteira na parede que tinha uma barra de sabonete, apesar de um pouco gasta e a usamos para ensaboar nossos corpos.

Juliana pegou a barra de sabonete gasta e começou a ensaboar o meu corpo todo, frente e verso, até minhas partes íntimas, e a água do chuveiro foi lavando e caindo no ralo do chuveiro.

Aquilo me deixou um pouco excitada, eu confesso.

Depois foi a minha vez de fazer o mesmo no corpo de Juliana.

[...]

Foi então que nós guardamos o sabonete onde tínhamos achado, atracamos nossos corpos um no outro, aproximamos nossos rostos e começamos a trocar beijos intensos enquanto a água do chuveiro caia sobre nós.

Nós começamos a sentir que começávamos a despertar um forte desejo uma pela outra.

Juliana se afastou e começou a chupar um dos meus seios e eu acabei surtando.

[...]

Mais tarde, nós fechamos o registro do chuveiro e saímos. Pegamos nossas roupas no chão e voltamos peladas para nossas camas, pegamos uma toalha nas nossas coisas e nos enxugamos. Com nossos corpos já secos, resolvemos guardar nossas roupas junto com nossas coisas, e nos enfiamos debaixo do lençol.

Nós acabamos dormindo do jeito que nós estávamos, ao contrário das outras garotas no dormitório.

[...]

A manhã chegara, e os professores vieram nos acordar aos berros. Acho que a diretora já devia estar tomando o café da manhã dela, por isso ela não apareceu.

Os professores acordaram todos os outros alunos e eles se reuniram ao lado de suas respectivas camas.

Quando chegou nossa vez, nós fomos acordadas por Marilu, que puxou o lençol da minha cama no beliche e notou a minha nudez. Ela ficou absurdada.

— Mas o que é isso?! — Marilu berrou.

Eu estava dormindo de lado e me virei. Foi só abrir meus olhos e fiquei chocada com Marilu me olhando. Puxei o lençol para cobrir o meu corpo.

— Marilu! O que você está fazendo aqui? Me deixa dormir, droga! — eu exclamei.

— Você dormiu pelada, menina?! — Marilu bradou.

— Dormi. Qual é o problema? Acho mais confortável dormir assim — eu retruquei.

— Meu Deus! Espero que a Juliana esteja vestida... — Marilu praguejou.

Não, ela também não está!

Foi então que Marilu subiu na escada da beliche e puxou o lençol e atestou que Juliana também estava pelada.

—O quê?! Você também não está vestida?! — eu ouvi Marilu berrar.

— O que foi, professora? Não me diga que a senhora nunca ficou pelada antes — ouvi Juliana replicar.

Então, eu vi a Marilu e a Juliana descendo da escada da beliche.

Elas ficaram conversando na minha frente, e eu, como não conseguia dormir com toda o escândalo da professora, sai da cama e fiquei ao lado de Juliana.

— Muito bem, que explicação vocês tem para me dar por estarem peladas? — Marilu demandou.

— Bem, se você quer saber a verdade, nós transamos ontem à noite — eu fui bem direta com a professora. Queria esfregar aquilo na cara dela por ter nos flagrado sem roupa.

— O quê?! — ela ficou indignada.

— É verdade, professora — Juliana atestou.

Letícia que já estava de pé e vestida, voltou o olhar para nós.

— Vocês duas transaram? — Letícia pareceu indignada também.

— Sim, Letícia — eu atestei.

— Caramba! Vocês não conseguem dormir sem fazer sexo? — Letícia falou retoricamente.

— Bem, nós acabamos descobrindo que nós estamos muito apaixonadas uma pela outra, e não dá mais pra ficar só na amizade, não é, Juliana? — eu falei voltando o olhar para ela.

— Sim. Nosso amor uma pela outra é muito forte — Juliana atestou.

— Tudo bem — Marilu disse tentando se acalmar — Eu vou com os outros alunos tomar o café da manhã. Enquanto isso, vocês duas vão se vestir apropriadamente!

— Tudo bem... — eu balbuciei.

— Que vergonha vocês duas — Letícia berrou.

— Ah, vai se catar, Letícia!

[...]

Marilu e as garotas haviam se retirado, junto com os outros professores e apenas eu e Juliana ficamos no alojamento.

Juliana começou a verter lágrimas. Era como se um tempo ruim estava por vir. Obs: É uma metáfora.

— Coelho branco...eu te amo muito, mas... — Juliana choramingou.

Eu olhei para Juliana e a consolei.

— Está tudo bem, Poca. E eu também te amo. Não se preocupe com o que os outros pensem de nós.

— Mas... — Juliana relutou.

— Não. Esquece isso.

Então eu a abracei e a acolhi em meus braços. Ela continuou a chorar no meu ombro.

— Está tudo bem, Poca... — eu retruquei.

Então nós ficamos abraçadas por um tempo. Mais tarde, nós enxugamos as lágrimas e acabamos vestindo as mesmas roupas da noite passada.

[...]

— Vamos tomar o café da manhã, está bem? — eu falei para ela.

— Tudo bem... — Juliana assentiu.

— E não ligue para o que disserem sobre nós. Eu te amo, muito — eu a lembrei.

— Certo — Juliana falou com receio.

Então, eu estendi minha mão direita para ela.

— Segure na minha mão e vamos.

Juliana segurou na minha mão e entrelaçou seus dedos no meio dos meus.

[...]

Então, descemos a escadaria do quarto que ficava perto de onde estava a cama de Letícia.

Chegando na mesa do café da manhã. Todos fecharam suas caras para nós. Juliana tentava evitá-los, e ficou acanhada.

— Juliana, não ligue para isso. Eu estou com você — eu a confortei.

Todos limparam a mesa do café da manhã. e deixaram as comidas que não haviam terminado na mesa.

Eu me sentei com Juliana e nós acabamos comendo aqueles restos sozinhas.

Acho que para Juliana devia ser normal comer restos de comida. Ela parecia não ligar de comer sobras. Eu também não liguei. Nós não iríamos passar fome só comendo sobras.

— A comida está muito boa. Na verdade, na minha tribo nós costumamos comer sobras quando não temos o que comer — Juliana comentou.

Eu apenas sorri para ela.

— Então você está acostumada a comer sobras? — eu inquiri.

— Sim— Juliana atestou.

— Poca. Não precisa se preocupar, eu estou com você — eu a lembrei.

—Obrigada, coelho branco — Juliana agradeceu.

— Disponha. A propósito, o que você gostaria de fazer depois do café da manhã? — eu quis saber.

— Não sei, talvez...deitar na grama e descansar — Juliana sugeriu.

Então nós acabamos saindo da mesa do café da manhã e fomos andar por ai. Nós andamos até uma colina que havia perto do estábulo que ficava ao lado da casa onde nós dormimos e tomamos o café da manhã e nos deitamos na grama. Nós ficamos olhando para as nuvens que passavam naquele céu azul limpo.

—Eu te amo muito, coelho branco — Juliana sorriu para mim.

— Eu também, Poca — eu sorri para ela.

— Você é muito legal comigo, coelho branco — Juliana retrucou olhando para as nuvens.

— Muito obrigada — eu agradeci — Eu digo o mesmo de você, Poca.

Então nós ficamos refletindo sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento.

Eu não imaginava que meus dias naquele acampamento fossem tão prazerosos com Poca do meu lado.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo ^^ Curiosidade: Se eu fosse escolher um ator para o Mario, o caseiro do acampamento nesse capítulo, eu escolheria o Stênio Garcia kkkkk Mas, deixo em aberto, pois acho meio complicado ficar ligando nome de ator/atriz para os personagens dessa trama, pois podem não bater com o que eu tive em mente para os personagens. Até mais!