Lua Escaldante

6 Aproveitando o dia


Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo de Lua Escaldante. Acho que depois desse vamos para o Hiato, pois logo viajarei. Enfim, espero que gostem desse capítulo^^ Boa leitura!

Dia 5

Recapitulando...

" Hmm...acho que deveria ser 13:00 da tarde mesmo. Nos levantamos e fomos tomar um banho. Depois nos enxugamos, e de repente vimos Gilberto surgir no quarto, acho que depois do escândalo no café da manhã, a diretora resolveu substituir Marilu por Gilberto, o que para mim de certa forma foi ótimo, porque ele tinha um senso de humor marcante, e eu gostava dele.

Ele foi se aproximando de nós e nós rapidamente enrolamos nossos corpos nas toalhas.

— Gilberto? O que você está fazendo aqui no quarto das garotas? — eu inquiri.

—Bem, garotas...desculpa eu ir entrando assim, mas é que a diretora Elsa pediu para avisar vocês que eu estarei substituindo a Marilu depois daquele episódio no café da manhã — Gilberto revelou.

—Entendi. É, acho que vai ser melhor assim. A Marilu é muito instável — eu sorri para ele.

— Então, se precisarem que eu saia para vocês se trocarem... — Gilberto se referiu ao fato de estarmos apenas com as toalhas no corpo — eu sei que garotas não gostam de se trocar na frente dos rapazes, então...

— Está tudo bem, Gilberto. Nós estamos de toalha no corpo — eu falei para ele.

— Está bem, então...bom, eu fui falar com o Mario, e...ele me mostrou uma segunda piscina do acampamento, e lá também tem um "American Bar", então...eu discuti com a diretora e os outros professores, com exceção da Marilu, obviamente, e...resolvemos fazer uma festa na piscina... — Gilberto nos contou.

— Nossa! Que legal! E...eu não sabia que tinha uma segunda piscina no acampamento — eu exclamei.

— Pois é, nem eu. Até porque não tem isso no site do acampamento... — Gilberto rebateu.

— Legal, eu gostei disso — Juliana comentou.

—Legal. Nós vamos fazer tipo um "Happy Hour" na piscina. Acho que vai ser muito bacana. E tem um tobogã lá também — Gilberto replicou.

— Tudo bem, nós vamos sim. Ainda bem que eu trouxe biquíni. É de quando a minha mãe era jovem, mas acho que vai servir— eu comentei.

—É, eu também trouxe um biquíni, apesar de o meu pai não gostar que eu mostre muito o meu corpo, mas eu não ligo para isso. A minha mãe é mais liberal — Juliana comentou.

— Tudo bem. Coloquem os seus biquínis e depois me encontrem no refeitório. Eu levarei vocês até o "Happy Hour" — Gilberto nos aconselhou.

— Tudo bem..."

Então, Gilberto nos havia convidado para uma festa nessa segunda piscina que eles havia encontrado e disse também que era tipo um "Happy Hour".

Então nós vestimos os biquínis que havíamos trazido. O meu era um biquíni preto. Juliana usava um biquíni fio dental verde e amarelo, as cores do Brasil.

Calçamos chinelos tipo havaianas, e descemos para encontrar o Gilberto.

Gilberto estava sentado no banco da mesa dos professores, e voltou sua atenção para nós.

— Ai estão vocês — Gilberto exclamou.

Nós voltamos nossa atenção para ele e nos aproximamos.

—Nós estamos prontas, Gilberto — eu retruquei.

— Vocês estão muito bonitas nesses biquínis — Gilberto comentou.

— Obrigada. Nós agradecemos — eu agradeci.

— Então, como iremos para lá? — Juliana quis saber.

— Nós iremos a pé mesmo — Gilberto retrucou.

— A pé? É longe esse lugar? — eu inquiri.

—Não, é perto daqui. Lembra onde nós encontramos vocês? — Gilberto se referiu a mata onde tinha a cachoeira e a areia movediça.

— Sim, e ai tinha a areia movediça... — eu repliquei.

— Então, é perto dali — Gilberto nos situou.

— Entendi. Tudo bem, então...vamos!

[...]

Depois de andarmos um pouco pelo acampamento, logo chegamos no suposto local do "Happy Hour" que Gilberto mencionou.

Eu olhei ao redor e todos estavam na piscina em seus trajes de banho, incluindo o casal, Ricardo e Letícia que estavam ficando na beira da piscina. Nós então nos juntamos a eles.

— Oi, Ricardo! Oi Letícia! — eu os cumprimentei.

Letícia vestia um biquíni rosa e Ricardo uma sunga preta com listras laterais vermelhas. Junto com eles estava o protetor solar. Eu lembrei que eu tinha esquecido de trazer o meu, e Juliana também esqueceu de trazer o dela.

— Oi, Sylvia! — Letícia me cumprimentou.

— E ai, Sylvia e Juliana? — Ricardo cumprimentou de um jeito vago.

— Então, vocês também vieram? Eu lembrei que eu esqueci de trazer o protetor solar— eu falei para Letícia.

— Sim, achamos melhor vir para o "Happy Hour" na piscina do que ficar no alojamento. E...não tem problema. Nós te emprestamos o nosso protetor solar — Letícia nos ofereceu o protetor e eu o peguei da mão dela.

—Obrigada — eu a agradeci.

— De nada — Letícia replicou.

Voltei minha atenção para Juliana e mostrei o protetor solar.

— Poca, você também esqueceu o protetor solar? A Letícia nos emprestou — eu comentei com ela.

— Sim, eu também esqueci de trazer o protetor solar— Juliana comentou.

Juliana virou para Letícia e a agradeceu pelo empréstimo.

— Obrigada.

—Imagina.

Então, eu e Juliana começamos a passar o protetor solar. Eu primeiro passei nela e depois ela passou em mim.

Eu esfreguei o protetor solar nas costas de Juliana fazendo uma massagem, depois esfreguei um pouco no peito dela, na barriga, nas coxas dela e na canela dela espalhando o creme. Depois pedi que ela virasse de costas e passei um pouco nas nádegas delas e desci.

Quando terminei, comecei a passar o creme no rosto dela, espalhando bem. Então passei para Juliana o creme, e ela fez o mesmo em mim.

— Essa cena é tão cliché...nos filmes a gente vê. Quando querem sensualizar, sempre colocam uma cena com protetor solar na piscina— Ricardo comentou.

—Ricardo! — Letícia chamou a atenção do namorado.

— O que foi, Letícia? Eu não falei nada — Ricardo contestou.

—Sei...só porque a Sylvia e a Juliana estão passando protetor solar no corpo, você já está pensando besteira. Só porque elas são lésbicas — Letícia falou séria.

— Não, Letícia. Eu não falei nada disso — Ricardo atestou.

Então, devolvemos o protetor solar para Letícia e ela agradeceu. Depois, nós nos sentamos na borda da piscina para tomar sol e...eu acho que o meu santo irlandês baixou, e eu resolvi soltar a parte de cima do meu biquíni e fazer um topless na piscina.

Na hora, teve algumas garotas que estranharam eu tomando sol com os meus seios expostos. E teve gente que não estava nem ai. Mas, alguns dos garotos começaram a ficar me olhando com desejo. Eu nem liguei para isso.

De repente, Juliana que estava do meu lado, resolveu me imitar e fazer topless também.

Eu olhei para Juliana.

— Você também resolveu aderir ao Topless? — eu inquiri.

— Você fez, eu resolvi fazer também. Eu resolvi experimentar — Juliana replicou.

Então ficamos sentindo os raios de sol refletindo nos nossos corpos.

— Acho que vou entrar um pouco na água — falei para Juliana.

— Tudo bem.

Desci da borda e cai na água. Eu nadei um pouco, só para molhar o meu corpo, e depois voltei para perto de Juliana. Eu fiquei de frente para ela e a fitei.

Juliana se inclinou e nós nos beijamos.

Eu então puxei Juliana pelo braço para ela entrar na água, e ela entrou.

— Sabe, eu estou com vontade de nadar pelada — eu comentei com ela.

—Você já tirou a parte de cima, você não acha que se tirar a parte de baixo, todo mundo vai perceber...? — Julia inquiriu.

— E dai? Eu não ligo para opinião alheia — eu repliquei — O corpo é meu, eu faço o que eu quero.

Então, eu tirei a parte de baixo, fui colocá-la junto com a parte de cima, e depois voltei.

Juliana me viu completamente nua e fez o mesmo. Quando ela voltou, nós atracamos nossos corpos e nos beijamos ali na piscina, diante de todos que nos olhavam.

Nos separamos depois de um tempo. Nós ficamos nos olhando. Juliana então esboçou um sorriso para mim, e eu retribui.

Então nós começamos a apalpar os seios uma da outra.

Vou confessar que naquela hora, eu tive muita vontade de transar com Juliana ali na piscina. Acho que depois de termos ido para o "Portal dos desejos", mil pensamentos passavam pela minha cabeça.

E apesar de eu e Juliana termos resolvido levar nossa relação mais a sério, eu tive medo. Acho que de alguma forma comecei a me lembrar das vezes que Marilu tentou nos separar, e aquilo me deixava em choque.

Estremeci e de repente me vi me distanciando de Juliana. Ela estranhou a minha reação.

— O que foi, coelho branco? Você parece assustada — Juliana falou com estranheza.

— Me desculpa, Poca. Eu acho que a lembrança das vezes que Marilu tentou nos separar está me afetando — eu repliquei.

— Mas, por que você ainda está pensando naquela mulher? Deixa isso pra lá! —Juliana me aconselhou— Além disso, nós deveríamos estar nos divertindo. Gilberto está substituindo a Marilu, então...não tem nada com que se preocupar.

É verdade. Afinal, aquilo era um "Happy Hour", uma "Hora Feliz" para nós descontrairmos.

— Desculpa... —eu me desculpei. Me sentia tão arrependida.

Voltei para perto de Juliana.

—Poca, me abraça, por favor? — eu pedi a ela.

—Tudo bem. Vem cá — ela me chamou.

Juliana envolveu seus braços nas minhas costas, sobre os meus ombros e me abraçou. Senti o calor do corpo dela me aquecer e de repente eu amoleci.

Em seguida, ela aproximou o rosto dela do meu e me beijou.

Então, ela colocou a cabeça dela no lado esquerdo do meu pescoço e ficamos ali naquela posição. Era como dançar uma música lenta num baile de formatura que nem nos filmes norte americanos.

Eu e Juliana ficamos nos movimentando lentamente pela piscina enquanto mantínhamos a posição que nós estávamos, e eu então vi Gilberto indo até um rádio que ele devia ter deixado ali e o sintonizou em uma rádio qualquer.

Uma música começou a tocar, "Power Of Two" do Indigo Girls.

O tempo ia passando, e logo havia anoitecido e eu e Juliana ainda estávamos abraçadas uma a outra.

Assim que a música que estava tocando terminou de tocar, começou a tocar "Untouched", do The Veronicas.

O tempo havia esfriado, então nós nos separamos, subimos na borda da piscina e saímos. Nós fomos pegar nossos biquínis e os vestimos.

Resolvemos ir para o American Bar, entramos lá.

Chegando no local, nós fomos até o fundo do bar. Eu resolvi pedir um Bloody Mary para o barman e ele me olhou com uma cara fechada.

— Você tem idade para beber? Seus pais te deixam beber? — o barman ficou me perguntando.

— Sim, eu tenho. Tenho 19 anos, e...eu esqueci meu documento em casa, mas eu tenho idade para beber, sim —eu contestei.

—Tudo bem — o barman fez uma cara de insosso.

Então, ele começou a preparar o meu drinque.

Logo, vi Gilberto entrando no American Bar, e ele veio até nós.

—Ei, garotas! Vocês não estão se divertindo no Happy Hour? — Gilberto inquiriu.

—Sim, está legal. Mas, eu resolvi pedir um drinque, porque está muito frio, e esse barman ficou me olhando como se eu não tivesse idade para beber— eu contei para ele.

— E quantos anos você tem? — Gilberto quis saber.

—Eu tenho 19 anos, e eu na verdade não preciso da permissão dos meus pais para beber ou fumar—eu repliquei.

Então, Gilberto falou com o barman.

—Ei, amigo! Você disse que ela não pode beber? — Gilberto quis saber.

—Sim, porque ela parece uma criança —o barman retrucou.

—Olha, ela está comigo. Pode marcar a bebida na minha conta que eu pago. Aliás, me vê uma lata de cerveja também — Gilberto pediu.

— Tudo bem. Eu já estou terminando a bebida —o barman avisou.

[...]

Depois de algum tempo, o barman finalizou a minha bebida e entregou junto com a cerveja que ele pegou na geladeira para Gilberto.

—Aqui está. O Bloody Mary e a cerveja — o barman retrucou.

—Obrigado, amigo — Gilberto agradeceu.

Gilberto me passou o meu drinque e eu comecei a prová-lo, enquanto ele abria a cerveja e começava a bebericá-la.

— Sylvia, quando você quiser pedir alguma bebida ou algo do tipo, fala comigo — Gilberto sugeriu.

—Tudo bem, Gilberto.

Então, Gilberto olhou para Juliana.

—Juliana, você vai querer alguma bebida? Eu ponho na minha conta — Gilberto ofereceu.

—Acho que vou querer um suco de uva — Juliana replicou.

—Tudo bem.

Gilberto foi até o balcão do bar e encarou o barman.

— Me vê um suco de uva, por favor? — Gilberto pediu.

—Tudo bem.

O barman então começou a preparar o suco de uva. Ele pegou a polpa cogelada e bateu no liquidificador.

Depois de algum tempo, o barman desligou o liquidificador e serviu o suco em um copo e o entregou no balcão.

—Aqui está.

—Obrigado.

Gilberto pegou o copo com suco e o entregou para Juliana. Nós três saímos do bar e voltamos para a piscina.

Fomos falar com Ricardo e Letícia.

— E ai? — eu inquiri— Vocês não vão entrar na água?

— Não sei. Está muito fria? —Letícia quis saber.

— Está um pouco fria sim — eu avisei e logo em seguida dei mais uma bebericada no meu drinque.

— Então eu acho que não vamos entrar na piscina. Eu não gosto de água fria —Letícia retrucou.

—Não tem problema, Letícia. Eu mijo na água, e ai fica quentinha — Ricardo tirou sarro.

—Ai que nojo, Ricardo! — Letícia exclamou.

—Ué! Você também não mija? — Ricardo devolveu.

—Tá, mas mijar na água é nojento — Letícia falou com repulsa.

— Não reclama que se um dia você for atacada por uma água viva e precisar do meu mijo... — Ricardo interrompeu.

— Só que a gente não está na praia para ser atacado por água viva, Ricardo — Letícia contestou.

Eu e Juliana continuamos bebendo nossas bebidas e quando esvaziamos nossos copos, resolvemos voltar no American Bar, e devolvê-los.

—Onde vocês vão? — Gilberto inquiriu.

—Nós vamos devolver os copos no bar — eu retruquei.

— Não precisa, deixa que eu levo e já acerto a conta — Gilberto se ofereceu.

—Tudo bem, então.

Nós entregamos nossos copos para Gilberto e ele foi levá-los no bar.

— E ai, o que vocês estão afim de fazer? — eu perguntei para o casal.

— Como assim, Sylvia? — Letícia ficou confusa.

— Sei lá, vocês não querem, sei lá, se divertir com a gente —eu sugeri.

— Fazendo o quê? — Letícia inquiriu.

— Sei lá, eu estou com vontade transar com a Poca. Mas, nós podemos fazer outra coisa, sei lá... —eu comentei.

—Eu topo! — Ricardo falou animado — Eu quero transar também. É hoje que eu coloco a minha cobra na sua toca, Letícia!

Ricardo ficou convencido de que iria conseguir fazer Letícia aceitar transar com ele.

—Não, Ricardo! Eu não quero transar com você. Eu não estou afim — Letícia se queixou.

—Vamos, Letícia! Você sempre diz que não está afim, então...quando você vai estar? — Ricardo insistiu.

—E se eu engravidar? Você vai bancar o pai e cuidar do nosso filho? — Letícia inquiriu.

—Eu vou, Letícia! — Ricardo atestou.

—Até parece que seus pais ou os meus vão aceitar que nós tenhamos um filho— Letícia ficou receosa.

— Vamos, Letícia! — Ricardo continuou insistindo.

—Não! — Letícia esbravejou com todo o ar dos pulmões.

— Está bem... — Ricardo ficou chateado.

— Bem, esse acampamento é grande. Deve ter algo que nós possamos fazer... —eu comentei.

—Acho que teremos que ver com o Mario. Ele conhece bem esse acampamento — Juliana aconselhou.

— Sim, é verdade... —eu conclui.

— Já sei! — Ricardo teve uma ideia—Eu acho que tive uma ideia.

— O quê, Ricardo? —Letícia ficou curiosa.

— Bom, nós podemos jogar uma partida de futebol, topam? —Ricardo sugeriu.

—Eu não sei jogar, Ricardo —eu revelei.

—Eu também não sei —Juliana comentou.

— Eu sei — Letícia exclamou.

—Eu também. Eu posso explicar para vocês como funciona —Ricardo comentou.

—Tá, mas contra quem vamos jogar? — eu quis saber.

—Bem, não precisamos seguir as regras, será uma partida amistosa, então...podemos jogar entre nós, dois times. Eu e Letícia contra você e Juliana — Ricardo sugeriu.

—Eu não sei, Ricardo... — eu fiquei indecisa.

—Vamos, Sylvia! Vai ser muito legal — Ricardo atestou.

Eu olhei para Juliana para ver o que ela achava.

—Bem, acho que por mim, tudo bem — Juliana consentiu.

—Bem, se a Juliana consentiu, então...eu acho que topo também. Mas, nós podemos jogar do jeito que estamos? — eu fiquei preocupada.

—Como eu disse, Sylvia...será uma partida amistosa. Então, acho que vocês podem até jogar peladas que não tem problema — Ricardo comentou.

—Não tem problema elas jogarem peladas, Ricardo? — Letícia contestou — Se elas forem jogar assim você vai ficar babando nelas, não é seu safado?

—Não, eu não vou — Ricardo jurou — Letícia, você é minha namorada, e como eu disse, será uma partida amistosa. Eu não estou com segundas intenções aqui.

—Sei... —Letícia olhou desconfiada para Ricardo.

—É só um jogo, não é, Ricardo? — eu o questionei.

—Sim, Sylvia. É só por diversão— Ricardo afirmou.

— Então, eu acho que está tudo bem. E...acho que eu acabei de pensar em uma coisa... —eu retruquei.

—Pode falar, no que você pensou? — Ricardo ficou curioso.

—Eu tenho uma sugestão. Quem perder tira a roupa — eu falei com malícia — É tipo um Strip Poker.

—Eu gostei — Juliana falou animada.

—Quê?! — Letícia exclamou indignada.

Ricardo gargalhou da minha sugestão.

—Eu gostei — Ricardo me apoiou.

— Não, de jeito nenhum. Se eu perder eu não vou fazer isso — Letícia contestou.

—Letícia, é só uma brincadeira, não leve a sério... —Ricardo falou para ela.

—Não! Eu me recuso. Isso é coisa de adultos.

— Está bem. Esquece o que eu disse. —eu mudei de ideia — Vamos jogar de biquíni mesmo.

—Ai eu topo — Letícia replicou.

— Está bem. Então está decidido.

[...]

Mais tarde, nós quatro fomos para o campo de futebol. Havia uma bola de futebol um pouco gasta largada no campo, e nós resolvemos usá-la para o jogo. Ricardo ficou com a bola e começou a explicar para nós as regras básicas do jogo, e depois como jogaríamos e as nossas regras para aquela partida.

Nós consentimos e então Ricardo soltou a bola no campo. Eu e Juliana roubamos a bola e fomos correndo trocando passes como Ricardo havia explicado. Ele e Letícia correram atrás de nós no campo para tentar pegar a bola de nós.

[...]

Nós ficamos correndo para cá e para lá com Ricardo e Letícia, até que eles conseguiram pegar a bola de nós e foram com ela em direção ao nosso lado do campo e ao chegar perto da nossa trave, eles chutaram a bola e marcaram o primeiro gol.

Eu e Juliana precisávamos reverter a situação, então eu retirei a bola da trave com os pés e chutei para Juliana.

Juliana foi correndo com a bola em direção a trave de Letícia e Ricardo e eu segui atrás dela. Ela foi driblando a bola, até conseguir passar por Letícia e Ricardo e acertar um gol na trave deles.

Eu devo confessar que futebol é um esporte bastante intenso. Tem que correr muito de um lado para o outro até conseguir marcar um gol. Eu nunca tinha jogado um esporte como esse.

[...]

Depois de algum tempo, nós trocamos de campo. Letícia e Ricardo foram para o nosso campo e eu e Juliana para o campo deles e continuamos jogando.

Algumas horas depois, nós estávamos exaustos de tanto jogar aquele jogo, e acabamos percebendo que já devia estar na hora do jantar ou que nós passamos da hora jogando aquele jogo. Mas, até que foi legal.

Gilberto apareceu na quadra de futebol para nos levar para o alojamento.

—Olá, garotos! Está na hora de voltarmos para o alojamento —Gilberto nos avisou.

— Nós já estamos indo. E...eu estou com fome — eu retruquei.

— Eu sei, mas...acho que a hora do jantar já passou — Gilberto nos lembrou.

— Poxa, vamos ficar sem comida dessa vez? —eu espantei.

—Acho que podemos ver se as tias da cozinha deixaram alguma sobra ou coisa assim — Gilberto sugeriu.

[...]

Chegamos no alojamento e fomos para a cozinha ver se tinha algo para comer aquela hora.

Falamos com uma das cozinheiras, e ela preparou um prato de comida para nós com algumas sobras do jantar. Nós a agradecemos e começamos a comer.

Quando terminamos, a cozinheira recolheu os nossos pratos, e...como dá pesadelo dormir logo depois de comer. Nós todos demos um tempo. Ficamos ali conversando e mais tarde fomos dormir.

Notas finais
Letra traduzida de Power Of Two - Indigo Girls:https://www.vagalume.com.br/indigo-girls/power-of-two-traducao.html Letra traduzida de Untouched - The Veronicas: https://www.vagalume.com.br/the-veronicas/untouched-traducao.html Espero que tenham gostado^^ Até breve, quando Lua escaldante voltar!