Loving Zooey
10 Beijos no escuro
Notas iniciais
Zooey me olhava com os olhos arregalados. Eu sinceramente estava esperando que ela começasse a rir e zombar de mim. Fiquei lá, parada e apreensiva, sentada sobre minhas mãos e sentindo como elas lentamente começavam a formigar, e Zooey não dizia nada. Ela apenas me encarava de volta, aqueles enormes olhos azuis fitando-me com certo espanto. Eu queria gritar. Como era estúpida! Deveria ter ficado de boca fechada. Não devia ter lhe contado nada daquilo. E se ela realmente zombasse de mim? O que eu faria? Não sei se suportaria esse tipo de humilhação vindo dela.
Eu estava quando implorando pra que ela dissesse algo quando senti a palma de sua mão pousando sobre minha coxa. Deixei de fitar seu rosto, desviando o olhar até o ponto onde nossas peles se tocavam. Eramos tão brancas. "Pálidas como vampiros", como diria meu pai. Parecia que o formigar de minhas mãos agora estava concentrado naquele pequeno ponto da minha coxa onde a mão de Zooey estava. Estremeci.
— Isso é sério? — ela perguntou, sua mão ainda tocando-me.
— Muito sério — eu ri, tentando fazer graça daquilo. Mas ela não riu junto comigo. Ainda estava séria. Ainda estava de olhos arregalados. Ainda me tocava.
Percebi uma coisa naquele momento. Eu gostava de Zooey. Quer dizer, eu gostava mesmo dela. Não só como amiga. Agora, com sua mão sobre minha coxa e seus olhos avaliando-me, eu podia entender o motivo de sempre ficar preocupada com ela. Podia entender porque meu coração disparava sempre que ela chegava muito perto de mim, sempre que nos tocávamos sem querer... Eu gostava dela. Não fazia ideia se o sentimento era reciproco. Será que aquilo significava que eu era lésbica? Eu nunca tinha gostado de uma menina antes. Mas eu também nunca tinha nem mesmo beijado um menino, então como eu poderia ter certeza?
— Eu jamais imaginaria isso. — Ela estava séria. Mas logo deixou de me tocar, recostou-se sobre os travesseiros e deu uma risadinha. — E por que isso? — Levantou-se de novo, como se precisasse olhar pra mim enquanto falava. — Por que você nunca beijou antes? Você não queria ou não teve oportunidade? Não, não! — Ela levantou os braços, impedindo-me de falar antes mesmo que eu começasse. — Eu sei que não foi por falta de oportunidade.
Eu não sabia o que lhe dizer. Não era mesmo por falta de oportunidade. Eu sabia que não era feia. Eu tinha bastante amigos no outro colégio, mas mesmo assim, nunca tinha sido beijada. Na verdade... Eu nunca quis beijar ninguém. Dei de ombros, esperando que aquilo fosse resposta o suficiente para ela.
— Você não tem vontade de saber como é? — Eu podia ver como seus olhos brilhavam, intensamente curiosos.
— É claro que sim.
— Vamos acabar com essa curiosidade então! — Zooey bateu palmas, daquele jeito animado que fazia quando estava prestes a fazer algo.
Eu não entendi muito bem o que ela pretendia com aquilo até vê-la se aproximando de mim. Ela sorria pra mim de modo carinhoso, como se quisesse me tranquilizar apenas com aquele sorriso. Quando aproximou-se o suficiente de mim, suas mãos seguraram meu rosto, uma delas afastando meus cabelos enquanto a outra acariciava minha bochecha.
Meu coração batia a mil por hora. Eu mal podia respirar. Podia sentir o cheiro de Zooey, sua respiração tocando meu rosto. Ela estava tão perto... Seus lábios estavam a pouquíssimos centímetros de distância dos meus, e céus, como eu queria que ela me beijasse!
Ela parecia ser capaz de ouvir meus pensamentos, porque depois de um breve sorriso, Zooey inclinou-se mais ainda em minha direção e me beijou. No início nosso beijo foi calmo, foi tranquilo. Ela selou meus lábios demoradamente, seus dedos acariciando minhas bochechas durante todo o tempo. Mas depois aquilo não parecia o suficiente. Usando seus lábios, ela entreabriu os meus, sua língua deslizando entre eles, testando o território. Como se lhe desse permissão, eu toquei sua língua com a minha, e ela entendeu o sinal, porque logo nosso beijo tornou-se mais acalorado.
Eu finalmente consegui achar um uso para minhas mãos. Eu segurava Zooey pela cintura enquanto ela explorava minha boca com sua língua. Ela não estava tímida, e logo toda minha timidez desapareceu sob seus lábios e suas mãos. Em nenhum momento ela pediu permissão para fazer o que fosse, mas ela sabia que eu a deixaria fazer qualquer coisa.
Nos beijávamos com certa urgência, o desejo agora implícito em nossas carícias. Eu sabia que aquilo era pra ser apenas um beijo "demonstrativo". Sabia que aquilo deveria ser um beijo inocente entre amigas, mas eu a desejava. E pelo modo como ela correspondia aos beijos, parecia que ela queria o mesmo.
— Uau — ela sussurrou, seus lábios ainda colados aos meus.
— Eu sei. — Sorri, e voltei a beijá-la.
Essas poucas palavras pareceram abrir novas portas. Logo eu estava deitando Zooey na cama e sentando-me por cima dela. Não havia mais qualquer sinal de timidez em meus atos, muito pelo contrário. Voltei a beijá-la com o mesmo desejo de antes, e ela agora movia suas mãos por meu corpo, explorando-o sem muito jeito. Trocamos de posições, e Zooey dedicou-se a livrar-se de minhas roupas, deixando-me apenas de calcinha e sutiã. Eu estava vermelha e me senti tímida nos primeiros instantes enquanto Zooey parecia me devorar com o olhar.
Ela beijou-me por inteiro. Meu pescoço, meus ombros, peito, seios, barriga... Queria que ela me beijasse entre as pernas. Queria que ela me tocasse de qualquer maneira ali, mas ela voltou sua atenção aos meus seios, livrando-se do sutiã e depositando leves beijos em minha pele. Seus beijos deixavam minha pele quente, em brasas, desejando ser beijada outra vez. Quando seus lábios finalmente tocaram um de meus mamilos, eu gemi. Ela parecia satisfeita. Ergueu o rosto, sorrindo pra mim, mas voltou a beijar-me. Ela beijou o mamilo outra vez, e logo sua língua deslizava sobre ele. Ela o lambeu meio sem jeito no início, mas pareceu pegar o ritmo depois. Foi melhor ainda quando ela abocanhou meu seio, chupando-o com vontade, a língua circulando o mamilo.
Eu gemia. Não sabia o que dizer ou o que fazer. Tinha medo de que nos pegassem no flagra, mas ao mesmo tempo eu sabia que ninguém apareceria ali. Eu queria conseguir me importar com esses detalhes banais, mas parecia impossível quando Zooey enfiava os dedos por dentro da minha calcinha, tocando-me bem ali.
— Céus, você está tão molhadinha... — Ela gemeu, os dentes roçando no meu mamilo.
E eu estava mesmo. Zooey estava levando-me à loucura. Eu me contorcia sob suas mãos e seus beijos, e ela parecia adorar aquilo. Tirou minha calcinha e logo ela também estava sem roupas, deitando-se ao meu lado. Pediu que eu a tocasse. Eu não fazia ideia do que fazer, e ela deve ter percebido o olhar desesperado em meu rosto. Segurou minha mão, guiando-a até sua boceta que estava tão molhada quanto a minha. Eu a toquei com timidez, com movimentos leves, mas eu queria vê-la se contorcer de prazer, da mesma forma que eu me contorcia antes. Toquei-a com vontade, meus dedos deslizando com facilidade pra dentro dela. Ela gemia, pedia pra que eu não parasse, e eu não parei.
Com movimentos rápidos, nós nos sentamos, as carícias com as mãos já não pareciam mais ser suficientes. Nos entrelaçamos na cama, nossas pernas entrelaçadas e as bocetas tocando-se. Começamos a nos mover devagar, mas assim como eu, Zooey também estava impaciente com aquele ritmo, e logo assumimos movimentos mais rápidos e intensos, e ela gemia enquanto tocava meus seios.
Eu não fazia ideia de como meu primeiro beijo acabara se tornando minha primeira transa. Mas eu não estava reclamando. Aquilo era ótimo. Zooey era ótima. Apesar da minha falta de experiência, ela parecia estar gostando de tudo, parecia estar excitada. Minha teoria se confirmou quando ela avisou que iria gozar. Eu segurei em sua coxa e com a outra mão segurei seus cabelos, intensificando os movimentos. Gozamos praticamente juntas, os gemidos roucos e entrecortados das duas ressoando pelo quarto ao mesmo tempo.
Caímos na cama, juntas, os corações acelerados. Eu mal podia respirar, e acho que Zooey também estava do mesmo jeito. Não falamos nada. Ficamos ali, deitadas e abraçadas, aproveitando o prazer que aquilo havia nos causado. E foi assim, nos braços de Zooey, que eu adormeci.
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