Lovesong
73 Capítulo 73
Notas iniciais
Emma teve uma manhã cheia na delegacia, mesmo fazendo buscas e entrando em contato com seus informantes ainda não tinha nenhuma pista do paradeiro de Belle e sem ela estava cada vez mais difícil encontrar o seu comparsa, pois não saia da cabeça de Swan que a ex não agiu sozinha.
No inicio da tarde ela finalmente voltou para casa e tudo o que queria era estar com sua família. Assim que entrou na mansão escutou uma gostosa gargalhada de seus dois amores, e com um sorriso gigantesco foi em direção a sala encontrando Regina e Henry abraçados no sofá assistindo a um filme. Vendo aquela cena seu coração se encheu de amor e satisfação. Foi em direção ao sofá dando um beijo na cabeça do filho e um selinho em sua amada.
— Mamãe! – gritou Henry se jogando nos braços da loira.
— Oi meu amor. O que vocês estão aprontando? – perguntou a loira abraçando seu pequeno.
— A gente tá assistindo o filme dos cachorros que falam mãe. – disse o garotinho todo animado.
— “Perdido pra cachorro”, Henry. – disse Regina dizendo o nome do filme.
— Esse. – concordou Henry.
— Hum, e estão assistindo sem mim? – perguntou Emma fazendo cara de chateada.
— A gente coloca do começo, não é mamãe? – perguntou Henry a Regina.
— Sim meu amor. – respondeu Regina acariciando as costas do filho.
— Gostei da ideia, mas antes eu vou tomar um banho. – disse Emma pondo o garotinho no colo da morena. – O que acham de fazerem pipoca enquanto eu tomo banho? – perguntou a loira sorrindo.
— Legal! – gritou Henry saindo do colo da mãe. – Vem mamãe. – chamou ele puxando Regina pela mão.
Emma subiu para o quarto e tomou um banho relaxante, ela estava impaciente por conta do sumiço de Belle, mas resolveria isso depois, hoje ela teria uma ótima tarde com seus amores.
Assim que chegou à sala encontrou sua morena e seu filho com um enorme pote de pipoca.
A tarde foi agradável, regada de muitos filmes, risadas e carinho. Henry estava deitado entre as duas mães sempre recebendo cafuné de uma e de outra e toda vez que elas trocavam alguns beijos escutavam um “eca” vendo do filho.
No inicio da noite Helena veio chama-los para jantar. Henry foi o primeiro a correr para a cozinha.
— Esse menino herdou sua fome amor. – disse Regina segurando a mão de Emma.
— Você é muito engraçadinha. – disse Emma capturando os lábios de Regina em um beijo apaixonado.
Ao chegarem a sala de jantar encontraram Elsa e Zelena sentadas apenas esperando Helena trazer a janta. Henry também já estava acomodado em seu lugar.
— Zel, como está se sentindo? – perguntou Regina acomodando-se em sua cadeira.
— Estou bem sis, tenho a melhor enfermeira de todas. – brincou acariciando a mão da amada que sorriu apaixonada.
Helena serviu a família que sem demora começou a devorar o jantar. A refeição estava agradável, todos muito sorridentes falando sobre diversos assuntos, mas com certeza o mais abordado era as bebês de Zelena. Emma e Elsa combinando para armar os berços e Zelena e Regina dizendo que não daria certo o que gerou varias gargalhadas.
No meio da refeição Cora e Mark chegaram sorridentes e sentaram-se a mesa para acompanhar os demais. A conversa continuou animada, Mark e Cora sempre com sorrisos radiantes e vez ou outra ficavam se encarando sem perceber, mas não passou despercebido de Zelena.
— Foi tudo bem na fazenda mamãe? – perguntou Zelena com uma sobrancelha erguida.
— Sim filha. Só alguns cavalos que estão adoentados, mas o veterinário irá a fazenda amanhã. – Comentou Cora saboreando o jantar.
— E você Mark, gostou da fazenda? – perguntou Emma.
— Sim Emma, ela é perfeita. – disse o médico olhando para Cora.
— Mark Sloan... eu espero que você não esteja comendo a minha mãe. – disse Zelena e tanto Mark quanto Cora engasgaram com a comida que tinham acabado de por na boca.
Todos que estavam a mesa cessaram as risadas e olharam assustados para Mark que ainda tossia.
— ZELENA! Me respeite, eu sou sua mãe. – disse Cora vermelha.
— Desculpe, mas essa é a impressão que tenho. Vocês chegaram muito felizes. – se justificou a ruiva, mas depois teria uma conversa com o amigo.
Depois desse momento constrangedor para a senhora Mills, a refeição continuou agradável. Quando todos estavam satisfeitos, Elsa levou Zelena para o quarto. Tomaram um banho relaxante e em seguida deitaram para dormir.
Regina foi pôr Henry na cama, contou uma historia para o filho e quando o garotinho pegou no sono ela foi para seu quarto. Emma já estava na cama entretida com um joguinho no celular. A morena foi tomar banho, passou um creme que sabia que a loira adora e vestiu apenas uma lingerie preta e foi para a cama.
A morena chegou próximo a cama e Emma nem se quer tirou os olhos do joguinho, então, Regina subiu lentamente e sentou no colo da loira, com uma perna em cada lado do corpo da detetive.
— Vai preferir dar atenção a esse celular inútil ao invés de dar atenção a mim? – perguntou Regina com a voz rouca.
Nesse instante Emma desviou os olhos da tela do celular e ficou boquiaberta com a cena de Regina apenas de lingerie sentada em seu colo. Era incrível como o corpo de Regina parecia mais lindo e perfeito a cada dia.
Emma jogou o celular para o lado e pôs as mãos na cintura da morena que começou a se mover lentamente fazendo Emma fechar os olhos sentindo o desejo tomar conta do seu corpo.
— Assim você acaba comigo, minha rainha. – disse Emma erguendo o corpo e abraçando Regina passando o nariz pelo pescoço da morena.
— Acabo é?... – gemeu Regina sentindo a língua quente de Emma deslizar por sua pele.
— Uhum... – gemeu Emma deslizando as mãos pelas costas da morena. – Eu amo esse seu cheiro... – Emma falou e mordeu o pescoço de Regina.
— Ah...passei o creme que você ama... humm.
— Eu sei. – disse Emma e capturou os lábios de Regina em um beijo carinhoso.
O beijo era lento, onde elas estavam saboreando cada pedacinho de suas bocas. As línguas se tocavam e se saboreavam com maestria fazendo as mulheres gemeram entre o beijo.
Enquanto aproveitava toda aquela sensação gostosa que era beijar Regina Mills, Emma levou as mãos ao fecho do sutiã da morena retirando a peça do corpo da amada. Em seguida a loira abandonou os lábios carnudos e deslizou a língua pelo pescoço até alcançar os seios firmes de Regina. Com a boca salivando, Emma deslizou a língua pelos bicos rijos fazendo a morena pender a cabeça para traz e gemer um pouco mais alto. A loira querendo possuir sua morena por completo deu impulso no corpo fazendo a morena deitar a seu lado e sem demora se pôs por cima do corpo da amada capturando novamente os lábios que tanto amava.
O beijo agora era urgente, quente, voraz. Os corpos se moviam em uma sincronia perfeita, as mãos passeavam sem reservas pelos corpos. Regina pôs as mãos por baixo da regata da loira a tirando do corpo da detetive. Emma voltou a dar atenção ao pescoço de Regina que gemia sem parar, a loira voltou a fazer o caminho do pescoço até os seios de Regina, abocanhando o direito assim que os alcançou.
— Amor.... ahh... – gemeu Regina sentindo seu mamilo ser sugado com vontade.
Emma sugava um depois o outro como se sua vida dependesse disso. Quando a loira se sentiu saciada desceu com beijos e mordidas pelo corpo moreno que já tinha movimentos involuntários. Chegando com a boca no elástico da calcinha de Regina, Emma olhou para amada que tinha os olhos fechados e a boca aberta, entregue ao momento. Sem pensar duas vezes a loira rasgou o tecido rendado o jogando para longe.
— Emma! – protestou a morena, mas esqueceu a calcinha quando Emma abocanhou o sexo encharcado de Regina.
— Ahhh... – gemeu Regina em êxtase.
Emma deslizava a língua quente por toda e extensão do sexo de Regina, confirmando mais uma vez que sua rainha tinha o gosto mais maravilhoso de todo o universo. Regina gemia sem controle, não se importando se os outros moradores da casa a escutava. Emma levou a língua a entrada totalmente encharcada de Regina e ameaçou penetrá-la, mas não o fez, apenas para provocar sua amada.
— Emm... não me.. torture. – gemeu Regina. – preciso de você ....
E atendendo ao pedido de Regina, a loira lhe penetrou forte com dois dedos, ato esse que fez Regina gritar o nome da loira. As estocadas eram fortes e profundas levando Regina a loucura. Enquanto investia com vontade a loira abocanhou o clitóris inchado de Regina e começou a chupá-la com maestria elevando ainda mais os gemidos da morena. Após mais algumas estocadas as paredes internas de Regina começaram a se contrair sobre os dedos de Swan e ao perceber isso a loira parou o que estava fazendo e deitou-se ao lado da morena que protestou sem entender o que Emma queria.
— Quero que você goze na minha boca. – disse Emma e chamou a morena com o dedo indicador.
Regina entendendo onde Emma queria chegar abriu um sorriso safado e se pôs sobre o rosto da amada, com uma perna de cada lado da cabeça da loira que salivou ao ver o sexo pulsante e completamente molhado a centímetros de seu rosto. Regina sentindo uma necessidade tremenda de gozar, baixou o corpo e segurou no espelho da cama ao sentir a língua de Emma passear por todo seu sexo. Emma prendeu o clitóris de Regina entre os lábios e o sugou com vontade, levou as mãos as coxas da morena e intensificou o ato.
— EMMA!!!! AHHH... – gritou a morena quando sentiu a língua da loira lhe penetrar.
Regina já sentia que seu orgasmo estava próximo e começou a rebolar, literalmente cavalgava sobre o rosto da amada que continuava a penetrando. Não demorou muito e Regina se derramou na boca de Emma que tratou de sugar todo o líquido que a morena emanava.
A loira ajudou a Regina deitar na cama e a puxou para seu peito a abraçando carinhosamente.
— Eu te amo tanto minha rainha. –declarou Emma acariciando as costas nuas de sua noiva que ainda tinha o corpo tremulo.
— Eu também te amo minha vida. – sussurrou Regina ofegante.
— Me promete que vai ter cuidado amanhã em Boston? – pediu a loira.
— Claro que terei. – disse Regina olhando para Emma. – Voltarei amanhã mesmo, nem vai sentir minha falta. – disse Regina se aconchegando ainda mais nos braços de Emma.
— Impossível não sentir sua falta. – falou a loira beijando os cabelos de Regina.
E assim ficaram, trocando carícias e juras de amor até que o sono as vencessem.
[...]
No dia seguinte, após o café da manhã, depois de muitas recomendações de cuidados feitos por Emma e Cora, Regina e Mark seguiram para Boston. O medico adorou a ideia de Regina ir para a capital, assim, ele não iria de táxi. Assim que os médicos saíram Emma foi falar com Cora.
— Sogrinha, será que podemos conversar no escritório por um momento? – perguntou a loira.
— Claro Emma, mas aconteceu alguma coisa? – perguntou a senhora preocupada.
— Nada de mais. – disse a loira e Cora foi com ela para o escritório.
— Então? – disse Cora assim que fechou a porta.
— Bem, eu quero fazer uma surpresa para Regina como presente de casamento e preciso de sua ajuda. – disse a loira sorrindo.
Ela contou tudo o que tinha em mente para a sogra que sorria feito uma criança imaginando a reação da filha quando recebesse esse presente.
— Regina ficará muito feliz. – disse Cora emocionada.
— Eu sei que sim. Já estava na hora de isso acontecer. – confessou Emma que foi surpreendida por um abraço apertado de Cora.
— Obrigada Emma. – pediu Cora emocionada. – Obrigada por fazer minha filha tão feliz.
— Ela que me faz feliz sogrinha. Na verdade... ela é minha felicidade. – Emma também está emocionada.
Depois da conversa no escritório, Emma segue para a delegacia com um sorriso estampando seu rosto e esse sorriso não lhe deixou um momento sequer daquela manhã.
Em Boston, Regina estaciona o carro em frente a casa do amigo.
— Obrigada gostosa Mills por deixar esse bonitão aqui são e salvo em casa. – brinca o rapaz.
— Deixa a Emma te ouvir que você será um bonitão morto. – também brincou e os dois gargalharam.
— Sua loira é muito esquentadinha, mas te ama de verdade. –disse ele ainda sorrindo.
— Eu a amo igual. – falou Regina com um sorriso bobo.
— Dá pra notar. Ela vai amar a surpresa. – confessou ele já sabendo os motivos da ida da morena a Boston.
— Espero que eu não esteja sendo precipitada. – falou e respirou fundo.
— Claro que não. Agora tenho que ir ou você irá se atrasar. – falou ele dando um beijo no rosto da morena.
Assim que se despediram a morena seguiu para seu destino repetindo que tudo daria certo e que Emma iria adorar sua surpresa.
[...]
Em um bar de beira de estrada afastado de Storybrooke, Daniel conversa em uma mesa afastada com um homem. O médico vai direto ao assunto e diz ao rapaz que se ele o ajudar ganhará muito dinheiro. O tal homem fica interessado na proposta, mas pede uns dias para pensar e depois daria a resposta. Sem ter escolha, Daniel aceita esse tempo, mas diz para o rapaz não demorar, pois, ainda teriam que planejar tudo para não ter erros.
Na delegacia Killian recebe uma ligação e sai apressado dizendo a David que precisa resolver um assunto pessoal. O xerife vendo a aflição no rosto do rapaz o libera sem problemas.
Killian sai em seu carro com uma certeza, tem que parar o irmão. Minutos depois ele para no meio da floresta e antes de seguir para seu destino olha em volta para ver se não há ninguém por perto. Vendo que está sozinho ele segue para a entrada secreta.
— Belle! – chama o rapaz. – Belle, sou eu Killian.
Segundos depois a mulher sai de traz de umas caixas. Killian abre um sorriso ao vê-la. Belle está um pouco mais magra e abatida, mas para seu ponto de vista continua linda.
— Aconteceu alguma coisa Killian? – perguntou ela, já que esse não é o horário que o rapaz vai vê-la.
— Mais ou menos.
— O que aconteceu? – pergunta ela se aproximando.
— Temos que parar o Daniel.
— Parar. Mas... como? – pergunta Belle assustada.
— Temos que entrega-lo. Ele não pode continuar solto. – diz ele se aproximando mais da mulher.
— Mas se fizermos isso eu... eu serei presa. Você será afastado da policia. – disse ela nervosa.
— Ei... – diz ele acariciando o rosto de Belle. – Temos que fazer alguma coisa. Você quer se esconder a vida toda? Eu protejo você. Faremos isso juntos. – disse ele encarando os olhos de Belle.
— Eu não se...
— Ele vai matar a Emma e sequestrar a Regina. – confessou ele percebendo que era o que precisava para convencê-la.
[...]
Um mês havia se passado. Emma estava achando muito estranho o sumiço de Daniel, na verdade a falta de tentativas de falar com Regina, já que ele ainda dava seus plantões e não procurou Regina em nenhum desses dias. Ela havia tomado a decisão de colocar um amigo para seguir Regina, apenas para garantir que Daniel não tente nada. Ela sabia que quando sua noiva soubesse que estava sendo vigiada iria se chatear, mas era preciso.
A loira estava deitada ao lado da amada que dormia calmamente, faltava apenas alguns minutos para seu despertador tocar e a loira decidiu ficar na cama até lá. Porém, antes do barulho do despertador soar pelo quarto, Regina acorda sai correndo para o banheiro. Preocupada Emma a segue e a encontra ajoelhada em frente ao vaso sanitário vomitando. Sem demora a loira segura seus cabelos e se ajoelha a seu lado passando a mão nas costas da morena.
— Amor, o que aconteceu? O que está sentindo? – pergunta a loira preocupada, mas a morena nada responde, apenas faz um sinal para a loira esperar.
Quando Regina percebe que não tem mais nada para por para fora ela levanta e vai lavar o rosto e escovar os dentes.
— Amor, o que está acontecendo? – volta a perguntar.
— Nada Emm. Acho que foi algo que comi ontem e não me caiu bem. – disse a morena, mas Emma não ficou convencida.
— Amor, vem aqui. – pediu Emma a levando para sentarem na cama. – Não mente para mim. O Daniel tentou algo com você? Ele te ameaçou de alguma forma? – perguntou a loira, lembrando dos ataques de pânico que a noiva tinha.
— Meu amor. – disse Regina segurando o rosto da loira com as duas mãos. – Não estou mentindo. Não aconteceu nada, faz muito tempo que o Daniel não cruza meu caminho. – disse a morena dando um selinho na amada.
— Tem certeza?
— Absoluta. –disse Regina sorrindo.
Mesmo não estando muito convencida a loira aceitou a resposta. Terminaram de se arrumar e seguiram para a cozinha para tomar seu café.
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