Lovesong
74 Capitulo 74
Notas iniciais
Emma estava em sua mesa fazendo ligações para alguns amigos a fim de conseguir alguma noticia de Belle. Não era possível que alguém tivesse sumido dessa forma, com certeza ela tinha ajuda e quando descobrir quem era seu comparsa iria encontra-la. Outra coisa que a estava incomodando era o mal estar de sua noiva. A loira não acreditou na desculpa de Regina, mas resolveu ficar calada para não aborrecer a morena. Ela sabia que depois de tudo o que Daniel aprontou não iria aceitar facilmente o pedido de Regina de não procura-la. A loira é tirada de seus pensamentos por Killian que para em frente de sua mesa.
— OI Swan. Deixaram isso para você. – diz ele entregando um envelope para a loira.
— Quem deixou? – perguntou ela erguendo uma sobrancelha.
— Um garoto. Acabou de me entregar. – respondeu ele e foi para sua mesa.
Emma abriu o envelope às pressas e se apoiou melhor na cadeira. Assim que começou a ler reconheceu o remetente.
“ Olá Emma.
Primeiramente quero te pedir perdão por todo mal que te causei. Você é uma pessoa maravilhosa e não merecia ter sido traída da forma que eu fiz. Eu realmente te amava, mas o problema é que aquela vida de família certinha não era para mim e quando eu conheci o Daniel, sim, aquele homem com quem me viu naquela noite era o Daniel, não sei como não o reconheceu assim que ele voltou para Storybrooke, mas como eu ia dizendo. Quando eu conheci o Daniel em uma de minhas palestras em Boston eu me senti livre, me senti feliz fazendo algo “perigoso” como trair você.
Mas essa felicidade durou pouco, percebi que Daniel não era aquilo que eu imaginava, mas continuei com ele por que eu gostava dos riscos. E junto a ele eu fiz coisas das quais estou arrependida e por isso estou lhe escrevendo para que você possa fazer seu trabalho e prenda aquele cafajeste.
Foi Daniel que armou para que todos achassem que Henry estava morto e com minha ajuda ela afastou o garoto de Boston e eu o trouxe para marar conosco, ele fez isso para se vingar da Regina por tê-lo trocado pelo Robin.
Foi dele também a ideia de te dopar para que Regina a encontrasse comigo na pensão, foi ele quem me deu a droga e teria dado certo se eu não estragasse tudo te dando a dosagem errada, o que a levou quase a morte. Mês desculpe por isso também.
Infelizmente não tenho provas para que você o prenda, mas sabendo da verdade você pode direcionar a investigação e conseguir algo que o leve para a prisão.
Estou disposta a me entregar e pagar por todo mal que te fiz. Mas infelizmente não posso aparecer agora, porque, Daniel acha que eu estou morta, pois ele mesmo mandou me matar. E te peço que continue assim por enquanto. Mas eu prometo que não vou fugir, assim que ele estiver preso eu me entregarei.
Só mais uma informação, o nome completo dele e Daniel Sebastian Colter, mas ele retirou o Sebastian do nome se é que isso pode te ajudar em algo.
Só tome cuidado, por favor, pois, ele pretende ter matar para ter Regina de volta.
Espero que algum dia você me perdoe.
Seja feliz, Emma.
Belle”
Assim que terminou de ler a carta, Emma ficou sem reação. Então Daniel era o mentor de todo o mal que sua morena passou, foi ele quem afastou o filho de sua mãe, foi ele que quase destruiu a vida de Regina e também a sua. Então o Sebastian estava perto o tempo todo e ela não conseguiu descobrir isso. Sua família estava em perigo todo esse tempo. Mas ela iria pegar esse desgraçado, nem que isso fosse a ultima coisa que faria.
— Quem te entregou isso Killian? – perguntou Emma ficando de pé.
— Um garoto eu já disse. – respondeu ele sem dar importância.
— Mas que garoto?
— E eu vou saber? Eu não conheço todos os garotos da cidade detetive. – falou ele com deboche para que Emma parasse com as perguntas.
A loira pegou sua jaqueta e foi em direção a saída, quando ia chegando a porta Mulan estava entrando.
— Onde é o incêndio, loira? – brincou a oriental.
— Vem comigo. – falou Emma e Mulan a seguiu.
As duas foram no carro de Emma para o hospital. Emma contou tudo o que ficou sabendo enquanto dirigia e Mulan prometeu ajuda-la a desmascarar o rapaz, mas advertiu que elas deveriam ir com calma para não assustá-lo e consequentemente fugisse.
Assim que chegaram ao hospital, foram informadas que Daniel estava com uma paciente, mas elas resolveram esperar. Após trinta minutos uma das enfermeiras as acompanhou a sala do médico.
— Bom dia detetives. Em que posso ajuda-las? – perguntou cinicamente.
Emma o olhou com ódio, respirou fundo, mas antes de falar alguma coisa Mulan tomou a frente.
— Sr Colter. Viemos apenas fazer algumas perguntas em relação ao caso da tentativa de homicídio da detetive Swan. – disse a oriental calmamente.
— Mas a culpada está morta, por que continuam com isso? – perguntou ele se ajeitando na cadeira.
— Sim. Mas o caso ainda não foi concluído. – afirmou Mulan.
Mulan continuou com suas perguntas e Daniel sempre respondendo com uma certeza impressionante. Se Emma não tivesse recebido a carta poderia perfeitamente ter acreditado nele.
Emma nada disse durante todo o interrogatório, pois, sabia que se fosse abrir a boca iria acusa-lo ou talvez agredi-lo tamanha a sua raiva e Mulan estava fazendo um trabalho perfeito.
Após terem concluído o trabalho no hospital, Emma resolveu ir para casa. Ela não aquentaria continuar trabalhando sem antes ver sua mulher e filho. Decidiu não contar nada ainda para Regina, para evitar que a morena fizesse ou falasse algo para Daniel que prejudicasse as investigações. No caminho tentou ligar para August e pedir para que ele investigasse sobre Daniel a fim de conseguir as provas que precisavam, mas o amigo não atendia o telefone.
[...]
Cora estava em seu escritório conversando com Sidney sobre o pedido de Emma. Ela tinha um sorriso nos lábios por saber que estava quase tudo resolvido.
— Muito obrigada meu amigo. Swan vai adorar saber disso. – disse Cora sorrindo.
Nesse instante Regina entra no escritório e Cora encerra a ligação.
— Com quem estava falando? – pergunta Regina sentando no sofá ao lado da mãe.
— Com Sidney.
— E o que Swan vai gostar de saber?
— Você nunca foi curiosa, minha filha. – sorriu Cora.
— De que Swan vocês estavam falando? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.
— Ora de quem? Do David. – falou a senhora nervosa.
— E o que ele quer com o Sidney.
— Ora Regina é assunto dele. – falou a senhora levantando. – Vamos a cozinha, bateu uma fome de repente. – disse Cora para mudar o foco da conversa.
Assim que a mais nova levanta, sente uma tontura e é amparada pela mãe. Cora preocupada ajuda a filha a sentar novamente. Regina estava pálida e um pouco tremula.
— Regina, filha o que você tem? – pergunta Cora assustada.
— Eu... eu quis fazer uma surpresa para Emma e... acho que deu certo. – responde Regina sorrindo, apesar do mal estar.
— Surpresa! Do que você tá falando? – perguntou Cora sem entender.
Regina respirou fundo algumas vezes, o mal estar já estava passando. Assim que estava se sentindo melhor olhou para a mãe e confessou sorrindo.
— Quando eu fui para Boston com Mark eu fiz uma inseminação e estou esperando um filho de Swan. – Regina era pura alegria.
— Que maravilha minha filha. – disse Cora a abraçando. – Emma ficará muito feliz.
— Só não diga a ela ainda. –pediu Regina.
— De minha boca não sairá nada. – sorriu. –Agora acho melhor você ir para a cama descansar um pouco. – pediu Cora.
— Farei isso.
Cora foi com Regina para o quarto. A morena deitou e Cora foi buscar um chá para a filha. Assim que chegou ao andar de baixo Cora encontrou com Emma que estava entrando em casa.
— Olá sogrinha. – disse Emma a abraçando. – Onde está a Regina?
— Está no quarto descansando, vou fazer um chá para ela. – disse Cora indo para a cozinha.
Assim que ouviu sobre sua morena, Emma saiu correndo pelas escadas. Sabia que estava acontecendo algo com Regina, na verdade sentia isso. Quando entrou no quarto Regina abriu um sorriso para ela. Sem demora a loira foi ao encontro de sua amada e deitou abraçando Regina.
— O que você tem amor? – perguntou Emma beijando o rosto da morena.
— Nada Emma. Só um pouco cansada. – disse Regina se aconchegando aos braços de Emma.
— Passou mal de novo? – perguntou com a voz calma.
— Só uma tontura, amor. Mas já passou.
— Você deveria falar com o While. Fazer alguns exames. – disse a loira apertando Regina em seus braços.
— Eu estou bem, Emm.
Ficaram algum tempo abraçadinhas, apenas curtindo o momento. Emma sabia que Regina escondia algo e depois iria voltar no assunto, mas preferiu ficar calada para não quebrar o clima gostoso em que estavam.
A loira perguntou pelo filho e ficou sabendo que ele estava na casa de Mary, então elas poderiam ficar ali por mais algum tempo em volta de muito carinho e silencio.
Porém, os planos de Emma foram por agua a baixo quando elas ouviram os gritos de Cora do andar de baixo. Sem demora as duas saíram correndo para ver o que estava acontecendo e quando chegaram a cozinha Cora amparava Zelena que chorava agarrada a mãe.
— O que aconteceu, mamãe? – perguntou Regina preocupada.
— A bolsa estourou. – disse Cora.
— Não está no tempo.... Sis, é muito cedo para elas nascerem. – dizia Zelena chorando. Regina correu até a irmã tomando o lugar da mãe.
— Mamãe, ligue para o While. Emma, vá pegar o carro, precisamos ir agora para o hospital. – disse Regina tomando conta da situação.
— É muito cedo... muito cedo... – repetia Zelena apavorada.
— Ei. Você está gravida de gêmeos e está com quase oito meses. – disse Regina passando a mão no rosto da irmã. – Nós sabemos que nesses casos isso pode acontecer, mas ficará tudo bem. Eu prometo. – disse ela tentando acalmar a irmã.
— Eu quero a El. Quero minha menina. – pediu Zelena.
— Onde ela está?
— Foi comprar meu remédio.
— Ligaremos para ela. Agora você precisa se acalmar tá.
Nesse momento Emma volta correndo para a cozinha informando que o carro está na porta. Elas ajudaram Zelena a caminhar até o veiculo e a acomodaram no banco do carona. Emma foi para a direção e Regina e Cora sentaram no banco de trás.
Em poucos minutos Zelena seguia para a sala de parto em uma cadeira de rodas, seguida por Regina e Cora. Emma ficou na sala de espera aguardando a irmã chegar, o que não demorou muito, Elsa entrou correndo em direção a recepção.
— Quero informações sobre Zelena Mills, eu sou a noiva dela. – disse ela nervosa.
— Vou informar que a senhora está aqui. – falou a recepcionista pegando o telefone.
— Elsa. – chamou Emma chegando a seu lado. Elsa nada disse, apenas se jogou nos braços da irmã.
— Ei, vai ficar tudo bem. – sorriu Emma. – suas garotinhas estão chegando minha irmã.
— É, elas estão. – disse sorrindo em meio as lágrimas.
Enquanto elas ainda estavam abraçadas, uma enfermeira se aproximou.
— Srta Swan. – disse se referindo a Elsa. – pode vir comigo.
Elsa olhou mais uma vez para a irmã que lhe sorriu passando confiança e seguiu a enfermeira. Ela foi levada a uma sala para vestir-se adequadamente e em seguida foi guiada até a sala de parto. Assim que chegou ouviu Zelena soltar um grito abafado e se angustiou.
— Amor. – disse Elsa segurando a mão de Zelena.
— El, elas estão nascendo. – falou sorrindo.
— Sim minha vida. – beijou a testa da ruiva.
— AHHH! – gritou Zelena sentindo uma forte contração e apertou a mão de Elsa que estava muito nervosa, mas ela sabia que tinha que ser forte por suas mulheres.
— Zelena, já está coroando. – avisou While que estava fazendo o parto.
— Sis, na próxima contração empurra com força tá. – pediu Regina que estava do outro lado da cama e também segurava a mão da irmã.
Regina sabia que Zelena era muito insegura em relação a maternidade e conhecendo a irmã ela saiba que a ruiva estava com medo de algo dar errado no parto, mas estaria ali para ajuda-la a passar por isso juntas.
Cora estava em um canto da sala apenas observando tudo, ela queria ser uma das primeiras a ver suas netinhas nascendo e por isso mesmo se posicionou em um ângulo onde poderia ver sua netinha vir ao mundo.
Mais uma vez Zelena começou a gritar por conta de uma contração e assim como Regina pediu ela fez força, empurrou como podia ajudando sua filha nascer.
—Mais força Zelena, ela já está vindo. – falava While.
— Vai amor, estou aqui com você. – Falou Elsa emocionada.
E Zelena buscou forças de onde não tinha e com um grito ensurdecedor deu tudo de si. Segundos depois a sala foi preenchida por um choro forte.
— Ela é linda Zel. – disse Elsa chorando. — perfeita, parabéns amor. – disse beijando a testa suada da noiva.
— Essa com certeza é sua filha, grita igual a mãe. – disse Regina para descontrair e recebeu um sorriso nervoso da irmã.
Enquanto a pequena era avaliada por uma das enfermeiras Cora acompanhava emocionada. Na maca Zelena voltava a sentir contrações, sua segunda princesa também queria vir ao mundo e While mais uma vez mandava a ruiva empurrar. Zelena estava bastante cansada, tinha dado tudo de si para trazer a primeira filha ao mundo.
— Vamos Zelena, falta uma princesinha. Você precisa empurrar. – pedia While.
— Empurra amor. – pedia Elsa.
— Eu não... consigo. – dizia Zelena chorando.
— Ei. Olha pra mim. – pediu Elsa aproximando seus rostos. – Você é a mulher mais forte que eu conheço. – disse secando as lágrimas da amada. – E sei que é capaz de tudo por nossas princesas, por isso você vai fazer mais um pouquinho de força. Eu vou te ajudar, tá bem? – perguntou e a ruiva assentiu. – Então, vamos juntas. Agora amor. – pediu Elsa.
Zelena fechou os olhos e mais uma vez buscou em seu ser a força necessária e gritando mais uma vez fez o que sua loira pediu. Como da primeira vez, o quarto foi preenchido pelo chorinho manhoso da segunda princesa.
Elsa não cabia em si de tanta felicidade, as lágrimas já rolavam por seu rosto sem controle. Suas filhas eram lindas e perfeitas. Uma branquinhas, com cabelos que era a mistura das duas, eram ruivos, mas um ruivo clarinho quase que mesclado com loiro.
— Amor! Elas são perfeitas. – disse Elsa voltando a olhar para sua mulher que estava desacordada. – Zelena! – chamou Elsa preocupada. – O que ela tem Regina? — perguntou assustada.
— Calma Elsa, ela está bem. Foi muito exigida, só está dormindo. – explicou a morena que também chorava.
As meninas foram levadas por duas enfermeiras e Cora não quis se afastar das netas. Elas nasceram perfeitas, mas mesmo assim, precisam ficar algum tempo na incubadora para serem melhor avaliadas.
Zelena foi levada para um quarto e Elsa fez questão de ficar ao lado de sua ruiva. While informou que ela foi medicada para aliviar as dores, mas que poderia acordar a qualquer momento.
Regina foi avisar a Emma que estava impaciente na sala de espera. A loira ficou muito feliz por saber que tudo deu certo e junto com Regina foi ao berçário ver as sobrinhas. Elas ficaram bobas ao ver as garotinhas enroladas com as mantinhas do hospital.
— Emma! – disse Regina. – Na agonia, esquecemos de trazer as malas que Zelena preparou.
— Não tem problema, amor. Eu buscar é só me falar onde estão. – falou a loira sorrindo. – Mas antes vamos ver as mamães.
— Parabéns maninha. – disse Emma assim que entraram no quarto. Elsa levantou e abraçou Emma apertado.
— Fiquei com tanto medo. – confessou Elsa depois que tudo acabou bem.
— Eu sei, e você foi muito corajosa pelo que Regina me contou. – deu um beijo na cabeça da irmã.
— Você já viu minhas princesinhas? – perguntou sorrindo.
— Claro que sim. – sorriu. – São lindas. – bem, agora tenho que ir.
— Vai voltar para a delegacia? – quis saber Elsa.
— Não, é que essas nervosinhas esqueceram as roupinhas das minhas sobrinhas. – brincou Emma. – Mas volto logo.
Emma deu um beijo em Regina e seguiu para a mansão. Regina ficou com Elsa esperando que Zelena acordasse.
Quase uma hora depois Zelena foi despertando aos poucos. Elsa, assim que percebeu a ruiva com os olhos abertos depositou um beijo na testa dela.
— Como se sente amor? – perguntou a loira.
— Um pouco... dolorida. – confessou fazendo uma careta. Elsa olhou para Regina querendo saber por que sua ruivinha estava sentindo dores.
— É normal. – disse Regina pegando a mão de Zelena.
— Você foi muito corajosa amor. – disse Elsa sorrindo. – Nossas princesas são lindas, parecem com você.
— Realmente são lindas, sis. – disse Regina.
— Elas estão bem? Quando vou poder vê-las?
— Estão sim, não se preocupe. E nossa mãe não sai daquele berçário, estou até com pena das enfermeiras. – brincou Regina fazendo a ruiva sorrir.
— Onde está a Emma? – Quis saber Zelena, já que a loira a ajudou a chegar no hospital.
— Foi buscar as malas que esquecemos de pegar na hora da agonia. – sorriu. – Bem, vou a lanchonete. Querem alguma coisa? – Regina perguntou e as mulheres negaram.
[...]
Emma saiu do hospital com um sorriso enorme. Estava feliz e orgulhosa por sua irmã. Elsa já sofreu tanto por conta do preconceito de alguns imbecis da cidade. Quantas vezes a garota havia chorado em seus braços por ser diferente, por imaginar nunca poder ser mãe ou por pensar que nunca encontraria a pessoa que lhe amaria como ela é, a pessoa que lhe daria a felicidade de viver uma vida cheia alegrias e principalmente uma pessoa que pudesse lhe dar a alegria de ser mãe. Ela seria eternamente grata a Zelena por fazer sua garotinha ter tudo o que sempre sonhou.
Emma entrou em casa e encontrou Helena que estava angustiada por falta de noticias. A loira a calmou dizendo que tudo correu bem e que suas sobrinhas eram lindas. Emma foi para o quarto de Zelena e seguindo as instruções de Regina que ajudou Zelena a arrumar as malas, as encontrou e saiu rumo ao hospital.
Assim que chegou ao quarto encontrou Elsa paparicando a ruiva. Deixou as malas na poltrona.
— Essa ruiva já é folgada e você a tratando assim ela vai piorar. – brincou Emma.
— Eu também te amo cunhadinha. – disse Zelena sorrindo.
A porta do quarto foi aberta e Cora junto com uma enfermeira entrou com as garotinhas nos braços.
— Olha só quem quer o colo das mães. – disse a senhora.
— Minhas filhas. – disse Zelena emocionadas. – Me deem elas, por favor. – pediu Zelena erguendo os braços.
Cora se aproximou da filha e pôs a netinha em um dos braços de Zelena, a enfermeira copiou a ação de Cora e colocou a outra ruivinha no outro braço de Zel. A ruiva, assim como Elsa ficaram bobas com aqueles pacotinhos.
— Meus amores, eu sou sua mamãe ruiva. – disse ela olhando de uma para outra filha. – E essa linda loirinha aqui é sua mamãe Elsa. – disse e sorriu.
As garotinhas estavam dormindo, como se reconhecesse aqueles braços protetores. Todos naquele quarto estavam emocionados com as duas princesas.
Foi quando Emma sentiu falta de sua morena. Com certeza Regina estaria feliz em ver esse momento.
— Onde está a Regina? – perguntou Emma.
— Ela foi a lanchonete. – disse Elsa sem olhar para irmã.
— Faz tempo?
— Desde que você foi buscar as bolsas. – falou mais uma vez Elsa, agora encarando a irmã. Ela nem havia percebido a falta da cunhada.
— Todo esse tempo? – perguntou Emma erguendo uma sobrancelha. – Vou atrás dela.
Emma seguiu para a lanchonete, estava estranho esse sumiço de Regina, mas ela não iria pirar antes do tempo. Chegou ao local e olhando em volta percebeu que sua morena não estava lá. Pegou o celular ligou para a morena e só chamava. A loira preocupada perguntou a uma garçonete sobre Regina, mas ela disse que não viu a morena. Emma ne esperança de ter se desencontrado com a morena resolveu voltar para o quarto. Quando estava chegando sentiu o a celular vibrar, ao ver o numero de Regina ela soltou a respiração aliviada.
— Amor, onde você está? – perguntou com a voz branda.
Mas todo o alivio que estava sentindo se esvaiu ao escutar uma voz masculina do outro lado.
— Detetive Swan, que bom que atendeu. – disse uma voz debochada do outro lado.
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