Lovesong
75 Capitulo 75
Notas iniciais
—REGINA-
Acordei com uma dor de cabeça horrível, me sentindo enjoada. Estou deitada em um colchão fedendo a mofo, o que me faz quase vomitar. Olha em volta e percebo que estou em um quarto escuro, iluminado apenas pelos raios de sol que entram por uma pequena janela. Apavorada tento me levantar, mas estou tonta e apenas fico sentada.
— Onde estou? – pergunto já sabendo que não terei respostas, afinal, estou sozinha aqui.
É quando lembro de estar no hospital, de Zelena tendo minhas sobrinhas, Emma indo buscar as malas.
Fecho meus olhos tentando recordar de mais alguma coisa, mas a minha cabeça estava me matando. Fecho os olhos com mais força tentando puxar de minha mente.
E mais fleches invadem minha mente. Eu estava indo para a lanchonete quando.... quando alguém me agarra e põe um lenço em meu rosto.
Tomada pelo desespero consigo me levantar e vou em direção a porta, forço tentando abrir, mas ela esta fechada.
— Droga! – falo e escuto passos vindo em direção ao quarto.
Me afasto da porta tentando encontrar algo com que me defender, mas não vejo nada ao mesmo tempo em que a porta se abre.
— Que bom que acordou meu amor! – disse Daniel sorrindo.
— Daniel. O que está acontecendo? Onde estamos?- pergunto com medo.
— Estamos a salvo. – disse ele vindo em minha direção.
— A salvo de que? De quem? – pergunto dando passos para trás.
— Como de quem? – perguntou ele como se fosse óbvio. – Daquela loira que estava te obrigando a ficar longe de mim.
— Do que você está falando? Emma não estava me obrigando a nada.
— Não precisa fingir aqui, amor. – disse ele tocando em meu rosto. – Ninguém vai nos separar agora.
— Você está louco! – disse batendo em sua mão e tirando de meu rosto. – Não temos nada Daniel. Me deixe ir. – pedi, não estava gostando nada de como ele me olhava.
— Você vai se acostumar. Eu sei que você me ama.
— Eu não vou me acostumar a nada! Eu amo a Emma! Pelos céus, me deixe ir. – pedi segurando as lágrimas e ele fechou a cara.
— Não! Você só acha que ama aquela idiota! E agora que ela não está mais entre nós seremos felizes meu amor. – disse ele se aproximando mais uma vez.
— Por favor Daniel, me deixe ir. Você sabe que quando sentirem minha falta viram atrás de mim e quando isso acontecer você estará encrencado. – tentei convencê-lo.
— Não se preocupe comigo meu amor. Eu ficarei bem. – falou sorrindo.
— QUE INFERNO! – gritei nervosa. – Você sabe que Emma não irá descaçar até me encontrar e ela vai me encontrar. – disse desafiadoramente e ela abriu um sorriso cínico. Confesso que estava apavorada, era nítido o quão doente Daniel estava, ele tinha um olhar diferente, frio, sombrio.
Daniel saiu do quarto e eu finalmente pude chorar. Será que eu nunca seria feliz com minha loira? Quando chegaria a hora de viver tranquila com minha família?
Sentei naquele colchão imundo e pus a mão em minha barriga, meu bebê está aqui comigo e eu não posso fazer nada sem pensar e arriscar a vida dele e justamente por isso eu pedia aos céus para que esse pesadelo acabasse logo, que minha Emm nos encontrasse o mais rápido possível. Sou tirada de meus pensamentos quando a porta volta a ser aberta e Daniel entra com meu celular na mão.
— O que você vai fazer? – pergunto assustada.
— Destrave! – diz ele pondo o telefone em minha frente.
— O que você...
— Agora! – exige ele apontando uma arma para mim.
Com medo de sua reação eu o fiz que ele me pediu, ele procura algo no aparelho e segundos depois escuto o toque de chamada, ele pôs no viva voz e alguns toques depois escuto a voz doce e preocupada de Emma.
—Amor, onde você está?
— Detetive Swan, que bom que atendeu. – diz ele com voz de deboche e sinto meu corpo gelar. O que será que ele estava pretendendo?
— Daniel... Por que está com o telefone de Regina? Onde está minha mulher? – Perguntou ela e era nítido seu nervosismo.
— Sua mulher? – disse ele e gargalhou. – Não será por muito tempo.
— Se você tocar nela eu te mato desgraçado.
— Como eu sei que você não irá nos deixar viver nossa história em paz estamos te esperando para escutar da boca dela que me ama.
— Eu vou te pagar seu doente! – disse minha loira e eu sabia que ela estava desesperada.
— só mais uma coisa detetive. Venha sozinha e desarmada ou essa morena aqui irá pagar por sua desobediência. – disse ele desligando o telefone e digitando alguma coisa, parecia mandar uma mensagem. – Agora iremos resolver nosso problema de vez, meu amor. – disse ele pondo o celular no bolso e em seguida me puxando pelo braço me forçando a ficar em pé.
—- EMMA—
Assim que Daniel desliga o telefone fico sem saber o que fazer. Regina está nas mãos de um doente e eu não sei onde. Me desespero, pois sei que o que ele pretende é acabar comigo e confesso que estou com medo, não de morrer, pois, por minha morena sou capaz de tudo. Meu medo é de deixar ela, o Henry, minha família.
Me encosto na parede tentando normalizar minha respiração quando sinto o celular vibrar, era ele mandando o endereço por mensagem. Respiro fundo e saio do hospital arrancando com o carro ao encontro de minha morena, mas antes preciso passar em um lugar. Minutos depois estaciono o carro em frente a casa do meu irmão e saio correndo. Assim que entro em casa meu filho que estava no colo de Ruby vem correndo em minha direção.
— Mamãe! – gritou ele se jogando em meus braços.
Eu aperto forte meu pequeno. É tão bom sentir ele em meus braços, tão pequeno, tão indefeso, tenho tanta coisa para ensiná-lo ainda. Ponho meu rosto em seu pescoço guardando esse cheirinho delicioso de bebe que ele tem.
— Mamãe... ta me esmagando. – diz ele sorrindo e também sorrio.
— Desculpa meu amor. – digo pondo ele no chão e fico ajoelhada em sua frente. – A mamãe te amo muito. – digo com os olhos marejados e ele ri sapeca para mim.
— Também te amo mamãe.
— Agora vai brincar. – digo dando um beijo em seus cabelos e ele sai correndo para perto de Ruby.
Levanto e olho para Mary e Ruby que me olham desconfiadas.
— Emma, está tudo bem? – pergunta Mary com cenho franzido.
— Está sim, Mary. Agora tenho que ir. – digo saindo da casa.
Assim que estou abrindo a porta do carro Ruby chega perto de mim.
— Emma, o que está acontecendo? – Pergunta ela me encarando.
— Você faria um favor para mim? – pergunto e ela assente. – Cuida da Regina e do Henry para mim?
— Por deus Emma! O que está acontecendo? – ela já estava nervosa.
— Nada lobinha. – dou um sorriso. – Só me promete.
— Prometo, mas...
— Tenho que ir agora. – digo não deixando ela terminar a frase e entro no carro saindo em disparada.
Agora eu estava pronta para enfrentar aquele louco e salvar o meu amor. Eu não estou preparada para deixar as pessoas que amo e farei o impossível para que isso não aconteça, mas confesso que estou com um aperto no peito.
—-AUTORA –
Ver Emma daquele jeito deixou a morena aflita. Era notório que havia acontecido algo muito serio, Ruby conhecia Emma muito bem para saber isso. Assim que o carro saiu Ruby não voltou para dentro da casa, depois ela se desculparia com Mary, mas agora eu precisava ir com urgência procurar ajuda.
A morena andou quase correndo e em poucos minutos estava chegando a delegacia. Ninguém melhor que David para ajudar a irmã. Ruby entrou correndo e encontrou David, Mulan e Killian conversando.
— Ruby, o que aconteceu? – perguntou David ao notar que a moça estava quase sem fôlego.
— Aconteceu algo com Emma. – disse ela com dificuldade procurando normalizar a respiração.
— O que aconteceu com minha irmã? – perguntou David indo em direção a morena.
— Não sei David. Ela chegou em sua casa e se despediu do Henry, era como se... se nunca mais fosse voltar e depois pediu para que eu cuidasse dele e da Regina. Ela estava muito estranha. – disse ela com os olhos marejados.
Assim que ouviu as palavras de Ruby, Mulan começou a ligar para Emma, mas o telefona só chamava. Ela ligou várias vezes e nada da loira atender.
— Ela não atende. – disse Mulan para o xerife.
Killian pegou seu telefone e sem que ninguém percebesse saiu da delegacia. Ele suspeitava o que estava acontecendo e pedia mentalmente para estar errado.
— Will. – disse ele assim que o rapaz atendeu.
— Killian, em que posso ajuda-lo. – disse o rapaz sorrindo.
— Will, você aceitou aquele trabalho do Daniel?
— Não. Depois da nossa conversa eu disse a ele que não queria confusão com a detetive.
— Droga! – esbravejou o detetive. – Ele te falou alguma coisa do plano dele?
— Só aquilo que eu te disse. Por que?
— Nada. Depois a gente se fala. – desligou e voltou para a sala.
David e Mulan estavam com seus telefones tentando alguma informação sobre o paradeiro de Emma. Ruby estava sentada aguardando alguma noticia. Killian correu para o computador começou a tentar rastrear o celular da loira, mas não estava tendo sucesso. Ficaram assim por minutos e ninguém conseguia nada. A atenção deles é desviada para uma quinta pessoa chegando a delegacia.
— August! O que faz aqui? – pergunta David deixando o telefone na mesa.
— David. – diz o rapaz abraçando o amigo. – Preciso falar com a Emma, estou tentando entrar em contato com ela desde ontem.
— O que aconteceu? – Quis saber David.
— Finalmente descobri quem sequestrou o garoto. – disse ele serio.
— Quem homem de deus, fala logo. – disse Ruby.
— O nome dele é Daniel e está aqui em Storybrooke. – disse e todos o encararam.
Depois dessa informação, David mandou Killian e Mulan para a pousada procurar pelo médico e ele e August foram procura-lo no hospital.
[...]
Emma seguia por uma estrada deserta em meio a floresta. Seu coração batia acelerado e suas mãos suavam ao volante. Imaginar sua morena nas mãos daquele crápula a apavorava. Ao longe ela pode ver um galpão abandonado que ela nem lembrava de sua existência.
Estacionou o carro em frente a grande porta olhando em volta. Antes de sair do carro ela respira fundo e encara a aliança de noivado em seu dedo e sorri ao pensar que em alguns meses seria esposa da mulher mais meiga, amorosa e bela da face da terra. Ela fecha os olhos e leva a mão até a boca e deposita um beijo demorando na joia pedindo aos céus por um milagre para tudo desse certo.
Ela tira o revolver do coldre e põe no banco do passageiro. Da uma ultima olhada para a arma e sai do veiculo. Segue observando o lugar que estava vazio. Ela entra com cautela, procurando por algum comparsa de Daniel, mas parecia não ter ninguém. Ela anda por mais alguns metro e se desespera quando vê Regina amarrada em uma cadeira com uma fita em sua boca. Imediatamente a loira corre em direção a amada que a olha assustada.
— Amor. – diz Emma desamarrando uma mão de Regina. – Você está bem? Ele machucou você? – e a morena só chorava negando com a cabeça.
— Detetive, você demorou. – disse Daniel e Emma se virou viu Daniel apontando a arma em sua direção, a loira pôs o corpo em frente ao de Regina que com a mão livre segurou a mão de Emma.
— Você não se dará bem Daniel. – Disse Emma com raiva.
— Isso é o que vermos. – disse ele sorrindo.
— Vai fazer o que? Atirar em mim? Atira logo desgraçado. – falou Emma o desafiando.
— Ainda não. Primeiro você vai apanhar um pouco para diminuir esse seu ar de toda poderosa. – sorriu com deboche. – E aprenderá que Regina é minha.
— E quem vai me bater, você? – disse a loira sorrindo com os olhos queimando de ódio.
— Não sei por que duvida detetive, quero ver quando estiver quase desfalecendo se vai sorrir como agora. – diz ele serio.
Regina puxou Emma com força para que sua loira ficasse longe daquele crápula. Ela sabia que Daniel iria machucar Emma, sabia disso e ela não poderia fazer nada amarrada aquela maldita cadeira.
Percebendo o desespero da amada, Emma voltou a fita-la e depositou um beijo nos cabelos de Regina.
— Calma, vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. – tentou tranquilizar a morena, mas ela mesma sabia que não poderia garantir isso.
Emma se xingava mentalmente por ter deixado a arma no carro, mas ela não poderia por a vida de Regina em risco e agora ambas estavam em risco de qualquer forma.
— Oh, que fofo vocês duas. – disse ele sarcástico. – Agora sai de perto dela. – Disse ele e Emma parte para cima dele, mas para quando Daniel engatilha a arma.
— Emma! – disse Regina apavorada assim que tirou a fita que cobria sua boca.
— Só se sente homem com essa arma na mão, não é? – disse Emma encarando-o.
— Eu sou homem, mas não idiota e essa belezura aqui. – diz ele balançando a arma. – É para garantir meu bem estar. – diz ele e atira na coxa de Emma que cai soltando um grito de dor. – Agora sim lutaremos de igual para igual. – disse Daniel pondo a arma na parte de traz da roupa.
— Não! Emma! – chama Regina aos prontos.
Emma fecha os olhos tentando esquecer a dor em sua perna, afinal, ela teria que acabar com aquele idiota. Ela olha para Regina e sente seu peito doer ao ver o desespero nos olhos de sua amada. Ela respira fundo e tenta se reerguer, mas a dor na sua perna a faz cair de novo, mas ela não iria insistir e com dificuldade conseguiu ficar de joelhos.
— O que foi detetive? Problemas para ficar de pé? Confesso que esperava mais de você. – disse Daniel e acertou um chute no rosto de Emma a fazendo ir mais uma vez ao chão.
Regina gritou desesperada ao ver sua loira naquela situação. O chute que Daniel deu em Emma cortou seu lábio que agora estava sangrando.
Emma estava se levantando e Daniel mais uma vez foi lhe acertar um chute, mas dessa vez Emma se defendeu com as mãos e em seguida o empurrou para longe dando tempo de ficar de pé. Toda vez que ela tentava apoiar a perna machucada no chão sentia uma dor tremenda.
Daniel sorriu e foi para cima de Emma, mas a loira mesmo machucada se esquivava dos golpes e em determinado momento conseguiu acertar um soco no rosto dele que cuspiu sangue.
— Vejo que a detetive é bem resistente. – disse ele e mais uma vez foi pra cima de Emma.
Eles travavam um luta corporal onde um acertava golpes no outro. Emma o socou com toda raiva que estava sentindo o que deixou Daniel um pouco tonto e ao perceber isso Emma começou a distribuir socos sucessivos até que Daniel caiu por cima de uns entulhos.
Nesse momento a loira teve esperança de que acabaria com essa situação, mas Daniel achou um cano de ferro ao lado de seu corpo e em um movimento rápido acertou o objeto na coxa ferida de Emma que não resistiu e mais uma vez foi ao chão. Para Daniel essa era a oportunidade de acabar com Emma e não desperdiçou, com o cano começou a bater em Emma que não tinha como se defender. Um golpe atrás do outro e Emma estava quase desfalecendo.
— PARA! – Gritou Regina. – PARA, POR FAVOR, ASSIM IRÁ MATÁ-LA. – gritava a morena desesperada tentando se soltar da cadeira.
Daniel soltou o cano ao lado do corpo e se ajoelhou ao lado de Emma e segurou na gola de sua jaqueta.
— Onde está aquele sorriso de antes detetive. – disse ele erguendo um pouco a loira. – Eu vou acabar com você e está vendo aquela bela mulher ali... – disse ele sem desviar o olhar. – Será minha para sempre.
— Não. – murmurou Emma percebendo Regina ficar de pé.
— Larga ela desgraçado! – disse Regina se jogando contra o corpo de Daniel tentando tirá-lo de cima de Emma. – SAI DE PERTO DELA! – gritava a morena dando socos em suas costas.
Daniel tentava se desvencilhar dos golpes de Regina, mas a morena não parava. Não tendo outro opção Daniel com uma das mãos empurrou Regina com tanta força que a fez cair longe. Ao perceber que a morena estava caída no chão e chorando ele foi em sua direção e a ergueu pelo braço.
— Está vendo meu amor, por causa dessa mulher tive que te machucar. – disse ele passando a mão no rosto de Regina.
— NÃO TOQUE EM MIM! – gritou Regina dando um tapa na mão de Daniel.
— Você não percebe que só faço isso para proteger nosso amor. – disse ele tentando tocar em seu rosto mais uma vez.
— QUE AMOR! EU NÃO TE AMO ENTENDA ISSO! – gritou Regina.
— Você me ama sim. Só está confusa por causa dela. Ela que estava te afastando de mim. – disse ele desesperado.
— Eu a amo, Daniel. E você nem ninguém irá mudar isso. – disse Regina chorando. – Agora acaba com isso e nos deixe em paz. – suplicou Regina e viu o ódio tomar conta dos olhos de Daniel.
— Quero ver se continuará a amado quando ela estiver a sete palmos do chão. – disse ele sacando a arma e apontando para a loira no chão.
— NÃO! – gritou Regina e correu de encontro ao corpo de Emma.
E tudo aconteceu rápido, Regina se jogou sobre o corpo da amada e um som seco e alto do disparo ecoou por todo o galpão.
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