Lovesong
76 Capitulo 76
Notas iniciais
Killian e Mulan procuraram por Daniel na pousada e pelas redondezas, mas nenhum sinal do rapaz, assim decidiram voltar para a delegacia. Chegando lá encontraram David, August e Ruby. O xerife estava em frente ao computador tentando rastrear o celular da irmã, mas sem sucesso.
— O que conseguiram? – perguntou August.
— Nada. E vocês? – perguntou Killian.
— Ele saiu do hospital sem avisar. –disse David olhando incansavelmente para a tela de computador.
— O que está fazendo? – perguntou Mulan.
— Tentando rastrear o celular da Emma. – falou David desanimado.
— Já tentei parceiro. – Disse Killian desanimado.
— DROGA! – gritou David socando a mesa.
Killian se sentia culpado pro tudo o que estava acontecendo. Por medo de perder o distintivo e de ir para a cadeia se calou. Se ele tivesse alertado a Emma talvez isso não estaria acontecendo. Mas a situação passou dos limites e ele tinha que ser verdadeiro agora.
— Ele é meu irmão. – disse e todos o olharam sem entender.
— O que? – perguntou David sem entender.
— Daniel. É meu irmão. Eu sabia de tudo o que ele fez e que estava tramando contra a vida de Emma. – Falou e Ruby que estava sentada próximo a ela ficou de pé com os punhos cerrados.
— O que você está dizendo? – perguntou David entredentes.
— Ele me procurou para fazer parte de seus planos, mas me recusei. Disse a ele que se fizesse algo contra a Emma eu o entregaria, mas parece que ele não acreditou.
— Desgraçado. – disse Ruby e foi pra cima dele desferindo vários socos.
Killian não reagia, sabia que merecia isso e apenas ficou sentindo cada golpe.
Mulan e August seguraram Ruby tirando ela de cima do moreno. Ela se debatia nos braços dos amigos tentando voltar a socar aquele imbecil.
— SE ALGO ACONTCER A EMMA EU ACABO COM VOCÊ! – gritava ela enquanto as lágrimas desciam de seus olhos. – EU TE MATO JONES. TE MATO!
— Calma Ruby. – pediu Mulan abraçando a morena que chorava. – Eu sei que ele merece ser punido, mas precisamos encontrar a Emma antes.
— O que ele tem contra a Emma para querer... mata-la? – perguntou August.
— É por causa da Regina. Ele nunca aceitou ser trocado. – disse Killian limpando o sangue que escorria pelo canto da boca.
— Regina! – disse David e voltou a procurar algo no computador. – ACHEI! – gritou ele. – Eles estão no antigo deposito da cidade.
E em poucos minutos dois carros da policia estavam correndo desgovernados pelas ruas de Storybrooke.
—- EMMA—
Eu já imaginava que Daniel não seria justo naquela situação, sabia que ele queria acabar comigo e estava certa. Quando ele disse que bateria em mim eu me senti em vantagem, afinal, sou uma policial treinada, pelo visto ela também sabia que não seria páreo para mim no braço.
Senti a bala rasgando minha pele a não aguentei ficar em pé. Mesmo sentindo dor minha atenção estava em minha morena. Ela gritava desesperadamente e chorava tentando se soltar daquela cadeira. Tentei me levantar, mas o desgraçado se aproveitou de minha dificuldade e me acertou um chute e esse chute foi como um estopim para minha raiva. Consegui me levantar, mesmo sentindo muita dor na perna e começamos a brigar. Consegui acertar o desgraçado e jogá-lo no chão, mas, outra vez ele jogou sujo e me acertou com um cano de ferro e céus como aquilo doeu. E de repente tudo aconteceu recebi diversos golpes por todo o corpo. Ele batia com tanta vontade e fúria que nem se importou onde estava acertando. Senti golpes no rosto, braços, pernas, enfim, em toda parte de meu corpo.
Eu já começa a ver tudo em câmera lenta, já não raciocinava direito sabia que ali seria meu fim. Foi quando meu corpo passou a não sentir dor alguma e eu me tele transportei para os momentos bons vividos com minha Regina, o dia do nosso primeiro beijo, nossa primeira noite de amor, o pedido de casamento. Olhei para ela e me permiti chorar. Como eu queria mais tempo com o meu amor, queria poder vê-la carregando um filho meu, queria estar com ela na hora do parto, envelhecermos juntas e agora isso tudo ficaria apenas na vontade. Por ultimo lembrei de Henry, meu pequeno, meu amor. Lembrei do abraço forte que dei nele antes de vir para cá, dele dizendo que me ama e isso fez meu coração ficar em paz.
Senti meu corpo ser erguido e voltei a realidade ao ouvir a voz do meu algoz.
— Onde está aquele sorriso de antes detetive. – disse ele convencido. – Eu vou acabar com você e está vendo aquela bela mulher ali... – ele continuou e vi minha amada se soltando das cordas. – Será minha para sempre. – Falou e eu fiquei com medo dele machucar a Regina.
— Não! – foi a única coisa que consegui falar, mas essa fala não era para ele. Eu não queria que Regina se aproximasse, eu sabia que ele a machucaria, mas ela pareceu não me ouvir e se jogou em cima de nós, batendo em Daniel tentando fazer ele me deixar em paz. Ela em seu desespero desferiu alguns socos nele enquanto gritava para que ele me deixasse em paz. E ele a machucou, a empurrou com força para longe fazendo ela cair.
Tentei me mover para ajuda-la, mas meu corpo não me atendia. Ele foi em sua direção, eu tentei gritar para que ele se afastasse dela, mas minha voz não saiu. Eles discutiam e eu não conseguia entender, na verdade eu não aguentava mais deixar meus olhos abertos. A ultima coisa que eu senti foi um peso sobre meu corpo e o barulho de um disparo.
—-REGINA—
Naquele momento eu não pensei em nada, só queria proteger a Emma. Queria proteger o amor da minha vida e sem duvidar me joguei sobre seu corpo. Ouvi um disparo e abracei forte seu corpo. A ouvi gemer e me desesperei, será que ela foi atingida? Será que não deu tempo de proteger minha loira? Eu não fui atingida, pelo menos não senti nada me atingir. Sem me preocupar com Daniel ali comecei a olhar todo o corpo de Emma em busca do ferimento da bala. Olhava por toda parte e não encontrava nada.
Foi quando ouvi passos apressados e olhei para traz em busca do miserável e para minha surpresa ele estava caído no chão gemendo. Sem entender olhei ao redor e vi Killian apontando a arma para Daniel, ele parecia em choque. Em seguida ouvi David gritar por Emma e ele e Ruby vir correndo em nossa direção foi quando voltei minha atenção para Emma.
— Amor. – chamei chorando. – Emma, fala comigo. Por favor... Emm. – Eu chamava, mas ela não respondia.
— Regina! – disse David se ajoelhando ao lado da imã.
— Temos que tira-la daqui. – disse olhando para meu cunhado.
— A ambulância já está chegando. – ele falou pondo a mão em meu ombro.
— Meu deus! O que ele fez com ela? – perguntou Ruby pondo a mão na boca.
— Amor... aguenta firme. – pedi passando a mão no rosto ensanguentado da loira. – Eu estou aqui com você. – continuei chorando.
—- AUTORA --
Ruby vendo o estado da amiga sentiu o ódio tomar conta de seu corpo e imediatamente foi em direção ao corpo de Daniel e começou a chutá-lo.
— Desgraçado! – mais um chute. – Desgraçado! – e mais chutes. – MONSTRO! – Gritava ela extravasando a raiva e o medo de perder a melhor amiga.
— Ruby! – Chamou Mulan, mas a garçonete não a escutava. – RUBY! – Gritou a detetive e segurou Ruby pelos ombros. – Ele está morto. Acabou. Ele está morto. – Falou e Ruby a abraçou chorando.
Minutos depois os paramédicos colocaram Emma na maca e a levaram para a ambulância. Regina seguiu sua loira e quando chegou próximo ao veiculo sentiu um dor em seu ventre e parou com a mão na barriga.
— Não, não, não. – disse ela respirando fundo. – meu amorzinho, não faz isso comigo. Aguenta firme, por mim, por sua mãe. – pedia ela com a mão no ventre.
Assim que os paramédicos puseram Emma na ambulância, Regina entrou e sentou segurando a mão da loira.
O caminho para o hospital foi agoniante. Regina pedia em oração para que Emma ficasse bem, que seu bebe ficasse bem, mesmo ela sentindo fortes dores. Quando as casas da cidade estavam sendo vistas um dos paramédicos segurou a mão de Regina.
— Doutora. A senhora está ... sangrando. – disse ele a olhando preocupado.
— Eu sei. – disse ela com lágrimas nos olhos sem conseguir olhar para baixo.
Momentos depois a maca em que Emma estava passou rápido pelos corredores do hospital. Regina estava acompanhando quando sentiu alguém lhe segurar o braço.
— Regina. O que aconteceu? – perguntou Tinker assustada.
— Eu preciso ir Tinker. – disse Regina tentando seguir os médicos, mas a amiga não permitiu.
— Você está sangrando. Está machucada? – Perguntou Tinker.
— Eu preciso estar com a Emma. – tentou Regina mais uma vez.
— Não! – disse Tinker a encarando. – Se você não está machucada, por que está sangrando? – Continuou Tinker e Regina respirou fundo.
— Eu... eu estou grávida. Ou... estava. – confessou ela com os olhos marejados.
— Você está gravida. – disse Tinker firme. – Eu vou cuidar de você e do seu bebê. – disse Tinker fazendo a amiga sentar em uma cadeira de rodas e a guiou as pressas para uma das salas do Hospital.
[...]
Horas haviam se passado e David, Ruby, Mulan e Killian estavam na sala de espera angustiados.
Killian estava mais afastado se torturando por não ter feito nada para evitar que Emma e Regina ficassem a salvo de Daniel. Ele sempre quis Emma pra ele, ficou com raiva de Regina por ter ganhado o coração da detetive, mas nunca quis que nada de mal tivesse acontecido com Emma. Ele levaria essa culpa por toda vida. Sabia também que sua vida na policia havia acabado e ele já estava aceitando isso. Depois que conheceu Belle e se apaixonou por ela, Killian estava disposto a pagar por tudo de ruim que fez só para que algum dia pudesse viver esse amor. Ele foi tirado de seus pensamentos quando viu Tinker e While chegar.
— Amor. Como ela está? – perguntou Ruby correndo em direção a médica.
— Calma Ruby. Dr While veio dar as noticias. – falou a médica segurando a mão da namorada.
— Então While? Como está minha irmã? – perguntou David.
— A Emma está estável. Ele teve algumas fraturas, está muito machucada, mas ficará bem. – disse ele sorrindo e todos soltaram a respiração.
— E a Regina? – perguntou Ruby.
— Ela ficará bem. – falou Tinker com um sorriso contido. – Elas estão no quarto se quiserem podem ir vê-las.
Dito isso, todos seguiram para o quarto. Menos David que iria ligar para Cora e depois iria falar com Elsa e Zelena.
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