Lovesong
70 Capítulo 70
Notas iniciais
Já fazia uma semana que Belle havia fugido e os detetives não tem nenhuma pista sobre seu paradeiro. O que piorou a situação foi que no dia do ataque a delegacia a energia foi cortada no departamento, por isso, não havia imagens das câmeras.
Emma era a mais empenhada em encontrar a ex, ela não aceitava que depois de tudo o que passou aquela infeliz estaria livre e a detetive prometeu para si que não descansaria enquanto não colocasse Belle atrás das grades novamente.
A semana também foi muito corrida para Regina, ela se mantinha o mais ocupada possível enquanto estava no hospital, fazendo inclusive trabalhos que não eram seus, tudo isso para ficar longe de Daniel, que sempre que podia procurava a morena.
Regina tinha acabado de chegar de seu plantão e foi direto para o quarto procurar sua loira que mais uma vez não foi busca-la no hospital pedindo a David para acompanhar a médica até em casa.
A morena chegou em seu quarto e como nos outros dias da semana Emma não estava lá. Regina respirou fundo e foi tomar seu banho para poder jantar e esperar sua noiva.
O jantar foi tranquilo e com muitas conversas entre os residentes da mansão. Henry perguntava algumas vezes pela mãe loira, pois, ele mal a viu nos últimos dias e Regina sempre dizia que ela estava trabalhando e assim que chegasse a loira iria dar um beijo de boa noite nele.
Zelena e Elsa também estavam a mesa. Como a ruiva estava se sentindo bem esses dias foi liberada para caminhar algumas horas pela casa, porém, não poderia se esforçar muito. Elsa fazia o possível para fazer todas as refeições com sua namorada e isso alegrava muito Zelena.
Elsa só não estava gostando do tal Mark que ligava para Zelena todos os dias e a ruiva se desmanchava de sorriso para ele, mas Regina vendo que a loira ficava zangada sempre que aconteciam esses telefonemas a chamou para conversar e pediu que ela não ligasse ou criasse caso com isso. Mark é como um irmão para elas e Zelena sempre se distrai muito com as besteiras dele.
[...]
Killian estava na delegacia cumprindo seu plantão quando seu telefona toca, o rapaz respira fundo já sabendo quem era e o atende sem animo.
— Oi. – diz o detetive.
— Não acredito que estava dormindo em serviço. – Zomba o homem.
— Deixe de palhaçadas e diz logo o que você quer. – Fala Killian com raiva.
— Só quero ter certeza que você acabou com aquela idiota, afinal, não foi encontrado o corpo ainda.
— Claro que fiz o trabalho. Só não espere encontrar vestígios, eu sei fazer as coisas.
— Muito bem. Se precisar de seus serviços novamente te procuro “irmãozinho”. – deu uma gargalhada e desligou.
Killian tomado pela a raiva arremessou o telefone na mesa. Já estava na hora de deixar Daniel se virar sozinho.
[...]
Emma chegou a mansão encontrou o mais puro silencio e se sentiu culpada por mais uma vez chegar quando todos já estavam dormindo, ela seguiu para o andar de cima parando a porta do quarto do filho. Emma entrou lentamente e se ajoelhou ao lado da cama acariciando os cabelos do garoto em seguida beijou os fios negros.
— Eu te amo garoto. Durma bem. – sussurrou e saiu do quarto.
Emma foi para o seu quarto e encontrou sua morena dormindo abraçada a seu travesseiro, a imagem mais linda que Emma poderia ter. Minutos depois, já tomada banho a loira se deita ao lado de Regina e dá um selinho suave para não acordá-la, mas foi em vão tanto cuidado, assim que Regina sentiu o toque em seus lábios acordou.
— Amor. – falou manhosa.
— Desculpe por te acordar, linda. – disse Emma tirando uns fios de cabelo do rosto da morena.
— Que horas são? – perguntou se aconchegando no corpo da loira.
— É tarde. Volta a dormir. – pediu docemente depositando um beijo no rosto da morena.
— Você jantou?
— Não tô com fome.
— Emma! — disse Regina se sentando. – Você não pode ficar assim, não come nem dorme direito quer adoecer? – perguntou Regina preocupada.
— Não precisa se preocupar, eu estou bem. – disse um pouco ríspida e se arrependeu no momento que viu os olhos magoados da amada. Emma respirou fundo fechando os olhos e em seguida abraçou Regina. – Desculpa vida. É que eu não consigo ficar calma sabendo que Belle está a solta por ai. – apertou Regina ainda mais contra seu corpo. – Eu tenho medo que ela faça alguma coisa contra você ou contra o Henry.
— Meu amor. – disse Regina se afastando para olhar nos olhos de Emma. – Vai ficar tudo bem, vocês vão encontra-la, mas para isso você precisa se cuidar. – Falou e viu a loira assentindo. – Eu vou preparar um sanduiche para você. — disse Regina saindo da cama sendo seguida por Emma.
[...]
Os dias continuaram sem nenhuma novidade em relação a Belle, Emma mesmo preocupada voltou a sua rotina normal a pedido de Regina, assim, ela não chegava tão tarde e passava algumas horas da noite brincando com Henry.
Era sábado e a mansão Mills estava uma agitação só, Emma e Regina marcaram um jantar com a família para fazer um comunicado importante. Como a morena não estava de plantão ela pessoalmente estava a frente da organização.
Cora e Helena a ajudavam com as comidas que não poderia deixar de ser a famosa lasanha das Mills, torta de maçã e de chocolate para a sobremesa e sucos de maçã, laranja e morango, para agradar a todos os gostos.
Enquanto elas preparavam o cardápio, Emma, David e Elsa ficaram responsáveis para ir ao mercado e comprar os vinhos e outras bebidas.
Henry que reclamou por não estar ajudando, ficou responsável por Zelena, assim o garoto não saiu do lado da tia que estava adorando a companhia do sobrinho que estava eufórico falando sobre as primas que logo estaria ali para brincar com ele.
E assim a tarde foi passando até que finalmente chegou a hora do jantar. Zelena e Elsa estavam sentadas no sofá em frente a Mary e David conversando e dando muitas risadas, enquanto Henry brincava o novo jogo que ganhou de David. Cora estava na cozinha conferindo os últimos detalhes. Só faltavam Regina e Emma que estavam dando os retoques finais no visual, na verdade Regina, por que Emma já estava pronta a algum tempo.
Todos na sala já estava achando estranho toda essa demora.
— Será que elas inventaram de se agarrarem logo agora? – brincou Zelena.
— Não Sis. Não somos como você que só pensa em sexo. – Respondeu Regina descendo as escadas.
— Nossa Sis, vai pedir a Emma em casamento? – brincou novamente a ruiva e todos gargalharam.
— Não sei se você lembra, mas eu já fiz isso. – respondeu e olhou para Emma sorrindo.
[...]
Em abrigo subterrâneo na floresta de Storybrooke, Belle estava sentada em uma cadeira assustada, não pelo local e sim por conta de sua situação. Agora era foragida da justiça e estava sozinha, Daniel não dava nenhum sinal que iria ajuda-la, para falar a verdade nem a procurou desde que foi presa.
Ela não sabia o que fazer da vida, estava sentindo falta de sua liberdade e por incrível que pareça estava sentindo falta de Henry, nesses meses que passou encontrando o garoto aprendeu a amá-lo como a um filho. Desde o dia que viu Emma sair quase sem vida da pensão sente um aperto no peito, culpa talvez, arrependimento, ela não sabia dizer. Se ela não agisse tão errado com a loira, talvez estivessem sendo uma família feliz como Emma sempre quis ter, mas vendo a loira agora com Regina ela sabia que Emma estava feliz. Seus pensamentos foram interrompidos por um barulho na entrada do abrigo e correu para se esconder atrás de umas caixas.
— Belle! Sou eu pode sair. – disse Killian.
— Oi Killian, você me assustou. – disse ela saindo de seu esconderijo. – Pensei que só viesse amanhã.
— Disse a Mulan que iria fazer a ronda e trouxe seu jantar. – Ele entregou uma sacola do Granny’s.
Belle pegou o pacote e seus olhos brilharam quando encontrou um sanduíche e um copo de suco. Sua última refeição foi o café da manhã. A mulher devorou o lanche em poucos minutos.
— Você conseguiu falar com o Daniel? – perguntou ela bebendo o suco.
— Acho que você não pode mais contar com ele. Daniel não está nem aí para você, na verdade ele pensa que está morta. – Falou Jones e Belle arregalou os olhos.
— Morta? – perguntou incrédula.
— Sim... foi essa a ordem que ele me deu. – falou e viu a garota ficar de pé e recuar alguns passos.
— Você irá cumprir essa ordem? – perguntou ela com os olhos marejados.
— Se eu fosse cumprir já teria feito. – A acalmou.
Ficaram conversando por alguns minutos até que o detetive teve que voltar para a delegacia.
[...]
As famílias Swan e Mills estavam jantando animadamente entre muitos risos e piadas como acontece sempre que se reúnem. Cora e Regina vieram da cozinha trazendo a sobremesa quando Zelena se pronuncia.
— Sis, ta tudo muito bom, a comida estava deliciosa, mas vocês disseram que esse jantar era para fazer um comunicado e até agora fizeram apenas nos enrolar. – disse a ruiva e todos na mesa confirmaram.
Regina sentou-se ao lado de Emma e segurou sua mão recebendo um aceno de cabeça para que Regina desse a notícia. Regina olhou todos os presentes resolveu dar a notícia.
— Bem família, Emma e eu iremos nos casar. – disse e os ocupantes de mesa a fitaram curiosos.
— Acho que o vinho está afetando sua cabeça maninha, afinal, como você mesma disse hoje já fez o pedido a sua loira. – falou Zelena e Emma e Regina sorriram.
As pessoas ficaram em silencio esperando uma explicação das noivas até que o silencio foi quebrado por uma Mary eufórica.
— AI MEU DEUS! Vocês marcaram a data? – perguntou e recebeu apenas os mais lindos sorrisos que Emma e Regina já deram.
A mansão era só alegria, todos que passassem em frene a residência seria capaz de jurar que estava tendo uma festa e de fato estava. Um a um felicitaram as mulheres que eram pura alegria, Henry mesmo sem entender o que estava acontecendo pulou um bocado e desejou os parabéns as mães.
— Parabéns minhas filhas. – disse Cora emocionada. – E quando será o casório? – Perguntou já imaginando em todos os detalhes que ela iria querer no casamento da filha.
— Será em uma data muito especial mamãe. – disse Regina.
— E que data seria essa? – Elsa quis saber.
— 25 de setembro. – Respondeu Emma.
— Mas já, faltam o que quatro meses. – respondeu Cora. – Não acha que está em cima demais?
— Não mamãe, por mim me casaria manhã. – falou Regina.
— E porque 25 de setembro? – Agora foi David a se pronunciar.
Regina olhou para Emma de forma apaixonada. – Foi nesse dia que voltei a vida. – beijou a mão da noiva. – Foi no dia 25 de Setembro que salvei a vida da mulher mais maravilhosa que já encontrei, a mulher que me ensinou o que é o amor verdadeiro... O dia em que te conheci minha vida. – disse a morena beijando os lábios de Emma.
A loira estava chorando, nem ela sabia a data, Regina disse que era surpresa e só a diria na presença de todos.
— Eu te amo, minha rainha. – disse a loira assim que findou o beijo.
Todos estavam na sala eufóricos comentando sobre os detalhes do casamento. Cora como boa mãe da noiva estava planejando uma festa de parar a pequena cidade de Storybrooke, mesmo as noivas dizendo que queriam uma cerimônia simples, mas a matriarca finalizou o assunto dizendo que suas filhas mereciam e teriam o maior e mais lindo casamento de todos os tempos.
Regina percebendo que não ganharia a batalha com a mãe resolveu mudar de assunto. Emma implicava com Elsa dizendo que ela se preparasse para o dia do casamento dela com Zelena quando escutaram a campainha tocar.
— Quem será a essa hora? – perguntou Emma vendo Helena ir abrir a porta.
Segundos depois a sala é tomada por uma voz animada.
— Boa noite minhas gostosas, o Mark delicioso chegou para alegrar seus corações. – disse o rapaz sorridente e com os braços abertos.
— Mark! – disseram as Mills e foram ao encontro do rapaz o apertando em um abraço.
Elsa e Emma se olharam com semblantes nada amigáveis.
Fale com o autor