Lovesong
63 Capítulo 63
Notas iniciais
Emma deita Regina na cama e fica de joelhos observando aquela mulher perfeita a sua frente tendo a certeza que nunca haveria outra capaz de completar. A morena olhava para a noiva com tanto amor que Swan estava se sentindo a pessoa mais amada da face da terra, ao mesmo tempo se sentiu uma imbecil por ficar alguns dias diferente para com sua morena por conta de um idiota qualquer. É notório o quanto Regina a ama, e não é preciso palavras para que a loira saiba disso, basta o olhar, esse olhar que Regina está lançando para ela neste momento para Swan ter total certeza do amor que sua mulher tem por ela.
— Vai ficar aí só olhando, detetive Swan? – perguntou Regina que seguida mordeu o lábio inferior e fez o corpo de Emma tremer pelo tom rouco da morena.
Sem responder nada, Swan se pôs por cima de Regina capturando seus lábios com volúpia. O contato de sua pele com a da sua morena levava Emma a loucura. O roçar de seus corpos, as línguas se acariciando, as mãos de Regina em sua nuca segurando forte os fios loiros e os gemidos manhosos da morena, tudo isso estava deixando o sexo de Emma cada vez mais encharcado e necessitado do toque de sua amada.
— Eu te amo. – confessou Emma olhando fixamente nos olhos castanhos que tanto ama assim que findou o beijo em troca recebeu o sorriso mais lindo que já viu em toda a sua vida.
Regina aumentou o sorriso e com um impulso inverteu as posições sentando no ventre da loira que a olhava com fome. Emma levou as mãos à cintura de Regina que no mesmo instante pegou as mãos de Emma e as pôs acima da cabeça da detetive e deixou seus dedos em volta dos pulsos da loira.
— Hoje... quem manda... sou eu. – sussurrou a médica sensualmente, fazendo com que Emma soltasse um gemido.
Regina ainda segurando os pulsos da loira aproximou seus rostos e começou a deslizar lentamente as lábios por sobre os de Emma, no mesmo instante em que começou a rebolar por sobre o ventre da detetive que ainda estava coberto pelo tecido o vestido que Emma usava.
Emma tentava soltar as mãos, mas Regina não permitia que isso acontecesse. Sessaram o beijo e lentamente Regina soltou uma mão de Emma.
— Deixe essas mãos quietas ok? – disse a morena soltando a outra mão de Emma.
Em seguida, ainda sobre Swan, Regina começou subir seu vestido sensualmente olhando fixamente para Emma que olhava fascinada a cada parte daquele corpo moreno que tanto lhe apetecia ser descoberto. Quando Regina estava passando o tecido por sua cabeça para jogá-lo longe, Emma não aguentou e pôs as mãos nos seios da morena que estavam maravilhosos em uma lingerie de renda vermelha e os apertou fazendo Regina gemer e fechar os olhos aproveitando o contato.
— Eu fa..lei que quem manda... humm... hoje sou eu detetive Swan. – falou Regina entregue as carícias de Emma em seus seios.
— E o que minha rainha ordena para essa súdita loucamente apaixonada? – Perguntou Emma com um sorriso sacana no rosto ao ver as reações de sua morena.
— Eu ordeno que você se livre dessas suas roupas enquanto eu vou pegar um vinho para nós. –disse Regina saindo de cima de Emma, que protestou. Regina foi em direção a uma mesinha ao lado da cama onde tinha uma garrafa de vinho no gelo e duas taças, serviu o líquido em cada taça e quando se virou para a cama teve que segurar firme os objetos de cristal para eles não irem ao chão quando seus olhos fitaram Emma completamente nua deitada na cama e com um sorriso safado nos lábios.
— O que foi amor? Parece um pouco... nervosa. – disse Emma mordendo o lábio inferior fazendo o corpo de Regina estremecer com aquela visão.
A morena voltou para a cama e entregou uma taça a loira que ao pegar o abjeto capturou os lábios de sua noiva sem nem ao menos tocar no líquido. Ao fim do beijo, as duas se encaravam sorrindo, estavam entregue a pura felicidade.
— Um brinde, a mulher mais perfeita que existe, a mulher que amo incondicionalmente e que terei o prazer e a honra de tomar como esposa para vivermos felizes para sempre. – disse Regina erguendo a taça.
— Um brinde ao amor da minha vida, a minha outra metade, a dona e senhora do meu coração. – disse Emma emocionada também erguendo a taça.
Elas tomaram um gole do líquido e em seguida depositaram as taças no criado mudo, Emma que se encontrava sentada de frente para Regina, deu início a um beijo calmo e carinhoso, em seguida pôs as mãos na cintura da morena trazendo seu corpo para seu colo, Regina enlaçou as pernas em volta da cintura de Swan. Enquanto suas línguas seguiam em uma dança sensual em suas bocas, Emma apertava forte a cintura de Regina incentivando a morena a rebolar em seu colo.
O clima começou a esquentar e o beijo calmo foi trocado por beijos cheios de desejo e cada vez mais urgentes. Emma levou as mãos às costas da morena e se desfez da renda que cobriam aqueles seios maravilhosos que Emma não parava de repetir que “foram feitos para ela”, a loira abandonou os lábios de Regina e os guiou até o vale dos seios da morena, ela deslizava a língua sensualmente entre um e outro enquanto suas mãos acariciavam as laterais daqueles montes bem definidos.
Regina gemia manhosamente, Emma sempre sabia como leva-la a loucura, a morena soltou um grito de desejo quando Emma sugou-lhe o mamilo do seio direito.
— Humm... Amor.... – gemia Regina enquanto rebolava no colo da loira molhando a pele alva por conta da excitação extrema que embebia sua calcinha.
Emma deitou Regina na cama e se livrou da calcinha que ainda existia em seu corpo. Pôs-se por cima da morena encaixando seus sexos e ambas gemeram em resposta. Levadas pelo desejo elas começaram a se mover criando um atrito gostoso entre os sexos completamente encharcados, tamanha a excitação dos corpos, conforme esses movimentos foram ficando mais intenso elas se apetavam e gemiam descontroladamente sentindo cada vez mais o ápice se aproximar. Emma, percebendo que não aguentaria por muito tempo fechou os olhos com força e soltou um gemido arrastado quando o orgasmo lhe atingiu. Regina que também estava em seu limite se entregou ao orgasmo assim que sentiu o líquido quente de descia de Emma tocar-lhe a pele.
As duas mulheres estavam deitadas na cama uma ao lado da outra respirando descompassadamente, quando Regina virou para o lado ficando de frente para a loira.
— Ainda quero você. – disse encarando Emma que abriu um sorriso enorme.
Sem esperar a resposta da loira, Regina pôs seu corpo por cima do de Emma e começou a distribuir beijos pelo pescoço alvo da loira. Emma gemia cada vez que a morena mordia ou chupava sua pele. Enquanto Regina percorria um caminho entre o pescoço, ombro e colo da detetive, essa deslizava as mãos pelas costas nuas de sua noiva deixando algumas marcas avermelhadas causadas por sua unhas.
Regina alcançou os seios de Emma e começou a suga-los com vontade enquanto Emma se contorcia sob seu corpo. Regina seguiu distribuindo beijos pelo corpo da loira que estava totalmente entregue as carícias. Quando Regina chegou ao ventre da Emma deslizando provocativamente a língua de vagar, a loira fechou os olhos já esperando o contato daquela língua deliciosa em seu sexo, porém, voltou a abrir os olhos quando a morena começou a fazer o caminho contrário e deu um selinho em seus lábios.
— Ah amor, isso é covardia. – choramingou Emma.
— É? – perguntou e viu Emma confirmar com a cabeça. – E o que você queria que eu fizesse? – perguntou deslizando o nariz pelo rosto da loira.
— Eu queria você lá em baixo. – disse Emma mexendo o quadril na direção da morena.
— Assim? – perguntou Regina deslizando dos dedos pela vagina de Emma que fechou os olhos com o contato.
— Si..sim. – gemeu enquanto seu corpo tremia de prazer com os movimentos circulares que Regina fazia em seu clitóris.
— O que mais você quer? – sussurrou a morena enlouquecida por sentir sua mulher tão entregue.
— Eu quero vo..cê dentro... dentro amor... humm. – gemeu Emma.
Ao ouvir o pedido da noiva, Regina introduziu dois dedos no sexo da loira que soltou um grito de satisfação. Regina entrava e saia de Emma com um ritmo acelerado e forte. Ela não era de dominar assim no sexo, mas com sua loira era tudo tão natural, tão gostoso que ela não se sentia envergonhada em fazê-lo.
— Ahhh, Regi... ahhh... assim amor, assim. – gemia a loira agarrando os lençóis da cama com força.
Regina intensificou as estocadas e estava quase se entregando ao ápice só em ouvir Emma gemendo enlouquecida.
— Amor eu vou... Ahhh... Re.. eu vou gozar. – anunciou Emma soltando os lençóis e agarrando os cabelos negros de sua amada, em seguida se desfez nos dedos ágeis de Regina.
Regina deitou ao lado de Emma e a trouxe para seus braços e ficou acariciando as costas da loira enquanto sentia os espasmos diminuir aos poucos.
Essa foi apenas a primeira rodada de muito sexo que aquele quarto iria presenciar durante toda a noite. E Regina tinha certeza que fizera o certo em proporcionar essa noite de amor para sua loira. Mas do que nunca ela estava certa que Emma Swan nasceu para lhe fazer feliz para o resto de seus dias.
[...]
Elsa estava em um sono tranquilo ao lado de sua ruiva. Os dias após a notícia da gravidez não poderia ser melhores. Todas as noites era sempre a mesma coisa, a loira ajudava Zelena no banho, trazia o jantar para o quarto, não necessitando assim que sua ruivinha descesse e subisse tanto as escadas. Ela sabia que poderia estar exagerando e de fato estava, mas ela não se importava, só queria o melhor para sua namorada e os bebês. O silencio do quarto foi interrompido por murmúrios aflitos até que esses murmúrios de transformou em um grito de medo, o que fez Elsa acordar assustada e acender o abajur a seu lado. A loira olhou para o lado e encontrou Zelena sentada na cama com o corpo trêmulo e chorando, no mesmo instante a loira a abraçou forte para passar segurança.
— Ei, calma. O aconteceu amor? – perguntou a loira acariciando as costas de Zelena enquanto a abraçava.
Zelena nada respondeu, apenas ficou agarrada a sua loira e continuou chorando. Elsa perguntou mais algumas vezes o que ela estava sentindo, mas a ruiva permanecia chorando sem falar nada.
— Amor... Zel, me diz o que você tem? – se afastou e acariciou o rosto vermelho pelo choro. – Você teve um pesadelo? – perguntou, mas era para soar como uma afirmativa, afinal, Zelena não acordaria gritando e chorando se não fosse isso.
Percebendo que sua ruivinha não se acalmava, Elsa levantou dizendo que iria pegar um copo com água e voltaria rápido. E assim ela fez, saiu correndo para a cozinha e em poucos minutos estava de volta ao quarto.
— Bebe a água amor, você precisa se acalmar tá, pode fazer mal a você e aos bebês. – pediu Elsa entregando o copo para Zelena.
A ruiva bebeu todo o líquido e devolveu o copo a namorada que o colocou no criado mudo e voltou sua atenção a Zelena.
— Está melhor? – perguntou Elsa segurando as mãos de sua namorada.
— Sim, desculpe te acordar dessa forma. –falou envergonhada.
— Agora me diz o que aconteceu. – pediu Elsa e esperou alguns segundos a resposta da outra.
— Foi... horrível amor. – começou e seus olhos se encheram de lágrimas novamente. – Sonhei com nossas filhas, elas eram tão lindas, El. – sorriu. – Duas garotinhas branquinhas, de cabelos ruivos e os olhos azuis idênticos aos seus. – continuou e viu um lindo sorriso surgir nos lábios de Elsa. – Elas aparentavam ter uns quatro ou cinco anos, estávamos no parque, elas brincavam em uma toalha que eu havia estendido no chão a minha frente. Elas estavam se divertindo tanto, você precisava ver todo o cuidado que uma tinha com a outra. – fechou os olhos relembrando a cena. – Estava tudo bem, até que em um segundo de distração uma de nossas filhas começou a chorar e dizer que levaram a irmãzinha. – Zelena falou e começou a chorar novamente. – Um segundo El... um segundo e eu perdi nosso bebê. – falou aos soluços. – Eu sou uma péssima mãe... como pude deixar levarem minha filhinha na minha frente?- soluçou- isso foi um aviso El, eu... serei uma péssima mãe. Eu... eu... – Elsa vendo a angustia de sua amada a abraçou forte.
— Ei, foi só um sonho ruim meu amor. Esquece isso, você será a melhor mãe do mundo, eu tenho certeza disso. – falou a loira afagando os cabelos ruivos.
— Como você pode ter tanta certeza? – perguntou Zelena afastando um pouco do corpo da namorada para encará-la, a ruiva nunca havia pensado em ter filhos e depois do que aconteceu ao Henry essa hipótese ficou mais distante de ser realidade.
— Você cuida de crianças todos os dias com tanto amor, trás alívio e sorrisos para cada rostinho triste e sofrido. – sorriu. – Você é a melhor pediatra que conheço, como poderá não ser uma boa mãe? — perguntou e viu um pequeno sorriso surgir nos lábios de Zelena.
— Eu sou a única pediatra que você conhece El. – disse como se fosse óbvio.
— Isso é verdade. Mas você não deixa de ser a melhor. – Sorriu e acariciou o rosto de Zelena.
— Boba. – sorriu a ruiva e beijou Elsa.
— Agora deita aqui comigo, que eu, você e nossas princesas precisamos dormir. – a loira deitou na cama e puxou Zelena para seus braços.
— Quem disse que serão duas meninas? – perguntou a ruiva repousando a cabeça nos peito de Elsa.
— Você acabou de dizer isso. – Respondeu sorrindo e beijou os cabelos da amada.
Elsa ficou fazendo carinho nas costas de Zelena até que ela pegasse no sono, minutos depois Elsa também adormeceu.
[...]
Daniel acorda cedo para seguir a mais um plantão, após tomar seu banho desce para a lanchonete para tomar seu café da manhã antes de seguir para o hospital. Ele achava incrível que a essa hora da manhã o estabelecimento sempre estava cheio. Ele foi ao balcão e sentou em um dos bancos, já que todas as mesas estavam ocupadas. Fez seu pedido e ficou observando as pessoas enquanto aguardava. Sua atenção foi tomada por certa mulher que parecia bastante interessada no livro que estava em suas mãos enquanto saboreava uma xícara de café sozinha em uma mesa de canto. Ele encarava a tal mesa na intenção da mulher olhar para ele, mas o livro que estava em suas mãos parecia ser mais interessante.
— Vai lá e pede para juntar-se a ela. – ao ouvir a voz, Daniel desvia o olhar para seu lado e encontra um rapaz usando uma jaqueta preta sorrindo para ele.
— Não sei se é uma boa ideia, ela parece muito concentrada. – responde ele após uns segundos.
— Killian Jones. – Diz o rapaz estendendo a mão para cumprimenta-lo.
— Daniel Colter. – Responde.
— É novo aqui? Não lembro de tê-lo visto antes.
— Sim, fui transferido para o hospital da cidade. – sorri.
— Se eu fosse você iria falar com ela. – Fala Killian indicando com a cabeça.
— Talvez em outro momento. – responde assim que vê seu café sendo posto no balcão. –Tenho que ir, meu plantão começa em poucos minutos. – pagou pelo café e se retirou da lanchonete.
Ruby que observava a cena de longe achou estranho aqueles dois conversando, ela poderia estar louca, mas os dois juntos tinham traços muito parecidos. Talvez ela estivesse vendo coisas onde não existia, afinal, o que há de errado puxar assunto com estranhos enquanto espera um café? Mas o seu faro dizia que havia alguma coisa em relação aqueles dois. Sua avó chamou para ela atender mais alguns clientes. Antes de fazer o que a avó pediu e voltou a olhar para Killian e prometeu a si mesma a ficar de olho naqueles dois. Se Emma não tinha ido com a cara desse tal Daniel como Regina lhe falou, com certeza tinha algo errado nisso tudo. Emma nunca se engana.
[...]
Emma acorda primeiro que Regina e fica admirando sua noiva dormir, a morena dormia serenamente, os cabelos espalhados pelo travesseiro e com alguns fios por sobre o rosto. A loira olha para sua mão e sorri encarando a aliança que Regina lhe deu com aquele R onde mostrava toda a possessividade da morena que Emma adorava. Ela fecha os olhos se sentindo a mulher mais realizada e feliz do universo, Regina Mills chegou em sua vida para lhe encher de carinho, esperança, compreensão, confiança que a muito ela não demonstrava com nenhum relacionamento e principalmente amor, sim o amor que Emma imaginara nunca mais encontrar, Regina era sua vida e sem ela Emma já não era ninguém.
— Mil beijos por seus pensamentos. – soou a voz rouca de Regina fazendo a loira voltar a realidade.
— Estava pensando em você e em como você conseguiu preparar tudo isso se não saiu do meu lado. – falou e beijou os lábios da amada.
— Tenho meus contatos. – sorriu. – Mas me fala, meu amor dormiu bem? – perguntou e sentiu Emma deitar por cima de seu corpo.
— Nunca dormi tão bem em minha vida. – falou beijando o pescoço da morena que gemeu a sentir suas mãos passearem pelo corpo moreno.
— Queria muito fazer o que você esta pensando, mas precisamos levantar, temos um lugar para ir e não poderemos chegar atrasadas. – disse a médica e sorriu ao ouvir os protestos de sua loira.
[...]
— Elsa você está de parabéns. Nenhum outro estagiário foi ou tem sido tão eficiente quanto você. – disse Dr Felipe com um sorriso sincero. – Se continuar assim, quando terminar a faculdade já terá um emprego garantido aqui na empresa.
— Obrigada Dr Felipe, estou muito feliz. – disse Elsa também sorrindo.
— Bem, já pode ir almoçar e não se esqueça de analisar aquele caso da senhora Perez assim que chegar. – disse ele ficando de pé e acompanhando Elsa até a porta.
Elsa saiu feliz da sala de seu chefe, ela sempre fez de tudo para cumprir seus prazos e ajudar nos casos do escritório e receber um elogio do chefe é um ponto a mais para seu ego. Quando a loira estava chegando na porta da empresa escuta seu nome ser chamado e para virando-se para ficar de frente a Eva a secretária do escritório.
— Oi Eva. – fala sorrindo.
— Oi, recebi um telefone do hospital. – disse a senhora de aproximadamente 50 anos lendo algo em um pedaço de papel. – Dr Daniel Colter pediu para que assim que você puder é para ir ao hospital.
— Ele não disse mais nada? – perguntou Elsa preocupada e a senhora apenas negou com a cabeça. – Obrigada Eva. – disse Elsa e saiu as pressas para o hospital.
Não demorou mais que dez minutos para a loira adentrar a emergência às pressas. Elsa foi à recepção e pediu para falar com Daniel, uma enfermeira a acompanhou a sala do médico. Ao entrar na sala seu coração quase para e ela para de andar ao ver Zelena deitada na maca vestindo um avental do hospital.
— Amor... – diz Zelena feliz em ver sua loira ali.
— Zel... o que aconteceu? Você está bem? – pergunta Elsa após sair do transe e ir de encontro da ruiva depositando um beijo em seus cabelos.
— Estou sim amor, o Daniel que é exagerado. – falou acariciando a mão da loira.
Antes de Elsa falar alguma coisa e porta do consultório e abera e Daniel entra sorrindo com um envelope em mãos.
— Elsa, vejo que recebeu meu recado. – falou o médico indo de encontro as duas.
— Não precisava chama-la Daniel, ela estava trabalhando e você sabe que não foi nada. – disse Zelena recebendo um olhar sério da namorada.
— Precisava sim. – disse Elsa ainda olhando para a ruiva. – O que aconteceu Daniel? — perguntou a loira desviando o olhar para o rapaz.
— Zelena não se sentiu muito bem hoje. Sentiu uma dor forte e eu preferi fazer alguns exames. – sorriu para as mulheres.
— Então, qual foram os resultados. – perguntou a loira preocupada.
— Felizmente não foi nada sério. – disse ele analisando as resultados. – Mas sugiro que você se cuide mais Zelena, gravidez na sua idade pode ter alguns riscos. É normal as gestantes sentirem cólicas nos primeiros meses, porém, a sua dor foi mais intensa que o permitido. Vou deixar você em casa por cinco dias, se voltar a sentir algo me procure ok?
— Cinco dias Daniel? Não acha que é muito tempo para um dorzinha de nada. – disse Zelena chateada. Ficar cinco dias sem fazer nada não lhe agradava em nada, ela gostava de estar no hospital ajudando as pessoas.
— Cinco dias sim amor. – disse Elsa afagando as mãos da namorada. – É para seu bem e das nossas filhas. – disse Elsa e esboçou um pequeno sorriso com a cara emburrada da ruiva.
[...]
— Para onde você está me levando? – perguntou Emma pela quinta vez desde que saíram do hotel e todas as vezes Regina sorria e pedia para ela deixar de ser curiosa.
Regina disse que tinha uma surpresa para a loira antes de voltarem para Storybrooke e Emma não aguentava mais de curiosidade. Regina estava ansiosa imaginando a reação de Emma, ela sabia que a loira iria gostar, mas não sabia se aquele era o momento certo. Mais alguns minutos se passaram e finalmente Regina estacionou o carro em frente ao seu destino. Percebendo que Emma olhava em volta com curiosidade tentando entender o que elas faziam em frente a uma clínica, a morena resolveu falar qual era a surpresa.
— Amor. – começou ela e teve toda a atenção da loira. – Eu sei que pode parecer precipitado, talvez não seja o momento certo, mas eu... eu não poderia esperar mais, eu quero mostrar a você que quero viver para sempre contigo, com o Henry, com nossa família. – respirou fundo. – Eu sei que você não pode engravidar, mas ainda possui óvulos férteis e eu quero muito ter um filho seu, com seu cabelo loiro, com esses olhos verdes que tanto me encantam. – sorriu nervosa e viu os olhos marejados de Emma a sua frente. – Por isso amor eu te trouxe aqui nessa clínica de fertilização, eu sei que ainda não é o memento de termos outro filho, mas nada impede de colhermos o material e deixa-los aqui aguardando o momento certo para utilizá-los. Eu escolhi hoje porque sei que você está ovulando e... se você aceitar podemos fazer isso agora e ... e eu serei a mulher mais realizada do mundo.
Emma estava estática, sua cabeça estava a mil, era isso mesmo que Regina estava propondo? Ela queria deixar tudo pronto para que um dia elas pudessem ter mais filhos e melhor, filhos de Emma? A loira volta a realidade com a voz de sua noiva.
— Emma amor, você quer fazer isso? – perguntou Regina nervosa.
Em resposta a pergunta da morena, Emma solta o cinto de segurança e abraça amorena selando seus lábios em um beijo calmo, beijo esse que tem um gosto salgado por conta das lágrimas de Emma.
— É claro que eu aceito amor. – falou ao findar o beijo. – É tudo o que eu mais quero, ter um filho seu, nosso. – falou e contemplou o sorriso mais bonito que Regina já lhe deu.
Voltaram a se beijar comemorando aquele momento de plena felicidade e minutos depois entraram de mãos dadas no local que iria aumentar a felicidade da família.
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