Lovesong

64 Capítulo 64


Notas iniciais
Olá pessoas que eu amo..... Estou de volta com mais um capítulo.... Espero que gostem.... Farei o possível pára não demorar.... Boa leitura.

O no final da tarde de sábado Regina e Emma chegaram a mansão com lindos sorrisos nos lábios. Zelena, Elsa, Cora e Henry estavam na sala vendo tv. Quando ouviram a porta principal ser aberta, o garotinho saiu correndo e se jogou nos braços de Regina que o abraçou apertado, em seguida Henry se lançou para os braços de Emma que o recebeu com um beijo no rosto.

As duas mulheres seguiram para a sala onde imaginavam que o restante da família estivesse. Ao entrarem na sala Zelena não perdeu a oportunidade de tirar sarro da cunhada.

— Vejo que as noivas aproveitaram bastante a estadia em Boston, Emma até está com a pele mais macia. – disse a ruiva sorrindo.

— Como você sabe que estamos noivas? – perguntou Emma incrédula, ela julgava que contaria a novidade pessoalmente.

— Quem você acha que ajudou a Sis, com as alianças? – perguntou Zelena em sua pose orgulhosa, afinal, graças a ela as alianças e o hotel estavam preparados a tempo.

— Idiota. – disse Emma sorrindo.

— Ei não fale assim com uma mulher grávida. – falou Elsa com a cara fechada, mas logo em seguida abriu um sorriso ao ver Emma mostrar a língua para ela.

As duas se juntaram ao restante da família e contaram todos os detalhes do pedido de Regina, ocultando apenas sobre a coleta de óvulos, queriam que quando chegasse o momento fosse uma surpresa para todos. Algumas horas depois foram jantar e em seguidas seguiram para seus quartos, Emma e Regina estavam cansadas da viagem e seus corpos só pediam pela cama, após, colocarem o filho na cama e ter certeza de ele estava dormindo ao fim da história que Regina estava contando, foram para o quarto. Elsa insistiu para Zelena ir deitar e descansar já que ela não se sentiu muito bem pela manhã e a ruiva mesmo sem sono seguiu sua loirinha para a cama e ficaram abraçadas até que ambas estavam dormindo.

[...]

Era quase meia noite quanto o telefone da delegacia começou a tocar. Mulan que estava cochilando em sua mesa o atendeu no susto, porém, a ligação foi encerrada antes de ela ouvir alguma coisa. Ela estava sozinha naquele momento enquanto Jones foi verificar um chamado, na intenção de fazer o sono passar ela se levantou e foi em direção a garrafa de café que ficava em uma mesa no canto, porém, antes de dar o terceiro passo o telefone voltou a tocar e ela correu para atender.

— Mulan! – gritava Jones do outro lado da linha.

A oriental escutava um barulho de coisas quebrando e pessoas gritando enquanto tentava entender o que seu parceiro dizia.

— Jones eu não estou entendendo. – disse a mulher.

— Preciso de você agora no Rabbit Holle. – gritou o rapaz e a ligação foi encerrada.

Sem demora Mulan pegou sua jaqueta que estava no encosto da cadeira e saiu correndo em direção a casa de show. Não demorou mais que dez minutos para que ela chegasse ao local. O que ela encontrou foi pura confusão, as mesas estavam caídas, pessoas brigando, algumas com os rostos cortados, copos e garrafas sendo arremessados por todos os lados, um verdadeiro pandemônio. Ela olhou em volta e encontrou Jones tentando separar dois homens que estavam se matando em um canto do grande salão. Sem saber o que fazer diante de tanta barbaridade ela simplesmente sacou a arma e disparou duas vezes para cima e todos que ali estavam pararam imediatamente e a olharam assustados.

— Vocês poderiam por gentileza acabar com essa confusão toda? – perguntou ela com um tom sério.

Jones aproveitou o momento que todos estavam mirando a oriental e algemou os homens que estavam quase se matando, afinal, segundo informações foram eles que iniciaram a briga. As pessoas começaram a deixar o local, Jones levava os dois rapazes para a viatura e Mulan os seguia até que viu em um canto uma mulher sentada em uma cadeira, com a testa sangrando e o olhar perdido mirando todo o local. A detetive se aproximou lentamente.

— Você está bem? – perguntou e a mulher apenas confirmou com a cabeça sem desviar o olhar para a oriental.

Mulan ficou alguns minutos ali, ao lado daquela mulher que parecia perdida e tinha os olhos marejados.

— Você precisa ir ao hospital, esse corte na sua cabeça vai precisar de pontos. – falou com a voz suave e ficou encantada com aqueles olhos azuis quando a mulher a sua frente lhe fitou.

— Eu estou bem. – disse.

— Não está não. – afirmou Mulan e gentilmente tirou sua jaqueta e pôs nas costas da loira a sua frente. – Vem, eu te levo ao hospital. – disse e ajudou a mulher a levantar. – Meu nome é Mulan e o seu? – perguntou para puxar assunto.

— Ingrid, me chamo Ingrid. – respondeu a mulher.

As duas saíram em direção ao hospital em completo silencio. Enquanto Ingrid estava sendo atendida Mulan ligou para a delegacia para saber como as coisas estavam e informar ao colega onde estava e foi nessa conversa que Mulan descobriu que Ingrid era a dona da casa de show, só ai a oriental entendeu a reação da mulher ao olhar daquela forma tão perdida para seu estabelecimento, o lugar iria precisar de uma grande reforma. A detetive é tirada de seus pensamentos pela voz do médico.

— Detetive, a senhora Arendelle já foi atendida e a senhora já pode ir falar com ela. – disse o médico e Mulan seguiu para o quarto onde Ingrid estava para pegar seu depoimento.

[...]

O domingo amanhece com um lindo sol no horizonte, a temperatura está agradável, não é aquele calor que leva todo mundo para a praia, mas também não está frio e as família de Storybrooke adoram aproveitar esses dias para passar com seus filhos na praça da cidade.

No entanto, não é esse clima maravilhoso e convidativo que faz Regina despertar as seis horas da manhã e sim um garotinho com voz manhosa e coçando os olhinhos a seu lado da cama.

— Mamãe. – chama manhoso.

— O que foi meu príncipe? – perguntou Regina saindo dos braços de Emma que dormia feito uma pedra e se virando para o seu bebê.

— Posso dormir com a senhora? – fez um bico. – tem um monstro no meu quarto. – disse ele com os olhos começando a marejar, Regina não aguentou ver a carinha de seu filho e o puxou para a cama o pondo entre ela e Emma.

— Quando sua mãe acordar ela vai com você ver esse monstro em seu quarto ok? – perguntou com a voz rouca e sentiu o garotinho jogar seu pequeno corpo por cima do seu.

A Morena o aconchegou melhor em seus braços e voltaram a dormir.

[...]

Elsa acorda sentindo falta de sua ruiva na cama, ela olha para os lados e não avistando sua namorada resolve chama-la.

— Zel? – pergunta se sentando na cama.

Segundos depois Zelena aparece na porta do banheiro com uma expressão de desconforto. Elsa levanta e vai em sua direção a recebendo em um abraço delicado onde Zelena descansa a cabeça no ombro da loira.

— Está sentindo alguma dor amor? – perguntou Elsa acariciando os cabelos de Zel.

Ficaram assim alguns segundos até que Elsa sentiu um líquido quente molhar seu ombro e delicadamente afastou a ruiva para lhe fitar os olhos. A princípio a loira se assustou ao perceber que Zelena chorava, mas respirou fundo ao lembrar-se da conversa que teve com Regina logo após o episódio do pesadelo que a ruiva teve.

“ – Eu estou preocupada Regina, ela acordou atordoada, chorando e dizendo que seria uma péssima mãe por conta de um pesadelo. – disse a loira com os olhos marejados ao lembrar do estado da ruiva na noite anterior.

— Elsa, é normal essa insegurança nas gestantes, principalmente com Zelena que nunca pensou em ser mãe. – sorriu gentilmente e continuou. – E não pense que essa foi a única vez que ela acorda chorando. – risadas.- A partir de agora ela pode chorar por qualquer coisa, até em olhar para você, nessa época os hormônios estão uma bagunça.

— Sério? – perguntou Elsa um pouco mais calma.

— Sério. Eu lembro que quando estava grávida do Henry até comercial de margarina me fazia chorar. – comentou olhando para o nada ao lembrar dessa cena, por isso não percebeu o olhar interrogativo da loira para si.

— Como assim grávida do Henry? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.

Regina respirou fundo e voltou a olhar para a cunhada. – O Henry é meu filho biológico, a Emma já sabe e ele também. – respirou fundo. – Ele foi sequestrado quando sofremos o acidente e nos fizeram acreditar que ele havia morrido, e quando cheguei aqui nos reencontramos, mas peço que guarde esse segredo ok? – pediu ela com semblante triste.

— Mas Regina ele é seu filho, não tem porque esconder isso. – disse Elsa sem saber o que pensar.

— Eu sei, mas a Emma acha melhor guardar esse segredo, pelo menos até descobrir quem fez isso. – sorriu.

— Tudo bem. – sorriu. — Acho que eu já sabia disso?

— Como? – perguntou a morena fitando-a.

— Só quem é cego não vê que ele é uma cópia sua. – disse ao se levantar e recebeu um sorriso de gratidão da cunhada.”

— O que foi minha vida? – perguntou Elsa acariciando o rosto da ruiva. – Está sentindo alguma dor? – voltou a perguntar e Zelena negou com a cabeça e voltou a esconder o rosto no vão do pescoço da namorada.

Elsa levou Zelena para a cama e se aconchegou atrás da ruiva a abraçando e fazendo carinhos no ventre de quase três meses que já mostrava um volume arredondado. A loira ficou ali, acariciando a barriga da namorada até que percebeu Zelena dormindo calma e tranquilamente.

— Eu te amo tanto minha ruiva. – sussurrou e beijou o ombro da namorada. – Dorme bem minha vida, eu estarei aqui para te proteger de pesadelos. – sussurrou e como se Zelena a ouvisse esboçou um sorriso se aconchegando ainda mais nos braços de Elsa.

[...]

Regina e Cora estendiam a enorme toalha em baixo de uma enorme árvore que havia no parque, a família Swan Mills decidiu passar um tempo no parque a pedido de Henry, que agora estava correndo atrás de uma bola acompanhado de Emma, Elsa e Zelena que apenas os olhava de perto.

Depois de tudo arrumado, Regina e Cora sentaram-se sob a toalha e ficaram observando os outros integrantes da família se divertindo. Henry corria e gritava tentando fugir de Emma e Elsa, vendo que não iria conseguir fugir foi em direção a Zelena que observava tudo de pé próximo a eles, o garotinho se agarrou nas pernas da ruiva gritando ”me salva tia” e assim a brincadeira continuou.

— E esse sorriso bobo? – brincou Cora.

— Ai mamãe, eu sou a pessoa mais feliz que existe. – olhou para a mãe. – Emma e Henry são minha vida. – voltou a olhar para eles.

— Estou Feliz por você meu amor. Você realmente tirou a sorte grande com aquela loira, ela louquinha por você, não a magoe ou então você vai se ver comigo. – brincou e recebeu um olhar divertido da filha.

Depois de preparar a cesta de alimentos em seu devido lugar, a Regina chamou os outros para a lanche e Emma e Henry vieram correndo e se jogaram na toalha gargalhando.

— Calma vocês dois, vão acabar derrubando tudo. – disse Regina recebendo um sorriso travesso de seu filho.

Emma se arrastou na toalha até deitar com a cabeça do colo de Regina que se inclinou para frente dando um selinho na loira. Elsa e Zelena chegaram abraçadas e tomaram seus lugares na toalha. Com a ajuda de Cora, Elsa distribuiu os lanches bem como os copos de suco. Emma que estava de folga do trabalho resolveu por tomar sua cerveja.

Cerca de meia hora depois David e Mary se juntaram a eles, Emma sabendo que seu irmão gostava de cerveja tanto quanto ela, logo o serviu com uma garrafa, o clima estava mais que agradável para aquela família, muitas risadas, algumas caras feias quando alguém contava um segredo embaraçoso do passado dos outros, enfim, uma verdadeira família desfrutando da companhia de seus membros na mais perfeita harmonia como se deve ser.

Mas todo esse clima de festividade diminuiu, pelo menos da parte de Emma, com a chegada de Daniel. Logo assim que viu o rapaz se aproximando a detetive sentou com uma postura ereta e se aproximou mais de Regina.

— Boa tarde. – disse ele sorrindo.

— Boa tarde. – todos com exceção a Emma responderam.

— O que está fazendo por aqui, nunca gostou muito de parques? – perguntou Regina sorridente ao se levantar e abraçar o amigo que ao retribuir ao abraço olhou para Emma com um sorriso sínico e em seguida virou o rosto e fechou os olhos brevemente cheirando os fios negros da morena fazendo a loira fechar os punhos com força.

— Estava enjoado de ficar na pensão e resolvi andar um pouco. – disse ao desfazer o contato.

— Vem deixa eu te apresentar. – disse Regina puxando o amigo pela mão. – Essas três você já conhece. – disse apontando para Cora, Elsa e Zelena, que o cumprimentaram com um sorriso. – Esses aqui são David Swan e sua esposa Mary Margareth. – Daniel cumprimentou os dois. – Essa é Emma Swan, minha noiva e o amor da minha vida. – disse Regina essa ultima frase para que Emma tivesse certeza que não precisava se preocupar com a presença do seu amigo.

— Prazer Daniel, minha morena comentou alguma coisa sobre você estar na cidade. – disse Emma que já estava de pé ao lado de Regina e apertou a mão do rapaz um pouco forte demais fazendo com que ele fizesse uma careta e segurasse um gemido de dor.

Regina percebeu o clima entre os dois, mas resolveu ignorar separando as mãos e virando Daniel para seu filho.

— E esse aqui, é a razão da minha vida. – disse e viu Henry correr e se agarrar nas pernas de Emma que achou a cena no mínimo estranha "Até meu bebê sabe que você não presta"- pensou ela.

— E ai garotão, como você está? – perguntou Daniel, mas Henry não saiu do lugar.

— Ei amor vem falar com o amigo da mamãe. – pediu Regina e Henry apenas sinalizou que não com a cabeça.

— Deixa ele amor, Henry sabe quem merece ser bem tratado ou não, é instinto. – disse Emma pegando o filho nos braços.

— O que você quer dizer com isso? Está ins....– perguntou Daniel, mas foi interrompido pela loira.

— Eu? Nada, só que... – se aproximou e sussurrou só para que Daniel ouvisse. – eu não sou a única que não acredita nas suas “ boas intenções de amigo”, saiba que estou de olho em você senhor Colter. – sorriu para ele e se virou para o filho. – Que tal um sorvete meu amor? – perguntou e viu o garotinho elevar os braços em felicidade.

Após a saída de Emma e o filho, o clima não voltou ao que estava antes, Daniel falou alguns minutos com as pessoas que ali ficaram e depois resolveu ir embora antes que Emma voltasse e estragasse seus planos, pelo menos depois desse encontro e da reação da loira ela já sabia o que fazer para separar Regina dessa loira idiota. Emma retornou com Henry e em seguida todos foram para suas casas.

Desde que retornou do parque Emma foi para o escritório e de lá não saiu, nem para jantar. Estava inquieta, toda sua desconfiança sobre Daniel se confirmaram quando ele lhe sorriu debochado quando tinha Regina em seus braços e aquele cheiro nos cabelos de SUA mulher, "eu deveria ter acabado com ele" — pensou.

A loira não sabia como afastar Regina daquele infeliz, tinha que pensar em algo que não fizesse Regina se zangar com ela, já que a sua mulher achava que ele lhe quer só como amiga e isso estava deixando Emma irritada, pois ela sabia muito bem que esse traste quer Regina de volta.

— Idiota! – praguejou a loira andando de um lado para o outro.

— Quem é idiota? – perguntou Regina ao entrar no escritório.

— Ninguém. – respondeu ficando de costas para a namorada.

— Emma, você está bem?

— Estou. – respondeu simplesmente, não queria começar uma conversa som Regina naquele momento, pois, sabia que poderia falar o que não deveria.

— Por que não foi jantar? – perguntou Regina se aproximando da loira.

— Estou sem fome... Regina por favor, eu quero ficar sozinha. – pediu Emma.

— Amor, fala comigo, o que está acontecendo? – Regina estava preocupada, Emma nunca foi de agir assim.

A loira respirou fundo, abriu um pequeno sorriso e puxou o corpo de Regina de encontro ao seu, em seguida beijou os fios negros.

— Não é nada vida, só um caso difícil. – depositou um selinho nos lábios dela. – Prometo não demorar. – disto isto deu mais um beijo em sua morena e fechou a porta assim que Regina se retirou.

Notas finais
Daniel já começando por suas guarras de fora..... O que será que ele pretende fazer para como ele disse "separar Regina de Emma?"...... Comentem..... Até o próximo.... Fui...