Lovesong
32 Capítulo 32
Notas iniciais
— Emma-
Lábios macios devorando os meus, os mesmos lábios que distribuem carícias doces em minha pele me fazendo arrepiar, esse cheiro de maçã que tanto me enlouquece, me levando a outra dimensão. O peso do seu corpo sobre o meu, sua pele suada e com leves tremores me fazendo delirar, ah... como eu amo estar assim com ela, me sinto segura, me sinto amada, me sinto especial nesse mundo, sem segurar o desejo inverto os posições e me ponho entre suas pernas, friccionando nossos sexos que já estão encharcados pelo desejo, devoro seu pescoço, dou beijos, mordidas, passo a língua sentindo seu sabor maravilhoso, essa mulher me dominou de uma maneira que não tem explicação.
— Eu amo você minha vida! – Digo quase como em uma confidencia com os olhos fechados.
Com os silencio após minha confissão abro os olhos e Regina está caída em um quarto todo branco, existem cortes em seu corpo, sangue por toda parte e ela me olha sorrindo, porém, chorando se é que isso é possível, seus lindos olhos que me trazem a vida sempre que os olho, agora estão inexpressivos, estão vermelhos pelo choro, estão apavorados e isso me corta o coração, destrói minha alma, corro em sua direção, o desespero me domina, ajoelho a seu lado trazendo aquele corpo tão frágil para meus braços. Mesmo eu tentando segurar minhas emoções, pois, quero passar a confiança que estarei forte para segurá-la, mesmo tentando demonstrar isso, não consigo conter as lágrimas.
— Eu amo você Emm... sempre irei amar... por toda a eternidade. – Ela sussurrou entre as lágrimas.
— Por favor não me deixe... eu preciso de você amor... fica comigo. – falei e a vi desfalecer.
— Eu te amo mais que tudo minha vida. – Foram as últimas palavras de Regina antes de amolecer em meus braços.
— Regina! Regina! — repito sentindo as lágrimas banharem meu rosto.
Acordo de um salto, olho em volta e percebo que ainda estou na sala de espera do hospital, então foi um sonho, parecia tão real sinto meus olhos marejarem, em um determinado momento estava feliz nos braços dela, sentindo todas as sensações boas que minha morena me causa, em outro ela estava partindo e isso me devastou. Regina tem que ficar boa, ela tem que voltar pra mim, ela VAI voltar para mim.
Olho para porta ainda perdida pelas imagens do sonho e vejo Cora e Zelena vindo em minha direção, olho no relógio e verifico que já são 11 horas, estava tão exausta que adormeci sem perceber, acho que eu dormi umas 5 horas nessa cadeira dura do hospital. Passei a noite sem conseguir pregar os olhos ninguém me deu informação alguma sobre Regina o me deixou impaciente, mas por um lado isso é bom, quer dizer que ela não piorou.
— Emma, alguma notícia? – perguntou Cora sentando ao meu lado e me abraçando.
— Nada ainda. – Respondi
— Vou saber como ela está, afinal, ela minha filha e ninguém vai querer enfrentar a dona do hospital não é? – Sorriu, o que me fez sorrir também, tenho certeza que ela fez esse comentário com esse propósito, me fazer sorrir.
Zelena ficou comigo, me falando que Henry não parava de perguntar sobre mim e sobre Regina e elas falaram apenas que nós estávamos ocupadas com algum assunto e que logo voltaríamos para casa. Dou graças a deus que meu pequeno não viu Regina caída naquele chão, se assim fosse ele ficaria traumatizado para sempre. Após alguns minutos Cora volta acompanhada por Tinker, que mesmo com o fim do seu plantou se recusou a ir para casa, queria passar essa noite com Regina.
— Bom dia Emma, Zelena. – Cumprimentou a médica e ela possuía um meio sorriso no rosto.
— Bom dia Tinker. – Respondemos juntas.
— Como eu estava informando a Sra Mills, Regina teve uma noite ótima, acordou hoje por volta das 7 horas, mas estava sentindo algumas dores, o que é normal no caso dela, então a sedamos de novo, e em alguns minutos estaremos transferindo ela para um quarto e assim vocês poderão vê-la, mas terão que utilizar máscaras ok. – Falou e eu senti um alivio enorme em meu peito.
Não tinha como esconder a felicidade em meu peito, minha rainha iria para um quarto, então ela estava indo bem na recuperação dela. Fazia algumas perguntas a Tinker sobre alguns cuidados que teria que ter com ela quando recebesse alta, ela iria comigo para minha casa até a sua nova casa ficar pronta, pois, após fechar o contrato, Regina decidiu fazer algumas alterações na decoração e só se mudaria quando estivesse tudo em ordem, principalmente o quarto de Henry. Como minha morena iria ainda ficar alguns dias no hospital e eu não sairia de perto dela por nada, Cora se responsabilizou por fiscalizar a obra e comprar todos os móveis da casa, acho que Regina irá gostar das escolhas da mãe, afinal, elas possuem um gosto muito parecido.
Após mais alguns minutos de conversa, Tinker se foi e informou que quando pudéssemos vê-la viria nos avisar.
— Boston –
Sebastian estava em seu escritório no luxuoso apartamento no centro da cidade, tomando a sexta taça de vinho tinto, lendo pela milésima vez um e-mail que recebera a poucos minutos, e-mail esse que o fez ter a certeza que deveria colocar em prática o que já estava tramando a muito tempo, seus olhos refletiam um ódio jamais visto antes, ele chegou a conclusão que já ficou tempo o bastante fora de circulação e era hora de voltar a sua vida, quando a porta do cômodo se abre o faz desviar os olhos da tela do computador e encarar a pessoa a sua frente com um sorriso maquiavélico nos lábios.
— Está na hora de voltar a Storybrooke. – Levantou lentamente, foi em direção a pessoa na porta a sua frente e capturou seu lábios rudemente. Recebendo um sorriso de satisfação dos lábios da pessoa que o recebia de bom grado nos braços.
— Storybrooke –
Emma estava ansiosa na sala de espera, queria ver sua amada urgentemente, quando Tinker veio informar que já podiam ver Regina, Cora pediu para ir primeiro e lógico que Swan não se opôs, afinal, era a filha da Cora Mills que estava no quarto, ele tem todo o direito, em seguida foi a vez de Zelena que parecia muito aflita, Emma queria ir por último, queria passar mais tempo com sua amada, mesmo ela estando sedada, minutos depois a cunhada saiu e como Cora, Zel também saiu chorando devido ao estado que a morena se encontrava.
Emma lentamente se movimentava em direção ao quarto, pé ante pé, como se contasse passos e realmente os contara, ela queria muito ver Regina, mas sabia que o que veria lá dentro iria destruí-la, quando, enfim, alcançou a grande porta de madeira colocou a máscara que Tinker havia lhe dado, pôs a mão na maçaneta e a girou quase que em câmera lenta. Ao ultrapassar o portal, o bip dos aparelhos já lhe trouxeram uma tristeza imensa, não podia imaginar sua morena ali, não como paciente, fechou a porta atrás de si e caminhou até o leito onde sua vida repousava. Não foi possível segurar as lágrimas ao ver o estado de Regina, o braço imobilizado, cortes nos braços até onde as roupas possibilitavam ser vistas, provavelmente outras partes de sua corpo também estariam marcadas, o rosto bastante machucado com um corte no lábio inferior e outros pequenos cortes por toda a face, os olhos inchados com uma coloração roxa. A loira respirou fundo na tentativa de regular sua respiração, lágrimas descendo sem controle pelos verdes olhos, aos poucos e com um pouco de receio ela deslizou os dedos da mão direita sobre o gesso do braço de Regina, passou pela outra mão que estava ao lado do corpo inerte e por fim deslizou os dedos pelo rosto da médica e em seguida acariciou os cabelos que tanto adora.
— O que fizeram com você meu amor? – Disse olhando ternamente para a morena. – Quem possui tamanha crueldade? – voltou a chorar sem reservas. – Me perdoa por não estar lá, quando sempre prometi te proteger de tudo. – Disse a loira se inclinando e beijando os cabelos negros. – Me perdoa amor... por favor me perdoa... e luta por mim... por nós...
Já havia passado alguns minutos que Emma estava sentada em uma cadeira ao lado da cama da amada quando Tinker entrou e informou que Regina poderia ter a companhia de uma pessoa enquanto estivesse no hospital, e segundo a médica Cora e Zelena disseram que poderia ser a loira, já que Emma não sairia mesmo do hospital. Tinker pediu que a loira fosse até a recepção e se cadastrasse como acompanhante de Regina.
Assim que Emma chegou na recepção escutou uma voz lhe chamar e ao reconhecer revirou os olhos, com certeza ela não estava com paciência para as indiretas de Killian.
— Swan, o que faz aqui? – Perguntou ele com o sorriso de sempre.
— Isso não é de sua conta. – falou e começou a preencher a ficha que a recepcionista lhe entregou.
— Ah... deixa eu adivinhar.... Ficou sabendo que eu estava aqui e veio ver se eu precisava de algo? – Falou debochado e encostou no balcão da recepção. Ao olhar para o papel que a loira estava preenchendo fiou surpreso ao ver que Emma estaria como acompanhante de Regina Mills. – O que aconteceu com sua namoradinha? – Perguntou com desdém, o que fez Emma o olhar com raiva.
— O que você quer Jo... – Parou de falar quando avistou a mão do rapaz coberta por faixas.
— Soquei alguém forte demais. – disse levantando a mão ao perceber o olhar da loira. – Briga de bar, sabe como é. Bem, tenho que ir. – O moreno falou e foi embora.
Emma o ficou olhando estática por alguns instantes, balançou a cabeça negativamente tentando afastar seus pensamentos. – “Não... ele não seria capaz...” pensou. – é tirada de seus pensamentos pela voz a recepcionista, lhe entregando seu crachá de acompanhante.
Já passava das sete horas da noite quando David chega ao quarto onde Regina está, ele bate na porta e em segundos Emma abre o objeto de madeira e sai para falar com o irmão, já que só é permitido uma pessoa no quarto que não seja da equipe médica.
— Oi maninha, como está a Regina? – Pergunta o xerife abraçando a irmã.
— Ainda dormindo, mais não teve nenhuma complicação, o que é bom certo? – Sorriu
— Lógico, é ótimo, ela vai ficar bem Emma, tenho certeza disso. – Apertou o ombro da loira passando confiança.
— E o que é isso? – Perguntou indicando a mochila na mão de David.
— Cora mandou isso para você, ele disse que você precisava de roupas limpas e um banho ou iria infectar todo o hospital dela. – Falou o loiro divertidamente, sendo acompanhado pela irmã na risada.
— Dave, já tem alguma informação sobre as investigações de ... – disse a loira e sem conseguir completar a frase apenas indicou com a cabeça para o quarto da morena.
— Os peritos analisaram o local, mas o laudo ainda não saiu, você sabe que leva alguns dias né? – Perguntou ele e Emma apenas confirmou com a cabeça.
Algumas horas depois de David ter ido embora, Emma tomou banho e foi a lanchonete do hospital, pois, ela basicamente não havia comido nada o dia todo, e Regina iria precisar dela inteira. A loira entra no quarto e ao depositar a mochila na poltrona escuta seu nome ser chamado em um sussurro que faz seu coração se aquecer, ela corre em direção a cama, mas Regina ainda está dormindo, a loira respira fundo em desanimo e senta na cadeira que tem perto da cama e baixa sua cabeça depositando um beijo da mão de sua amada.
— Emma... – ele escuta novamente seu nome e olha para Regina que mexe a mão que a loira está segurando.
— Amor... — diz a loira sorrindo, mas esse sorriso se desfaz quando ela percebe lagrimas descendo dos olhos de Regina.
—Emma... Emma... – choraminga a morena que ainda está de olhos fechados.
— Amor, eu to aqui. – responde a loira que já possui os olhos marejados. E como se estivesse vendo a loira ali, morena se agita mais.
— Me ajuda... não... não... Emmaaa. – continua a morena com o rosto banhado em lagrimas, o que deixa Emma mas nervosa é o fato de Regina parecer não escutá-la e ainda estar de olhos fechados.
Sem saber o que fazer, a loira aperta o botão que tem próximo a cama e segundos depois Tinker entra acompanhado por um enfermeiro. Regina continua agitada e chamando por Emma e pedindo ajuda. O enfermeiro segura a morena nos ombros para que ela não se machuque e Tinker afasta a detetive que bate as costas na parede.
— Emma fica calma, precisamos cuidar dela, você tem que se acalmar. – diz a medica voltando para a cama e verificando os sinais da morena. Que continua a chamar por sua amada.
— Tinker... ajuda ela... ela ta sofrendo faz alguma coisa. — loira praticamente grita.
— Emma, ela está delirando. É só a febre, ela não está sentindo nada, fica calma. – Disse a médica tentando acalmar a loira que estava entrando em desespero e também querendo acreditar que sua amiga não estivesse sentindo nada. – Precisamos lavar a Regina para fazer alguns exames, não se preocupe ela ficara bem. – Disse Tinker olhando para a loira. – Vamos Ton. – Disse ao enfermeiro e saíram em seguida levando Regina.
Após a saída da equipe medica com Regina, a loira cai em um pranto que desde que soube o que havia ocorrido com seu amor não havia derramado. Ela apoiou suas mãos no joelhos e foi descendo lentamente até o chão, onde se perdeu em suas lágrimas pedindo a todos os deuses, entidades, anjos, enfim, pedido para que sua morena voltasse bem para aquele quarto, voltasse bem para ela.
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