Lovesong
33 Capitulo 33
Notas iniciais
Hoje completa exatos sete dias que Regina está na UTI após a forte febre que Emma presenciou no quarto da morena. Segundo Tinker, Regina teve uma infecção tópica pós-cirúrgica, o que quer dizer que uma bactéria se alojou no incisão feita na cirurgia, não foi identificado como ela teve contato com tal bactéria, pode ter sido por vários meios como, ventilação inadequada na sala de procedimento, roupas e vestimentas cirúrgicas apropriadas, duração do procedimento, entre outros, enfim, vários meios. Cora ao saber de tal absurdo suspendeu a equipe cirúrgica que tratou de Regina por três dias para exames e ver se algum deles poderia ter infectado sua filha, além de proibir a utilização da sala para outros procedimentos até segunda ordem. Como não foi identificado de onde veio tal perigo, toda a equipe voltou ao trabalho, mas a equipe que investiga a origem da bactéria continua no hospital.
Como Regina estava na UTI, Cora não permitia que ninguém além dela e de alguns enfermeiros entrasse no quarto, como Tinker estava na equipe que fez a cirurgia, Cora achou melhor a médica não entrar também até que Regina se recuperasse, a Mills estava exagerando? Sim, estava, mas ela estava falando da filha, por isso ela mesma ficou responsável por monitorar a morena, já que ela conhecia muito bem tais procedimentos, afinal, além de ser dona do Hospital atuava como cirurgiã geral de trauma na época que exercia a profissão.
Nesse tempo em que Regina estava na UTI, apesar dos apelos de Emma Cora não a deixou entrar nenhuma vez, e depois de muita insistência principalmente da sogra, a loira resolveu que iria para casa, mas apenas tomar banho, comer alguma coisa e ficar um pouco com seu príncipe, e assim ela fez, todos os dias depois que Regina deu entrada na UTI, a loira não se afastava mais que 3 horas daquele hospital.
Quando Henry soube que Regina havia se machucado, insistia todos os dias para ir com Emma vê-la, e seu pedido era sempre negado, então o garoto enviava um desenho por dia para a mãe hospitalizada o que enchia o coração de Emma de alegria.
Em um desses dias a loira estava saindo de casa para voltar ao hospital e teve a impressão que alguém a estava vigiando, ela olhou por todos os lados e não viu ninguém na rua. Talvez seja paranoia por conta do que aconteceu com Regina – assim pensou ela. — Continuou seu caminho e entrou em seu carro que estava estacionado do outro lado da rua.
Ao chegar ao hospital avistou Cora toda sorridente conversando com Zelena.
— O que aconteceu? – Perguntou Emma desconfiada, mas se elas estavam sorrindo só poderia ser notícia boa.
— A Regina já está no quarto cunhadinha, e estava perguntando por você. – Falou Zelena com malicia na voz e apontou em direção ao quarto em que Regina estaria.
Sem falar nada Emma correu em direção ao quarto indicado, estacionou na porta e olhou para as mulheres que sorriam para ela, a ruiva fez sinal com a cabeça para que ela entrasse. E assim ela fez, quando entrou quarto encontrou sua morena que aparentemente dormia, a loira desanimou um pouco, pois, estava louca para falar com Regina. Andou devagar com receio se poderia chegar muito perto, afinal, não queria que sua amada voltasse para UTI.
Ao perceber uma presença no quarto Regina abriu os olhos e se deparou com os olhos verdes lhe fitando e Emma possuía um sorriso lindo nos lábios.
— Emm... – sorriu a esticou a mão que não tinha o braço imobilizado e a loira o pegou.
— Amor... – a loira tinha lágrimas nos olhos.
— Minha Emm. –Disse Regina com algumas lágrimas descendo de seus olhos, ela chegou a pensar que nunca mais veria esses olhos verdes, enquanto aquele covarde a agredia ela so pedia para poder ver sua Emma mais uma vez.
— Fiquei com tanto medo de te perder... – Disse a loira chorando ao lembrar de tudo o que aconteceu.
— Eu te amo. – disse a morena.
— Eu posso te beijar?.. – perguntou a loira receosa, mas ela precisava sentir que aquilo não era um sonho.
— Claro que sim, eu preciso que você me beije. – Disse a morena puxando Emma pela mão.
Emma levou uma mão ao rosto da morena que ainda possuía algumas marcas escuras, acariciou e olhando nos olhos amêndoas aproximou lentamente os lábios até tocar os de Regina. A loira voltou a chorar e agradeceu internamente por poder estar saboreando novamente os lábios de sua amada, ela que sempre foi segura de suas atitudes agora estava hesitante, queria muito aprofundar o beijo, mas não queria causar mal a morena. Regina percebendo seu receio pôs a mão na nuca da loira puxando-a mais para si e pediu passagem com a língua o que foi concedida imediatamente. Elas aproveitaram cada parte daquele beijo, o beijo de saudade, de alivio, de recomeço, o toque das línguas nunca fora tão saboroso, tão acolhedor, elas degustavam os lábios lentamente com algumas leves mordidas vez ou outra, as lágrimas agora Fazia parte desse momento, não tinha como distinguir qual das duas acrescentou esse ingrediente salgado, visto que as duas choravam. Quando o ar se fez necessário, a intensidade fora diminuído e cessaram com alguns selinhos.
— Eu senti tanta falta de você. – disse a loira ainda com a testa colada a da morena que sorria de olhos fechados.
Conversaram por um tempo, falaram sobre o Henry que estava louco para ver a morena, que todo dia implorava para ver a mãe, a loira mostrou a pilha de desenhos que o garoto enviava diariamente, deixando a morena emocionada com a atenção do filho, Emma informou que o quarto dela já estava pronto para receber Regina quando essa recebesse alta, a morena iria ficar na casa dela até a mansão ficar pronta, essa informação deixou a morena aliviada, pois, não queria mais voltar para a fazenda nunca mais. Após duas horas de conversa a morena sentiu sono e pediu a sua loira que ficasse no quarto, com certeza a detetive iria ficar, não era intenção da loira deixar aquele quarto.
Emma estava sentada na poltrona de frente para cama onde Regina dormia tranquilamente, a loira sorria feito uma idiota observando a beleza e doçura daquela mulher, tinha certeza que a amava a cada dia mais. Perdida em seus pensamentos a loira foi adormecendo lentamente, mas não chegou a aproveitar seu descanso. Abril os olhos rapidamente ao ouvir os gritos da morena, Regina estava suando muito, possuía lágrimas descendo de seus olhos e se debatia na cama em puro desespero, a loira correu e segurou os ombros de Regina para que ela não se machucasse muito, afinal, ainda estava se recuperando das lesões no corpo.
Regina... Regina... – Chamava a loira na intenção de acordá-la.
— Para! Para! Não... Emmaa... – Repetia a morena, o que estava deixando a loira bastante emocionada, julgando que Regina estava tendo um pesadelo com a agressão.
A loira a balançou um pouco ainda chamando eu nome até que Regina abriu os olhos assustada.
— Emma. – disse e se agarrou a sua namorada.
— Calma amor, foi só um pesadelo. – Disse Emma enquanto acariciava os cabelos de Regina que chorava incontrolavelmente.
Emma ficou ali com sua morena até que ela adormecesse segurando a mão de Emma, para que a loira não se afastasse dela.
No dia seguinte quando Regina despertou, sentia sua cabeça doer e seus olhos arderem, provavelmente por conta do choro. Ela procurou no quarto e viu sua loira na poltrona a encarando com um sorriso fraco. A loira foi até a cama e beijou-lhe a testa. Ela serviu desjejum da morena que uma enfermeira havia deixado a poucos minutos, e mesmo a loira sorrindo, Regina percebeu que Emma estava um pouco distante.
— Emm, ta tudo bem? – Perguntou a morena.
Emma encarou sua namorada por uns segundos, ela precisava saber quem foi o desgraçado que espancou a morena, porém, a loira estava com medo da reação da namorada. Mais alguns minutos e então resolveu perguntar.
— Amor... – Regina a olhou nos olhos. – Eu sei que é difícil tacar no assunto, para mim também é... mas eu preciso saber quem te agrediu, ninguém achou nenhuma evidencia, só você pode nos dizer isso.... Para fazer esse desgraçado pagar. – disse a loira e segurou a mão de Regina.
Regina a olhou assustada, ela queria dizer, queria entregar aquele desgraçado, mas ele lembrou daquele dia e das palavras dele:
“Se você abrir esse bico, eu vou atrás de você de novo e depois pego aquela loirinha que você diz amar, e faço com ela o que acabei de fazer aqui e pode ter certeza que a deixarei em um estado muito pior que você”
Regina fechou os olhos deixado as lágrimas caírem, ela não podia, não podia deixar ele tocar na sua Emma, ela teria que conviver com medo daquele monstro aparecer novamente, teria que conviver com os pesadelos, as incertezas. Mas ela não podia pôr a vida de Emma em risco.
— Linda... não tenha medo... eu estou aqui, pode falar. – Disse secando as lágrimas que descia dos olhos da morena.
— Eu... eu não lembro... – disse por fim.
— Amor... se esforça um pouquinho... – Emma a incentivava, ele estava sedenta para pôr as mãos no traste que tocou em sua mulher.
— Eu não lembro... – repetiu, com a voz trêmula.
— Regina ... – Foi interrompida por um grito da outra.
— Eu não lembro... que droga Swan... – Gritou e desabou no choro, ela sabia que a loira só queria ajudar, mas a morena só queria esquecer o que aconteceu.
A loira vendo o estado de nervos que Regina ficou, a abraçou para acalmá-la, talvez tivesse passado da conta.
— Tudo bem. – disse a loira docemente.
— Desculpa, desculpa... – repetia a morena sussurrando, Emma não sabia se ela se desculpava por ter gritado ou por não lembrar, mas isso não importa.
— Tudo bem amor, ta tudo bem, se acalma. – Swan beijou os cabelos da morena e ficou abraçada a ela até que Regina estivesse mais calma.
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