Lovesick

26 Like You'll Never See Me Again


Notas iniciais
Olá Olá, mais um capítulo espero que gostem dentro do possível.

Podia ouvir o som longíquo de sirenes, lentamente os meus sentidos começavam a voltar assim como a sensação de dor por todo o corpo. Encontrava-me presa e mal conseguia mexer os braços.

– Não se mexa, eu chamei os paramédicos eles já devem estar a chegar. – informou-me um rapaz que se encontrava à beira do meu carro.

– Ma’am, vamos tirá-la daí, não se preocupe vai ficar tudo bem. – dizia-me um jovem paramédico.

– Diga-me, consegue sentir as pernas?

– Sim... – dizia a custo.

Com a ajuda dos bombeiros conseguiram retirar o tecto do carro e abrir a porta, para me libertarem do cinto e puderem colocar uma coleira no pescoço.

– John ela está grávida. – afirmou outro dos paramédicos.

– Temos de ir para o hospital mais próximo e rápido. – afirmou.

Assim que conseguiram libertar-me as pernas, deslocaram o meu corpo para cima da maca e encaminharam-se para a ambulância. Logo de seguida as sirenes ligaram-se e pude sentir o veículo em andamento.

– O meu bebé...- sussurrei antes de cair de novo na escuridão, ficando mais uma vez inconsciente.

4 horas depois do acidente

Tinha acabado de acordar e já me encontrava numa cama de hospital, de onde poucas horas antes tinha acabado de sair do trabalho, olhei em volta e vi Danielle conversar com um dos médicos de serviço. Ainda me sentia zonza e sedada e por isso fechei um pouco os olhos e encostei a cabeça na almofada. Segundos depois abri os olhos e agarrei a barriga que já não tinha o aspecto anterior, automaticamente começaram a cair lágrimas. Não, não, não. O meu filho não. A máquina dos batimentos cardíacos logo começou a apitar o que chamou a atenção de Danielle e do médico.

– Calma, querida. – ela pediu-me colocando uma mão em cima da minha testa.

– Eu só quero o Noah! – pedi num grito antes de me afogar em lágrimas no ombro da minha amiga. – Diz-me que ele está bem Dani.

– Ele está na incubadora, mas está bem. Shhh calma Rachel. – dizia tentando acalmar-me.

Enterrei mais a cabeça tentando sentir algum conforto, as dores que sentia não eram maiores do que aquela que sentia no meu coração, se Noah tivesse morrido eu não seria mais a mesma pessoa.

– Onde está o Damon? – perguntei ao fim de alguns minutos, quando me encontrava mais calma.

– Ele está com a Dr. Jenkins e com Noah daqui a nada ele volta para cá. – disse sossegando-me.

Deixei-me encostar de novo na almofada e fiquei com a mão agarrada a de Danielle que se sentara na cadeira a meu lado.

– Como é que ele é? – perguntei.

– Pequenino. – disse sorrindo. – E um lutador, tem o cabelo negro como Damon e o teu nariz.

– Ele vai sobreviver, não vai?

– Sabes que as primeiras 48 horas são vitais, mas acredito que sim. O meu afilhado daqui a nada está nos teus braços. – disse deixando escapar uma lágrima assim como eu.

2 horas depois

Estava a descansar quando ouvi a porta do quarto ser aberta muito lentamente deixando apenas uma luz entrar, resolvi virar a cara em direcção à luz e vi Damon sentar-se na cadeira onde anteriormente se encontrava Danielle.

– D-Damon. – disse fracamente, este olhou para cima e logo se levantou.

– Pensava que ainda estavas a dormir, love. – afirmou afagando-me a bochecha. Notava-se que estava exausto e os seus olhos denunciavam que havia estado a chorar. – Estás com dores?

– Um bocadinho, nada que não aguente. – afirmei sorrindo ligeiramente.

– Pregaste-me um susto de morte Rach. – disse não de forma autoritária ou rude mas com carinho e preocupação. – Não te devia ter pedido que fosses comprar nada... – ia dizendo.

– Dam...

– Ainda por cima a conduzir com quase oito meses de gravidez. Como é que eu fui tão parvo! – dizia irritado com ele próprio.

– Amor! – exclamei chamando-o à atenção. – Tu não tiveste culpa. O outro condutor é que passou com o vermelho.

– Eu não iria saber o que fazer se vos perdesse aos dois. – disse engolindo em seco antes de olhar de novo para mim deixando escapar uma lágrima.

– Anda cá. Amo-te. – disse abraçando-o como podia, visto que tinha um braço ao peito. Logo sentindo os seus braços apertarem-me com cuidado assim como o cheiro do seu perfume.

*

Encontrava-me no quarto do hospital à espera que o médico me desse alta, finalmente já podia sair daquelas quatro paredes e visitar o meu pequeno Noah. Com algum desconforto caminhei até ao corredor onde vi Damon andar lado a lado com o médico até ao meu encontro. Após ele me aconselhar alguns cuidados, aos quais não prestei atenção visto que tinha a cabeça noutro lado, senti o braço de Damon segurar a minha cintura.

– Vamos ver o Noah. – afirmou pegando na pequena mala onde trouxera as minha roupas e caminhando comigo até ao elevador, onde pressionei o botão para a maternidade. Parecia demorar uma eternidade, todos aqueles corredores, todas aquelas portas até que por fim consegui ver um vidro enorme que dava acesso ao berçário onde se encontravam bébés saudáveis e os quais tiveram um nascimento normal e não forçado, e por isso mesmo não lutavam diariamente pela vida. Acabei por entrar na porta ao lado onde se encontrava a sala com as incubadoras apenas duas estavam ocupadas, uma com uma menina e outra com um menino bem pequenino e cheio de tubos à volta dele. Caminhei num passo mais apressado deixando o meu marido para trás e pela primeira vez vi o meu filho.

– Ele é tão lindo. – afirmei sorrindo e ao mesmo tempo deixando escapar uma pequena lágrima.

– Sai à mamã. – disse Damon abraçando-me por trás e pousando o seu queixo no topo da minha cabeça.

– Queria tanto pegar nele.

– Daqui a nada vai estar connosco em nossa casa, love. – afirmou.

Ficamos mais alguns minutos a contemplar o nosso filho até que tivemos de ir embora, dirigimo-nos até ao parque de estacionamento e deixamos para trás o hospital. Damon assim que chegamos a casa, abriu a porta e pegou-me ao colo não me deixando subir as escadas da entrada.

– Bem-vinda love. – disse assim que entramos no nosso apartamento que se mantia igual desde a última vez que lá estivera. – Queres que te faça alguma coisa para comer?

– Não, obrigada. Tu devias ir dormir aquele sofá do hospital é uma desgraça para as costas.

– Estou bem, não te preocupes. – afirmou ajudando-me a caminhar até ao quarto, onde me deitei na cama para estar mais confortável juntamente com ele. Logo Damon me envolveu com seu abraço e beijou a minha cabeça antes de encostar-se a ela. Os dois dias de risco já haviam passado e agora era só esperar ele ter mais uns dias de vida para finalmente estar com ele nos meus braços e finalmente ser feliz como era antes do acidente.

Notas finais
Pelo menos está tudo bem com os dois! Estou desculpada?