Lovesick

27 He Knows Just What I Need


Notas iniciais
Olá Olá! Espero que gostem deste capítulo, tem algumas surpresas bem fofas.

Tinha acabado de acordar, uma semana se passou e finalmente iria retirar o gesso do braço e alguns pontos que tinha levado. Damon já se encontrava na cozinha a preparar-me o pequeno-almoço, como todos os dias fazia antes de sair para trabalhar, desta vez ambos íamos para o hospital.

– Bom dia. – cumprimentei dando um beijinho na bochecha.

– Hey preparada? – questionou-me não deixando de prestar atenção ao café que servia.

– Sim. – afirmei. – Ainda não percebi porque não podias ser tu a tirar esta coisa.

– Sabes que o fazia, mas não tenho nenhuma das serras específicas. – brincou. – Ainda te serrava o braço.

– Parvo, eu sei que ias ter muito cuidado. – sorri.

– Vá toma o pequeno-almoço que hoje tens um dia muito longo pela frente. – avisou.

– Longo?

– Hum hum, mas isso é surpresa. – disse piscando-me o olho.

– Agora fiquei curiosa. – disse enquanto trincava a torrada.

– Só vais saber na altura certa. Agora vou vestir-me. – afirmou deixando-me sozinha a comer enquanto ia para o quarto arranjar-se, visto que ainda se encontrava de pijama. Após terminar a minha refeição, caminhei até ao sofá onde me sentei à espera de Damon, que minutos depois apareceu com uns jeans escuros, camisola branca com um decote em v e um casaco de couro preto que eu tanto adorava.

– Vamos Mrs. Hall? – sorriu.

– Sim. – afirmei levantando-me e caminhando até seu encontro, Damon aproveitou para me beijar antes de abrir a porta e logo dar-me a mão como um casal de namorados. Assim que destrancou o carro, abriu-me a porta e logo me sentei, passado alguns segundos já se encontrava a meu lado e a acelerar o carro em direcção ao hospital.

– Dr. Rachel? – ouvi chamarem o meu nome.

– Sim, sou eu. – sorri.

– Já pode entrar, o Dr. Roy encontra-se à sua espera. – sorriu amavelmente a enfermeira do piso.

Entrei na pequena sala e sentei-me na cama que lá se encontrava, Damon ficou à espera no corredor afirmando que não tinha pacientes a esta hora e por isso podia ficar à espera, coisa que achei deveras estranha, visto que ele tinha um dos horários mais complicados de sempre.

– Bom dia colega. – cumprimentou-me Roy um amigo do Dr. Edwards que trabalhava na Ortopedia.

– Olá. – sorri.

– Bem, vamos tirar esse gesso e depois a enfermeira Amelia ajuda-a com os pontos, ok?

– Perfeito. – disse.

O que eu mais queria era voltar para o trabalho, para assim escapar-me uns minutos até à pediatra para ver Noah que ainda se encontrava na incubadora. O Dr. Roy começou a serrar o gesso e assim que tirou verificou o estado do braço, afirmando que estava perfeito e que não havia qualquer problema de voltar a trabalhar na cirurgia, o que para mim foi uma óptima notícia. Logo depois a tal enfermeira retirou os pontos que ainda tinha na zona das costelas e testa e para minha sorte as cicatrizes não se notavam muito.

– Então está tudo ok? – perguntou-me Damon enquanto se levantava do banco na sala de espera.

– Sim, pronta para regressar. – afirmei, caminhando lado a lado com o meu marido até ao elevador. – Agora já podes descansar e ir trabalhar.

– Ainda temos mais uma coisa a fazer antes disso. – afirmou sorridente.

– Damon, o que é que estás a aprontar? – perguntei curiosa.

– Já vais ver. – e saímos no nosso piso, onde nos dirigimos até ao meu gabinete. Assim que abri a porta dele, encontrei a Dr. Jenkins acompanhada da Danielle que tinha uma pequena mantinha azul ao colo.

– Surpresa! – exclamaram ainda que baixinho.

– Mas, o que é isto? – perguntei entusiasmada.

– O Noah já pode ir para casa. – afirmou Damon com um brilho imenso nos olhos e um sorriso maravilhado.

– De verdade? – questionei ainda perplexa.

– Sim. – respondeu Danielle entregando-me Noah, que se encontrava de olhos fechados a fazer alguns sons quando mudou para o meu colo. – Confesso que sou uma madrinha babada. – disse fazendo-nos rir.

– Ele é perfeito. – disse com pequenas lágrimas nos olhos a tentarem escapar.

– Sem dúvida que sai ao pai. – ouvi Damon dizer entre gargalhadas antes de me abraçar.

Ficamos ali os cinco a observar o meu pequeno Noah a dormir, até que a Dr. Jenkins me informou daquilo que era mais importante, o que devia fazer e que estaria sempre pronta para me ajudar nas situações mais complicadas. Logo ela se foi embora assim como Danielle deixando-me naquele pequeno escritório com os dois homens da minha vida.

*

Passavam apenas alguns minutos do meio-dia da manhã quando Damon e eu voltamos a casa, sendo que ele tivera autorização do Dr. Edwards para tirar o dia e ficar a tomar conta de nós. Encontrava-me tão babada com o meu filho que apenas ficava a olhar para ele, ainda pequenino e com um pouquinho de cabelo a chuchar no dedo enquanto este estava deitado na alcofa.

– Love? Podes vir aqui ajudar-me? – ouvi Damon chamar-me dentro do quarto.

– Sim. – respondi deixando Noah seguro no sofá.

Dirigi-me até ao corredor e parei quando Damon saiu do nosso escritório com cara de malandro.

– Tenho uma coisa para te mostrar. Fecha os olhos. – pediu colocando a mão sobre eles para eu não ter hipótese de espreitar. Caminhei com a ajuda dele e senti os lábios de Damon roçarem no meu ouvido antes de falar. – Podes abrir. – Assim que o fiz o meu queixo simplesmente caiu, aquele que era o nosso escritório simplesmente estava modificado no quarto mais adorável de sempre para bebé.

– Oh meu deus. – disse. – Damon! Estou sem palavras. – ia dizendo à medida que tocava nos móveis brancos, as paredes eram de um bege muito suave e tinha o nome de Noah pendurado em cima do berço, havia um sofá azul perto da janela. O lugar não parecia o mesmo.

– Achei que ficava aqui melhor o berço e não no nosso quarto. – afirmou Damon com um sorriso inocente no rosto.

– Como é que tiveste tempo para fazer isto tudo?- perguntei maravilhada.

– Simples estava aborrecido demais. — brincou fazendo-me rir. — Está aprovado?

– Está perfeito. É por isto que te amo. – disse colocando a mão sobre o seu rosto antes de o beijar levemente colocando-me em bicos de pé.

– Hum nem sabes quão bom é ouvir-te dizer isso. – disse entre beijos antes de aprofundar os mesmos até que fomos interrompidos pelo nosso filho com um choro comum de quem tem fome. Ambos caminhamos até à sala e sentamo-nos ao lado de Noah, Damon pegou no seu pequeno e ajeitou-o no seu colo.

– Vou preparar o leite. — afirmei indo até à cozinha onde aqueci o leite que a Dr. Jenkins me recomendara, visto que não iria poder dar de mamar a Noah devido ao acidente e ao facto de o leite ter secado. Após ouvir o plim do microondas, retirei o biberão e fiquei totalmente derretida com a imagem na sala de Damon a fazer carinhos na cabeça de Noah enquanto o sossegava. Sentei-me a seu lado e ele colocou-me o Noah nos braços deixando-me dar de comer ao meu bebé, este mal sentiu a chucha do biberão bebeu o líquido num instante.

– Epa temos comilão. — dizia Damon a sorrir.

– Fazes com que ele arrote? Vou lavar isto e já venho.

– Claro. — sorriu e logo pegou em Noah colocando um pano no ombro e encostando a cabeça do nosso filho no mesmo dando leves palmadas, eu sai da sala e aproveitei para pegar na máquina fotográfica registando o momento de pai e filho. A minha vida finalmente estava nos eixos e agora ia aproveitar cada momento como o meu último. Sorri e deixei-me ficar a ouvir a conversa de Damon com Noah que abria ligeiramente os seus olhos azuis assim que ouvia a sua voz.

Notas finais
Gostaram?