Lovely Smile
13 Capítulo 13 - Não, não deixa ele ir
Notas iniciais
Era uma quinta-feira-qualquer, a campainha tocou do nada e eu corri para atendê-la.
_Amor- gritei depois de abrir a porta
_Meu anjo- ele me abraçou- Tenho duas notícias, uma boa e outra ruim. Vou começar pela boa, viu?
_Tá
_Eu te amo, muuuito- rimos- E a ruim... Vou viajar hoje para Londres.
_Ah, não acredito- fiquei triste
_Também não...
_Eu vou sentir tanta saudade, Jus- abracei-o.
_Eu também amor, mas a gente vai conversar todos os dias, toda hora, ok? Mas e esse ‘’JUS’’?- ele riu. Eu nunca tinha chamado ele assim, por isso o espanto, eu pronunciei como escrito: j-u-s e não ‘’DIÃS’’ que seria a forma mais correta.
_Um jeito mais brasileiro de te chamar- expliquei- Que horas você vai?
_Daqui uma hora
_Tá, eu vou ao aeroporto com você, ok?
_Tá, passo para te pegar, vou lá acabar de arrumas as coisas.
Nos despedimos e Justin foi se arrumar.
.
.
.
.
Depois que ele me buscou, ainda no carro, eu fiquei relembrando de quando o conheci, do nosso primeiro beijo e de todos os nossos momentos juntos, que aviam sido tão especiais para mim. Acabei chorando, mas disfarcei para que Justin não me vice daquele jeito.
.
.
.
.
Eu e Justin ficamos sentados num banco no aeroporto, esperando o voo dele ser anunciado. O resto da equipe ficou um polco distante de nós. Eu deitei em seu ombro, e ele passou seu braço por mim, abraçando-me de lado. Ficamos um tempo ali sem dizer nada, os dois pensavam provavelmente.
_É como se minha vida agora, fosse ficar assim, em silencio sem você por perto. – Justin quebrou o silencio que nos matava.
_Espero que passe rápido...
_E vai...
_Não sei... – falei me segurando para não chorar.
_É estranho não é? A gente acabou de começar a namorar... – quando ele terminou de dizer isto, o voo dele foi anunciado pela primeira vez. Ele começou a se levantar, e eu ainda me segurando para não chorar o abracei.
_Eu te amo, nunca se esqueça disso.
_Minha princesa, eu te amo demais, jamais vou deixar de te amar – não aguentei, todas as lágrimas que estavam ameaçando caírem à um bom tempo, caíram e a dor também. – Não chora amor... — Mais uma vez anunciaram o voo de Justin, era a ultima chamada.
_Tchau- falei depois de um beijo longo.
_Tchau... Amo você
Cada vez mais, eu o via mais distante. E aquilo me machucava. Meu coração pulava rápido e gritava ‘’NÃO, NÃO DEIXE ELE IR’’. Justin andava olhando para traz com os olhos cheios de lagrimas e eu olhava ele indo e chorava. Era como se fosse o meu adeus definitivo para ele. Quando eu o conheci, imaginei que o veria e depois de polcos minutos, ele iria embora, ou melhor, eu iria embora. Mas isso graças a Deus não aconteceu, e eu agradeço todos os dias. Mas naquele dia, por mais que ele fosse só viajar por um tempo, parecia ser uma despedida para sempre, a despedida que eu avia já imaginado, mas não naquele momento. Eu já tinha acostumado com ele e desacostumado com despedidas.
Fui embora dali chorando, não conseguia parar. Um filme passava na minha cabeça de todos os momentos. E as pessoas que passavam perto de mim, me olhavam como se nunca tivesse visto alguém chorar, ‘’Droga, eu odeio chamar atenção’’. Até que apareceu uma garota:
_Oi, tá tudo bem?
_Mais ou menos- sorri forçado
_Você é namorada do Justin, né?
_Sou por quê?
_Porque eu sou belieber, você não tá chorando por causa dele não é?
_Estou, ele foi viajar
_Ah, para o novo álbum dele, não é?
_É sim, você realmente é belieber... – ri
_Sou sim, e já faz anos... – ela sorriu.
Aos poucos eu parei de chorar, aquela garota ajudou-me à esquecer, ela era uma fofa.
_Então qual o seu nome? – eu falei
_É Emily, o seu é Marina, certo?
_Certo, prazer.
Sentamos num banco da praça e conversamos tomando um sorvete, ela disse que se sentiu mal em me ver chorar, porque ela gostava de mim e do Justin. Mesmo eu sendo muito desconfiada, acreditei nela, ela me parecia uma boa pessoa, contou-me de quando pôde tirar uma foto com Justin e que ela sonhava em acontecer com ela o que aconteceu comigo. Confesso, eu fiquei com dó, mas eu não podia fazer nada. Até porque, milhares de garotas sonhavam o mesmo.
Fale com o autor