Loveless

7 Capítulo 7 - ♫ Butterfly on Your Right Shoulder ♪


"Eu aprendi o que é ter um sentimento doloroso
Sons de piano ecoando, dissonância na minha cabeça
Estou tendo um pesadelo, me acorde rápido
Um começo é sempre trivial, certo?
Não me pergunte aonde quero ir, pois não posso responder
Uma bela noite me desiludiu e eu perdi a noção"

~~~~~X~~~~~X~~~~~

Em uma sala pequena e escura, com uma porta de aço que só possuía maçaneta do lado de fora, e algumas poucas barras de ferro no topo para deixar uma pouca claridade, que vinha dos archotes do lado de fora, entrar no lugar, já que ela não possuía janelas, um menino loiro de olhos que um dia foram de um azul tão brilhante que lembravam diamantes, mas que agora estavam tristes e vazios, trajando o que um dia fora um belo vestido dourado, mas que agora estava rasgado em alguns pontos, deixando boa parte de suas pernas e o tórax à mostra, de modo a deixar visível as várias marcas avermelhadas que tinha por todo o corpo. Estava acorrentado contra a parede, com algemas prendendo seus pulsos e seus tornozelos firmemente, forçando ambos os membros a ficarem abertos e afastados um do outro o tempo todo. Não que isso fosse realmente necessário, o garoto parecia estar tão enfraquecido que seria incapaz de fugir dali mesmo que estivesse livre. O menino não via a luz do sol há dias, e tinha perdido a noção do tempo. Tudo o que sabia é que havia perdido seus pais e amigos em um incêndio que destruiu sua vida, e havia sacrificado à si mesmo para salvar sua irmã, que era a única família que lhe restava. Aquele era Kagamine Len, quando ainda não havia perdido completamente os sentimentos e a inocência de seu coração.



Com um rangido de metal enferrugado, a porta da cela se abriu, e Len sentiu um terrível calafrio percorrer todo seu corpo, temendo a única pessoa que sempre adentrava aquele lugar. No entanto, para sua surpresa, não era o homem que tomou posse de sua guarda dessa vez. No lugar de Kaito, entrou uma mulher de cabelos loiros compridos, amarrados em um dos lados da cabeça, olhos dourados que evitavam encará-lo, trajando um vestido simples marrom, com um avental por cima que um dia fora branco, e que agora estava coberto de manchas e um pouco esfiapado nas pontas. Ela trazia uma bandeja de comida: Uma tijela de sopa simples, pão, e um copo de suco de alguma coisa que ele não sabia identificar. A mulher caminhou até ele, carregando a bandeja com cuidado.



— Nee, quem é você? — Len perguntou, e a mulher paralizou por um momento, mas em seguida continuou o que estava fazendo, sem responder a pergunta — Ei, eu perguntei quem é você. É alguma empregada do Conde?


A mulher apenas ignorou a pergunta dele de novo, e se abaixou diante de Len, para depositar a bandeja diante dele.


— Estou falando com você, moça. Por acaso você é surda? Ou muda? — Len insistiu, e a mulher paralizou por um momento de novo, voltando logo em seguida a se concentrar em sua tarefa. Depositou a bandeja com cuidado diante dele, mas antes que se levantasse para se retirar, ele fez uma última tentativa — Por acaso... o Conde te proibiu de falar comigo?


Os lábios da mulher estremeceram, e ela parecia estar sofrendo algum tipo de dilema interno. Por fim, apenas baixou os olhos, e fez que "sim" com a cabeça.


— Entendo — Len murmurou, baixando a cabeça — Bom, tudo bem se você não pode falar comigo... não quero te causar problemas. Mas... será que você pode ao menos me ajudar com isso? Eu não consigo comer sozinho, como pode ver — ele agitou levemente as mãos, que nem conseguia mover muito naquela posição, indicando a situação em que estava — Ou por acaso o Conde te proibiu de fazer isso também?


Ela paralizou novamente, como se estivesse avaliando se poderia sofrer algum dano posterior se atendesse ao pedido dele, e em resposta, pegou uma colher, encheu-a de sopa e a levou até a boca do garoto. Repetiu esse ato mais algumas vezes, depois com o pão e o suco, que mais tarde Len foi descobrir que era limonada, até que ele tivesse comido tudo. Ela limpou o canto dos lábios do garoto com uma ponta do próprio avental, por onde escorria um pouco de sopa, ajeitou a saia e as mangas do vestido que ele trajava para que cobrisse devidamente seu corpo, e juntou a louça suja na bandeja, para se retirar.


— Obrigado... seja lá quem você for — Len murmurou, voltando a baixar os olhos.


A mulher paralizou novamente, pouco antes de se levantar para ir embora e, no que ela considerava um ato impulsivo e perigoso, afagou rapidamente os cabelos bagunçados do garoto com a palma da mão, tentando encorajá-lo. Afastou-se rapidamente, com medo de que alguém a visse e ela acabasse sendo punida, equilibrou melhor a bandeja nas duas mãos, e se retirou, trancando novamente a cela.




—-----




Kagamine Len acordou assustado, como há muito tempo não se sentia. Estava sentado em uma cama simples, com lençol branco feito de algodão, em um quarto com as paredes brancas, que quase brilhavam agora devido à claridade do sol da manhã que entrava pela janela sem cortinas. Demorou algum tempo até ele se situar e perceber que tudo tinha sido apenas um sonho com o passado.




— É mesmo... — ele levou a mão aos cabelos bagunçados — Eu havia me esquecido... daquela moça — ele se levantou lentamente, ainda sonolento, e pegou a escova de cabelos de madeira que havia em cima da única cômoda do pequeno quarto, começando a desembaraçar os fios loiros — Faz tempo que não a vejo... espero que esteja bem. E que não tenha levado... o mesmo fim que eu.




Depois de trocar as roupas de dormir pelo seu uniforme de trabalho, Len foi até a cozinha, comeu alguma coisa rapidamente, e já ia começar a preparar o café da manhã de seu Mestre, quando uma das empregadas mais antigas interrompeu o que ele estava fazendo:




— Ah, Len-kun, ohayou! — ela cumprimentou com um sorriso, mas antes que o garoto pudesse responder, acrescentou — Nee, pode me fazer um favor e levar isso para o Mestre? — ela indicou algumas roupas branquíssimas recém-dobradas que carregava em seus braços
— Mas... eu estava preparando o café da manhã...
— Ah, não se preocupe com isso, eu faço pra você! Cozinhar é trabalho para as mulheres afinal, e sua culinária é meio... bem... — ela fez uma pausa, concluindo que era melhor não criticar a culinária do garoto se realmente queria que ele lhe fizesse um favor — D-De qualquer forma, o Mestre está tomando banho agora, por isso eu não posso entrar lá, entende? Então, pode fazer isso pra mim, onegai?
— Está bem... então, deixo a comida com você — ele concordou por fim, pegando com cuidado as roupas que a mulher lhe estendia, e saindo da cozinha.


Só depois de sair que ele se lembrou de que aquela mansão enorme tinha na verdade vários banheiros, e tinha esquecido de perguntar em qual deles Gakupo estava, de modo que perdeu alguns minutos procurando por seu Mestre, até que finalmente o encontrou no maior banheiro da casa, que era interligado ao seu quarto, no segundo andar. Abriu devagar a porta principal, e notou que havia outra porta depois dessa, que ocultava a área onde ficava a enorme banheira, que mais parecia uma piscina de uns dez metros ou mais de tão grande, coberta de espuma branca e cheirosa nesse momento. Len parou hesitante, a poucos centímetros da porta que dava para a banheira, e chamou:


— Ano... Mestre Gakupo?
— Len?! — o homem parecia ter se sobressaltado mais do que o necessário, e escorregou, quase afundando na banheira — É você?? O que está fazendo aqui?!
— É que... parece que o senhor esqueceu seus trajes, então uma das empregadas pediu pra eu trazer...
— Ah, sim... elas não gostam mesmo de fazer isso pra mim. Até que é útil ter um garoto trabalhando na casa nessas horas... — Gakupo murmurou para si mesmo, respirando fundo e se acalmando aos poucos — Obrigado, pode deixar aí em cima
— Sim senhor — o loiro assentiu, obedecendo a ordem — Então, com licen...
— Espere — o mais velho interrompeu, tendo uma súbita idéia — Já que você está aqui... bem... você não é tímido, nem envergonhado, é?
— Infelizmente ou não, eu perdi a vergonha há muito tempo — o loiro respondeu inexpressivo
— Certo... — Gakupo respondeu, achando melhor não se ater muito àquele detalhe — Bem, então pode entrar aqui e me ajudar com isso?


O loiro sentiu uma leve curiosidade sobre o que raios Gakupo poderia estar pedindo ajuda, mas obedeceu sem dizer nada. Pediu licença, abriu a porta de vidro que separava a gigantesca banheira do resto do cômodo. Viu seu Mestre com os longuíssimos cabelos soltos e molhados, bem como o resto do corpo, que agora estava úmido, com gotas de água escorrendo do pescoço para o tórax surpreendentemente forte, e de lá para o abdômen viril do homem. As gotículas escorriam ainda mais para baixo, indo de encontro com a espuma densa da banheira que ocultava o resto de seu corpo, embora não fosse nenhum mistério para Len aonde elas tinham ido parar. Ele sabia muito bem o que tinha além daquela espuma.
Não sabia quanto tempo tinha se perdido em devaneios enquanto inconscientemente observava com mais atenção do que devia o corpo desnudo de seu Mestre, mas o loiro sobressaltou-se ao ouvir a voz de Gakupo chamando seu nome.


— Ei, Len! Está me ouvindo?!
— Hã? Ah... — ele desviou os olhos para a parede, numa tentativa de recuperar a concentração no diálogo — P-Perdão, eu não ouvi. O que o senhor disse mesmo?
— Disse que quero que você me ajude a lavar meu cabelo. E que me ajude a lavar minhas costas depois, eu nunca alcanço muito bem...
— Ah, certo... como quiser, Mestre — ainda distraído demais com a breve, porém magnífica visão que havia tido do corpo de seu Mestre, Len não prestou muita atenção em suas ações seguintes também, e começou a se despir, aparentemente sem nenhum motivo.


Gakupo, que havia se virado de costas para o garoto, de modo que ele pudesse lavar seus cabelos, notou a demora dele, e quando se virou novamente para perguntar porque ele estava demorando tanto, viu que o mais novo estava agora apenas com as roupas de baixo. Depois de algumas semanas longe da mansão de Kaito, as várias manchas avermelhadas em seu corpo haviam finalmente desaparecido, revelando uma pele alva e delicada, quase albina depois de ter passado tantos anos sem ver a luz do sol, mas Gakupo não teve muito tempo pra pensar nesse detalhe, pois logo notou que o loiro estava prestes a tirar a roupa de baixo também.


— E-Ei, Len, pare! O que pensa que está fazendo?! — em um ato impensado, Gakupo saiu da banheira e segurou os braços frágeis do mais novo, impedindo-o de tirar a roupa toda — Ei mandei apenas que você me ajudasse com o banho, por que está tirando a roupa?!
— Mas é que... eu precisaria mergulhar pelo menos as pernas na banheira para ajudá-lo, e se fizesse isso vestido, molharia minhas roup... ah.... — ele nunca chegou a terminar aquela frase. Ao olhar para baixo, acabou tendo uma visão privilegiada da parte inferior do corpo de Gakupo, que a espuma da banheira estava escondendo antes, mas que estava completamente visível agora que ele tinha saído da banheira. Len sentiu seu rosto queimar, e sabia que devia estar muito corado, como há muito tempo não ficava — Ahn... err... etto...
— Mas o que foi que deu em voc...?! — Gakupo também não concluiu a frase, pois logo percebeu a situação em que se encontrava. Largou imediatamente os braços finos de Len e escondeu com as mãos a parte de seu corpo que o loiro olhava com tanta atenção, embora isso fosse meio difícil, já que a região era grande demais para ser encoberta apenas por suas mãos. Percebendo isso, ele voltou a mergulhar na banheira, fazendo a espuma transbordar um pouco e se espalhar pelo chão.


— D-Desculpe... — Len murmurou depois de vários segundos, o rosto ainda vermelho como um tomate, incapaz de encarar o homem diante dele — E-Eu não deveria ter... b-bem...
— Esqueça isso — Gakupo rapidamente o cortou, também um tanto embaraçado, o rosto meio corado também — Finja que nunca aconteceu, e não comente com ninguém. É uma ordem, ouviu bem? — ele acrescentou e o loiro assentiu — Agora faça o que eu mandei antes, vamos. E não tire mais nenhuma peça de roupa, ouviu?!


Len assentiu novamente com um aceno de cabeça, e pegou um frasco de xampu perto da banheira, espalhando uma quantidade considerável nas duas mãos, espalhando-o pelas longas madeixas do mais velho logo depois. O cabelo de Gakupo era mesmo muito comprido, e era difícil lavar todos aqueles fios para alguém sem costume como ele, mas depois que pegou o jeito, ele até que achou aquilo bem divertido. Os cabelos de Gakupo eram cheirosos e macios e, apesar da água os tornar mais pesados do que realmente eram, Len tinha gostado daquela tarefa, embora não soubesse muito bem o porquê.


Como estava de costas para o mais novo, Len não podia ver a expressão facial de seu Mestre agora, que no momento fazia uma estranha careta, enquanto ainda pensava no pequeno incidente de minutos atrás. Aquilo o havia incomodado mais do que se algum outro criado estivesse naquela cena no lugar de Len, e Gakupo estava nesse momento quebrando a cabeça de tanto tentar descobrir o motivo disso, sem nenhum sucesso. Por que se sentiu tão desconcertado por Len tê-lo visto sem roupas?! Ele era um garoto, assim como ele afinal! Era porque pertencia à uma classe social inferior? Por que era mais novo? Por causa do passado do garoto? Essa era a resposta mais provável, mas Gakupo ainda sentia que não era só isso. Sobressaltou-se quando o mais novo jogou suas madeixas arroxeadas para a frente, anunciando que tinha terminado de lavar o cabelo dele e que agora lavaria suas costas, e assentiu, desencostando da parede da banheira para que o garoto pudesse fazer seu trabalho, e desistindo de tentar encontrar a resposta dessa pergunta que parecia sem solução.


— Isso é... um pouco diferente de antes... — Len deixou escapar em um sopro de voz enquanto esfregava as costas largas e fortes de seu novo Mestre
— Humm? Diferente do que? — Gakupo indagou, desistindo de vez resolver aquele enigma e decidindo puxar conversa
— De antes. Da época em que eu... bem... d-de quando eu ainda não trabalhava para o senhor — o mais novo respondeu — Isto é, a cena é familiar, mas... ao mesmo tempo, é diferente. Eu não sinto medo, raiva, nem dor, como antes. Claro que eu não sinto mais nada há muito tempo, mas... ainda assim, é estranhamente diferente. Não parece... errado. Nunca pensei que as palavras dela se tornariam verdade algum dia, mas... parece que ela estava certa afinal
— Quem estava certa? — Gakupo indagou curioso — Fala da sua irmã?
— Não... de uma pessoa que conheci na casa de meu antigo Mestre — o loiro respondeu, lembrando-se do sonho que teve naquela manhã — Uma pessoa que não vejo há algum tempo... e que me disse que tudo ficaria bem quando fui embora de lá
— Bem, que bom que essa pessoa tinha razão então, não é? — Gakupo contorceu-se até que pudesse encará-lo, e sorriu para o menor
— Acho que sim — o garoto concordou, sem saber muito bem o que pensar daquilo — Sabe, nos primeiros dias em que roubei o lugar de minha irmã e fui para aquele lugar... eu vivi o inferno na terra. Meu corpo foi o primeiro a ser corrompido, eu sofri e chorei sozinho durante semanas. Não sei ao certo quanto tempo se passou, mas... gradualmente, minha mente foi corrompida também... e depois, meu coração. Concluí que, se estava destinado a sofrer pelo resto da vida, então eu não precisava de sentimentos. Se o meu destino era apenas sentir dor e ficar à mercê do homem desequilibrado que me aprisionou... seria melhor que eu não tivesse um coração, desse jeito sofreria menos. Então joguei minhas emoções fora. Tornei-me apenas uma casca vazia, sem sentimentos, mas isso só fez o Conde gostar ainda mais de mim, pois eu já não resistia tanto. No entanto, desde que deixei a mansão do Conde e vim pra cá... eu venho tido sensações estranhas. Como se uma coisa quente lentamente preenchesse meu peito vazio. Não sei o que é, mas... é uma sensação boa... algo que há muito tempo eu não sentia, e que não sei como definir, mas... não é ruim.


Em mais um de seus atos impensados, Gakupo virou-se de frente para ele e o abraçou. Len sentiu os braços fortes e molhados do homem envolvendo seu pequeno corpo com força, porém de uma forma estranhamente gentil, que não machucava, mas que só fazia aumentar a sensação agradável e desconhecia em seu coração oco. Arregalou os olhos azuis, seu rosto geralmente inexpressivo demonstrando uma rara expressão de surpresa. No entanto, logo deu-se conta de que Gakupo ainda estava despido, e tentou se afastar, mas o mais velho era obviamente mais forte do que ele.


— Ano.... M-Mestre Gakupo — ele chamou hesitante — O senhor não devia...
— Fique quieto, eu sou seu Mestre agora, então eu decido se posso ou não te abraçar! — o outro interrompeu — Ano nee, Len... essa "coisa quente" que você sente preenchendo seu peito supostamente vazio são seus sentimentos voltando. Sentimentos positivos e bons. Acho que é natural que você os tenha perdido depois de tudo o que passou, mas... eu vou trazer cada um deles de volta, você vai ver!
— Eu até entendo o que o senhor está dizendo, mas... o que eu quero dizer, é que... — o loiro baixou um pouco a voz, de modo a sussurrar no ouvido do mais velho — É que o senhor... b-bem, ainda está sem roupas, e... está me abraçando
— Ahh!!! — Gakupo gritou, só lembrando disso agora, e se afastando instantaneamente de Len, como se este desse choque — E-Eu não quis...
— Se era isso o que o senhor queria — Len o interrompeu, pondo-se de pé — Não precisava fazer rodeios, era só dizer — ele começou lentamente a tirar a camiseta larga e simples que ainda cobria seu peito magro — Não precisa ficar enrolando, sabe... se o senhor quer meu corpo, apenas diga. Eu sou seu servo agora, farei o que o senhor quiser, então... está tudo bem
— Quantas vezes preciso dizer que não é isso?! — Gakupo gritou, sua voz ecoando nas paredes do banheiro, e Len se sobressaltou, a meio-caminho de tirar a camiseta por completo — Eu não quero o seu corpo!! Não quero que você fique comigo apenas porque é meu servo e tem que me obedecer, não foi por isso que eu o comprei!! Sem falar que... você é um garoto, como eu! Isso é errado, de várias formas diferentes!!
— Mas... eu não entendo — Len voltou a baixar a camiseta — Se não me comprou por esse motivo, e se não me abraçou porque queria meu corpo... então, por que me abraçou?
— Porque senti compaixão de você — Gakupo respondeu, embora não quisesse admitir isso em voz alta — Porque compadeci da sua situação, e queria sinceramente te ajudar, e te dar uma vida normal. E também... porque me afeiçoei à você
— "Compaixão"...? — o loiro repetiu, parecendo confuso — Não me lembro o que isso significa...
— Se não sabe, então procure no dicionário. Você sabe ler, não sabe? — o maior perguntou, e Len assentiu — Ótimo, então procure em algum livro, ou pergunte à alguém, ou o que quiser. Eu posso terminar o banho sozinho, pode sair agora — ele acrescentou, ainda um tanto incomodado com as conclusões precipitadas que o mais novo tinha tirado sobre ele, e Len vestiu-se rapidamente e fez uma breve reverência, saindo sem dizer mais nada. Gakupo soltou um longo suspiro depois que ele saiu, sentindo que daria muito mais trabalho restaurar a mente e o coração daquele garoto do que ele pensava. Mas, não era uma tarefa impossível afinal... não é?

Notas finais
Konnichiwa minna!! Kyaaa~~ eu estava tão ansiosa pra postar esse capítulo!!! Então... quem aí sentiu inveja do Len nesse capítulo, levanta a mão!! /o/ Eu mesma preciso admitir que fiquei com muita inveja dele tendo essa visão privilegiada do corpo do Gakupo ._. E eu dei tanto ataque aqui revisando esse capítulo que nem sei como foi que consegui escrever tudo isso, omg... ah, e detalhe: Naquela parte do começo, quando o Len entrou no banheiro o Gakupo se assustou ouvindo a voz dele, o telefone tocou de repente aqui do meu lado e eu soltei um berro e me assustei junto com o Gakupo '-' É, estou vivendo as emoções dos personagens da fic, que sinistro isso... mas era só a minha irmã ligando -.- Ah, sim, antes que eu me esqueça, alguém tem algum palpite sobre quem era a garota que apareceu no sonho do Len? Acho que quem conhece bem todos os Vocaloids vai acertar de cara, mas é sempre bom perguntar, nee... Coisa que não tem nada a ver com a fic: Bom, isso não tem nada a ver com a história, mas eu preciso compartilhar esse acontecimento, embora uma ou outra leitora já saiba disso... bem, no evento de anime que teve aqui na minha cidade em julho, eu comprei um bonequinho do Len. Eu estranhei no começo pq estava mais barato do que esses bonecos costumam ser, mas era o único que tinha do Len, então eu comprei. Quase uma semana depois, eu estava muito feliz com o boneco nas mãos, cantarolando "Ahhh, o Len é tão fofo, não acredito que tenho meu próprio Len só pra mim, lálálá..." quando o boneco pulou da minha mão, caiu no chão e quebrou!!! *culpando descaradamente o boneco por eu ser uma desastrada* Eu comecei a gritar feito uma desesperada "Omggg eu matei o Leeeen!!! E agora, o que eu façoooo, não acredito que matei o Len ommggggg!!!". Eu contei isso pra uma das leitoras depois e ela disse que o meu bonequinho do Len sabia do que estava acontecendo com ele nessa fic e preferiu se suicidar pra não passar por essas coisas todas, e por isso se suicidou e pulou da minha mão '-' Bom, a parte boa é que o boneco em si não quebrou, o que quebrou foi o suporte que mantinha ele em pé e ele não ficava mais em pé... mas aí pedi pra minha mãe consertar pra mim, e depois que ela colou o suporte com superbonder e o boneco passou a noite inteira lá colando, ele ficou inteiro de novo =D E depois disso eu coloquei o boneco no lugar e nunca mais segurei ele com minhas mãos desajeitadas de novo '-' Lições de moral pra quem leu essa história: Primeira, não compre bonecos muito baratos, eles quebram facilmente (eu tenho outros bonecos mais caros que já caíram no chão mas nunca quebraram, graças à Kami-sama). Segunda lição: Sempre tenha superbonder em casa, você nunca sabe quando vai precisar u__u E viva o superbonder!! /o/ Fim da história nada a ver com a fic. Obrigada pessoas que leram essa história nada a ver com a fanfic, e se puderem, comentem sobre isso também XD Deixem reviews onegai e façam de mim uma autora feliz!!! *o*