Love me

24 Capitulo 24


Notas iniciais
Desculpem o atraso, uma amiga minha de outro estado estava aqui em São Paulo e hoje está indo embora.... Só me resta chorar e chorar.. . Mas, vida que segue.. Boa leitura! Ps. Não deu tempo de revisar.

Os dias foram passando rapidamente, David estava indo bem com a sua tentativa de se recuperar do mal que estava acabando com a sua vida, Mary estava feliz com as conquistas do marido e com a felicidade da filha.... Mas ela não sabia que o mundo de Emma estava prestes a cair novamente.

– Emma, esse é seu nome? — Cora analisava a loira.

– Sim. — Respondeu intimidada pela sogra.

– Zelena já havia me falado de você. — Disse seca e deixou Emma falando sozinha.

– Mais uma que não gosta de mim. — Revirou os olhos e segurou nas mãos da morena. — Acho melhor irmos embora, não sou bem vinda aqui... — Disse acariciando a mão da outra.

– Aguenta só mais um pouco, por favor. — Regina sussurrou e beijou sua testa.

– Emma, você está triste? — Henry se aproximou das duas.

– Não, garoto... É só uma dorzinha de cabeça. — Sorriu e abraçou o garoto. — Eu te amo, sabia?

– Eu também te amo! — Henry disse apertando loira em seus braços.

– E eu? Não ganho esse amor? — Regina fingiu estar indignada.

– Vocês dois são as melhores coisas da minha vida! — Emma disse com os olhos marejados e puxou a morena pela cintura. — A melhor... — Sussurrou contra seus lábios e os beijou rapidamente.

– Mãe, você já conheceu a menina que a Regina pegou para criar? — Zelena já desceu as escadas provocando o casal.

– Isso me surpreende muito, Zel... Nunca imaginei que você poderia ser tão cruel. — A morena revirou os olhos e Emma ficou extremamente tensa. — Nunca pensei que você poderia ter tanta inveja... — Balançou a cabeça negativamente.

– Não tenho inveja de você, apenas não me conformo que trocou o Robin por uma criança. — Disse com um sorriso enorme.

– Acho que a criança aqui é você... — Emma retrucou.

– Ah, claro... Me desculpe, você é a golpista que quer o dinheiro da minha irmã. Eu tinha quase esqueci desse detalhe... — Disse irônica.

– Tia, porque você está falando essas coisas? — Henry disse com os olhos arregalados.

– Querido, isso não é assunto de criança. — Cora disse voltando para a sala. — Eu realmente não entendo o que você tem nessa cabeça. — Olhou para a morena. — As duas maiores decepções da minha vida... Uma filha que se separou de um homem maravilhoso para virar sapatão e que não seguiu com os negócios da familia.

– Vovó! — Henry a repreendeu. — Elas se amam! E eu aceito porque sei que minha mãe vai ser feliz com a Emma! — O garoto abraçou a loira novamente. — Eu amo você e elas não vão mudar isso. — Sussurrou olhando para a mesma que já deixava as lagrimas sairem. — Não chora, por favor... — Passou a mão no rosto dela.

– Shhh... Não tem problema. Deixa elas falarem... — Sorriu forçado e limpou as lagrimas.

Regina estava perplexa com as atitudes da própria familia, sabia que não seria facil... Mas não esperava tanta raiva espumando de sua mãe e principalmente de sua irmã.

– Ainda bem que o papai está morto, jamais sobreviveria a tanto desgosto. — Zelena remungou para a morena e isso foi o maximo que Emma poderia aguentar.

– O que você disse, Zelena? — Emma se aproximou e ficou cara a cara com a ruiva.

– Regina é a maior decepção da familia! — Disse pausadamente e a loira deu um tapa em seu rosto.

– A Regina é a melhor pessoa que eu já conheci, é a mulher que eu amo e que salvou a minha vida... Lava essa sua boca imunda antes de falar sobre ela! — Disse extremamente irritada enquando Zelena estava com uma das mãos no local que levou o tapa.

Nesse momento todos ficaram espantados, o silêncio dominou o ambiente e Regina ficou sem reação. Por mais que fosse psicóloga não estava sabendo lidar com aquela situação, a revolta de sua familia seria um assunto muito complicado, a vida de sua namorada era complicada e sua própria mente também era complicada.

O silêncio foi quebrado com a campanhia tocando, a morena puxou Emma pelas mãos e Henry saiu logo atrás. Regina abriu a porta e Robin sem saber o que estava acontecendo tinha um sorriso enorme estampado em seu rosto.

Ao ver as lágrimas saindo do rosto de ambas o sorriso foi se fechando.

– O que aconteceu? — Perguntou preocupado.

– O esperado... Depois conversamos. — Regina disse seca e saiu da casa indo em direção ao carro.

– Oi e tchau, pai... — Henry disse todo triste, nunca tinha presenciado uma cena de briga... E nunca havia pensado que a familia de sua mãe seria tão preconceituosa.

– Oi, filho! Estou com saudade! — O homem abraçou o menino e deu um beijo em seu rosto. — Já que não vai ter jantar aqui hoje, amanhã passo na sua casa para ver vocês... — Sorriu.

– Vou estar esperando. — Sorriu também e saiu em direção ao casal que já estava indo para o carro.

– Droga!! — A morena chorava desesperadamente ao entrar no veiculo.

– Desculpa, eu não queria atrapalhar a sua vida! Não queria que sua familia virasse contra você... Eu sinto muito. — Emma colocou as mãos escondendo o próprio rosto.

– A culpa não é sua, Emma... — Henry sussurrou e Regina ficou em silêncio.

O caminho todo foi percorrido sem nenhuma palavra, Emma deixava suas lágrimas escorrerem, Regina estava com ódio de si mesma por não ter tido coragem de enfrentar a familia e Henry... Ah, ele estava totalmente perdido e pensando em um jeito de ajudar as duas pessoas que tanto amava.

Chegaram em casa e Regina foi direto para o quarto, precisava ficar sozinha e pensar no que faria a partir daquele momento.

– Emma, não fica assim... — Henry disse sentando ao lado da loira no sofá. — Eu não me importo com o que elas pensam... — Fez carinho no cabelo da mesma. — Não me importo... — Sussurrou enquanto as lagrimas sairam de seu rosto.

– Não chora, meu amor... — Emma limpou as gotas do rosto dele. — Eu amo vocês e isso não vai interferir em nada. — Sorriu. — Vai lá com a sua mãe, ela está precisando de você... Levantou e esticou uma das mãos para que ele levantasse. — Vou tomar um banho e já vou...

Henry subiu para o quarto com a sua mãe e Emma foi tomar banho no banheiro que tinha fora dos dormitórios.

– Merda! — Sussurrou para ela mesma e sentou no balcão que havia no local.

Ficou olhando alguns minutos para o chão e refletindo sobre tudo o que aconteceu, quando levantou a cabeça seu olhar mirou na gillete que estava perto do sabonete.

– Não... Não posso... — Disse de olhos fechados.

Há pessoas que digam que isso é loucura, outras dizem que é graça. Mas na verdade, isso é uma doença, uma coisa que você não controla... Um vicio.

Você acredita que se cortando a dor sentimental vai passar ou pelo menos diminuir, mas na verdade além de se machucar você acaba acrescendo mais uma coisa: a dor fisica.

Notas finais
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