Love me

25 Capitulo 25


Notas iniciais
Boa leitura!! PS. Não deu tempo de revisar.

Emma conseguiu vencer a vontade de se cortar naquele dia, sentiu-se preparada para enfrentar tudo e todos com Regina... Até chegar naquele quarto.

— Amor... — A loira entrou e a psicóloga estava deitada na cama com seu filho.

— Já estou saindo! — O menino sorriu e abraçou Emma. — Boa noite! — Sorriu.

— Boa noite, garoto! — Deu um beijo em sua testa e o mesmo se retirou.

— Precisamos conversar. — Regina disse se levantando e trancando a porta.

— Você está melhor? — Emma foi se aproximando da morena e a mesma foi se afastando.

— Não, e nem sei se vou ficar. — Limitou-se a dizer e sentou na ponta da cama.

Emma estava tensa, queria contar para a Regina o que quase tinha acontecido no banheiro há poucos minutos atrás, mas algo dentro de si dizia que a morena estava com uma sobrecarga psicológica.

Sempre soube que não seria facil para Regina assumir para si mesma que estava namorando com uma mulher mais nova e muito menos assumir para a familia.

— O que está pensando? — A loira sentou-se ao lado da outra.

— Não posso repetir o que eu fiz hoje, Emma. Não posso te expor e me expor dessa maneira, minha familia nunca vai aceitar esse relacionamento... Se fosse só o não aceitar, estava ótimo. Mas eu conheço minha mãe, ela vai tentar me atingir de todas as maneiras possiveis e se precisar, vai usar o Henry como uma arma letal. — Regina estava com os olhos marejados e sua cabeça estava a mil por hora.

— Você está querendo dizer que... — Emma não terminou de falar, pois a morena assentiu com a cabeça.

— É melhor darmos um tempo, preciso me livrar dessa familia antes. Não quero que se machuque mais ou tenha mais um problema na sua vida... Na verdade, quero ser a solução de todos eles. Mas no momento não é possivel... — A psicóloga já estava aos prantos, as lagrimas saiam sem piedade e estava se sentindo a pior pessoa do mundo.

— Não faz isso, Regina... Por favor. Eu preciso de você! Eu quero estar do seu lado quando sua familia vier te infernizar, quero te proteger de todo o mal, quero poder te amar... Quero cuidar de você! — Emma dizia enquanto fazia carinho no rosto de sua namorada. — Eu te amo! — Sussurrou entre lagrimas.

— Você não aguentaria, amor... Eu não aguentaria e o meu maior medo, Henry não aguentaria. Ele gosta demais de você, qualquer ataque ele vai querer enfrentar minha mãe, minha irmã e qualquer pessoa que tentar entrar no nosso caminho. Ele é só uma criança entrando na adolescencia.

— Não vou deixar nada acontecer com vocês, eu prometo. — Emma abraça a namorada e a beija delicadamente.

A situação era extremamente complicada, isso ninguem pode negar. Mas será que o amor realmente supera todas as barreiras? Será que nos protege de todas as pessoas que nos querer fazer mal de alguma maneira?

— Eu tenho medo... — Regina sussurrou.

— Eu também tenho, mas prefiro ter medo com você do que ter medo sozinha. — Emma sorriu e limpou as lagrimas da psicóloga.

Ambas deitaram na cama e acabaram pegando no sono, Henry ouviu que estava tudo em silêncio e abriu a porta lentamente.

Emma e Regina dormiam abraçadas, o garoto ficou contemplando a cena por alguns minutos e depois voltou para seu quarto.

Nunca tinha visto a mãe tão feliz com uma pessoas igual ficava quando estava com Emma e o que ele mais queria era a felicidade das duas, podendo assim viverem em paz como uma familia.

O dia amanheceu e quando a loira acordou percebeu que Regina não estava mais ao seu lado, o que foi estranho, porque a morena não tinha o costume de levantar muito cedo durante o final de semana.

Emma desceu ainda de pijama e encontrou Henry na cozinha.

— Se sua mãe te ver na cozinha dela vamos apanhar. — Sorriu apoiada no batente da porta.

— Eu estava tentando fazer panqueca para você! — Revirou os olhos e veio em sua direção para abraça-la. — Bom dia!

— Bom dia! — Emma apertou o garoto em seus braços. — Vamos fazer juntos? — A loira sorriu sapeca e fez cócegas em Henry.

— Vamos! — Gargalhou.

Os dois fizeram a maior bagunça no local, o chão ficou imundo, fogão sujo e as roupas todas melecadas.

Enquanto isso Regina foi visitar seu velho amigo e psicólogo Daniel.

— Não sei o que fazer, Dan... — A morena estava sentada no sofá e com as duas mãos na cabeça.

— Ela parou de se cortar? — Perguntou aflito e preocupado.

— Sim, não tenho visto nenhuma marca no corpo dela. — Olhou séria para o amigo.

— Você quer mesmo desistir? Vocês já enfrentaram tantas coisas, meu amor... Podem superar isso também. — Sorriu compreensivo. — Cadê a Regina racional? A psicóloga? A inabalavel? — Brincou para descontrair a outra.

— Quando o assunto é Emma, essa Regina que você está falando não existe. — Sorriu fraco e olhou para o chão. — Eu a amo.

— Se vocês realmente se amam, porque terminar? Não tem lógica o que você está me falando, Regina. Para de se esconder atrás dos seus medos e inseguranças, ela te ama...
— Tentou fazer a morena quebrar aquelas barreiras que estavam erguidas.

— Não duvido do amor dela e muito menos do que eu sinto. — Levantou a cabeça e olhou nos fundos dos olhos do homem. — Eu só não entendo, Emma é mais nova que eu... Tem uma vida pela frente, o estúdio dela está ficando conhecido, a vida dela está começando realmente a dar certo. Porque que ela viveria com uma mulher igual a mim? E ainda mais que tem um filho, uma familia preconceituosa e problematica que vai fazer de tudo para acabar com esse relacionamento. Eu não vejo lógica, sabe? — Respirou fundo.

— Pelo amor de Deus, Regina! O amor!! Você ajudou esse tempo todo a menina parar de se cortar, compartilhou inumeros momentos da sua vida com ela, vocês se envolveram, logo depois de apaixonaram... Quer que eu fale mais? — A morena ficou em silêncio. — Você pediu o divórcio, salvou a vida dela, levou ela para morar com você e o Henry, enfrentou toda a familia problematica que ela tem, levou o pai dela para uma clinica de reabilitação, enfrentou sua familia... E depois de tudo isso você quer lógica? Acorda! O amor não tem lógica, querida! É um sentimento louco, que te leva para o céu e ao mesmo tempo para o inferno.

Notas finais
Comenteeem!