Love me
23 Capitulo 23
Notas iniciais
Foram deixar Mary em casa logo após o ocorrido, Emma ficou muito abalada por ter que deixar o pai naquela clinica de reabilitação.
– Mãe, que eu fique aqui com a senhora? — A loira pergutava preocupada.
– Não, pode ficar tranquila. Qualquer coisa eu te ligo, filha... — A mais velha sorriu. — Preciso ficar um pouco sozinha.
Emma assentiu e se despediram. Regina observava tudo de longe, os olhos marejados denunciavam a mistura de emoção que sentia.
A garota foi injustiçada por muito tempo naquela familia e agora seria o tempo de se recuperar, de salvar aquela relação com seus pais.
– Tchau, Regina! — Mary gritou e a morena sorriu.
Emma entrou no carro e foram para a casa, porém algo estava estranho e Regina percebeu.
– Amor, aconteceu alguma coisa? — Perguntou preocupada. — Se for sobre o janta com a minha familia, fica tranquila. Já falei com a Zelena e vamos marcar para outro dia.
– Regina, eu... — Emma começou a falar, mas desistiu.
– O que está acontecendo? Você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?
– Eu sei. Mas não é o tipo de coisa que você vai querer ouvir.
– Você está me assustando.
– É... É sobre a sua irmã.
– Zelena? — Regina arqueou a sobrancelha.
– Sim, ela está mentindo para você... — Emma falou séria e a morena parou o carro na praça que se encontravam antes de ficarem juntas.
– Vem, vamos conversar. — Ambas sairam do veiculo e sentaram no gramado.
– O que está acontecendo?
– Ela está mentindo, Regina. Ela... Ela quer nos separar.
– Mas do que você está falando? Ela está feliz por nós duas.
– Não, ela não está. — A loira disse olhando para algumas arvores em sua frente. — Ela disse que não iria admitir que eu ficasse na sua familia, porque eu estava interessada no seu dinheiro e disse que faria de tudo para acabar com o que você sente por mim. — Respirou fundo por estar aliviada.
– Emma, você sabe que eu amo você mas o que está dizendo é inadmissível. Zelena jamais faria isso.
– Então você não acredita em mim?
– É complicado, amor. Zelena não é o tipo de pessoa que fingi gostar de uma pessoa e depois faz de tudo para destrui-la. — Regina olhou para a garota e a mesma se afastou.
– Ou seja, você não acredita em mim.
– Emma, tente me entender. Ela é minha irmã.
– E eu não sou nada. Está tudo bem.
Emma se levantou e começou a andar.
– Vamos embora. — Disse seca.
– Emma, espera. — Regina levantou rapidamente e segurou nas mãos da outra. — Como você tem coragem de falar que você não é nada? — Seus olhos estavam marejados. — Depois de tudo que passamos, depois de eu ter salvo sua vida, eu terminei meu casamento para ficar com você, Emma. — As lagrimas começaram a escorrer.
– Você não precisa jogar isso na minha cara, Regina. Eu sei de tudo isso. E a única coisa que eu precisava nesse momento é que você confiasse em mim. Mas já vimos que você não pode fazer isso.
– Eu confio em você!
– Percebi... — Emma se soltou e saiu andando.
Chegou em frente ao carro e ficou esperando Regina abrir a porta, a chave estava com a morena.
– Vamos fazer assim? Vou começar a observar as atitudes da minha irmã até eu ter certeza. É dificil para mim, amor... Ela nunca agiu assim.
– Eu não faria isso se não fosse verdade. Jamais te colocaria contra sua família. Mas ela disse que faria isso comigo e eu me desesperei. Porque você... Regina, você é tudo que eu tenho.
– Eu sei, meu amor. Você e o Henry são as coisas mais importantes que eu tenho. — Sorriu.
– Por favor, acredita em mim. — A loira agarrou a cintura da namorada que acariciou seus cabelos.
– Vamos terminar essa conversa em casa, por favor. — Regina beijou a testa de Emma.
– Mas o Henry está lá... — Sorriu. — Não quero que ele saiba, querendo ou não é sobre a tia dele.
– A gente espera ele dormir. — Regina sussurrou e a loira assentiu.
Entraram no carro e o clima estava pesado. Emma estava totalmente quieta, Regina estava perdida em seus pensamentos, perdida na vida.
– Vocês demoraram! — Henry revirou os olhos quando elas chegaram.
– Tivemos alguns problemas, garoto. — Emma bagunçou o cabelo dele e sorriu.
– Seu pai está bem, Emma? — Perguntou preocupado.
– Não muito, mas vai ficar... Pelo menos é o que eu espero. — Disse se jogando no sofá.
Regina entrou na casa em silêncio e sorriu quando viu seu filho e Emma na sala.
– Henry, para o banho.. Agora. — Disse fingindo estar brava.
– Me desculpe, general. — O garoto fingiu uma continência e correu para o banheiro. Regina sorriu, sentando-se ao lado da loira.
– Vem.
– Regina, eu...
– Esquece aquele assunto, só deita aqui. — Sorriu docemente.
Emma deixou sua cabeça descansar no colo da morena.
– Eu jamais jogaria você contra a sua irmã. — Sussurrou.
– Shh... Deixa que isso eu resolvo depois. — Sorriu e acariciou a barriga da loira.
– Não faz isso... — Sussurrou.
– Porque? — Regina perguntou com a voz rouca.
– O Henry pode descer a qualquer momento. — Emma respirou fundo.
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