Love as Sakura | 爱如樱
78 第62章 Os dias passam - Parte III
Os olhos de Yan Da brilhavam, Chao Ya a abraçou beijando sua têmpora. Elogiou Pian Feng por ter feito um pedido de casamento à altura de sua jiejie e por ter sido tão romântico. Não podia se caber em felicidade pelo casal de amigos e, apesar de saber que não se casariam tão brevemente quanto ela gostaria, sentia-se satisfeita por pelo menos terem oficializado a relação. No passado, Pian Feng e Chao Ya haviam sofrido muito com as separações impostas pelas convenções e divisões sociais. Eles mereciam um final feliz e ela estava em regozijo por fazer parte daquele passo tão importante na vida deles.
— Obrigada. — Disse ela segurando as mãos dos dois. — Obrigada por estarem vivos e juntos.
Pian Feng levantou-se e sentou do outro lado dela, sem se importar com as demais pessoas, os três apenas se abraçaram com olhares lacrimosos e corações festivos.
※※※
Um Ano Depois...

Cara senhorita Meng,
Ficamos felizes em informar que seu projeto “Ice Fantasy” foi aprovado por nossa empresa. Nós, da Startec, esperamos providenciar total suporte para transformar seu jogo em um novo fenômeno.
Por favor, nos contate e-mail abaixo e bem-vinda à Startec.
Atenciosamente,
Xing Jiu
CEO da Startec Group
Yan Da estava tomando café da manhã enquanto Chao Ya passava sua túnica da formatura quando engasgou com a sopa, assustando Pian Feng. O e-mail, que ela checou pelo tablete enquanto ajustava alguns detalhes do seu jogo, surpreendeu-a de tal forma que por bem pouco não caiu da cadeira. O agente de talentos, preocupado, apressou-se em ir ao lado dela temendo que estivesse engasgada, mas ela o tranquilizou com um gesto.
— Xing Jiu abriu uma empresa de tecnologia? — Perguntou após beber um pouco de água que Pian Feng lhe havia oferecido.
— Ano passado. — Contou o agente enquanto a escrutinava. — Ele recebeu um investimento de nada mais que doze milhões de yuans, mas em menos de um ano após entrar no mercado, a empresa já vale oitenta milhões de dólares.
— Ele é, claro, parceiro comercial da ZhangYing. — Disse Chao Ya que vinha para a sala de estar e escutou a conversa. — Sua túnica está pronta. Ao que parece, a família de Ka Suo quer dominar boa parte dos mercados da Ásia, eles não eram envolvidos em jogos até então.
— Xing Jiu está negociando comprar aquele jogo que você tanto gosta, Huànchéng, para repaginar. — Revelou. — Além disso, também trabalham com segurança digital, criaram um programa exclusivo de rastreamento para a polícia e lançaram dez jogos que se tornaram febre entre os jovens.
— Huang Tuo me disse que dois dos jogos deles já foram lançados em inglês na América do Norte. — Emendou Chao Ya. — Agora termine de comer ou vamos nos atrasar.
A jovem obedeceu, mesmo sabendo que Pian Feng estava prestes a perguntar a razão do questionamento. Não queria contar nada a eles naquele momento, antes de mais nada, desejava viver sua formatura, fora um ano e algumas semanas de curso, ela desenvolvera um jogo demo muito elogiado por seus professores e que havia recebido boas respostas na plataforma de testes. Tal como havia dito a Tian Xing, a ideia ofertada ao seu grupo havia sido bem executada e eles conseguiram um patrocínio por uma grande empresa de jogos.
Receber aquela proposta de Xing Jiu deixou-a muito feliz. Especialmente pela certeza de poder confiar nele, seria tratada de forma justa, transparente e seu jogo lançado como um produto de verdadeiro potencial. Isso era o que lhe deixava mais feliz, a certeza de não precisar se preocupar com sonhos de primavera*[1].
Os três chegaram à cerimônia de formatura da turma especial — e também teste — do curso de Design e Desenvolvimento de Jogos Digitais do Instituto de Tecnologia de Pequim com meia hora de antecedência. Chao Ya insistiu em tirar fotos como uma mãe coruja na primeira formatura da filha, embora Yan Da tivesse um currículo acadêmico notável. Pian Feng não fez qualquer objeções em tirar e sair nas fotos, todo orgulhoso de mais aquela conquista da sua fadinha, especialmente por esta ser uma que ela escolheu por própria vontade, ao contrário da administração que lhe fora imposta pelo desejo de se infiltrar na Huo Enterprises.
Após a formatura, os três viajariam no dia seguinte de volta para Guang Cheng, onde Yan Da pretendia rever os amigos para agradecer tudo que fizeram por ela, também reencontrar Hu Bing de quem sentia muita saudade apesar de se falarem por videochamada todos os dias. Além disso, o Qingming *[2] se aproximava e ela desejava estar em casa para, neste ano, limpar pessoalmente os túmulos de Peng Yan e Meng Xiyu, rezando para que ambos encontrassem uma nova vida cheia da merecida felicidade. Tinha planos não apenas de aceitar a proposta de Xing Jiu, mas de comprar um novo apartamento e colocar sua vida nos trilhos, assim tanto Hu Bing quanto o casal de amigos poderiam seguir seus sonhos e vontades sem preocupar-se tanto com ela.
Embora seu jogo não tenha recebido o patrocínio prometido para um dos projetos do curso, Yan Da foi elogiada em uma longa menção honrosa pelos professores e o idealizador do curso. Ela se formou com louvor e se despediu dos bons colegas que a acompanharam durante todo o ano de aulas. Agradeceu aos professores por sua orientação e conselhos, recebeu os vários elogios de todos e seus votos de sucesso.
— Parabéns, tongxue! — Tian Xing cumprimentou-a. — Obrigado por toda sua ajuda desprendida, só conseguimos vencer por causa do seu conselho.
— Imagina, vocês fizeram um excelente trabalho. — Retrucou. — Desejo muito sucesso e tenha certeza que vou comprar seu jogo.
— Yan Da... — Interrompeu-se. — Se vier à Taiwan um dia, me procure.
— Pode deixar.
Ela sabia que não ia acontecer, mas pareceu a coisa certa a ser dita. Os dois trocaram um aperto de mão se despedindo, Yan Da fingiu não ver os sentimentos do colega de curso, era algo que não podia corresponder, seu coração ainda parecia recursar-se a se interessar por qualquer coisa que não fossem seus personagens e os novos podcasts que havia adicionado à sua interminável lista.
※※※
— E como estão as coisas aí em Londres? — Shi perguntou ao irmão.
— Úmidas. — Ka Suo fez uma careta. — Parece um inverno eterno aqui. Estou começando a me sentir melancólico encarando um céu nublado praticamente todo dia.
O mais jovem deu uma risada.
— Você, por acaso, tem tempo para olhar alguma coisa que não sejam cozidos? — Provocou-o.
— Ya, seu pirralho desrespeitoso, eu não faço só cozidos e biscoitos como você parece pensar. — Devolveu. — Tenho me mostrado muito habilidoso com bolos e decorações.
— Ótimo, ótimo, leve nosso país para o campeonato de decoração de bolos. — Incentivou. — O Japão leva o prêmio todo ano.
— Quantas reuniões você desmarcou para me provocar desse jeito? — Ergueu a sobrancelha se esforçando para não rir. — Tem visto Huang Tuo?
Shi fez uma careta pensando um pouco antes de responder.
— Se ele não vem me enlouquecer pessoalmente o faz por telefone. — Suspirou. — Nunca mais saio para beber nem água com ele, da última vez o desgraçado conseguiu secar quase três garrafas sem sequer ficar tonto.
— Espero que você não tenha feito nada constrangedor. — Riu Ka Suo.
— Fora chorar como uma criança na frente de todo mundo e me recusar a ir embora sem Yan Da? — Tremeu. — Não, nada ridículo.
Ka Suo ficou em silêncio por um momento temendo fazer comentários sobre a princesa, ainda era um assunto delicado para o irmão. Xing Jiu, Huang Tuo e Liao Jian o mantinham informado sobre o progresso do plano que ele traçara um ano atrás antes de sair do país. Estava perto da data de concretizar o plano, Yan Da estava voltando para Guang Cheng.
— Sobre Yan Da... você tem planos para o Qingming?
— Que pergunta mais estranha. — Shi ficou desconfortável. — Ela está muito viva, obrigado.
O mais velho riu.
— Desculpe, não foi o que eu quis dizer. — Explicou. — Pian Feng e Chao Ya ainda não estão falando comigo, mas Huang Tuo me confidenciou que eles vão te pedir algo em breve.
— Sabe do que se trata?
— Prefiro não mencionar nada, apenas não faça planos para o Qingming.
— Ge, ninguém faz planos para o Qingming, é a limpeza dos túmulos.
— Preciso ir, meu peixe marinado já pode ser cozido.
— Ah, cale a boca, essa conversa está começando a me dar fome. — Protestou. — Quando voltar vou te obrigar a cozinhar um mês inteiro só pra mim.
— Não é como se eu me recusasse a isso. — Riu. — Até mais, Shi.
Shi se despediu e desligou a chamada. As mangas da camisa social branca estavam erguidas até metade do antebraço e presas com uma braçadeira. Ele suspirou e voltou, agora um pouco mais leve, a analisar os inúmeros documentos nas pastas em sua mesa. Antes de conversar com Ka Suo, havia passado por duas cansativas reuniões para resolver pendências e decidir outros assuntos e produtos. Ainda teria outra sobre avaliação do mercado e desempenho de alguns produtos. O pai, que ainda ocupava a vice-presidência, demonstrava estar mais que satisfeito com a administração do filho mais jovem, continuando a insistir que Shi escolhesse alguém para ocupar seu cargo, pois a empresa estava em boas mãos e ele desejava viajar com a esposa.
Apesar de se sentir encorajado pela aprovação do pai, o jovem empresário ainda não se sentia realmente confiante para sair da supervisão dele. Lin Chao nunca foi imparcial com a sua preferência por Ka Suo para a presidência da ZhangYing e, mesmo que nunca tenha realmente duvidado da capacidade de Shi ou o tratado com menos amor que o irmão, ainda era um tanto desconcertante para ele a aprovação do pai. Em parte, o jovem acreditava ser um efeito colateral das suas lembranças do passado, por vezes ainda enxergava naquele homem o rei do gelo que fora um dia, aquele que o ignorava e sempre o via como um erro. Todavia, ali Shi era sangue do seu sangue com legitimidade, mesmo Chen Tong, com toda a sua obsessão por controlar a vida do primogênito, o amava como o filho que ele era. O som do telefone o tirou dos seus pensamentos distantes.
— Ying xiansheng, o doutor Huang está na linha dois.
— Obrigado, vou atender. — Teclou o dígito. — Você anda ficando com saudade de mim em intervalos mais curtos de tempo, está sem pessoas para abrir?
— Por que, se oferece?
Mesmo sem vê-lo, Shi podia visualizar o sorrisinho cínico dele na sua mente sem a menor dificuldade.
— Isso soa como uma ameaça. Vou contratar os serviços de Yue Shen. — Provocou. — Se isso é um convite para beber com você de novo, dispenso. Eu tenho documentos que juntos dariam um volume de Guerra e Paz para analisar.
— Não é nada disso. — Objetou o médico. — Ver você bêbado e ranhento como uma criança três vezes já foi experiência suficiente para mim.
— Eu não tinha ideia que você tinha aprendido a ser tolerante a álcool com Yue Shen. — Reclamou. — Se sequer desconfiasse disso, teria recusado de primeira. Mas então, do que precisa?
— Chao Ya me ligou a alguns dias, parece que eles não vão conseguir voltar antes de maio, como Yue Shen está muito atarefada esses dias porque a empresa dela vai cobrir um funeral de gente influente no Qingming, queria te perguntar se você não podia cumprir esse favor no lugar dela.
— Claro, só me falar. — Dispôs-se. — Não imaginava que alguém ainda trabalhava no Qingming.
— Bem, não é como se ela tivesse alguém para visitar, não é? — O tom de Huang Tuo ficou um pouco sombrio. — Os pais dela nessa vida estão vivos e o irmão mais velho está na Flórida.
— Também não tenho planos para o Qingming, meu avô está no mausoléu da família, meus pais viajam todo ano para Xi’an com a minha avó, mas a vovó sabe que eu não gosto muito de ir...
— Me lembro bem disso, costumava cuidar de você quando era adolescente enquanto eles viajavam. Ka Suo sempre ia representando vocês dois. — Lembrou. — Não se preocupe, o favor que ela pediu não envolve túmulos. Ao que parece, Hu Bing vai se encarregar de limpar o túmulo de Peng Yan e da mãe deles pela manhã, mas você poderia levar flores até Sheng guang zhi lin durante a tarde? É um ritual que Yan Da gosta de seguir todos os anos.
Ele sabia. No ano anterior, os dois haviam ido até lá juntos. A lembrança fez o coração de Shi apertar de saudade, durante todo aquele tempo ele parecia viver pisando em ovos, segurado apenas pela corda da certeza que ela estava viva. Mas cada dia que passava sem ela era como um buraco alargando-se no seu peito. Tentava de todas as formas buscar a companhia dos amigos, mergulhar no trabalho, lembrar-se de que, mesmo sem lembrar quem ele era, Yan Da estava feliz, fazendo o que amava e seguindo seus sonhos. Um dia, os dois se reencontrariam e Shi não perderia a chance de entrar na vida dela outra vez, mas conforme o tempo passava, essa certeza parecia mais distante e, por vezes, ele temia que ela não fosse mais voltar.
Meneou a cabeça. Era uma tolice. Huang Tuo acabara de dizer que Yan Da viria em maio, tinha de parar de entregar-se ao pessimismo daquela forma. Suportara todo aquele ano, conseguia aguentar mais algumas semanas. A ideia de vê-la outra vez lhe enchia de ansiedade, não sabia como reagiria quando seus olhos se encontrassem e ele não visse o reconhecimento neles, mesmo o ódio dela era preferível à ignorância da sua existência.
— Você está aí? — A voz de Huang Tuo estava preocupada do outro lado.
— Sim, estou sim, me desculpe. — Forçou um sorriso mesmo sabendo que o amigo não estava vendo. — Diga a Chao Ya que não se preocupe. Estarei na montanha antes do fim da tarde.
※※※
O voo de Pequim para Guang Cheng levava três horas, duas das quais Yan Da passou dormindo, pois estava muito cansada. Pian Feng fez arranjos para que Chao Ya conseguisse a cadeira ao lado dela e ele ficou no assento do corredor paralelo à esposa, já que sua fadinha ficou com a janela. Quando acordou, com uma hora de viagem ainda pela frente, Yan Da seguiu o resto do caminho esboçando algumas coisas para seus personagens do jogo. Estava no meio de mais armas para seu espadachim do gelo — que era o retrato perfeito de Shi — quando Chao Ya, cautelosamente, perguntou:
— Como ele se chama, amorzinho? — Apontou para o sketch na mesa diante dela. — É muito bonito.
Do outro lado, Pian Feng pigarreou ao ouvir a última sentença. A cantora direcionou um olhar sério para ele.
— Yīng Xuě Huà*[3]. — Respondeu.
— Mesmo? — A artista fez uma careta. — Com que ideogramas se escreve?
— Ying de cerejeira, e xue hua de flocos de neve.
— Não é um nome um tanto feminino? — Questionou. — Por que não usa algo como “Yue Hua”*[4], por exemplo? É um nome mais auspicioso, não acha?
— Jie, você ainda anda fantasiando o Mark Zhao com aquele hanfu preto? — Deu uma risada baixa. — Pian ge não fica com ciúmes?
— Claro que não. — Fez uma careta dando de ombros. Ele é casado de todo modo.
— Você não tem jeito. — Meneou a cabeça. — Talvez mude o nome dele na versão final, mas vou pensar depois.
Quando o avião finalmente pousou, Pian Feng foi cuidar das malas enquanto Chao Ya acompanhou a princesa para onde Hu Bing deveria estar esperando. O que Yan Da não imaginava era a bela mulher inglesa ao lado dele e duas crianças de mais ou menos seis e oito anos que correram até ela assim que o irmão apontou-a. No momento que os ouviu chamando-a de “titia Yan Da” não restaram dúvidas que eram seus sobrinhos. O menininho de seis anos parecia muito com Hu Bing, apesar de ter os olhos azuis da mãe. A menina de oito era uma cópia completa da mãe e do pai só herdara mesmo o sorriso brilhante, a mente arguta e o formato do rosto. Ela os abraçou, encantada, surpresa por eles falarem mandarim com desenvoltura.
— Tudo bem, deixem a titia descansar um pouco. — Pediu Hu Bing, docemente e abraçou a irmã. — Bem vinda de volta, Da’er.
— Que surpresa incrível, da ge, quando eles chegaram?
— Há mais ou menos um mês. — Contou. — Estávamos resolvendo algumas coisas com a escola. Esta é minha esposa, Jie Ke Lin*[5].
A bela jovem mulher abraçou Yan Da com carinho e não havia qualquer sinal de constrangimento ou falsidade na forma como ela olhava ou tocava a jovem. Tinha tanto afeto nos olhos dela que mais parecia ser o reencontro de amigas após longo tempo sem se ver.
— É muito bom finalmente te conhecer. — Disse ela, em um mandarim meio carregado, mas muito compreensível. — Hu Bing fala tanto sobre você que é como se eu te conhecesse há anos.
— A recíproca é verdadeira. — Sorriu a princesa. — Obrigada por cuidar dele.
— Não é nada difícil na verdade. — Riu ela. — Seu irmão é o homem mais doce e adorável que já conheci.
— Tia Yan Da. — A menininha segurou a mão dela. — A gente pode tomar sorvete?
— Claro, anjinho, claro que podemos.
— A mamãe nunca deixa a gente tomar sorvete antes do almoço. — Confidenciou ela, baixinho.
— É porque isso é um privilégio das tias. — Piscou para ela que sorriu animada.
— Estes pequenos encrenqueiros são, hmm... — Ela pareceu pensar um pouco. — Xi Yu e Zhao Lin em chinês. Desculpe, ainda não me adaptei aos nomes deles na sua língua.
— Não se preocupe, pode chamá-los pelos seus nomes ingleses se desejar.
Yan Da apresentou Chao Ya e Pian Feng para a cunhada e os sobrinhos. Estava tão feliz por conhecer a família do irmão, que agora era sua família também, e sua cunhada era tão adorável e serena que tornava impossível não gostar dela de cara. Ela tratava Yan Da com muito carinho sempre sendo prestativa e desejando saber o máximo sobre as coisas que ela gostava como comida, hobbies, cores, flores, doces, etc. Eles foram para um restaurante no centro da cidade e, como prometido, a tia coruja fez a vontade de sua sobrinha com um enorme sorvete.
Pian Feng e Chao Ya estavam maravilhados com a felicidade de sua menina. Yan Da expôs a toda família seus planos de desenvolver o jogo na empresa de Xing Jiu e comprar um novo apartamento. Todos pareceram, ao mesmo tempo, surpresos e extasiados com as notícias, Hu Bing lhe disse que ela podia ficar com seu apartamento já que, com a chegada da família, ele comprara uma casa que era mais confortável para as crianças. Jie Ke Lin, muito amável, salientou que tinha um quarto especial para Yan Da e que agora, conhecendo melhor os gostos dela, decoraria melhor o local e aprenderia a cozinhar suas comidas favoritas para que ela os visitasse quando desejasse.
Os sobrinhos não pareceram muito felizes ao se despedirem da tia e insistiram muito para que ela fosse para casa com eles, assim como a “tia Chao Ya” e o “tio grandão” — eles tiveram alguma dificuldade em pronunciar o nome de Pian Feng, Xi Yu o chamava de “tio bonito” —, mas ela explicou que precisava fazer sua mudança e prometeu que em breve passaria alguns dias com eles em casa. Deu mais um abraço forte no irmão e na cunhada e seguiu com o casal de amigos/pais para o apartamento de Hu Bing que agora era seu. Pian Feng, respeitando a decisão da sua fadinha, contratou uma empresa para fazer s mudança dela e contatou Liao Jian para cuidar dos assuntos do prédio.
Como o apartamento de Hu Bing era mais central e muito maior, ficaria mais confortável para Yan Da permanecer ali, tanto para chegar à Startec, quanto para visitar o irmão. Havia cinco quartos, duas suítes e três quartos menores, ela deu a suíte maior para o casal e ficou com a outra que antes pertencia ao irmão. Como Chao Ya passava muito tempo fora, em viagens e promoções de álbuns, não tinha uma residência fixa na cidade. Mas em decorrência do casamento futuro, ela e Pian Feng começaram a procurar uma casa, mesmo Yan Da insistindo que havia espaço para todos ali — como de fato havia.
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