Love as Sakura | 爱如樱

77 第62章 Os dias passam - Parte II


— Yan Da tongxue*[1]! — A voz veio de algum lugar entre o prédio de design e o caminho para o restaurante. — Yan Da tongxue, só um minuto!

Yan Da se virou para olhar quem a chamava com aquela proximidade, apesar de ter feito alguns colegas no curso de design de jogos — que era ministrado em um dos prédios do Beijin Institute of Technology*[2] numa parceria entre os cursos de arte e design com o de ciência da computação e tecnologia — não ficara próxima ao ponto de deixar algum aluno chama-la pelo primeiro nome. Um jovem da sua idade vinha correndo em sua direção enquanto segurava as alças da mochila, ela ainda não havia se acostumado muito com o “er” que eles colocavam no final de algumas palavras.

— Está indo almoçar antes do segundo período? — Perguntou o garoto.

— Não, vou à biblioteca pegar um livro para o resumo de estrutura narrativa. — Respondeu embora não soubesse por que estava se explicando para aquele rapaz. — Você é...

— Oh, é mesmo, me desculpe — ele pareceu sem jeito —, meu nome é Tian Xing. Ya Tian Xing*[3]. Sou o estudante taiwanês.

Ela então lembrou. Havia dois estudantes que viajaram para Pequim apenas para fazer aquele curso, um era das Filipinas, Jerom Velino e o outro era aquele taiwanês, mas ela não sabia o nome dele até aquele instante. Não fazia ideia do motivo de estar atrás dela e chama-la de forma tão próxima, imaginou que as escolas taiwanesas funcionassem de forma diferente, não sabia, porque nunca havia visitado o país. Com a sobrancelha esquerda erguida e os braços ainda em volta do laptop, esperou que ele dissesse o que queria.

— Você deixou isso no suporte de livro da carteira. — Ele entregou o celular dela. — Estava chamando.

— Oh, obrigada. — O nome de Pian Feng aparecia ao lado de cinco ligações perdidas.

— Gostei muito do personagem que você apresentou na aula de Produção gráfica de persona, os detalhes eram incríveis. — Elogiou. — Mas fiquei curioso, por que um espadachim do gelo?

— Foge do convencional. — Foi a resposta, adicionada de um dar de ombros. — Geralmente nossos jogos envolvem músicos de guqin, fadas, magos e outros personagens com estereótipos repetitivos. Quero criar um jogo com tribos que simultaneamente tem a ver com a mitologia do nosso país, mas possuem suas próprias características e fogem dos estereótipos utilizados usualmente.

— Incrível! — Sorriu, animado. — E já tem um nome em mente?

Bing Huanxiang.*[4] — Respondeu. — Você está em um grupo, não é? O que estão planejando?

— Nada tão complexo como você. — Ele deu uma risadinha. — Estamos nos inspirando em jogos de survival horror e mesclando com RPG de mesa.

— Uau, interessante. — Yan Da foi sincera ao falar isso. — Se vocês conseguirem agregar várias mitologias nessa ideia de forma que conversem entre si e faça sentido, vocês podem acabar conseguindo um patrocínio.

O rosto de Tian Xing se iluminou diante da ideia e ele começou a fazer vários agradecimentos à Yan Da, já que a ideia dela além de ajudá-los a conseguir um norte mais amplo em seu trabalho e estava surpreso por ela, como uma aluna e concorrente do grupo dele, fornecer uma ideia tão incrível para o trabalho final dele. Só mostrava quão generosa e inteligente era. A partir daquele momento ele passou a admirar mais que a beleza da talentosa jovem, mas sua alma pura.

Sem desejar alongar mais a conversa, a ex princesa do fogo pediu licença para usar o telefone e se afastou na direção do prédio da biblioteca sem se importar com o olhar apaixonado de Tian Xing vendo-a partir. Ela ligou para Pian Feng que, provavelmente, estava querendo saber se podia busca-la para almoçar. Já havia reclamado antes com ele sobre aquilo dizendo que deveria usar aquele tempo para ficar à sós com Chao Ya, mas, segundo o próprio agente de talentos, era ideia da esposa incluir Yan Da nos planos. Com um suspiro, aceitou encontrar-se com eles em um restaurante na rua da faculdade após pegar o livro que precisava na biblioteca.

Estava muito animada com o curso e amando cada aula, já tinha tantas ideias e esboços para o jogo que queria desenvolver, passava horas desenhando nos intervalos entre as aulas e mesmo enquanto comia. O casal de amigos e o irmão, para quem ligava todos os dias, estavam muito felizes por vê-la cheia de vida daquela maneira. Hu Bing mantinha Yan da informada sobre o andamento do processo do pai e irmão, ela sabia que a apuração da corte continuava e o promotor entrara em acordo com ele e os outros juízes para marcar o julgamento no ano posterior. De certa forma, ela estava mais tranquila com relação ao assunto, especialmente depois que Ya Xing, mentor do crime, foi condenado à prisão perpétua nos EUA. Por conta do apelo do advogado, a corte americana julgou melhor não deportá-lo de volta onde ele certamente pegaria a pena capital. Ela, inclusive, temia que Shuo Gang também fosse condenado à morte, não queria isso, era muito fácil, proveitoso até para ele. Não, ela esperava que ele passasse o resto da sua vida tormentosa na cadeia sofrendo todos os “tratamentos” que os outros presos davam a coisas como ele.

Chegou a comentar com o irmão que, como o julgamento ficara para o ano seguinte, ela já estaria de volta e poderia depor contra eles, mas Hu Bing não aceitou de forma alguma, especialmente pelo envolvimento doentio da mídia no processo. Ficou, inclusive, surpresa quando Liao Jian telefonou para ela se oferecendo para representa-la no julgamento e, após assinar alguns papéis que ele pediu, enviando-os por fax, agradeceu a disposição. Chao Ya havia lhe contado que o advogado, como os outros, havia desistido da imortalidade em troca da volta dela do Diyu, mas tudo aquilo ainda era um borrão na mente de Yan Da. Ela lembrava pequenos flashes da montanha Kunlun e da escuridão, mas faltava detalhes que sua memória não conseguia alcançar. Contudo, nada diminuía a surpresa da atitude do antigo guerreiro do norte, especialmente por ela saber que ele nunca gostou muito dela.

Desligou o celular antes de entrar na enorme biblioteca e passeou pelas prateleiras após pedir informação no balcão administrativo. Quando achou o livro que queria — e mais um que podia ser útil —, ela fez o empréstimo usando o cartão do curso e saiu até o restaurante.*[5] Chao Ya e Pian Feng estavam em uma mesa mais ao fundo, na ala mais reservada, sentados de frente um para outro com sorrisos bobos no rosto. Yan Da não conseguiu evitar o sorriso afetuoso que se formou ao observá-los, amava aqueles dois e se sentia contagiada com a sua felicidade. Desde que se reencontraram, Chao Ya não perdia uma mínima oportunidade de ficar em torno dela, enchendo-a de carinho e dizendo pelo menos dez vezes por hora que a amava.

— Me convidaram por que as velas da mesa não são suficientes? — Provocou ao se aproximar.

— Não seja boba, não é nada disso. — Riu a cantora puxando-a para que sentasse ao seu lado.

— Queríamos almoçar com você, além disso, temos uma novidade que vai gostar muito. — Disse Pian Feng.

Jie, você está grávida?! — Comemorou Yan Da.

A musicista deu um leve tapinha na mão dela sem conter a risada.

— Desde quando você ficou tão abelhuda desse jeito, sua pequena diabinha? — Quis saber enquanto apertava sua bochecha.

— Ora, se você não está grávida a única novidade que eu ia gostar era...

Pian Feng levantou a mão da cantora e Yan Da viu o anel reluzindo no dedo longilíneo e alvo.

Tian de! — Sorriu extasiada. — Finalmente! Parabéns jie, Pian ge.

Como uma menininha descobrindo que será levada à Disney, a princesa comemorou com os amigos a feliz notícia, estava começando a se preocupar que eles continuariam adiando sua felicidade para cuidar dela. Mesmo amando ter os dois por perto, Yan Da queria ver a carreira de Chao Ya seguindo em frente, Pian Feng enlouquecendo ao telefone com a gravadora e as revistas, os filhos deles brincando dentro do ônibus-casa dela. Desejava ser parte da felicidade deles como uma família.

— Quando vão se casar?

— Assim que você estiver firme. — Salientou o agente. — Entenda, é um passo grande e não vamos conseguir dá-lo com confiança enquanto não a vermos encaminhada e com isso não quero dizer prestes a se casar com um idiota qualquer.

— Pian Feng! — Ralhou Chao Ya. — O que ele quer dizer é que vamos te deixar quando tivermos certeza que você está estável, minha menina. Tudo ainda está um tanto turvo pra você. Assim que as coisas estiverem estáveis, prometo que vou acorrentar seu pai coruja num altar.

— Não vou oferecer a menor resistência. — Provocou ele.

— Comporte-se! — Ameaçou ela e Yan Da riu.

— Ei, isso não está certo, como foi a proposta? Quando? Onde? — Quis saber. — Não podem apenas soltar a granada em cima de mim sem pormenorizar.

— Oh, princesa, você sabe que essas coisas são estratégicas e constrangedoras. — Chao Ya fez uma careta. — Manobras românticas são mais apelativas e esse tipo de apelação assemelha-se mais a chantagem que qualquer outro tipo.

Yan Da riu novamente, apesar de ter entendido o que a amiga quis dizer, sua imaginação, muito mais fértil após iniciar o curso, foi mais longe.

— O que, ele te propôs casamento com um fuzil? — Ergueu a sobrancelha tentando conter a risada. — Ou ameaçou espalhar seus segredos na mídia?

Ya, Da’er, que tipo de coisa andam te ensinando nessa escola? — Pian Feng não sabia se ria com ela ou lhe dava um sermão.

— Parem de mudar de assunto e contem logo como foi!

O garçom veio anotar os pedidos e, assim que se afastou da mesa, Pian Feng assumiu o papel de contar para sua menina como foi o pedido de casamento planejado para a cantora.

※‌

Naquela manhã, Pian Feng acordou mais cedo para preparar um café reforçado de modo que Yan Da pudesse comer bem antes de sair. O curso dela começava às oito, mas ela gostava de chegar às sete para procurar livros de referência ou continuar os esboços de seus personagens. Por mais que ela insistisse em ir de metrô, o agente de talentos era irredutível sobre leva-la e sempre ia busca-la na companhia de Chao Ya, a cantora fazia reservas em restaurantes quando Yan Da não podia almoçar em casa.

Quando deixou a princesa no centro de tecnologia, ele dirigiu até o Tiantan*[6] e comprou dois ingressos completos. O fluxo de turistas já estava bem grande mesmo sendo cedo, mas ele não iria para a parte principal da atração, pois sempre era muito tumultuado e ele precisava de alguma privacidade. Ao contrário dos prédios, que funcionavam até as cinco da tarde, os parques ficavam abertos até as dez da noite, isso lhe daria certo tempo para diminuir o fluxo de visitantes e encontrar o lugar perfeito no Pavilhão da Longevidade, onde ele desejava fazer o pedido.

De volta ao apartamento de Yan Da, Chao Ya já estava acordada quando ele chegou e tomava seu café da manhã sem a menor desconfiança do que viria a seguir. O agente fez o melhor para disfarçar sua ansiedade e não dar qualquer pista, sentou-se diante dela com um sorriso discreto e passou a acompanha-la na refeição.

— Você não tinha comido ainda? — Ergueu a sobrancelha. — Achei que tivesse tomado café com Yan Da.

— Só um pouco. — Mentiu. — Você sabe que não consigo comer muito cedo. Culpa dos seus horários, aliás.

— Do que está reclamando? Ao contrário de mim, você ainda come, quando estou no meio das turnês mal tenho tempo pra isso. — Fez uma careta.

— Um tanto melhor, você alcança notas mais agudas de estômago vazio. — Provocou o agente. — E eu sempre levo seus pratos favoritos para o ônibus ou o jatinho.

— Cuidado, você está a um passo de dormir no terraço. — Ameaçou.

Ele deu uma risada e os dois continuaram tomando café em um silêncio confortável. Havia muito que se comemorar, Yan Da estava bem e vivendo sua vida com animação, fazendo aquilo que amava sem reservas, medos ou ameaças. Todavia, uma pequena nuvem cinzenta pairava sobre aquele céu claro da felicidade deles: o coração ferido de Ying Kong Shi. Aquém de todas as ressalvas e resistências que tinha no passado, mesmo Pian Feng estava convencido dos sentimentos do príncipe por Yan Da, sobretudo, sabia que sua fadinha só se sentiria plenamente realizada quando tivesse a chance de viver o amor interrompido pelo universo. Sempre haveria aquele pequeno vazio no coração da princesa esperando ser completado por Shi, mesmo sem lembrar-se quem ele era, Yan Da continuava, inconscientemente, procurando por ele.

Enquanto pensava sobre essas coisas, Pian Feng mal se deu conta do escrutínio de Chao Ya, ao perceber o olhar afiado da esposa pediu desculpas por ficar absorto e perguntou se ela havia dito algo que ele não escutara.

— Está preocupado com ela, não é? — Apesar do tom interrogativo, ela fazia mais uma afirmação.

— Acho que não tem outro jeito. — Suspirou. — Ela lembra de todos nós, quase tudo que aconteceu no passado, mesmo no Diyu, mas não faz ideia de quem ele é, ainda assim, viu o esboço do personagem principal do jogo que ela está desenvolvendo?

— É igual a ele. — A cantora deu uma risadinha. — Não consegue evitar, eles estão destinados.

— Tenho medo que, ao lembrar quem ele é, ela sofra outra vez.

— Pian Feng, sei como se sente porque me sinto da mesma forma, mas precisamos deixar Yan Da fazer as próprias escolhas e lutar as próprias batalhas. — Segurou a mão dele acariciando-a. — Agora que não existe mais perigo, tudo que podemos fazer é estar ao lado dela se precisar de nós, mas superprotegê-la não é o caminho.

— Sei que você está certa, mas não consigo evitar. — Pian Feng encostou a testa na mesa, frustrado. — Só imaginar que Shi pode magoá-la de novo me faz querer fugir com ela para o Alasca.

— Ele não vai, você sabe disso. — Censurou. — O que acontece é que você e Hu Bing querem trancar Yan Da numa redoma, mas ela precisa viver e buscar as próprias experiências e mesmo que isso os deixe malucos, ela vai ter os próprios filhos um dia. Shi já nos deu mostras de amá-la e de poder cuidar dela.

— Ka Suo está ajudando no escuro*[7], Huang Tuo e Xing Jiu estão preparando tudo para o reencontro deles.

— Não aja como se fosse uma despedida, sempre estaremos na vida dela para oferecer nosso amor e provocar Ying Kong Shi.

Ele deu uma leve risada, sentindo-se mais calmo, concordava com Chao Ya, mas não podia evitar a preocupação com sua menina apesar de tudo que Shi fez e mesmo tendo certeza que ele a faria feliz — e para o bem dele era bom mesmo que fizesse! —, passou as mãos pelo rosto e voltou a segurar a delicada mão da esposa, oferecendo-lhe um sorriso apaixonado.

— Comprei ingressos para visitarmos o templo do céu hoje. — Anunciou.

— Yan Da não ia vê-lo conosco?

— Oh, ela me disse que ia só mais perto do dia de voltar para Guang Cheng. — Mentiu. — Está quase obcecada com aquele jogo, só quer saber de desenhar o tempo todo. Falou que podíamos ir na frente.

— Mesmo? — Pareceu estranhar a atitude da princesa. — Tudo bem, então. Vou tomar um banho e já podemos sair.

— Espera aí! — Yan Da interrompeu a narrativa. — Eu não disse que ia ao Tiantan na sexta?

— Fadinha, eu precisava inventar alguma coisa para convencê-la a ir! — Protestou.

— Pian ge, se continuar desse jeito vai acabar acumulando sangue ruim*[8] nessa vida! — Yan Da parecia séria, mas era claro que estava provocando o agente de Chao Ya.

Ya, fadinha, por acaso minhas palavras não soam como gramíneas que adoçam uma porta ociosa*[9] aos seus ouvidos? — Rebateu ele. — Como pode dizer que estou acumulando sangue ruim só por causa dessa mentirinha inofensiva?

Hao a, hao a, estou só provocando você, continue. — Riu ela.

Como a cantora parecia desconfiada de alguma coisa, Pian Feng agiu como se aquela fosse uma visita histórica normal, eles visitaram os principais prédios, templos e construções, tiraram fotos. Toda aquela arquitetura circular harmoniosamente combinada dentro dos muros retangulares, e os ornamentos de dragões em múltiplos de nove, era fascinante, ainda mais combinado com os exuberantes parques, as construções combinavam de tal forma com a natureza, respeitando-a e conversando com ela, que parecia sempre ter estado ali e não sido construída. As cores vibrantes e os entalhes perfeitos em cada detalhe era um espetáculo aos olhos, mas acabou levando mais tempo do que ele havia planejado e, quanto mais o dia avançava, mais visitantes e turistas chegavam.

Quando conseguiram sair do altar circular, de onde podiam avistar um vislumbre da Cidade Proibida, Pian Feng guiou Chao Ya para o Palácio da Abstinência, havia menos visitantes por aquele lado porque alguns prédios estavam fechados, dali, eles foram para o Pavilhão da Longevidade, para sorte do agente de talentos, ninguém estava por perto, o pavilhão era belíssimo, corredores interconectados com treliças bem trabalhadas e um duplo teto circular com desenhos de lótus semelhantes aos afrescos nas grandes catedrais. Naquele espaço silencioso onde não havia ninguém além deles, cercados pela beleza arquitetônica, o frescor da brisa levemente fria que soprava os galhos das árvores numa dança ritmada, ele se ajoelhou diante dela.

— Chao Ya, apenas o fato de você existir nesse mundo, para mim, é um sinal de esperança e foi o que me manteve vivo durante todo esse tempo. Por vezes, achei que estava vivendo coloridamente*[10] porque não podia acreditar que a deusa dos nove céus*[11] podia corresponder aos meus sentimentos. — Sua voz falhou nesse instante. — Sei bem que palavras não mostram o coração*[12], mas vivi e vi mais coisas que qualquer um desses mortais e, na passagem entre os séculos apenas uma pessoa permaneceu no meu coração e não poderia sequer cogitar a ideia de dividir a minha vida com alguém que não fosse você. Chao Ya, você quer se casar comigo?

A cantora não conseguiu falar nada por alguns minutos, o coração martelando dentro do peito como se estivesse filmando um drama histórico, lágrimas de emoção caíam pelo seu rosto, sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Quando conseguiu encontrar sua voz, o “sim” dito soou trêmulo, falhado, quase inaudível, mas cheio de amor, júbilo e uma felicidade tão intensa que tirava todo seu ar. Deslizando o anel no dedo dela, Pian Feng a segurou nos braços, radiante, e a beijou.

Notas finais
[1] *Tongxue [同学] — colega de classe [2] Beijing Institute of Technology [北京理工大学] —Instituto de Tecnologia de Pequim. Essa instituição realmente existe e, embora esse curso de Yan Da seja fictício, os dois cursos mencionados em parceria são ministrados na instituição. [3] Ya Tian Xing [亞天行] — Em uma tradução livre seria algo como “linha do céu asiático” [4] *Bing Huanxiang [冰幻想] — Fantasia do gelo [5] *Uma nota explicativa sobre isso. Na China, as bibliotecas não fazem empréstimo, o material deve ser acessado no local e devolvido no fim do período que a biblioteca está aberta. Contudo, eu usei aqui a licença poética pra ignorar esse fato. [6] *Tiantan [天坛] — Templo do céu [7] *Ajudar no escuro — sem ninguém notar, sem se expor. [8] *Acumular sangue ruim — falando de maneira simplista, seria acumular carma, más ações. [9]* Gramíneas que adoçam uma porta ociosa. — Menção ao poema de Liu Changqing [10] *Viver coloridamente — Viver numa ilusão. [11] *Deusa dos nove céus —Esta é a deusa da guerra, sexualidade e longevidade. [12] *Palavras não mostram o coração — citação de Ashes of love