Love Will Remember
1 Torn.
Notas iniciais
“Ferida. Sim, eu ainda estava ferida. Faz tanto tempo, não? Eu já deveria ter esquecido, já deveria ter seguido em frente. Bom, eu segui. Mas quando eu me lembro de tudo novamente é como se tudo desmoronasse. Eu estava sem chão mais uma vez. Eu estava sem ninguém. E isso doía tanto. Dói tanto. Eu sinto tanta, tanta falta. Como eu gostaria de mudar o passado, de poder fazer tudo diferente. Mas se pudéssemos mudar o passado nunca seguiríamos em frente.”
“Maldita lágrima!” Sussurrou Elena ao ver que uma de suas lágrimas tinha caído em seu pequeno caderno. Ela não gostava de chamar de diário, era tão infantil. Preferia chamar de caderno. Seu pequeno e confidente caderno. Sua mãe havia lhe dado antes de morrer. Ela odiava se lembrar disso. Ela preferia pensar que ela e o seu pai estavam em um lugar melhor agora. Ela sentia tanta falta da sua verdadeira família. De seu pai, sua mãe e de sua irmã. Nathalia. Ela sentia tanto pelo o que aconteceu. Ela era sua irmã, sua melhor amiga. Ela precisava dela mais do que tudo.
– Péssima hora? – Perguntou Jake.
Jake era a figura mais próxima de um irmão para Elena. Claro, depois de Nathalia. Assim que as duas ficaram órfãs, a família de Jake encontrou as garotas. Resolveram cuidar delas. A vida era tão boa, tão fácil. Os três eram mais unidos do que muitas famílias de sangue por aí, mesmo depois da ida de Nathalia. Eles eram unidos.
– Hey.
Elena nunca gostou de chorar na frente dos outros. Ela considerava fraca às pessoas que choravam em público só para conseguir algum crédito. E ela com certeza não era esse tipo de pessoa. Ela era forte.
– Hey. Não precisa ser forte toda hora... – Se aproximou.
– Não. Eu preciso. Por que se eu não for forte o que vai ser de mim? Só mais uma garota que chora por não poder mudar o passado. – Enxugou às lágrimas.
– Não foi culpa sua o que aconteceu. É a vida. Ela nos surpreende o tempo todo. – Disse com uma voz calma. — Você só precisa seguir em frente e deixar o passado no passado.
“Eu sei.” Sussurrou Elena. Ela sabia de tudo aquilo. Além do mais, era o que Jake sempre falava. Deixar o passado no passado. Mas era tão difícil quando ele te atormentava todos os dias. Sendo por sonhos, lembranças e fotos. Era tão difícil.
– Por que não fazemos algo divertido? – Perguntou. — A Elizabeth está chegando.
– Ah não, eu não vou segurar vela para vocês dois. – Sua voz era doce e calma. Ela estava sorrindo. Era bom sorrir depois de algumas lágrimas.
– Nossa. Obrigado! – Exclamou. — Venha. Ela já deve está chegando.
Jake abraçou Elena. Era um abraço protetor. E arrastou Elena para fora do quarto. Era o que eles faziam quando um se sentia triste. Faziam alguma coisa “divertida”.
Eles desceram algumas escadas e logo se encontraram na sala. Elizabeth estava lá. Elizabeth era muito bonita. Linda. Elena gostava de Elizabeth e Jake juntos. Eles se amavam e ela via isso.
Jake cumprimentou Elizabeth com um beijo doce em seus lábios. Quando se virou percebeu que Elena estava rindo. Ela adorava zombar dele. Jake não era muito de um papel fofo. À menos quando fosse com Elena, Nathalia e Elizabeth.
– Elena! – Disse Elizabeth sorrindo e indo abraça-la.
– Liza! – Elena correu em direção a Elizabeth e a abraçou. Elizabeth tinha vários apelidos. Eliza, Beth ou simplesmente Liza. Era o apelido que Elena mais gostava, por isso sempre usava para chama-la.
– Quer dá um passeio com a gente? – Perguntou Elizabeth com a sua voz doce de sempre.
Elena sorriu. O jeito sereno de Elizabeth era tão meigo. Ela era tão linda e bondosa. Ela estava feliz por Jake e Elizabeth. Agradeceria
– Ah... eu estava pensando em caminhar um pouco sozinha. Sabe? Para pensar um pouco na vida.
– Tem certeza Elena? Não será incômodo se você vir conosco. – Ele tentava se certificar que Elena estaria bem.
– E segurar vela para vocês? Não, muito obrigada! – Sorriu.
Elena subiu às escadas e foi até o seu quarto. Pegou um cachecol, luvas e botas pois estava fazendo frio. Vestiu-se e antes de sair foi até o seu pequeno caderno e deixou que mais uma lágrima que pesava tanto em seu rosto desabasse em cima do caderno. “Eu ainda vou te encontrar.” Sussurrou, deixando o quarto.
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