Notas iniciais
Música: I Miss You. Cantora: Miley Cyrus. Capa do Capítulo: http://i.imgur.com/nRr9aF8.png

Já era tarde, mas Elena não havia percebido. Ela estava tão presa em suas lembranças que não havia percebido que o tempo estava passando. E eram tantas lembranças. “A vida não está muito ao meu favor.” era o que ela pensava.

Ela só queria desaparecer. Sumir. Ela gostaria de ter mudado o seu passado, sua história. Mas não podia. E isso era o que mais lhe causava dor, não poder mudar o passado.

– Droga! – Exclamou ao pegar o celular e ver que havia cinco chamadas perdidas de Jake. Com certeza ele e Anna estavam preocupados. Anna era a sua mãe adotiva. Elena a amava muito, mas nunca se acostumou a chama-la de mãe. Já o seu pai adotivo morreu. Jake e Elena encontraram o seu corpo no meio da floresta que havia perto de casa no mesmo dia em que Nathalia desapareceu.

Elena já estava dando à volta. Pensava que se chegasse logo iriam ser menos reclamações. Mas antes de dar a volta e começar à pensar em algumas desculpas que poderiam tirá-la de uma grande encrenca, ela o avistou. Um pouco mais à frente estava um grande coreto.

Elena não conseguia acreditar. Sem perceber um sorriso brotou em seus lábios. Esse coreto representava as suas melhores lembranças. Os seus melhores momentos.

Elena se aproximou mais e mais. Ele estava tão lindo. Havia pequenas luzes penduradas ao redor, flores que ilustravam os arredores do coreto e alguns postes ao lado. O coreto era todo em tom prateado com leves detalhes dourados. Elena subiu algumas escadas e a sensação foi como se todos os momentos bons tivessem voltado.

Ela começou a se lembrar de seus melhores momentos com Nathalia. De suas longas conversas naquelas mesmas escadas. Quando ficavam desenhando os pássaros que ali habitavam. E de quando fingiam que havia músicas de bailes de galas e dançavam. Sempre era ela, Nathalia e ele. Elena não queria relembrar, mas sabia no fundo que havia um único culpado.

“Sean.” Sussurrou. Uma onda de raiva e tristeza passou por Elena. Ele era tão lindo, tão encantador, tão inteligente, tão bondoso. Mas como Anna sempre falava “As aparências enganam.”

– Sean fazia tão bem para Nathalia e olha como acabou.

Ele era o culpado de tudo. De tudo que aconteceu de ruim para Elena. Ela gostaria de ter ouvido o seu pai adotivo naquela época. “Vampiros não são confiáveis.” Era o que ele sempre falava. Nathalia sempre falava que ele não conhecia bastante o outro lado. Além dos mais lobisomens e vampiros nunca se deram bem. Ela dizia que existiam vampiros bons sim, assim como existia o bem e o mal.

Elena sempre acreditava. Na época até nutriu um sentimento diferente em relação a Sean. Ela estava apaixonada por ele, apesar da diferença de idade. Ela na época estava com 11 anos, Nathalia com 18 em véspera de 19 anos. E Sean... muitos com certeza. Mas mesmo assim nunca contou nada a Nathalia, acreditava que era uma paixão boba. E era.

Mas o que valia tudo isso? O que valia todos aqueles momentos bons se não poderia revivê-los novamente? Ela só desejava ver Nathalia novamente. Ver se ela estava bem. Só queria abraça-la e pedir um milhão de desculpas.

– Eu sinto sua falta... Sinto falta dos seus conselhos, dos seus abraços no meio da noite quando eu acordava de um pesadelo, sinto falta das suas reclamações, sinto falta dos seus beijos de boa noite. – Infelizmente já era tarde demais, Elena já estava chorando.

– Droga! – Exclamou mais uma vez olhando o celular. – Já é muito, muito tarde.

“Jake e Anna vão me matar.” pensou. Ao se virar para ir embora percebeu a uma figura estranha do outro lado da rua com um copo na mão. Ele estava na parte mais escura da rua. Há a alguns metros havia um poste. Elena não entendeu por que aquele estranho sujeito havia preferido o lado da rua mais escura logo tendo um poste há alguns metros dali. “À menos que fosse...” esse pensamento fez com que Elena sussurrasse outro “droga” ao perceber que saiu de casa sem nenhuma proteção.

Ela queria estar longe dali. Jake sempre falava que sempre que saísse, levasse alguma arma para proteção. Mas ela nem sempre levava. Ela não era muito acostumada à sair e sempre que saía era em companhia de Jake, Elizabeth ou os amigos de ambos. Lobisomens.

– Maldita hora que eu não ouvi o Jake.

Elena colocou o celular no bolso e saiu de mansinho. Rezava para que não acontecesse o de mais trágico. Talvez nem fosse um vampiro, fosse só um desses bêbados no qual se desse um chute no saco e saísse correndo o problema seria resolvido. Mas talvez não. Elena começou a andar um pouco mais depressa ao perceber que o sujeito estava lhe seguindo. Ela começou a se desesperar. Não havia ninguém nas ruas, quarteirões, nenhum movimento de carros ou motos, já era muito tarde. Ao perceber, já estava correndo.

Ela queria sair dali o mais rápido possível. Ela estava desesperada. O estranho não parecia está muito apressado, mas mesmo assim deixou Elena apavorada e ele sabia disso.

Um pouco mais à frente, avistou uma turma de garotos. Bêbados. Uns andavam zonzos e outros até caíam no chão. Estavam olhando para ela e apontando. “Isso não é bom sinal.” pensou.

Os garotos vieram até a sua direção e a cercaram. Perceberam que ela estava chorando muito e isso os alegrou. Ver o pavor nos olhos da vítima.

Já era tarde demais, Elena já estava cercada.

– Calma criança, não vamos te machucar. – Sorriu e se aproximou para acariciar o rosto de Elena. Poderia perceber que era o que mais estava bêbado.

– Não encosta em mim! – Disse em tom alto mostrando voz firme.

Isso gerou muitas zoações dos outros garotos.

– Calma linda, nós não vamos te machucar.

Dito isso, um dos garotos agarrou Elena, fazendo a mesma a gritar mas sem solução, e a começou a apertar o seu pescoço contra a parede. Fazendo à mesma a ter segundos horríveis de falta de ar. De repente, ele a soltou no chão. Estava acontecendo alguma coisa.

Mesmo com a visão embaraçada, Elena conseguiu distinguir o que estava acontecendo. O estranho havia... o matado. Ele e todo o grupo. Ela começou a tossir. Com certeza ele ia a matar também.

Ele se aproximou dela fazendo com que a mesma recuasse. Ele se abaixou olhando em seus olhos fixamente e sorriu passando o seus delicados dedos nos lábios de Elena e desapareceu.

Elena sabia quem era ele. Ele havia voltado. O seu passado havia voltado. Ela conhecia aqueles olhos azuis e aquele cabelo negro. E isso a fazia ficar mais assustada. “Sean” pensou.

Notas finais
É isso aí, espero que tenham gostado do capítulo e não se esqueçam de comentar. É muito importante pra mim saber qual a opinião de vocês sobre a história :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.