Love Strong
14 Capitulo 14: Revendo a 'família' !?
Notas iniciais
No capitulo anterior...
– Muito bem Esme.– Ouvi meu pequeno, sua voz estava diferente, nem tão infantil quanto era antes...
– Bem...– Percebi uma leve alteração na voz da minha mãe, acredito que o 'Esme' dito por Antony a afetou, afinal seu sonho sempre foi ser chamada de 'vó' pelo mesmo.– Queiram entrar por favor.– Falou normalmente se virando e dando passagem para os dois entrarem...
Logo a silhueta de Isa... argh... de Bella passou pela porta, linda como sempre... e segurando firmemente em sua mão estava meu filho, Antony estava maior isso era visível, seus cabelos castanhos estavam bagunçados assim como os meus, seus olhos verdes idênticos ao meu fitavam todos na sala e finalmente meu filho me olhou, mas a única coisa que consegui detectar em seu olhar foi dor, medo e angústia... O que me deixou ainda mais despedaçado por dentro... Jamais me perdoaria por tudo de ruim que causei no meu filho, mas tentaria no mínimo conseguir um pouco do seu afeto e confiança e é claro, uma nova chance para mostrar para ele que posso ser um bom pai e provar isso e que mudei para Bella também, só pediria uma chance ambos para provar que mudei.
***
Pov. Bella
Conversar com Tony sobre a família do pai dele e sobre o pai dele não foi fácil, quando lhe disse que iríamos visita-los e que o pai dele queria ve-lo o mesmo ficou nervoso e disse que não queria ve-lo, que não queria ir... com custo eu e Rose conseguimos convence-lo a ir, mesmo eu não estando preparada para o que possa vir a acontecer com a interação de Tony com o pai e a família dele eu não podia negar a Edward essa reaproximação, afinal querendo ou não o mesmo continuava a ser pai do meu príncipe e tinha seus direitos sobre o filho, mesmo que não o merecesse...
Demoramos um pouco para chegarmos até a residência dos Cullen's e não estava nenhum pouco contente com isso, Tony muito menos... A casa era belíssima e os pais e irmãos de Edward pareciam ser boas pessoas mas ainda não conseguia confiar neles e muito menos no Edward por isso não trouxe Carlie e muito menos Caleb, afinal eles ainda não se provaram merecedores de saber sobre meus bebês...
James estava inseguro, mas ainda assim me convenceu a convencer Tony a ir... ele estava estranho ultimamente e parecia sempre estar me escondendo algo, mas eu tinha certeza de que na hora certa ele me contaria o que estava acontecendo... James pareceu um tanto aliviado porém nervoso e ansioso quando lhe contei mais cedo, ao ir no hospital, a visita que os Cullen's me fizeram... ele parecia querer me contar algo, me incentivar a algo mas no fim ele acabou desistindo da ideia e me disse simplesmente "– Muito bem... Ele é o pai biológico do Tony, tem esse direito, assim como toda a família dele... talvez ele esteja realmente arrependido e mereça uma segunda chance." Não entendi bem o que ele queria dizer e quando iria perguntar chamaram ele na emergência e o mesmo se despediu apenas um beijo em minha testa.
Respirei resignada e saí do carro dando a mão ao meu pequeno, ele estava ainda mais nervoso do que antes e eu ainda mais temerosa... Toquei a capanhia e demorou um pouco até que Esme abriu a porta com um sorriso gigante e acolhedor no rosto.
– Olá Esme, como está?– Perguntei educadamente.
– Vou bem querida, e você, como está?– Perguntou da mesma forma só que com muito mais simpatia.
– Bem também...– Respondi simplesmente.
– Não vai dar um abraço na sua avó Antony?– Ela perguntou com um brilho no olhar, meu pequeno ainda estava retraído mas ainda assim chegou perto dela e lhe deu um abraço um tanto rápido.– Como está querido?– Perguntou simplesmente, seu olhar tinha perdido um pouco do brilho, mas não totalmente.
– Muito bem Esme.– Respondeu olhando para os lados sem querer encara-la, Esme perdeu ainda mais o brilho de seus olhos e me senti mal por isso, mas no momento eu não poderia fazer nada era a reação dele para o que estava acontecendo, era só um reflexo de tudo o que Edward lutou tanto para conseguir ele tinha conseguido, Tony não os considerava sua família e eu tinha certeza de que isso demoraria um pouco para mudar...
– Bem...– Além do brilho no olhar, Esme acabou perdendo um pouco da emoção na voz também, conhecia bem esse sentimento de rejeição que ela possivelmente estava sentindo, ela tentava esconder para que assim ninguém notasse.– Queiram entrar por favor.– Falou mais normalmente sem deixar transparecer o que estava sentindo, se virou dando espaço para entrarmos com seu típico sorriso acolhedor no rosto.
Entrei primeiro e a primeira pessoa que vi ao entrar na sala foi o Edward, mas não me prendi muito nele já que o mesmo fitava meu filho intensamente, Tony apertava minha mão com sua mãozinha, ele estava suando e visivelmente pálido com apenas as bochechas rosadas, ele fitou todos demoradamente e senti seu corpo tensionar quando seu olhar parou no de Edward que parecia estar sofrendo muito com algo... provavelmente com o que conseguiu perceber nos olhos de meu pequeno.
– Como vai Antony?– Questionou Carliste sorrindo amistosamente para meu pequeno.
– Muito bem Carliste.– respondeu simplesmente.
– Bem sentem-se, sintam-se a vontade.– Só tinha dois lugares, ao lado de Edward e um na frente do mesmo ao lado de Alice.
Me dirigi até o lado de Alice e assim que sentei-me Tony praticamente correu e se sentou no meu colo, Edward ficou visivelmente pior, mas como sempre tentou não demonstrar e deu um sorriso pequeno ainda observando Tony.
– Está gostando de morar aqui Antony?– Perguntou Alice sorrindo para o mesmo que retribuiu dando seu típico sorriso de lado idêntico ao do pai
– Estou sim, Alice, é maravilhoso morar aqui com a mamãe.– Respondeu me fazendo sorrir.
– É Antony? E o que você faz pra se distrair?– Emmett entrou na conversa.
– Ando de bicicleta, jogo vídeo-game com meu tio Jazz.– Olhei para Emmett e ele parecia tranquilo e até animado.– Vou pescar com meu vô e meu pai também.– nesta hora a sala entrou em completo silencio... Meus olhos foram diretamente para Carliste que estava muito sério, seu rosto estava numa máscara fria que eu conhecia bem, meu pai a usava quando estava triste com algo e não queria que ninguém desconfiasse.
Então olhei para Edward que continha a mesma máscara fria do pai, mas dele eu não senti pena... na verdade tinha certeza de que ele só estava colhendo o que plantou.
– E você gosta de pescar?– Alice quebrou o silêncio.
– Gosto sim, apesar de que as vezes fico impaciente, mas aí eu levo o PSP ou um livro e tudo fica tranquilo. – Respondeu simplesmente.– Gosto de ir no cinema e passear com a tia Rose, é muito bom.– Falou sorrindo provavelmente com alembrança, Alice se moveu desconfortavelmente.
– E que jogos de vídeo-game você gosta?– Questionou Emmett animado.
– Ah gosto de...
E assim os dois iniciaram uma conversa sobre vídeo-games e é claro que todos prestavam atenção, foi fácil perceber quem seria o primeiro que iria se aproximar do pequeno, Emmett tinha uma alma de criança e isso era facilmente notado e Tony parecia bem mais solto e relaxado conversando com ele do que com qualquer outro ali... O pior, é claro, seria com o pai já que o mesmo nem deu atenção nem se quer ficou olhando muito tempo para o Edward... a mágoa era maior do que eu podia imaginar...
– Mamãe, posso ir jogar vídeo-game com o tio Emmett?– Tony falou tão empolgado que nem percebeu que chamou Emmett de tio, mas o mesmo notou e abiu um sorriso gigante com covinhas, todos também sorriram afinal esse já era um grande passo.
– Claro que sim meu amor, mas não brinque muito okay?– Ele apenas assentiu e seguiu o Emmett para onde quer que fosse.
Olhei pra frente e todos me encaravam... Senti minhas bochechas esquentarem, ótima hora para corar hein... Melhor ainda, ótima hora pra ficar sozinha com eles...
– Bem eu vou ir arrumar o lanche.– Disse Esme se levantando e sorrindo para mim.
– Vou com você querida.– Falou Carliste a acompanhando até onde deveria ser a cozinha.
Eu sabia o que eles estavam fazendo e apesar de que eu estava morrendo de vontade de sair correndo dali pegar meu filho e ir embora, eu sabia que não poderia fazer nada, Alice que estava sentada ao eu lado começou a mexer no celular e logo se levantou pedindo desculpas dizendo que tinha que fazer uma ligação importante mas que logo voltava... E no fim das contas acabei ficando sozinha com Edward na sala...
Olhei para todos os lugares daquela sala, e sentia Edward me encarando e isso fazia com que eu corasse ainda mais... Quando já tinha olhado tudo o que eu podia olhar voltei meus olhos para ele... E como esperado o mesmo me encarava intensamente, me fazendo engolir seco pela conversa que possivelmente estaria por vir.
– Obrigado por te-lo trago aqui Isab... Bella.– Falou se corrigindo no final, escutar sua voz sendo dirigida pra mim me fez arrepiar por completo.
– Eu falei que iria traze-lo.– Respondi simplesmente.
– Mesmo assim, obrigada.– Achei legal da parte dele agradecer... pelo menos ele ficou mais educado.
– Ele é seu filho, é seu direito ve-lo.
– Mas nunca fui pai de verdade, nunca dei o que ele realmente precisava, ao contrário de você... Obrigada por isso também...– É bem mais educado e parece que a consciência dele também estava voltando, isso era muito bom.
– Não há de que.– Respondi finalmente, ficamos mais alguns minutos em silencio.
– Ele me parece muito feliz.– O olhei confusa.– o Antony.
– O chame apenas de Tony... ele prefere assim...– Ele apenas assentiu me dando um pequeno sorriso.
– Curioso como eu não sei nada sobre meu filho sendo que convivi com ele mais de quatro anos e você que vive com ele a pouco mais de um sabe de coisas que eu jamais desconfiaria.– Ele praticamente sussurrou, visivelmente abalado.
– Isso é por que eu sempre me importei em prestar atenção nele, sempre estive lá ao lado dele para o que ele precisasse e com pouco tempo você praticamente o conhece por inteiro... Ele é praticamente um livro aberto, basta se dar ao trabalho de tentar entende-lo e pronto.– Eu sabia que estava sendo um pouco má, mas ele merecia saber destas coisas, merecia saber que por pura ignorância perdeu muito.
– É só que... é que é muito difícil pra mim perceber o quão estúpido, insensível... o quão monstro eu me tornei com meu próprio filho por pura idiotice...– Ele estava admitindo, um bom passo também...
– Que bom que você sabe que se comportou como um monstro com ele.– Murmurei mas percebi que ele ouviu ao se mexer desconfortavelmente no sofá olhando pra baixo.
– Eu só quero conseguir me redimir com ele...– Sua voz estava rouca e um tanto quanto embargada.– Só quero uma chance dele me perdoar... Uma chance de provar para ele que posso ser um bom pai também...– Ele não me olhava, mas foi possível ver as lágrimas descendo por sua face e senti meu coração apertar por vê-lo daquela maneira... Eu o ajudaria com Tony, uma única chance para ele provar que mudou e reconquistar o filho... só mais uma única chance...
– Vou te ajudar...– Ele me olhando sorrindo agradecido e então, mais uma vez ficamos em silêncio...
– Bella.– O olhei sentindo meu coração bater cada vez mais rápido em meu peito ao ouvi-lo me chamar apenas de ' Bella'.
– Sim?
– Eu queria pedir... er... sinceramente– Olhou no fundo dos meus olhos para que eu pudesse enxergar toda a sinceridade e verdade que lá realmente estavam estampadas– Sinceramente eu te peço perdão, sei que nada vai reparar tudo que eu fiz mas te peço perdão.
– Não é a mim que você tem que pedir isso.– Falei.
– A você também.– Frisou o também. – A proposta que lhe fiz foi algo... sem sentido, sem cabimento e eu me arrependo de te-la feito á você.
– Mas eu não me arrependo de te-la aceitado.– Quando percebi o que falei arregalei os olhos e levei a mão a boca voltando a fita-lo, o mesmo tinha um brilho diferente nos olhos, mas resolvi ignorar isso.
– Por que? – Questionou, merda, o que eu responderia? "Ah é que se eu não tivesse aceitado-a jamais teria Antony comigo e nem meus gemeos que afinal são seus filhos..." Lógico que não, né.
– Por que... por que se não... – Não consegui terminar de falar pois meu celular começou a tocar. – Com licença, tenho que atender...– Falei ao ver o nome 'Rose' piscando na tela.
Ligação On:
– O que aconteceu Rose?– Perguntei preocupada, afinal ela ficou com Jasper cuidando dos gêmeos.
– Er Bells, amor da minha vida, tudo de bom do mundo, lua que ilumina minha noite...– Sua voz estava bem estranha, como se estivesse chorando mas estivesse fazendo força para não voltar a chorar.
– O que aconteceu Rosalie?
– Sabe o que é?
– Óbvio que eu não sei o que é.– Falei ficando nervosa, ela estava me enrolando demais e isso com toda a certeza do mundo não era bom.
– Então, é que... sabe como as coisas são, então... Estava passando Harry Potter na TV, e você sabe como eu amo muito essa saga eu parei para assistir, e como os gêmeos estavam dormindo bonitinho do meu lado no chão da sala, então eu parei e fui ver o filme, que ainda por cima era o enigma do príncipe, o meu favorito e tals...
– Vai direto ao ponto Rosalie.
– Aí bem... o Jasper estava tomando banho e as crianças dormindo e eu vendo o filme... Fiquei bem entretida e não percebi quando o Caleb acordou, já que o mesmo ficou em silencio e...– Ela estava desesperada, o que me fez ficar desesperada também.– Bella foi só por um instante, me desculpa...– Ela já estava chorando.– Eu tinha deixado um pacote de biscoitos em cima da mesinha de centro ao lado dele e o mesmo... e-ele se apoiou nela ficando em pé, m-mas a mesa é fraca e como ele colocou todo o peso em cima da mesa ela... e-ela v-virou em cima dele...– Arregalei os olhos.– e c-como a mesa é de vidro ela quebrou e e-ele desmaiou e-e... teve vários cortes que logo começaram a sangrar m-muito e... e a Carlie acordou gritando a Jasper apareceu mas o C-Caleb não acordava e...
– Onde vocês estão?– Praticamente gritei de nervoso, minhas mãos tremiam completamente, senti Edward se aproximando e logo Alice apareceu também me olhando preocupada.
– No hospital que James trabalha...
– Eu estou indo pra aí agora.– Falei já chorando.
– Bella?
– O quê?
– Por ser pequeno e por ter perdido uma considerável quantidade de sangue... Caleb vai precisar de transfusão... mas não conhecemos ninguém compatível com ele e isso... isso..– Ela começou a soluçar e então tudo escureceu e caí na inconsciência.
Ligação Off.
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