Love Strong
15 Capitulo 15: Verdades- Parte I
Notas iniciais
No capitulo anterior...
– No hospital que James trabalha...
– Eu estou indo pra aí agora.– Falei já chorando.
– Bella?
– O quê?
– Por ser pequeno e por ter perdido uma considerável quantidade de sangue... Caleb vai precisar de transfusão... mas não conhecemos ninguém compatível com ele e isso... isso..– Ela começou a soluçar e então tudo escureceu e caí na inconsciência.
Ligação Off.
***
Pov. Edward
Antony pareceu não se importar nenhum pouco comigo, mas eu já esperava isso... depois que o mesmo foi para a sala de jogos com Emmett para jogar video-game minha família aos poucos foram deixando a sala para que assim eu pudesse conversar com Isab... Bella sozinho... Ela pareceu incomodada com isso, tanto que não me fitou uma única vez, olhou absolutamente tudo em volta com suas bochechas sempre coradas, a deixando mais encantadora do que já era... eu simplesmente não conseguia desviar meus olhos dela.
Depois de um tempinho ela finalmente me fitou e continuei encarando-a fixamente, percebi-a engolir seco, possívelmente com medo do que iria acontecer, ou o rumo que anossa conversa que logo se iniciaria iria tomar.
– Obrigado por te-lo trago aqui Isab... Bella.– Falei iniciando a conversa e me corrigindo no final.
– Eu falei que iria traze-lo.– Respondeu.
– Mesmo assim, obrigada.–Agradeci novamente para ela ver que eu realmente estava feliz por aquilo.
– Ele é seu filho, é seu direito ve-lo.
– Mas nunca fui pai de verdade, nunca dei o que ele realmente precisava, ao contrário de você... Obrigada por isso também...– Agradeci novamente.
– Não há de que.– Respondeu-me depois de um tempo, logo ficamos em silêncio novamente.
– Ele me parece muito feliz.– Ela me olhou confusa.– o Antony.– Esclareci
– O chame apenas de Tony... ele prefere assim...– Apenas assenti dando-lhe um pequeno sorriso... Ela sempre sabendo mais do eu...
– Curioso como eu não sei nada sobre meu filho sendo que convivi com ele mais de quatro anos e você que vive com ele a pouco mais de um sabe de coisas que eu jamais desconfiaria.– Sussurrei, como eu podia ter deixado as coisas tomarem esse rumo? Meu próprio filho deve me odiar por que eu dizia odia-lo...
– Isso é por que eu sempre me importei em prestar atenção nele, sempre estive lá ao lado dele para o que ele precisasse e com pouco tempo você praticamente o conhece por inteiro... Ele é praticamente um livro aberto, basta se dar ao trabalho de tentar entende-lo e pronto.– Foi ruim escutar isso vindo dela, mas não podia fazer nada, eu sabia que era verdade.
– É só que... é que é muito difícil pra mim perceber o quão estúpido, insensível... o quão monstro eu me tornei com meu próprio filho por pura idiotice...– Admiti.
– Que bom que você sabe que se comportou como um monstro com ele.– Me mexi desconfortavelmente no sofá olhando pra baixo, ela provavelmente tinha falado para mim não escutar mas escutei...
– Eu só quero conseguir me redimir com ele...–Minha voiz saiu rouca e um tanto quanto embargada, devido ao choro que eu tentava conter.– Só quero uma chance dele me perdoar... Uma chance de provar para ele que posso ser um bom pai também...– Eu não conseguia olha-la principalmente depois de sentir as grossas lágrimas que rolavam pelo meu rosto.
– Vou te ajudar...– A olhei sorrindo e realmente surpreso por isso, não me imprtei em estar chorando ela iria me ajudar... isso já era um bom começo não era?
– Bella.– A chamei depois de mais um tempinho em silêncio.
– Sim?
– Eu queria pedir... er... sinceramente– Olhei no fundo de seus olhos castanhos para que ela pudesse enxergar toda a sinceridade e verdade nas minhas palavras.– Sinceramente eu te peço perdão, sei que nada vai reparar tudo que eu fiz mas te peço perdão.
– Não é a mim que você tem que pedir isso.– Disse.
– A você também.– Frisei o também. – A proposta que lhe fiz foi algo... sem sentido, sem cabimento e eu me arrependo de te-la feito á você.
– Mas eu não me arrependo de te-la aceitado.– Quando percebeu o que falou arregalou os olhos e levou a mão a boca voltando a me fitar,não consegui expressar nada direito... ela tinha gostado da nossa noite? Ela sentia algo por mim? Atração ou algo mais?
– Por que? – Questionei e ela pareceu estar em um conflito interno.
– Por que... por que se não... – Não conseguiu terminar de falar pois seu celular começou a tocar. – Com licença, tenho que atender...–falou e apenas assenti vendo-a se levantar e ir pra perto da janela.
"– O que aconteceu Rose?– Perguntou preocupada. –......–
– O que aconteceu Rosalie?– Perguntou novamente. –.....–
– Óbvio que eu não sei o que é.– Ela estava ficando nervosa... será que aconteceu alguma coisa com a Carlie? por que será que só de pensar nisso já sinto um forte aperto no coração? –......–
– Vai direto ao ponto Rosalie. – Ela estava ficando impaciente – .............–
– Onde vocês estão?– Praticamente gritou, suas mãos tremiam e logo me levantei andando até ela, Alice que estava sentada do lado de fora da fora de entrada entrou a olhando preocupada. – ........–
– Eu estou indo pra aí agora.– Falou chorando – ......–
– O quê?– Perguntou indo em direção ao sofá pegando sua bolsa, nesta hora meus pais já estava na sala, também a olhando preocupados. – .......–"
E então de repente Bella parou e percebendo o que estava acontecendo fui rapidamente até ela a tempo de pega-la antes que a mesma atingisse o chão.
– Mamãe.– Olhei pra escada e Ant.. e Tony a olhava de olhos arregalados e logo desceu as escadas correndo com Emmett atrás.
– O que está acontecendo?– Perguntou Alice de olhos arregalados.
– Eu não sei, estávamos conversando e aí a prima dela, Rosalie, ligou e ela começou a ficar muito nervosa e desmaiou...
– Alguma coisa aconteceu com meus irmãozinhos?– Perguntou Tony me fitando pela primeira vez.
– C-Como?– perguntou meu pai de olhos arregalados.
– Aconteceu alguma coisa com o Caleb ou com a Carlie? – Celeb? A Bella tinha outro filho?
– Que Caleb Tony? Quem é esse?– Perguntou Emmett.
– Meu irmãozinho. – Franziu o cenho ainda fazendo carinho nos cabelos de Bella que ainda estava no meu colo.– Irmão gêmeo da Carlie, minha outra irmãzinha.
Todos nos entre-olhamos e voltamos a fitar Tony que olhava preocupado para Bella... Gêmeos... Será que eles poderiam ser meus filhos? Balancei minha cabeça tentando afastar esses pensamentos, lógico que eles não eram meus filhos... provavelmente eram do noivo dela, mas eu não me importaria com isso, se ela quisesse eu cuidaria deles como se fossem meus.
– O celular dela ainda tá ligado...– Comentou Emmett fitando o celular caído no chão.
Alice se aproximou e o pegou colocando no ouvido, logo começou a conversar com a tal de Rosalie e a cada vez arregalava mais os olhos e levava a mão à boca... Continuou conversando durante uns três minutos até que Bella, que ainda estava nos meus braços, acordou visivelmente confusa e depois de alguns segundo arregalou os olhos dizendo que precisava ir pro hospital...
Como ela estava abalada demais, tremendo demais, nervosa demais eu falei que iríamos no meu carro que eu iria dirigindo, ela estava tão nervosa que nem se importou com isso apenas concordou... Foi difícil fazer Tony ficar, e no fim acabou que todos resolveram ir, Bella iria comigo, Tony e Alice no meu carro enquanto meus pais e Emmett iriam no Jepp do mesmo.
Fomos na frente com Bella me indicando qual era o caminho do hospital, apesar de tudo eu ainda não sabia o que tinha acontecido, apenas que um dos filhos dela tinha se machucado mais nada fora isso, Alice ficava o tempo todo pedindo para Bella se acalmar enquanto Tony olhava para ela preocupado mas sem dizer nada, eu dirigia o mais rápido que conseguia, mas ainda parecia não ser o suficiente.
– Vai demorar muito, ainda?– Perguntou-me Bella com a voz chorosa.
– Menos de cinco minutos.– Respondi sem desviar o olhar da rua.
Logo já estávamos na frente do hospital, nem tinha parado o carro direito e Bella saiu correndo em direção a recepção, fui logo atrás... afinal eu estava nervoso e muito aflito também. Tony estava de mãos dadas com a Alice, meus pais e Emmett vinham logo atrás e eu estava indo junto da Bella que praticamente correu até uma bela loira que estava sentada num dos sofás da sala de espera.
–Nossa.– Olhei pro lado e vi Emmett olhando encantado pra loira.
– Rose.– Exclamou Bella abraçando a loira de estranhos olhos violetas que estavam vermelhos devido ao choro.
– Onde ele está? Onde está o meu bebê?– Perguntou Bella soluçando.
– Calma... daqui a pouco o médico vem.– Tentou minha mãe acalma-la um pouco e só então a tal Rose nos fitou, mas seu olhar demorou bastante em mim e então pareceu ter uma luz, mas quando iria abrir a boca o médico chegou e Bella foi conversar com ele.
Rosalie se levantou e se abaixou na frente de Tony que a abraçou apertado.
– Meu irmãozinho vai ficar bem titia?
– Vai sim meu pequeno, porque não vai lá fora comprar algum doce para ele quando ele tiver bom?– Tony sorriu feliz e olhou pra ela.– Não posso ir pequeno... por que não pede pro seu pai.– Olhou pra mim e sorri agradecido, ela também me ajudaria.
– Não.– Falou categórico.
– Por que? Tenho certeza de que ele também vai lhe comprar uma grande barra de chocolate... aí você pode dividir com o Caleb e com a Carlie depois também.. Você sabe que apesar de pequenos os dois gostam de chocolate.– Tony de um pequeno sorriso e assentiu levemente.
Tony então se virou pra mim e ficou me olhando por um bom tempo... Sem dizer nenhuma palavra ele pegou na minha mão e saiu praticamente me arrastando para fora do hospital, e mesmo sem dizermos nada eu estava feliz por termos este tempo só nos, mas ainda assim estava preocupado com Caleb. Andamos até o final da calçada e do outro lado da rua tinha uma doceria grande, o peguei no colo e apesar de pesado me senti feliz por ele não ter feito nenhuma objeção e nem falou nada, eu jamais tinha pego meu filho nos braços e era algo realmente incrível.
– O que vai querer?– Perguntei assim que entramos dentro da loja e eu o coloquei no chão.
– Unnn pode ser qualquer chocolate.– Falou baixinho.
– Escolhe o que você quiser.– Ele me olhou rapidamente e foi em direção a uma prateleira de chocolates.
Não demorou muito e ele voltou de lá com apenas duas barras de chocolate ao leite, insisti para que ele pegasse mais alguma coisa caso quisesse mas o mesmo apenas negou com a cabeça, resolvi não insistir mais e fui pagar os dois chocolates, Tony me acompanhava apenas em silencio, só falava comigo quando lhe perguntava algo e ainda assim era monossilábico e frio.
Quando saímos da doceria com a sacola dos chocolates em mãos, eu o peguei novamente no colo e em vez de ir em direção ao hospital, me dirigi em direção a praça que ficava perto da doceria e mesmo ele me olhando estranho e sobressaltado como se eu fosse rapta-lo a qualquer instante e ele nunca mais fosse ver ninguém.. Andei até um banco afastado do parque e o coloquei sentado lá e me sentei ao seu lado.
– Tony...– Comecei respirando fundo e o mesmo me fitou.
– Você não vai me levar embora, não é?– Não aguentei a gargalhei, mas ainda assim me senti mal por meu filho pensar isso de mim.
– Não eu não vou...– Ele pareceu mais aliviado.– Só quero conversar com você...
– Sobre o que?– Perguntou rudemente.
– Tony eu...– Respirei fundo.– Eu quero te pedir perdão por tudo, eu.. eu...– Senti lágrimas embaçando a minha visão, mas tinha que conte-las, não poderia fraquejar... Não agora...– Por favor filho me perdoe... Eu fui um monstro com você, você não merecia nada naquilo eu fui terrível, eu era seu pai... eu sou seu pai e...
– Você nunca foi meu pai.– Falou me interrompendo, fazendo com que mais lágrimas se acumulassem em meus olhos.– Você nunca me tratou como filho... nunca me deu amor, nem carinho... nem mesmo uma palavra legal comigo você dava, nem mesmo um olhar... Nunca me tratou como seu filho... então agora eu deixei de ser...
– Tony eu...
– O papai James...– Me doeu ainda mais ouvi-lo dizer isso do que sabver que ele chamava outro de pai.– Ele brincou comigo sem nem ao menos me conhecer, ele foi legal e me ensinou a andar de bicicleta quando nem era meu papai ainda, ele agiu comigo como você deveria ter agido... Os meu amiguinhos sempre tiveram os pais levando eles no treino de futebol, pra andar de bicicleta e pra tomar sorvete...
Respirei fundo enxugando as lágrimas que cismavam em cair demonstrando o quanto meu coração estava quebrado, mas eu sabia que aquilo era verdade, eu realmente merecia ouvir aquilo... Tony parou de falar por uns segundos apenas olhando pra frente, mas eu via suas lágrimas descendo por suas bochechas rosadas.
– Você só sabia brigar comigo, só me deixava de castigo... Deixava aquela mulher me bater e me deixar com medo... Só dizia que eu tinha matado a minha própria mãe e que era o culpado de tudo, que eu não deveria estar vivo... Aquela mulher dizia o quanto você me odiava, o quanto seria feliz quando tivesse um filho com ela...– Eu estava perplexo, não sabia que Tânia fazia essas coisas ou falava essas coisa com ele... Pra mim ela só era indiferente a ele e o tratava mal por mim... Grande engano o meu... Ele finalmente me olhou...– Ficou feliz tendo umm filho com ela?– Lágrimas rolavam de seu rosto, fiz questão de limpa-las.
– Jamais terei um filho com ela...
– Não gosta de crianças?– perguntou.
– Eu gosto...
– Então por que nunca gostou de mim? Mamãe me explicou que não tinha como eu ter matado a mamãe Carol, então porque sempre me culpou? Por que?– Sua voz tinha aumentado algumas oitavas no final.
– Não é isso eu...
– Não é nada. Você. Não. É. Meu. Pai. Nunca. Foi.– Disse pausadamente e grosso... Ajoelhei-me no chão de frente para ele chorando sem reservas.
– Me perdoe por favor... Me perdoe... Me uma chance de te mostrar que posso ser um bom pai... Por favor, meu filho... Por favor...– Implorei mas o mesmo me fitava apenas com dor, me empurrou e saiu correndo em direção ao hospital.
Levantei-me rapidamente e corri atrás, felizmente a rua estava vazia e sem nenhum movimento quando ele atravessou a rua correndo, fui logo atrás, entrei no hospital e fui rapidamente até a sala de espera... Chegando lá eu tive a pior visão que poderia ter... Isabella estava com Tony em seus braços e ambos choravam... Ambos era abraçados por um homem de jaleco branco e loiro... não tinha nenhuma dúvida de quem ele era... James...
Mas para minha total surpresa quando o mesmo me olhou não tinha o olhar vitorioso nem nada do tipo ele parecia me olhar com... pena, talvez... Ele falou algo no ouvido de Bella e a mesma me fitou com os olhos mais lindos que já tinha visto brilhantes e vermelhos devido as suas lágrimas, o James pegou Tony nos braços e saiu com o mesmo em direção a um outro corredor, todos da minha família variavam olhar de mim para onde Tony tinha saído a pouco, a tristeza e a dor nos olhos deles eram apenas pequenos reflexos do que eu estava sentindo de verdade... Eu estava completamente acabado, mas jamais desistiria e sabia que podia contar com a ajuda de Bella e de Rosalie também...
– Edward.– Soluçou Bella me tirando de meus devaneios, todos a fitaram e a mesma vinha em direção parecendo desesperada.
– Eu preciso de ajuda...– Ela soluçou e não entendi aonde ela queria chegar... Com o que eu poderia ajuda-la? Eu era médico, tudo bem, mas essa não era a minha área... na verdade eu nem sabia o que estava acontecendo, apenas que o filho bebê dela estava gravemente ferido... mas o que eu poderia fazer?
– Como?– perguntei rouco devido ao choro recente.
– Preciso da sua ajuda.– Ela soluçou novamente parando na minha frente.– Só você pode me ajudar... Só você pode salvar o meu Caleb...
– Como posso fazer isso Bella?
– E-Ele precisa de doação d-de sangue ... E ninguém é compatível com ele e...– Arregalei os olhos mas mantive-me aparentemente calmo, ela precisava de segurança agora.
– Bella... Ele ainda é um bebê, o certo seria ele receber o sangue de alguém da família que fosse compatível e...
– Você é...– Ela me interrompeu.
– Bella...
– Você é " O- "... Sua mãe comentou comigo... Edward por favor... Salve o meu bebê... – Ela soluçou alto.– Salve o nosso filho por favor Edward, salve nosso filho.– Ela implorou e eu entrei em estado de choque... "Nosso" "Nosso filho" "Nosso" "Nosso filho"... essa palavras repetiam incansavelmente na minha cabeça, não conseguia raciocinar direito... Então os gêmeos de Bella realmente eram meus filhos? Ou melhor 'Nossos' filhos... Não prestei atenção em mais nada e saí dali praticamente correndo entrando dentro de um corredor, precisava achar um médico ou um enfermeiro o mais rápido possível, todo tempo era valioso para o pequeno...
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