Love Strong
13 Capitulo 13: Algumas semelhanças, muitas dúvidas...
Notas iniciais
No capitulo anterior...
Quando iria abrir a boca para perguntar se poderia conversar com Tony ainda hoje um som de choro foi ouvido dentro de toda a sala, o choro era mais como um lamento e resmungo, nada demais, vi Isab... vi Bella se levantar com os olhos levemente arregalado e pegar algo na mesa de centro, não consegui ver o que era já que tinha um vaso de plantas na frente, mas ela o levantou e eu vi ser uma babá eletrônica... será?
– Me deem licença por um segundo que eu já volto, minha filha acordou e vou busca-la... Não demoro...
Ela havia sido mãe... Ela havia sido mãe... Ela havia sido mãe... Por isso Laurent falou que ela e o noivo, talvez, logo iriam marcar a data do casamento, a criança provavelmente era filha dela com o noivo... Filha dela com outro cara... Isso não podia estar acontecendo, não podia... Pouco tempo depois ela entrou na sala segurando uma menininha de cabelos castanhos iguais ao dela de olhos fechados que mamava avidamente em seu seio esquerdo, com uma mãozinha em cima do mesmo seio e a outra meio que a abraçando por trás... Uma cena tão linda...
– Espero que não se importem que eu a amamente aqui.– Sua voz estava ainda mais ácida e fria do que antes... Mas ainda assim parecia ainda mais irritada, temerosa e nervosa do que antes... só não conseguia entender o por que dela estar assim...
***
Pov. Bella
Eu estava tentando me recuperar do choque ao qual eu estava, Carlie acordou e estava com fome tive que subir para pega-la e desci dando de mamar para ela, minha sorte maior era que ela ainda estava bem sonolenta então fechou os olhinhos enquanto mamava, logo voltei para a sala e vi a expressão meio que chocada de todos os Cullen's, mas a de Edward era a mais incrédula de todos eles.
– Espero que não se importem que eu a amamente aqui.– Falei de maneira ácida e fria, tentei não transparecer meu nervosismo e minha irritação por eles estarem ali, com meus bebês em casa... podendo descobrir absolutamente tudo....
Não queria que eles soubessem a verdade sobre meus bebês, mas sabia que não demoraria muito para que eles descobrissem, afinal se eles queriam voltar a fazer parte da vida de Tony seria óbvio que eles notariam certas semelhanças e logo começariam a questionar.
– Não se preocupe com isso.– Sorriu Esme... Ela me parecia ser uma ótima pessoa mas ainda assim não conseguia confiar neles.
– Quantos meses ela tem?– Questionou Carliste e me senti empalidecer um pouco, começariam agora os questionamentos? As dúvidas? Por quanto tempo ainda ainda conseguiria manter meus pequenos em segredo?
– Creio que ela não é este o assunto no momento senhor Cullen.– Consegui manter minha voz firme.– Continuemos falando de Tony, que é o que importa.
– Sim sim, claro.– Concordou envergonhado.
– Quando querem ou pretendem conversar com ele?
– Poderia ser ainda hoje?– Perguntou Edward parecendo ansioso e temeroso ao mesmo tempo.
– Sim, mas a que horas?– Questionei.
– Que tal mais á tarde? Assim você o leva e os dois e sua filhinha lancham lá em casa.– Falou. Pensei um pouco, era melhor resolver isso o quanto antes.
– Tudo bem, mas deixo minha princesinha aos cuidados da minha prima.
– Não precisa se preocupar com isso, pode leva-la e se quiser eu fico tomando conta dela.
– Sério, senhora Cullen, não precisa se incomodar e duvido que minha prima deixará eu levar minha princesa.
– Bom... não seria incomodo nenhum, mas se é assim tudo bem.
– Okay então...– Murmurei... Merda, que clima tenso que pairou agora, ninguém falava nada... Baixei o meu olhar para minha pequena preguiçosa que mamava calmamente de olhos fechados.
– Qual o nome dela?– Perguntou Alice me olhando calmamente e depois voltado a olhar minha pequena princesinha.
– Carlie.– Falei rápido, torcendo para que eles não fizessem nenhuma ligação com os nomes do avós nem nada do tipo...
– É muito bonito.– Comentou Esme com um brilho diferente no olhar, só esperava que ela não tivesse percebido absolutamente nada.
– Obrigada.– Agradeci sinceramente... Eu só conseguis rezar para que Caleb não acordasse, a semelhança entre ele e Edward era algo inegável, a começar pelo cabelo cor de bronze completamente bagunçado...
–Bem então... nós já vamos... – Começou Carliste e quase que ergui minhas mãos para o céu para agradecer por eles estarem indo embora.
–Tudo bem, obrigada pela visita.– Mas eu agradeceria mais se não a tivessem feito, pelo menos não sem eu estar me sentindo completamente preparada. Me levantei com Carlie ainda em meu colo.– Ah, a que horas querem que eu leve Tony na casa de vocês?– Questionei.
–Lá pelas 16:00 horas estaria bom para você?– Perguntou-me Edward.
–Claro, está ótimo.– Exclamei.
– Vou deixar o endereço lá de casa com você, onde eu poderia anota-lo? – Questionou Esme e apenas indiquei um bloco de notas e uma caneta em cima da mesinha de centro da sala ao lado do vaso de flores que Tony me deu a dois dias de presente.– Prontinho.
Os levei até a porta, e nos despedimos rapidamente... Realmente foi obra de Deus pois assim que a porta se fechou Carlie abriu seus olhinhos e a babá eletrônica soltou o chorinho de Caleb também... Respirei fundo e fui buscar meu pequeno para lhe dar de mamar também...
Pov. Edward
Saímos do apartamento de Isabella pouco tempo depois... Ela tinha uma filha, Carlie, a menina parecia ser linda e muito parecida com a mãe... E tinha algo que eu ainda não conseguia entender bem... Não demorou muito para chegarmos em casa, o caminho foi completamente silencioso, mas nada constrangedor apenas todos perdidos em seus próprios pensamentos.
–Ela é muito bonita meu filho.– Disse meu pai e apenas sorri em concordância.
–Edward não fique assim, não tem problema se ela tem uma filha... Você vai desistir por que ela teve uma filha com outro? Vai desistir de seu amor por isso?– Perguntou-me Alice.
–Não eu não vou é só que... – Passei minhas mãos pelo meu cabelo completamente nervoso e um tanto quanto desesperado.– Só que...– Continuei sem conseguir dar continuidade a minha fala, poderia soar maluco ou coerente e não sabia qual das duas seria pior naquele momento.
–Só que o quê?– Questionou Emmett, ele estava tão quieto e nem falou na casa de Isab... Argh.. nem falou na casa de Bella, tenho que me acostumar com seu apelido o mais rápido possível, que tinha até mesmo me esquecido dele.
–Só que eu... bem sabe, é como se algo não estivesse se encaixando, só não sei o que é...
– Fala isso pois a Carlie pode ser sua filha não é?– Perguntou-me ele e o fitei assustado, isso não seria possível, ou seria?
–C-Como assim? De onde você tirou essa ideia Emmett?
–Ué, pelo tamanho da bebê ela deve ter alguns meses apenas, não entendo bem dessas coisas de bebê e criança mas eu assisto filmes e desenhos sei o básico então, além disso você levou a Bella pra cama e tal... é só fazer as contas e pode dar certo, vocês usaram camisinha?
Só então notei que meu irmão poderia estar certo... Não usei camisinha quando fiz amor com a Bella, estava com tanto tesão, tanto desejo que isso nem me passou pela cabeça.. A garotinha deveria ter um cinco meses talvez ou menos, poderia sim ser minha filha... O comportamento da Bella quando a neném chorou e ela voltou parecia muito mais incomodada e ... Minha nossa, eu realmente poderia ser o pai daquela criança...
– Meu Deus isso é muita loucura!– Foi só o que consegui exclamar...
– Tem a possibilidade daquela bebê ser sua filha?– Perguntou-me Alice.
– Sim... Tem sim...– Murmurrei meio desconexo.
– Oh meu deus, isso é incrível... Mais um neto, ou melhor, uma neta.– Exclamou minha mãe sorrindo grande.
– Mas não temos certeza ainda querida.– Interviu meu pai.
– Mesmo assim, eu senti algo diferente quando vi a menininha e o nome dela Carliste o nome...– A olhei confusa assim como meu pai e meu irmão.
– O que tem haver o nome Esme? Não achei nada de sobre-humano no mesmo, apesar de não ser um nome muito comum.– Questionou.
– Carlie.– Falou e Alice sorriu parecendo ter um epifania, o que não duvidava em nada, ela parecia ter finalmente entendido algo.– O nome do pai dela era Charlie não era? – Assenti ainda sem entender aonde ela e minha mãe queriam chegar.
– Carlie é a junção de Carliste com Charlie, Car, do seu nome querido e 'lie' de Charlie.– Explicou a minha mãe.
– Ahhhh.– Exclamamos nós três juntos... Até que fazia sentindo mas ainda assim parecia meio irreal e bem que poderia ser...
– Mãe isso pode ser coisa da sua cabeça.– Emmett completou meus pensamentos.
– Não é coisa da cabeça Emm, começando que foi você que veio com esta ideia, e eu tenho certeza absoluta. Eu sinto aqui.– Continuou minha mãe tocando o lado esquerdo do peito.
– Mas então por que a Bella não contou nada?
– Você acha mesmo que ela contaria algo deste tipo, caso seja verdade, assim pra mim? Sendo que ela sabe tudo que eu já fiz com Antony e com ela também? Duvido muito... Ela provavelmente acredita que eu ainda seja o monstro que sempre fui.– Disse respirando resignado, só podia ser isso... ou pior... talvez ela acreditasse que eu tentaria tomar a neném dela.
– Ela vai mudar de ideia... Você vai ver, vai conseguir mostrar para ela que mudou e tudo estará bem e provavelmente com minha nova netinha em meus braços.– Começou minha mãe séria, mas logo depois abriu um sorriso gigante com a possibilidade.
– Mãe, talvez a bebê nem seja mesmo minha filha... Ela pode muito bem ser filha do noivo de Isabella e a senhora e a Alice podem muito bem estarem criando esperanças a toa.– Desdenhei.
– Já disse que não é, ela é minha netinha e ponto final e aí de um de vocês se duvidar de mim novamente... Agora eu vou ver o que vou fazer de lanche para meu netinho e minha futura nora e cuidar do almoço também...– Comentou alegremente indo para a cozinha.
Sim meu filho iria visitar eu e minha família ainda a tarde eu precisava me preparar melhor psicologicamente pra isso, sabia que não seria fácil, mas não sou homem de desistir... O tempo passou mais rápido do que eu esperava, o almoço ocorreu normalmente, na medida do possível, já que só Emmett e Alice falavam sem parar fazendo todos rirem, mas ainda assim todos estávamos tensos com a visita de Antony.
Quando deu o horário todos estavam muito mais ansiosos e tensos, e parece que foi aí que o tempo começou a ir devagar, o que era algo terrível.... Acho que peguei a mania de olhar no relógio a cada minuto... 16:00 ... 16:01 ... 16:02 ... 16:03 ... 16:05 ... 16:06 ... 16:09 ... 16:10 ... 16:11 ... 16:12...
– Se você olhar na merda deste relógio mais uma única vez, eu irei quebra-lo e logo em seguida irei quebrar você por estar me deixando ainda mais ansiosa e nervosa do que eu já estou.– Ralhou Alice me olhando feio.
– Só estou ansioso.– Me defendi quando Emmett me olhou com os olhos cerrados, com certeza concordando com a baixinha.
– Há, como se você fosse o único né?– Continuou.
– Lógico que não sou, mas com toda a certeza do mundo eu sou o que mais tenho a perder e o que mais tem que conquistar aqui.
– Isso não é desculpa para olhar na meleca deste relógio a cada minuto... Isso é irritante.
– Alice, filha, calma... respira...– Disse meu pai a olhando de olhos arregalados.– Você está muito estressada, espere aí que vou buscar um calmante para você... Mais alguém quer?
– Eu...– Falamos eu, o Emmett e a minha mãe em unissomo fazendo meu pai rir e se retirar para o escritório, pouco tempo depois ele voltou com os calmantes naturais...
Fiquei um pouco mais relaxado, um pouco mais calmo mas ainda assim o relógio parecia não andar... Olhei discretamente para verificar as horas mais uma vez, sem que a Alice me visse e desse outro ataque de nervos... e foi então que a campainha finalmente tocou, meu coração parecia que iria sair pela minha boca a qualquer instante e o mais curioso é que essa tinha virado uma frase ao qual eu sempre estava repetindo... daqui a pouco eu iria ter um ataque do coração isso sim, quando eu ia me levantar para atender a porta, minha mãe se levantou apressada para atender e me olhou como se dissesse que era pra mim ficar sentado e calado, voltou a ir em direção a porta mas antes se virou para nós... Merda acho que o efeito do calmante já passou... durou o quê? Um minuto, ou dois?
– Pelo amor de Deus, ajam com naturalidade e tirem essas caras de medo e apreensão do rosto, será pior se continuarem com essas caras.– Ralhou minha mãe e logo se dirigiu para a porta rapidamente, colocou a mão na maçaneta mas antes de gira-la ela respirou fundo e então abriu a porta com seu sorriso gigante.
– Olá Esme, como está?– Ouvi a voz do meu anjo de olhos chocolates.
– Vou bem querida, e você, como está?
– Bem também...
– Não vai dar um abraço na sua avó Antony?– Continuei olhando para a porta até que vi um menininho, ou melhor, o meu menino, abraçar minha mãe rapidamente.– Como está querido?
– Muito bem Esme.– Ouvi meu pequeno, sua voz estava diferente, nem tão infantil quanto era antes...
– Bem...– Percebi uma leve alteração na voz da minha mãe, acredito que o 'Esme' dito por Antony a afetou, afinal seu sonho sempre foi ser chamada de 'vó' pelo mesmo.– Queiram entrar por favor.– Falou normalmente se virando e dando passagem para os dois entrarem...
Logo a silhueta de Isa... argh... de Bella passou pela porta, linda como sempre... e segurando firmemente em sua mão estava meu filho, Antony estava maior isso era visível, seus cabelos castanhos estavam bagunçados assim como os meus, seus olhos verdes idênticos ao meu fitavam todos na sala e finalmente meu filho me olhou, mas a única coisa que consegui detectar em seu olhar foi dor, medo e angústia... O que me deixou ainda mais despedaçado por dentro... Jamais me perdoaria por tudo de ruim que causei no meu filho, mas tentaria no mínimo conseguir um pouco do seu afeto e confiança e é claro, uma nova chance para mostrar para ele que posso ser um bom pai e provar isso e que mudei para Bella também, só pediria uma chance ambos para provar que mudei.
Fale com o autor