Love Story

197 Segunda Chance?


Notas iniciais
Olha quem voltoooou! Feliz 2022 meus pandinhaas! Um novo ano se inicia e novas memórias serão criadas ♥ Eu espero que tenham passado bem esse fim de ano e que tenham surtado tanto quanto eu surtei com CSI Vegas *~* MEU DEEEEUS, nosso casal vivíssimo, eu jamais pensei que fosse ver isso acontecendo ♥ zerei minha vida ♥ E claro que eu tinha que voltar com meu bebê, tava morrendo de saudades e espero que ainda estejam aqui pra ler a continuação :3 Decidi mudar pouquíssima coisa do que eu tinha escrito originalmente e pode ser que a versão alternativa nem saia porque eu acho que vou conseguir usar praticamente tudo da ideia aqui o/ iuhuu Bom, vamos ter segunda temporada, mas algo me diz que não vamos ter GSR, então vou continuar postando a fic e depois eu me viro caso tenha alguma informação extra na segunda temporada pra adicionar. Mas como vai ser só no final do ano, capaz que eu já tenha concluído a fic até lá, nunca se sabe. Enfim, espero que gostem do intermédio de Immortality e CSI: Vegas ♥

O dia amanheceu lindo! Não tinha como ser de outro jeito.

Sara acordou sozinha na cabine, mas com um sorriso no rosto.

Enfim sua vida entraria nos eixos de vez. Estava novamente nos braços de sua felicidade e não pretendia sair nem um dia que fosse.

Observou as fotos ao redor do interior da cabine. Tantos momentos que estavam escondidos, guardados na memória, e que agora se libertaram! Sentia-se viva de novo, como era anos antes.

Sorriu ao lembrar que fizeram amor na noite anterior e realizaram sua fantasia de fazer ao ar livre olhando as estrelas. Foi tão bom quanto as milhares de outras vezes que se amaram intensamente.

Por um momento quis ter o corpo dele junto ao seu imediatamente. Parecia um imã , clamava pelo dela, Sara podia sentir. Saiu e procurou por ele.

Gil estava leve como uma pluma, direcionando seu barco com destino ao Sena. Demorariam MUITO pra chegar porque era muito longe, mas Gil queria ir pra lá por um motivo. O plano de Gil era ir pra Paris pra resolverem tudo, renovarem os votos, decidirem o que fazer com a casa, comprar um barco maior, enfim, se planejarem pro recomeço. Mas de barco pra França levariam pelo menos dois dias. Então a ideia dele era fazer uma parada no Panamá pra reabastecer. Isso levaria umas dezesseis horas e chegariam lá nas últimas.

Aproveitaria para conhecer o local com Sara, isso lembraria os velhos tempos no início do casamento. Na capital, a Cidade do Panamá, arranha-céus modernos, cassinos e casas noturnas contrastam com as construções coloniais do distrito de Casco Viejo e com a floresta tropical do Parque Natural Metropolitano, então era um bom lugar pra recomeçar essas aventuras. Aliás, o Canal do Panamá corta o centro do país, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico e criando uma importante rota de navegação, foi por isso que Gil pensou em ir por lá, pois achou a rota mais fácil. Assim que saíssem do Panamá levaria cerca de vinte horas pra chegarem em casa, então teriam que abastecer bem e aproveitar bastante a estadia porque ficariam bastante tempo em alto mar. Pra ele era tudo ok, mas Sara poderia não se sentir bem no início.

Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu dois braços macios abraçarem sua cintura e lábios quentes arrepiarem sua nuca com um beijo.

— Bom dia…- ela quase cantarolou o cumprimento.

Grissom sorriu e estabilizou o barco para virar-se pra ela sem desprender seus braços.

— Bom dia…- ele respondeu segurando seu rosto com as duas mãos e beijando sua boca delicadamente. Ao finalizar, a trouxe para mais perto abraçando forte e acariciando seus cabelos.

— Senti saudade…- ela murmurou.

— Também senti, abelhinha…

Ela sorriu por ele chamá-la de “abelhinha” novamente. Sentiu tanta falta daquele carinho, daquele amor.

Ficaram um pouquinho assim e Gil desfez o abraço ainda agarrado nela, desprendeu apenas o suficiente para lhe olhar nos olhos.

— Qual o plano?

— Você é o capitão.- ela sorriu.

— Bom, você está a bordo agora, você decide.- piscou.

— Continua o que estava fazendo, eu embarco nessa com você.- sorriu.

— Sério? Quer desbravar os mares comigo?

— Seu plano de aposentadoria me incluía, não é?

“— Sabe o que eu sempre quis fazer?

— O que?- perguntou sem olhá-lo.

— Comprar um barco, pegar o necessário, arrumar um tempo livre e navegar por aí... Sem preocupações, sem rumo... Defendendo o mar de seres humanos ruins.

Sara sorriu.

— É uma ideia incrível!

— Talvez eu faça isso quando eu me aposentar.- sorriu de lado.

— Vai me levar junto?- olhou pra ele assim que perguntou.

— Sem dúvida alguma.- sorriu. — Você faz parte da minha vida agora. Não iria sem você.”

— Claro!

— Então vamos nessa!- sorriu abertamente. — Eu vou amar defender o mar com você.

Grissom sorriu e lhe deu um beijo.

— Bom, então… eu acho que o primeiro passo é adquirir um barco maior, não acha?

— Você mora nesse aqui?

— Sim. Raramente estou em terra firme. Eu só paro em terra pra abastecer, o barco e a despensa. Mas podemos mudar isso se quiser.

— Não, tudo bem. Só vou precisar me acostumar.

— Eu não achei difícil. Talvez você leve só um pouquinho mais de tempo.- beijou sua testa ao terminar de falar.

Ela assentiu e sorriu de lado.

— Pra onde está levando o barco?

— Paris. Ver a casa.

— Ainda mantém a casa?- perguntou surpresa. — Mesmo morando no barco?

— Não consegui me livrar dela.- ela sorriu quase imperceptivelmente. — Eu queria vender, mas não achava justo. Temos tantas lembranças nela… eu acreditava que se fosse pra vender, a decisão tinha que ser nossa, não minha.

— Irônico.- ela desviou o olhar. Não conseguiu evitar o comentário cheio de mágoa depois do que ele disse.

Ele percebeu que a frase se encaixava perfeitamente na decisão do divórcio e se sentiu péssimo novamente.

Quando Sara o olhou e viu novamente aquela expressão de culpa, sentiu-se mal por tocar no assunto, já que tinham colocado um ponto final naquela parte ruim da vida deles.

— Eu… não devia ter…

— Não, não…- ele a interrompeu e forçou um sorriso. — Não foi culpa sua…

Sara deu um sorriso triste e o abraçou.

Gil correspondeu com dor, e resolveu que tinha que fazer uma coisa, pra livrá-lo daquela culpa e livrá-la daquelas lembranças ruins. Para isso, ela precisava colocar a raiva toda pra fora, ele merecia a raiva dela naquele momento. Mesmo feliz de tê-la ali, ainda não achava justo ela ter perdoado fácil assim o que ele fez, nem perder um cargo tão importante que ela merecia ter. Faria tudo pra isso valer a pena.

— Se eu pedir perdão pelo que fiz todos os dias, quando você acordar e quando você for dormir, não será o suficiente mesmo assim.

Sara desfez o abraço e viu os olhos dele marejados. Seu coração se partiu com aquela cena. Nunca o viu tão arrependido de algo na vida.

— Gil… eu já te perdoei.

— Mas não deveria, eu não merecia que viesse atrás de mim.

— Eu sei.- ela sabia que ele de fato não merecia seu perdão tão fácil. — Mas todos merecem uma segunda chance.

— Segunda? Já deve ser a décima, Sara…- ele lamentou. — Eu não te mereço… sabia disso?

Sara suspirou.

— Nesses anos todos eu só existi, eu não vivi nenhuma vez. Gil, eu vim atrás de você porque eu quero viver… E minha vida é você.

Grissom sentiu todo o amor dela naquela frase, era sempre lindo quando ela se declarava e ele sentia o mesmo que ela, mas aquilo não era justo, ele tinha consciência.

— Você também é a minha vida, honey, mas…- ele tocou o rosto dela e fechou os olhos com força. — Não devia ser assim, você devia ter raiva de mim…

— Gil, presta atenção…- Sara o fez olhar pra ela. — Eu só quero deixar isso pra trás, eu não tenho raiva de você.

— Tem sim, Sara, só não deixou ela te consumir. Ela está aí guardada em você e eu mereço que, antes de recomeçarmos, você a coloque pra fora.

— Amor…

— Por favor, me escuta… só me escuta.- ele a interrompeu e segurou seu rosto com as duas mãos ao pedir isso. — Fecha os olhos.

— Por que?

— Só fecha e não fala nada.- ele pediu com a dor que dava pra ver em seus olhos. Ela fez o que ele pediu e respirou fundo com paciência. Não sabia onde ele queria chegar. — Isso, agora… Lembra de quando nos conhecemos?- ela deixou escapar um sorriso no canto dos lábios e assentiu. — Eu não sabia, mas eu tinha sim me apaixonado por você. Aquela semana foi incrível… os beijos que trocamos, as coisas que descobrimos um sobre o outro… pensa nesses momentos.- a mente de Sara buscava todas aquelas lembranças e elas passavam diante de seus olhos como flashbacks coloridos e alegres, mas… — Agora pensa em quando tive que deixá-la lá.- o sorriso de Sara sumiu e todas as lembranças perderam a cor e alegria de antes, assim como todas dos dois anos que passou sem notícias dele. — Quando você foi pra Vegas eu podia ter feito tudo diferente, mas em vez disso me afastei de você, disse "não" quando queria dizer "sim". Foram inúmeras as vezes que meu medo causou dor em você. Pensa em todos esses momentos, Sara.- a morena não estava gostando nada de reviver tudo aquilo através dessas lembranças, estava começando a doer. — Todas as rejeições, tudo o que eu fiz ou disse que a magoaram. Mesmo depois de confessar que te amava, eu errei muito. Pensa em tudo o que você teve que ouvir, ver e imaginar. Me imaginar com Heather e Teri, me ver com Sofia… mesmo que não tenha acontecido nada.

— Grissom, para.- ela pediu, não queria pensar em nada disso, só queria esquecer. Era difícil?

— Não, honey, eu preciso que você pense nisso.- ele respirou fundo antes de prosseguir. — Depois que Warrick morreu, você me pediu pra ir embora com você e eu recusei. A única coisa certa que eu fiz foi abandonar tudo depois e ir atrás de você. Sara, casar com você foi a melhor coisa que eu fiz.- a ex perita já não conseguia controlar a dor aguda que aquelas lembranças traziam, queria chorar, mas tentou pensar nas coisas boas do casamento, não as ruins que vieram depois. — Eu podia ter parado por aí, né? Feito tudo certo. Mas não. Nosso casamento à distância não ia muito bem depois de um tempo e eu piorei. Pense em tudo o que eu te fiz passar, abelhinha, pensa naquele momento em que te entreguei os papéis do divórcio, pensa em como eu fui embora e te abandonei.- aquelas lembranças estavam acabando com o coração de Sara, o que restava dele, reviver aquilo tudo não estava sendo bom, por que ele estava fazendo aquilo? — Pensa no quanto você sofreu sozinha, porque eu sei que não contou pra ninguém de imediato.- Sara então lembrou das noites sem dormir, nos calmantes, em todas as vezes que não tinha apetite e o quanto isso a deixou doente, então começou a chorar ainda de olhos fechados, queria que ele parasse de falar, não queria pensar em nada disso, pois além da tristeza, a raiva já lhe consumia. — Pensa, não só recentemente como no passado também, em todas as vezes em que eu fiquei do lado da Heather e "esqueci" de você.- ele apelou, pois sabia que ela estava resistindo. Ouvir o nome de Heather e pensar nas cenas que passavam em sua cabeça fez sua raiva aumentar. — Pensa no quanto eu fui burro em te deixar.- Grissom estava se sentindo mal por fazê-la reviver tudo isso ali naquele momento, onde deveria estar relembrando coisas boas, mas merecia a raiva dela e a faria colocá-la pra fora. — Agora abra os olhos.

Ao vê-lo ali, o causador de todo aquele sofrimento que teve que reviver, ali na sua frente, a Sara calma e compreensiva deu lugar a uma furiosa e destruída. Assim que olhou pra ele e sentiu raiva, Sara acertou o rosto dele com um tapa bem dado, carregado de fúria.

— Você é um idiota covarde!- gritou ainda chorando. — Olha o que fez comigo!- deu um murro no peito dele seguido de mais dois enquanto dizia: — Eu odeio você!

Grissom, depois do forte impacto que quase o pegou de surpresa, a abraçou quando ela ainda o esmurrava enquanto chorava.

O ex supervisor não se arrependeu de ter feito aquilo. Sara fazia o possível pra não deixar as burrices de Grissom atrapalharem o relacionamento deles e nem a mágoa consumi-la pra não afetar o amor que sente por ele. Sabia que ela sempre achava um jeito de esquecer e perdoá-lo. Não queria que ela fizesse aquilo de novo, ele não merecia, ela não merecia.

Sara tentou se acalmar abraçada a ele. Reviver tudo aquilo doeu. Quando os soluços cessaram e ela meio que voltou a si, Sara secou as lágrimas e murmurou:

— Griss… eu não te odeio.

— Eu sei.- ele acariciou a cabeça dela. — Como se sente?- desfez o abraço e a olhou.

— Meu deus, pareceu hipnose! Parece que eu... saí do meu corpo e entrou outra Sara, uma… furiosa.

— Não era pra menos.

Sara viu que o rosto dele estava vermelho.

— Te machuquei?

— Um pouquinho.- disse massageando a bochecha. — Não achei que sua mão fosse tão pesada.

— Desculpa…

— Não, não, não tem que pedir desculpas, era isso que eu queria que fizesse. Eu mereci esse tapa e… esses murros. Está tudo bem.- beijou a testa dela e Sara suspirou. — Aliviou?

— Muito. Acho que eu estava precisando te bater. Aliviou demais.

Grissom sorriu.

— Depois disso tudo eu ainda sou a sua vida?

Sara fingiu pensar se era ou não. Ele sorriu.

— É sim, infelizmente.

— Infelizmente?- ele fingiu estar ofendido e Sara riu. Gil deu um beijo no dorso da mão dela e em seguida afirmou: — Eu vou fazer você esquecer tudo isso, eu prometo. De verdade dessa vez.

— Se me deixar de novo, eu mato você.

— Não vou.- ele sorriu, mas depois fez uma careta.

— Que foi?

— Está ardendo.- respondeu massageando a bochecha de novo e Sara deu risada. — Ãn… Como vamos fazer isso?- ele perguntou sem jeito. — Nós… nos casamos de novo?

— Não.- Sara respondeu séria e Gil arqueou as sobrancelhas. — Não me pediu em casamento.- Sara deitou a cabeça de lado e sorriu travessa.

Grissom semicerrou os olhos e tentou não sorrir, mas era inevitável.

— Bom, então… não vou pedir agora.- Sara quem se supreendeu com a resposta naquele momento. — Já que é pra pedir, vai ser do jeito certo.

— E tem jeito certo?- ela sorriu.

— Claro que tem. Sua aliança ainda está com você?

— Ela… está guardada em casa.- fez uma careta engraçada ao revelar isso. — E a sua?

— Guardada na cabine.- ele pareceu pensar. — Vou dar um jeito.

— Vai demorar um bocado pra chegar em Paris. O que pensa em fazer pra passar o tempo?- ela sorriu.

— A gente pode conversar.

— Com ou sem palavras?

Ele se segurou pra não rir da pergunta.

— Acho que com palavras é o ideal dessa vez.

Notas finais
Desculpa, mas eu tinha que fazer a Sara dar um tapa no Gil, ele merecia muito, me julguem Quem tá preparado pra ver como foram esses seis anos de acordo com a minha cabeça JÁ QUE CORTARAM A CENA QUE A SARA CONTA TUDO NÉ? O ódio que eu to da CBS por cortarem três cenas IMPORTANTÍSSIMAS pra minha vida aaaaaa GSR shippers mesmo quando ganham, perdem :’) choremos Espero que tenham gostado desse capítulo de retorno ^^ Um ponto final finalmente foi colocado, agora é vida nova, sem sofrimento, sem lágrimas, apenas águas vivas e cupins shauhsajhsja Abraço de urso quentinho e até o próximo :3