Love Story
1 Prólogo
Notas iniciais
Você pode acreditar no que quiser. Em Deus, nos anjos, em espíritos... até mesmo em nada. É uma escolha exclusiva sua, você tem o direito de ir e vir. Cada um de nós tem o maravilhoso, mas ao mesmo tempo perigoso, poder de cursar nossas próprias vidas. Você controla o que quer, o que irá fazer amanhã, quem são seus amigos e qual é sua comida preferida. Pode ser mal-humorado, rir de tudo ou ser silencioso. Mas nem tudo em nossa existência é este mar de rosas, você já deve ter sentido as conspirações do universo. Todos nós as percebemos, mas as ignoramos deliberadamente porque é mais fácil e muito mais prático.
Nós, os seres humanos, somos acostumados a fazer o que queremos, mesmo quando nossos pais, quando ainda podem, tentam nos fazer mudar de idéia nunca realmente desistimos. Na hora podemos até titubear, mas sempre fazemos o que queremos, por isso temos tantos problemas em relação a esse curioso sentimento de quatro letras. A palavra é tão pequenina, mas consegue tomar proporções gigantescas com o tempo.
O amor, senhoras e senhores, o amor não é palpável. Não tem cheiro, forma e é incolor. Dizem que fica concentrado no coração, mas por que nosso cérebro é contaminado quando pensamos o tempo todo única e exclusivamente naquela pessoa? E nosso estômago, então? É como uma doença maravilhosa. De repente tudo é muito engraçado ou muito chato. Você tem vontade de rir, de chorar, de gritar e de abraçar a todos, tudo ao mesmo tempo. Ah, o amor...
Com todas as histórias de amor que meu neto me escutou contar, esperava que tivesse conseguido prepará-lo para sofrer menos com este sentimento, mas foi tudo em vão. Parece que se esqueceu de todas, até mesmo Peter Pan por quem era tão maravilhado. Sei que tudo tem seu tempo certo e por mais que demore a acontecer o destino acaba sempre nos fazendo ver coisas tão óbvias, mas que a maioria das pessoas precisa de uma lupa para perceber.
Só espero que ele consiga, nos pequenos detalhes, perceber que aquelas quatro pequenas letrinhas estão mais perto do que ele imagina.
Não é como se eu fosse assistir quietinha, de mãos atadas, tudo de longe. Não é porque estou morta que não posso fazer algo. Só não se assustem muito, certo? Já estava na hora. Linda e Frank sabem disso.
Só não contem que a maior parcela de culpa é minha, Gerard enlouqueceria.
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