Notas iniciais
Obrigada por estar acompanhando.

Encontrar um namorado é totalmente complicado.

Sasuke é, definitivamente, a única pessoa que sente algo por ela. Seja o que for, mas ele sente. Ela sabe disso. Mas será que ele não a tratava como amiga, apenas? Aquele sentimento pode ser a vontade de saber o que ela tem logo e querer o dinheiro dela para continuar vivendo como ele faz com qualquer outro paciente. Enfim, ela precisa achar alguém compatível com ele. Alguém que a deixe nervosa como ele faz.

Sakura estremece com o pensamento.

"Eu tenho algumas horas até a consulta com ele. Eu posso usar esse tempo para analisar minhas.. Opções." Ela testa a palavra e avista um táxi. Entra enquanto analisa o melhor lugar para encontrar um cara legal. Uma balada? Pode ser. Mas ela não tem vestido ou corpo para dançar (pelo menos é isso que ela pensa). Naruto pode ser um idiota, mas ele sabe quando uma garota tem um corpo bacana. Ele dizia que ela é linda todos os dias. Em resposta, ela agradece. Mas nunca acreditou nisso. Em todo caso, ela pode ficar viúva, mas não entraria em uma balada fingindo que tem dezenove anos. Está velha demais pra ir atrás de um cara em uma balada se já foi até mesmo casada antes. Essa coisa de "ficar" não é com ela.

"Obrigada." Ela sorri para o taxista e desce do carro. Rapidamente chegam em uma loja. "Quais são minhas opções? Eu tenho de fazer isso." Resmunga.

"Bom dia, Sakura." TenTen abre a porta da loja com um sorriso de orelha a orelha. Ela retribui com um abraço apertado. Faz um certo tempo desde que se viram. Ela dá uma olhada nos vestidos. Os preços eram absurdos.

Eu posso pagar.

"Bom dia, TenTen." A loja é coberta por detalhes dourados ou em forma de diamante. O cheiro é deliciosamente suave e doce (lembrava-a do perfume que havia comprado). Vê tudo com muito cuidado até que avista um tecido preto brilhante. Era algo bem chamativo. Chega mais perto e toca o tecido. A amiga de Sakura pensa em que tipo de vestido ela poderia apresentar para ela no mesmo estilo que ela estava procurando.

O vestido, que ela acaba descobrindo ser curto, tem a parte que correspondia ao pescoço coberta de diamantes e ouro (Sakura julga serem verdadeiros). Apesar de não ter mais nada de atrativo, aquilo é atinge o limite dos estilos de roupa cogitáveis para aparecer em público. Ela olha para si mesma durante alguns instantes. Sasuke gostaria de ver o quão curto esse vestido é? Ele prefere mulheres que se vestem de forma mais discreta? Se ele gostar, o homem perfeito para Sakura iria amar também.

Tem de haver um homem!

"Chegou ontem." Uma outra atendente diz enquanto TenTen vai buscar algumas caixas e arrumar pacotes. "Você precisa se trocar?" Ela está com os seus olhos brilhantes em cima de Sakura. Ela diz que sim.

"O provador é aqui."

Depois de cinco minutos, ela sai. É incrível o que uma boa roupa faz com o corpo de alguém.

"Como você é muito branca, esse preto faz você parecer uma gótica!" TenTen aparece com um par de sapatos que combina totalmente com o vestido. Sakura ri nervosamente.

Gótica não é o estilo que ela queria aparentar ter. Ninguém gostaria dela desta forma.

Ela realmente gosta do vestido. Faz um novo molde para a personalidade sutil e delicada dela. A saia lápis era comum e quase toda mulher que tem a vida que Sakura tem (totalmente estressante e sem ânimo) e possui vinte oito anos usa. Que vergonha em pensar que ela cogita a hipótese de não está linda naquela peça! Ela sorri um pouco mais e pensa que esse é o seu ponto. Ser feliz. Se sentia completa só em usar algo em que se sente bem, por mais que seja só uma roupa.

Só uma roupa?

Aquilo custa US$ 6.000*!

Ela começa a sorrir abertamente. E dá uma viradinha.

"Amiga, você tá poderosa!" As atendentes começam a rir e alguém coloca "Dance Like Yo Daddy" de Meghan Trainor. Sakura concorda, rindo muito alto. Começam a dançar lá mesmo.

Sakura, seja lá o que aconteceu com você não pare.

Já são dezessete e cinquenta e dentro de uma hora ela precisa estar no consultório de Sasuke. O vestido novo está em uma grande sacola e ela pensa em que locais ela poderia usar aquele vestido. De toda maneira, ela não pode ter apenas uma única peça de roupa como aquele vestido, certo? Vão surgir momentos em que ser perfeitamente formal não vai funcionar, então, seria melhor se ela comprasse um novo vestido ou, quem sabe, qualquer peça de roupa bem decotada.

Ela pensa um pouco.

Sasuke pode ter ideias sobre o que fazer com esse vestido.

Não. Não. Não. Não.

Sakura ri muito alto. Esses pensamentos podem acabar com ela. O que será que ele faria quando me visse com aquele vestido?, ela pensa. Será que ela deveria mesmo pensar na hipótese de entrar naquele consultório com aquele vestido? Isso não seria muita provocação? E se Ino estivesse lá? Sakura sente um arrepio na espinha. Nunca! Isso não pode acontecer. E não vai.

Ela levanta a cabeça para o teto e começa a ter uma conversa consigo mesma.

"Você quer mesmo ir? Vestida desta forma?"

"Quero sim. Eu sei que vou matar a mim mesma quando voltar, mas não posso evitar."

"De qualquer maneira, você está fazendo isso porque quer ele. Mas ele é casado, lembra?"

"Um casamento bem ruim por sinal. E não: estou indo lá para saber se ele gosta de garotas de vestido curto. Se ele gostar, meu futuro namorado tem que gostar também."

"Isso é insano e sabe disso..."

Ela ri mais uma vez. Faz tempo desde que sentia tão adolescente. Ele provocava sentimentos coloridos e doces, mas ela não pode se entregar desta forma. Tem algo de mágico em toda essa tensão. Isso a faz sentir como uma garota de quinze anos novamente.

"Eu vou com a porcaria deste vestido antes que eu desista." Ela diz para si mesma e entra no banheiro. "Qualquer coisa, eu tenho uma festa hoje à noite." Sorriu nervosamente.

Entra no prédio e sorri para a sua direita, pois instintivamente sabe que Konan vai estar no mesmo local de sempre. Ela acena brevemente e volta para o seu computador com a testa franzida. Sakura senta em uma cadeira por perto e observa melhor o local. É tudo cinza ou branco. Até um pouco de preto, também. As coisas são modernas, porém sem vida. Será que a vida de Sasuke é da mesma maneira que ele mandou decorar este local? Ele tem cara de quem faria isso. Tudo é muito arrumado, organizado. Ele parece ser muito detalhista, também. Sasuke sempre guarda seu bloco de anotações marrom na mesma gaveta que range de forma barulhenta. Um ruído que ela já conhece depois de tanto tempo sendo paciente dele. Ele, no entanto, sempre parece frustrado quando Sakura vai embora. Como se nunca conseguisse terminar de conversar com ela.

A mulher nunca foi de contar sua vida, afinal de contas. Ontem foi o único dia em que ela, verdadeiramente, abriu seu coração. Porém, ele não parecia surpreso com nada, ou até mesmo interessado. Sasuke apenas franze a testa ou arqueia a sobrancelha para as coisas que ela diz. Nunca o viu sorrir muito.

Alguns minutos passam até que Konan fica livre da maior parte de seu trabalho e Sakura ainda está esperando ser chamada. As duas começam a conversar.

"Você parece que não veio para a consulta!" Konan põe suas mãos na cintura e encara Sakura divertidamente. Ela ri um pouco e concorda.

"Tenho uma festa para ir hoje." Mente. Isso não foi uma coisa bacana para se dizer a ela que não tem nada a ver com Sasuke ou essas ideias ridículas de Sakura. Mas ela precisa se acostumar com aquela frase. Pelo menos por hoje.

Elas começam a analisar o vestido e uma mulher alta e loira sai do consultório de Sasuke. Konan fica um pouco nervosa e Sakura não deixa de notar o olhar atrapalhado dela. Quem é aquela mulher?

Pelo visto sua consulta não foi boa ou é isso que Sakura pensa, pois a mulher sai bufando e pisando com força no chão. Poderia ser a esposa de Sasuke, talvez. E com esse pensamento, ela estremece. Não pode tentar nada agora que a pessoa com quem ela não queria se encontrar já está aqui. Provavelmente descobriu algo que Sakura fez de errado e veio reclamar para o marido.

O dia em que ele me levou até em casa!

Pode ter sido isso.

"Você já pode ir, Sakura." Konan sorri.

"Obrigada."

Ela caminha com passos nervosos. Prende a respiração e passa os dedos indicadores nos cantos da boca para o caso de haver brilho espalhado. Sua mão direita acaricia os fios e puxa algumas mexas suavemente até a orelha, onde estarão presos. A mão esquerda puxa o vestido para baixo enquanto ela está no corredor, indo em direção a porta branca e grande. A luz é forte e faz frio. Os seios dela parecem aumentar de volume quando o vestido fica um pouco mais baixo. Não é exageradamente notório, mas um homem é capaz de tornar essa vista dez vezes mais do que ela realmente é.

Ela bate na porta ansiosamente e Sasuke diz que ela pode entrar. Seu tom não era caloroso, mas era forte.

"Boa noite" Ele olha para frente e vê Sakura entrando. Ela faz questão de virar de costas para fechar a porta. Demoradamente. "Sakura." Ele faz uma pausa, divertido.

"Boa noite, Sasuke." Ela dá um sorriso aparentemente inocente e pega uma cadeira. Estava mais frio do que lá fora. Ele esfrega as mãos, parecendo adivinhar os pensamentos de Sakura sobre elevar a temperatura e ajusta o ar-condicionado usando um controle branco.

Sasuke a observa e tenta reprimir um sorriso.

"Então... Por que, exatamente, você está aqui?"

"Acho que quero retomar a conversa anterior. Sobre, enfim, Naruto." Ela bufa.

"Você tem certeza de que é isso que veio fazer aqui?" Ela sente as bochechas queimarem levemente. "Digo, eu acho que, de alguma forma, você mudou muito de ontem para hoje." Ele fecha a expressão com uma leve irritação nos olhos. Sakura não percebe. "O que aconteceu?"

Ela olha para os dedos e brinca com algumas mexas do cabelo. Suspira.

"Nada. Eu só encontrei uma amiga e nós conversamos um pouco." Ele balança a cabeça.

Dê alguma coisa para justificar a sua vinda até aqui!

"Além disso, eu desabafei com ela. Eu senti um peso sair das minhas costas, porque ela é uma das amigas mais leais que tenho e não tinha contado nada para ela sobre o meu casamento. Ela tinha viajado, claro, mas isso não é o bastante. Eu devia ter contado." A resposta dela convenceu Sasuke. Mesmo que ela tivesse mentido um pouco.

"Eu diria que estou muito desapontado por você confiar mais na sua amiga do que em seu próprio psicólogo, mas as amizades verdadeiras são mais 'confiáveis'." Ele faz aspas com os dedos e cruza os braços.

"Acho que sim." Murmura. "Você não vai anotar nada?" Ela pisca.

Sasuke olha para ela com um semblante interrogativo. Ele lembra do seu bloco de anotações.

"Eu já sei de tudo que preciso." Então Sakura lembra da loira que esteve aqui e pensa que ela realmente poderia ser a esposa de Sasuke. "Existe algo que você queira acrescentar?"

"Uh..." Ela pensa. Hora de ser descuidada. "Bem, eu gostaria de dizer que as suas dicas sobre seguir em frente estão me ajudando. Eu vou fazer compras com a minha amiga. Aquela que comentei agora a pouco." Ela faz uma pausa, enfatizando. "E acho que vou me divertir muito. Talvez eu possa me desapegar um pouco da minha cama."

Ele bufa silenciosamente.

"Sakura, você é uma mulher independente. Não financeiramente, pelo visto, mas emocionalmente. Você nunca sentiu falta do seu marido. Apenas tem medo de ficar sozinha e nunca mais ter companhia. Óbvio que seu casamento atrapalhou sua vida social, mas você tem receio de que os amigos que te restaram vão embora. Essa insegurança precisa ser esquecida. E você tem tudo para fazer isso corretamente. Ele descansa um pouco mais na cadeira e observa que ela está tensa com as palavras dele. "Confie em mim."

Ela ri um pouco e baixa a cabeça.

"Eu me afastei dos meus amigos porque fiquei louca por ele. Era muito apaixonada, mas eu não sabia que estava sendo tão rude com as pessoas que me conheciam. Tinha muitos amigos e o casamento passou a destruir essas amizades. Porque eu estava tão mal-humorada e arrogante que ninguém mais quis se aproximar. Eu lembro a forma como as pessoas me olhavam!"

"Então você queria pedir ajuda a alguém mas tudo estava tão ruim que todos desapareceram. Sakura, você se afastou deles porque pensava que ele era o homem da sua vida. Quando você descobriu o contrário, que não estavam bem juntos, já tinha assustado todos a sua volta. O que aconteceu para que as pessoas se afastassem?" Ele analisou com calma, mas estava impressionado com a forma que ela conseguiu abrir seu coração. Mais uma vez.

"Eu fui egoísta." Ela sussurra como se tivesse dizendo que matou alguém. "Meu Deus..." Ela passa as mãos pelo cabelo. Sasuke assiste, mas não diz uma só palavra. Apenas nota como o vestido muda de comprimento em suas coxas sempre que ela se mexe bruscamente.

Ela solta um grande suspiro e põe a mão no coração.

"Obrigada." Ela diz, aliviada. Ele sorri.

"Não há de quê. Você está pagando a conta." Sasuke brinca. Sakura dá um olhar com falsa irritação, sorrindo. "Seu tempo está acabando. Algo a mais?" Ela nega.

Sasuke continua sentado e encarando o computador. Ela se levanta muito rapidamente e se vira. O cabelo balança suavemente até que ela consegue a atenção dele. Será que ele gostou deste vestido? Assim como ela gostaria que ele tivesse? Ela se sente um pouco mais provocativa, mesmo que esteja de costas, afastando a cadeira (muito confortável por sinal) e indo em direção a porta. Ela finge que se lembrou de algo e volta a olhar para ele.

"Gostaria que eu estivesse aqui amanhã? Para uma nova consulta?" Ela está ansiosa pela resposta.

"Vamos dizer que o nome correto seria 'conversa', Sakura. Mas essa decisão não cabe a mim e você sabe disso." Diz ele, secamente.

"Oh, sim." Ela sorri, um pouco desconfortável. Era disso mesmo que ela gostava? De ser intimidada? "Boa noite, então."

"Boa noite. Mais uma coisa: o convite para o aniversário ainda está de pé, se não estiver compromissada com nada mais." Ela cora bruscamente. Sakura pensa sobre a sua resposta, mas não quer passar o dia inteiro ali, escolhendo suas palavras. Além disso, não era de sua personalidade sair sem ter a última palavra.

"Vai ser sábado, não é? Vou dar uma olhada na minha agenda esta noite, não se preocupe." Ela sorri de forma maliciosa por dentro, mas faz uma expressão verdadeira e impassível, como se realmente tivesse uma agenda e analisá-la-ia.

(As coisas que eu gostaria de fazer com a sua boca...)

Se alguém estivesse assistindo, diria que há muita tensão sexual ali. Ou é o que parece.

Sasuke vira para o lado direito e puxa o edredom para cima, até o nariz. Ele muda de posição várias vezes naquela noite porque não consegue dormir. É sábado e Ino provavelmente não desconfia que ele tenha feito alguma coisa de especial. Levanta-se. Quase acorda a esposa com a forma brusca em que saiu da cama.

Está frio em Washington.

Passa as duas mãos pelo cabelo escuro e boceja. Não conseguiu parar de pensar na hipótese da vinda de Sakura. Sua esposa e Sakura eram completamente diferentes, para ele. Possuíam, cada uma, um lugar em seu mundo. Vê-las juntos seria completamente espantoso e fora de cogitação. Ele não poderia desfazer o convite, mas, por algum motivo, não a culparia se viesse. Sasuke sente que Ino não deveria conhecê-la. Elas não deveriam ser amigas, pois isso atrai um sentimento (que ele chama de culpa) em seu coração. Não está fazendo nada de errado, mas o convite que fez a ela foi o começo do caos.

Abre a porta do banheiro e toma banho.

"Sasuke?" Ela pergunta, com as mãos sobre os olhos. Tosse um pouco e também vai até o banheiro. O box está fechado, mas ela vê a silhueta de Sasuke pegando algo (provavelmente um sabonete) e começa a escovar os dentes.

"Bom dia!" Ela tenta falar um pouco mais alto do que o som da água caindo até o chão. Ele sorri brevemente.

"Bom dia, aniversariante. Não quer vir comemorar seu aniversário comigo?" Ela abre um sorriso malicioso.

"Não precisa pedir duas vezes." Ela anda e tira o vestido, deixando-o cair no chão do banheiro. Abre o box.

Depois de um banho bem demorado, Sasuke comenta que quer levá-la para sair um pouco. Conversam sobre os locais que ela mais gosta de ir, mas o interfone toca. São os familiares de Ino. Eles sobem rapidamente e começam a sorrir enquanto Sasuke abre a porta. Estão cheio de coisas nas mãos: presentes, comida e balões. Certo, Ino não tem mais três anos, mas a mãe dela tem essa mania. De sempre achar que ela é muito nova e ainda precisa da mesma atenção de quando era criança. As festas de aniversário não eram muito diferentes.

Sasuke está começando a se arrepender de ter mandado a mensagem para Sakura onde menciona o horário da festa. Ino iria perguntar algumas coisas. Ele já havia explicado que existe uma possibilidade para que Sakura venha e disse que ela é sua paciente, mas isso não convence uma mulher. Se ela for muito ciumenta como Ino sempre aparentou ser, as coisas podem piorar e não seria exatamente agradável.

"Achei que vocês não iriam chegar nunca. Ela já estava pedindo para ir no Slipstream!" Sasuke comenta com o pai de Ino. Ele ri e vai conversar com a filha.

Cantam parabéns e cortam o bolo.

Quase todos os anos têm sido daquela maneira. Sempre do mesmo jeito. Seguindo as regras. Não havia nada de errado, mas a mesma vida o tempo todo é cansativo. Ele ainda lembra do motivo de ter casado com Ino. Sabe muito bem do porquê de ter feito isso.

Ele recorda das coisas que fez e entende que é melhor continuar assim. Julga conveniente permanecer com a vida de mentira que tem. É bem melhor do que a vida que tinha antes. Esconder quem é não ajuda. Controla-se, mas não sabe até quando pode manter o rosto feliz na frente de todos. Ino não precisar ser o amor de sua vida para ele ter casado. O matrimônio não tem o mesmo significado que tinha há tempos atrás. Há um medo em sua corrente sanguínea e nunca vai embora.

"Venha tirar uma foto, Sasuke!"