Love Psychology

3 Desire Becomes Surrender


(No mesmo dia)

Sasuke e Ino são um casal perfeito. Na medida do possível.

Ino é o tipo de mulher que não se contenta com pouco. É geniosa. Bastante. Ela sempre se questionou a respeito do amor que o marido sentia por ela. Eles vivem um casamento sempre muito morno (o que acontece com frequência nos tempos atuais). Ela consegue lembrar do quão apaixonada era por ele enquanto namorados. Lembrava que ele sempre foi gentil e romântico. Ele é um homem maravilhoso.

Porém, como mulher, ela sabia que ele tentava. Sabia que quando ele arrastava as mãos sobre os cabelos, significava que estava estressado e que não é um bom momento para falar algo. Ino o conhece bem, mas não o suficiente. Sasuke sempre tenta dar o seu melhor mas ela vê o quão vazio esse relacionamento é. Não é culpa de ambos. É inevitável. Já estão casados há dois anos. O que mais eles podem esperar? Nada disso começou amorosamente, se ela bem lembra.

Até mesmo a vida sexual de ambos foi atingida. Ele não é tão "fervoroso" quanto era antigamente, quando pensava que prazer apenas se adquiria de acordo com o número de bens materiais que uma pessoa possui. A visão de Sasuke era muito distorcida até o momento em que ele entrou neste casamento. O matrimônio não estava seguindo os passos que ele pretendia. Sempre pensou que seria o tipo de cara que toda mulher gostaria de ter em sua cama, mas parece que Ino não busca o corpo dele como antes. Talvez porque ela não tenha a mesma vontade. Porque ela esfriou. Assim como ele.

Quando esse tipo de problema acontece em uma relação, tudo fica muito monótono e sem graça. Perde-se audácia adolescente. Uma juventude é jogada fora quando o casal é muito novo.

Os dois nunca passaram necessidade. Ela veio de uma família de publicitários muito bem sucedidos. Sasuke é filho de advogado e uma também bem-sucedida corretora de imóveis. Os dois tinham uma vida muito boa.

Mas isso não significa que é perfeita.

Eles foram feitos um para o outro.

Quando Sasuke decidiu sair de casa para viver sua própria vida, não entendia que estava "abandonando" seus pais. Ele era um garoto problemático. Engravidou uma mulher de vinte anos que ainda morava com os pais e estava na faculdade. Ela nunca o deixou chegar perto dela mais uma vez. Já brigou muito com os próprios amigos. Brigas de verdade. Bebia até não aguentar mais e escutava The Rolling Stones quando estava sozinho, no seu carro, pensando quando veria a amiga da sua namorada. Ele era muito mais do que a cara fechada de hoje. Até que ele encontrou uma missão: ter uma família.

Tudo começou em 1997 quando ele sofreu um acidente de carro. A mulher do carro tinha dois filhos, aparentemente e dirigia em alta velocidade. O carro dela colidiu com o de Sasuke e as duas crianças, infelizmente não resistiram. Por mais que fosse bom o fato de que ele ainda estava vivo, ele preferia ter morrido a ver com seus próprios olhos as duas crianças agoniando até a morte. Ele andou; correu; chamou a polícia. Ele gritou até todos os vizinhos seguirem ao local do acidente. O bairro estremeceu nesse dia. A noite estava mais escura.

Sentia o ar dos pulmões desaparecer. Uma dor de cabeça muito forte o atingiu. A batida acabou com a parte lateral direita do carro.

Desde aquele momento, ele ficava longe de crianças. Longe de sua mãe, inclusive. Quando engravidou uma mulher que ele mal conhecia, quase não conseguia respirar.

E SE ELA MATAR MEU FILHO?

Se ela ao menos soubesse pelo que ele estava passando... Talvez ela entendesse.

ELA VAI MATAR MEU FILHO.

Mas Sasuke foi impedido de ver a criança. Seu pai o levou a vários psicólogos. Até que ele percebeu que precisava entender a si mesmo. Ele tentou se amar. Satisfazer-se. Não funcionava. De nenhuma maneira possível. Esquecer que ele viu duas almas inocentes gritarem de dor. Tentou não reparar no quão vermelha era a gravata que havia comprado ano passado. O quão desesperado ficava quando recebia um telefonema. Poderia ser alguém ligando para avisar que sua mãe ou seu pai morreu. Ou ambos.

Ele não queria se afastar de sua família, mas sentia medo de que o laço entre seus familiares fosse tão grande que ele perderia a si mesmo se perdesse eles.

Ele escolheu fazer Psicologia.

Sasuke já teve muitos pacientes. E Sakura era a menos interessante de todos. Era uma mulher como qualquer outra. Tinha uma vida muito monótona. Não tinha atrativos realmente importantes. Mas, por algum motivo, ela era o tipo de mãe perfeita. Ela não era como Ino. Não era chata. Tinha personalidade. Não deixaria seu filho fumar ou beber. Consertaria Sasuke.

Ela saberia o que fazer quando ele perdesse a si mesmo.

Seria a mulher que os meus filhos iriam querer.

Então Sasuke começa a questionar: "Será que vim escolhendo a pessoa errada?"

Será que estou fazendo isso errado?

Mas para fazer tudo direito, não podia confiar em uma mulher que também tinha uma cabeça confusa. Ela vinha até ele quando não sabia o que fazer. Então ele precisa ter cuidado com isso. Talvez ela seja a mulher perfeita não só para os filhos dele, mas para si mesmo. Ela seria a sua mulher. Sua esposa. Sua perfeita e sorridente mulher.

Ela tem cheiro de 212 VIP.

"Sasuke, você não vai acreditar no que aconteceu!" Ino diz. "Sarah está grávida! Acredita nisso? Ela é maluca, eu tenho certeza. Como ela pôde fazer isso? Ela é tão bonita e cheia de vida... Agora vai ter um bebê e isso vai estragar tudo."

Essa é a última coisa que ele gostaria de ouvir.

Ele queria tanto poder ter uma família... Poder proteger seus filhos e nunca mais ver algo como aquilo em sua frente. Tentou como podia para achar a mulher perfeita. Alguém bonita e inteligente. Uma pessoa responsável. Ino não podia ter todas essas características, mas ele realmente queria ser pai. Passou os últimos meses tentando levantar o tópico "família", mas ela sempre mudava de assunto. Sempre piscava os olhos vezes demais e fingia não escutar. Ela não gosta de ter tanta responsabilidade em seus ombros. Ino pode esperar, mas talvez Sasuke não possa.

Sasuke sai do local onde ela está e tranca-se no quarto. Deixa Ino pensando no que poderia ter acontecido. A única coisa na mente desse homem é que ele precisa se aproximar de Sakura.

Depois de algumas horas, no entanto, ele sai dizendo que era hora de fazer um passeio até o Shopping, rezando para que ela não o encha de perguntas estúpidas.

A mulher de cabelos róseos suspira. O sol está em todo seu corpo e ela está com um sorriso contagiante.

Aproxima-se do vidro e algumas pessoas olham para ela. Há vários exemplares daquele livro. Ela entra na livraria.

Existe, por algum motivo, um cheiro maravilhoso nas livrarias que é único. Aquela sensação de estar coberta por livros novos. Pessoas conversando; café sendo despejado na xícara branca; celulares tocando; gente nas poltronas pretas lendo seus livros... Sakura suspira quando vê em suas mãos o livro. A capa diz:

COMO CONQUISTAR UM HOMEM EM DOZE DIAS

Folheia rapidamente e uma mulher de cabelos claros pergunta se ela precisa de alguma coisa. Sakura diz que quer comprar o livro e a senhora sorri.

Até que ela tem uma sensação estranha. Na verdade, era um aroma. Ela sabia muito bem quem usava aquele perfume...

"Naruto?" Vira e um homem de cabelos grisalhos olha para ela. "Desculpe, senhor." Sakura se recolhe um pouco. Em pouco tempo, ela já está sendo chamada na fila e logo compra o livro. A atendente põe o objeto em uma sacola e sorri amigavelmente. Sakura vai embora.

Com Naruto, as coisas estavam sendo um pouco diferentes. Mesmo depois de ter terminado com Sakura, ele decidiu continuar morando na mesma cidade que ela. O ponto é que eles prometeram ficar bem longe um do outro, mas como costumavam a frequentar alguns locais, continuam se vendo mesmo sem a intenção. Quase sempre viram o rosto. Nunca possuem coragem para conversar um com o outro.

Mas eles estão mais próximos do que pensam.

Ela bate com a cabeça nos ombros de alguém. Ele vira.

"Sakura?"

Eu senti ele por aqui.

E o homem de cabelos loiros sorri um pouco, mas ela sabe quando Naruto está desconfortável.

"Bom dia." Ela fala mas recua um pouco.

Aquele homem amou Sakura mais do que qualquer pessoa. Porém não acabou tudo bem. Ele foi o mais perto que ela conseguiu chegou de conseguir o verdadeiro amor. Agora, no entanto, ela tem uma nova perspectiva de vida. Está tentando superar as lacunas que o seu relacionamento não preencheu. Era difícil tirá-lo da cabeça. Quando eram jovens, ele era o popular; ela, a nerd. Nunca pensou que poderia progredir ou regredir tanto desde aquele tempo. E realmente, não valeu ficar com o cara mais popular da escola se tudo terminou como Sakura já sabe.

"Você está ótima!" Ele abre um sorriso maior.

Ela nem lembra a última vez que ele disse aquilo.

(ela vai ser a amante e a meretriz porque ele quer)

Dias depois de ter encontrado seu ex-noivo no shopping, as coisas parecem fazer mais sentido. Ser a mulher certinha não funcionou, então agora ela irá utilizar de toda feminilidade que foi concebida. Sakura será uma femme fatale. Ninguém vai esquecer dela e finalmente, terá a atenção de Sasuke para si. Mesmo que seja apenas para encontrar o homem perfeito. E até quando ele virar a face para ela e fingir que Sakura não passa de mais uma paciente, ela vai prosseguir.

Uma chama muito forte atravessa o coração dela. Que tipo de coragem é essa?

Quem mandou mexer com ela?

Um batom vermelho. O vestido curto e decotado.

As unhas pintadas.

((AH...))

O salto preto. Ela consegue até ouvir a si mesma suspirando ao ouvido dele.

As mãos suadas e o corpo colado ao dele. As bocas firmementes juntas. A boca de Sasuke se move até...

"Sakura?" A recepcionista chama. A vez dela.

Ela suspira novamente e pensa nas formas de provocá-lo enquanto docemente sorri para a mulher comportada a sua frente. Muitos pensamentos obscenos são mantidos em segredo, mas graças a Deus que ele também tem os seus. Sakura não é inocente desde que conheceu Sasuke e sabe muito bem disso. Imagine o estrago que seria os dois naquele escritório. Poderia ser o fim do mundo, mas se ela conseguisse o que queria não haveria problema.

A mente dela está corrompida pelo demônio. Nunca aconteceu de mudar tão drasticamente. A decisão final foi tomada e seria muito divertido quando fosse finalmente fazer o que deseja.

Abre a porta encenando o seu melhor sorriso. Mas Sasuke não está em sua cadeira esperando por ela com um semblante tipicamente apático. Estranha e olha para o lado. Um homem alto fecha a porta e leva-a para a parede ao lado. Suas mãos vão até o pescoço feminino coberto de perfume e hidratante. Ela tem cheiro de flores. Porém tem de haver veneno ali também. Sasuke a surpreende e com um sorriso sádico tranca a porta com uma mão e com a outra a pressiona contra a parede.

Os olhos sombrios estão cobertos de raiva e luxúria. A boca dele, seca, é coberta pela língua dele e logo os lábios estão brilhando contra a luz. Sakura nunca sentiu tamanho desejo e medo ao mesmo tempo. Tudo é escuro e claro. E, ao mesmo tempo, ela sabe que está aproveitando a satisfação por meio do medo. Sasuke não explicou o porquê de ter assustado-a.

"Eu agradeço a Deus por ter um cromossomo Y." Ele beija os lábios dela furiosamente. Sakura o beija com tanta força que perde os sentidos. Logo as mãos dele estão por toda parte. O cheiro dele está na pele clara dela. O calor sobe até a face. Ele precisa tanto dela que dói apenas em pensar.

Sasuke segura a cabeça de Sakura com sua mão direita e puxa um punhado de fios. Puxa até que ela grite e morde um lábio.

"Diga que quer. Peça-me. Vamos. Isso, grite." Ele geme quando ela puxa o cabelo dele e diz:

"Eu quero você."

Ele sorri. "Ah, sim. Eu sei, coração. Eu também quero. Muito. Mas preciso que vá embora. Agora mesmo." Ele põe um cartão muito pequeno nos seios dela para que o vestido cubra. Olha provocativamente, esperando uma reação. Mas ele abre a porta e a leva para fora.

"Acredito que você tenha vindo na minha casa antes, little Blossom.

E se você realmente me quiser, venha amanhã.

Venha preparada."