Love Portal

3 Capítulo 3 - Taste the cake.


Notas iniciais
Ok, até agora estava tudo escrito, preciso continuar a partir do próximo.
Ah, oi -q
O video acompanhativo hoje (?) é o final do de ontem: http://www.youtube.com/watch?v=j0jxana7SEc (7:30 até o fim) e esse: http://www.youtube.com/watch?v=19g7Vhz31L4 até o minuto 7:37 -Q É, nem mais um segundo -qn
Tem alguns detalhes diferentes, a pessoa jogando nesses videos não fez exatamente igual ao Gerard, né.
Enfim, mais coisas lá embaixo. Enjoy ♥

Como assim? Se eu cair naquele líquido eu morro? É assim que eles testam as pessoas? Ah, merda. Merda, merda, mil vezes merda...

Ok, acalme-se, Gerard. Se você não pensar claramente não vai conseguir sair desse lugar. Vamos ver... uma bola de energia. Vou jogá-la no lugar certo, então.

Pronto, e o que aconteceu...? Uma plataforma começou a se mover. É só eu jogar o portal acima dela na hora certa, passar por ele e estará tudo resolvido. Não preciso nem olhar para baixo. Não olhe, não olhe...

Ah, eu olhei, mas tudo bem, o que importa é que cheguei do outro lado.

Fui para o elevador.

— Muito impressionante. Por favor saiba que qualquer aparente perigo é meramente uma forma de melhorar sua experiência de teste.

Ah, pelo amor de Deus. Então eu não estava em perigo? Quer saber, acho que não é mais uma vantagem acreditar nessa robô.

Teste 09.

— O Centro de Enriquecimento lamenta informa-lhe que esse próximo teste é impossível. Não tente resolvê-lo.

Ha. Ha. Tá bom.

Eu não posso colocar o cubo sobre o botão por ter uma Grade de Emancipação no caminho... mas eu posso jogar um portal do outro lado da sala e passar por ele carregando o cubo. Pronto, está resolvido, o que você acha disso?

— Fantástico! Você permaneceu focado e engenhoso em uma atmosfera de extremo pessimismo!

Obrigado. Acho.

Teste 10. Ela tentou falar alguma coisa, mas sua voz falhou de novo. Será que não tem ninguém fazendo a manutenção nessa coisa?

Dessa vez eu precisei de coragem para chegar à saída. Eu entendi o que teria de fazer, mas... caramba. Eu devia jogar um portal no chão, no fundo de um buraco, e.. pular. Simplesmente. E assim eu sairia voando de um portal laranja localizado no alto de uma parede e alcançaria a saída.

Com um grande frio na barriga, eu fiz. E os aparelhos em minhas pernas não me deixaram sentir a queda. Ótimo.

— Espetacular! Você parece entender como um portal afeta o impulso para frente, ou, para ser mais precisa, como não afeta.

Sim, eu entendi.

Por que estou respondendo uma robô? E pior, mentalmente? Ela nem pode me ouvir.

Tive que pular novamente, mas dessa vez não hesitei. A robô explicou o que acontecia; em palavras simples: uma coisa rápida entra por um portal, uma coisa rápida vai sair por outro portal. Não há segredo.

Teste 11. Estou me aproximando do fim! Então talvez eu tenha alguma explicação. Ou comida, quem sabe... estou faminto.

— O Centro de Enriquecimento promete sempre providenciar um ambiente de teste seguro. Em ambientes de testes perigosos, o Centro promete sempre dar aparelhos úteis. Por exemplo, o chão aqui vai te matar; tente evitá-lo.

E lá estava, o mesmo líquido viscoso verde/marrom cobrindo a maior parte da sala. Acho que eu não vou querer experimentar para saber se ele é realmente mortal ou não.

Mas há algo interessante aqui. Uma nova arma de portal está no centro da câmara! Ela está jogando portais laranjas. Com calma, eu vou conseguir entrar nos portais no tempo certo, até que eu caia numa plataforma que leva até a arma... primeiro para um lado, depois para outro, e pronto! Estou indo em direção à nova arma e a pegando.

— O Aparelho foi modificado para que agora possa fabricar dois portais interligados de uma só vez.

Essa nova arma tem dois "gatilhos"... E sim, é o que eu estou pensando. Um solta um portal azul e outro solta um portal laranja! Isso com certeza vai me ajudar.

— Como parte de um protocolo de teste opcional, estamos felizes em apresentar um fato animador: o Aparelho é agora mais valioso que os órgãos e os ganhos combinados de todos em -cidade natal do sujeito aqui.

Estou segurando um aparelho de milhões de dólares? Legal.

Um pequeno botão apareceu. Apertei-o e uma porta foi aberta, só por alguns segundos, mas o suficiente para que eu jogasse um dos portais por dentro dela. Joguei o outro em outra parede e, andando por sobre uma plataforma, e consequentemente por sobre o líquido que pode me matar, saí em uma nova sala e prossegui para o já familiar elevador. Teste completo.

O próximo envolveu muitos pulos em sequência. Caía por um portal, saía voando do outro, até chegar no topo da câmara, onde a saída estava. Mas a pior parte foi o quase ataque de risos que eu tive quando, no último pulo, a robô soltou um grande "Weeeeeeeeee" até sua voz falhar de novo.

Chegando no teste 13, ela tentou me desanimar mais uma vez.

— Agora que você está no controle dos dois portais, esse próximo teste deverá levar um bom, BOM tempo. Se você se sentir tonto por culpa de sede, sinta-se livre para desmaiar. Um associado será despachado para te reviver com solúvel e adrenalina.

Hmmm. Certo.

Olhei para a câmara, pensei e consegui descobrir como passar – mais importante, sem ser tocado pela bola de energia, que me dá a nítida impressão de que também pode me matar. Levei dez minutos. Não o bastante para desmaiar de exaustão, querida.

É, eu não vou parar de falar com ela na minha mente. Dane-se se isso é idiota.

— Como parte do previamente mencionado protocolo de teste, nós não podemos mais mentir para você. Quando o teste acabar, você será perdido.

O que ela quer dizer com "perdido"? Morto? Essa ameaça já está ficando repetitiva demais.

Teste 14. Um pouco mais difícil, mas não impossível, e sem nada que pudesse ser fatal. Foi só descobrir o local certo para os portais e pular em um deles novamente. A robô disse que não daria mais nenhuma informação de agora em diante. Blá-blá-blá.

Eu até iria continuar a ignorar o que ela falava, mas na próxima câmara ela conseguiu chamar minha atenção. Disse que na conclusão dos testes iria ter bolo e aconselhamento... e meu estômago roncou alto assim que ouvi a palavra "bolo". Tá aí, agora eu tenho uma bela motivação para continuar fazendo isso tudo.

E realmente, motivação era do que eu precisava. Esse próximo teste foi longo e eu tive que pensar por muito tempo. Devo ter passado mais de meia hora ali, e quase toquei na maldita bola de energia. Se fosse para morrer, que eu morresse depois de comer o bolo, então.

Mas eu passei. Fui para a próxima, e não é que a minha amiga decidiu me dar mais uma má notícia antes de abrir a porta?

— Devido a uma obrigatória manutenção de horários, a câmara apropriada para esta sequência de teste está temporariamente indisponível. Ela foi substituída com um curso de fogo designado para andróides militares. O Centro pede desculpas pela inconveniência e deseja muita sorte.

A porta se abriu. Ah, então eu teria que passar por andróides militares? Beleza. Isso me faz muito feliz.

Os andróides eram da metade da minha altura e apontava um laser vermelho diretamente para frente. Eu saí exatamente atrás de um, mas minha curiosidade falou um pouco mais alto que meu bom senso e eu decidi passar uma mão na frente do laser para ver se queimava.

Não queimava. Mas assim que eu passei a mão, o andróide falou – é, falou – com uma fina voz robótica:

— Quem está aí?

Passei a mão novamente, e dessa vez ele não fez uma pergunta inocente. Ele começou a atirar, quase me decepando no processo. Aquilo definitivamente me mataria se eu aparecesse em sua frente.

Droga. Como eu o desativaria? Não tinha como passar sem ficar na frente dele... Eu já estava cansado desses testes. Eram perigosos, exaustivos e estúpidos, e eu estava com fome e queria bolo!

Na raiva, chutei o andróide. Caído, ele começou a atirar loucamente e exclamar sem parar:

— Ai, ai, ai, ai, ai, ai...*

Me afastei, para não ser pego pelos tiros, mas não consegui deixar de rir com os gritos que vinham dele. Se não estivesse tentando me matar, eu até teria dó.

Passei correndo por outro laser e consegui me esconder antes que o novo andróide disparasse. Então joguei um portal por trás dele e o derrubei também, fazendo-o gritar "NÃÃÃÃO!". Fiz o mesmo com mais outro; sua última frase foi simplesmente "Erro Crítico" antes de se apagar. Eles eram até fofinhos, para falar a verdade.

Descobri mais dois desses andróides na sala seguinte. O curso ainda não havia acabado. Dessa vez, eu não tinha como jogar um portal por trás deles... mas eu tinha dois cubos jogados por lá, à minha disposição. Usando o cubo para me proteger, atirei-o no andróide e o desativei, quase levando um tiro.

Mas então eu notei um pequeno detalhe... logo atrás do local de onde eu tirei os cubos, existia uma passagem. Uma estreita passagem para o que me parecia ser um "backstage" daquele lugar. Era lá que deviam fazer a manutenção ou coisas assim.

Olhei para os lados, meio assustado. Bem, eu não perderia nada se só desse uma olhada, certo?

Me espremi até chegar lá; um local sujo, provavelmente inabitado há anos. Ou é o que parecia até eu olhar as paredes; e paralisar de susto.

Coisas estavam escritas, uma, duas, inúmeras vezes. Existiam desenhos dos andróides com os quais eu estava lutando, desenhos de cubos, de tudo pelo o que eu havia passado. “Me ajude” estava escrito em vermelho, e eu preferi não pensar com o que. Vi o nome GLaDOS no chão, e de alguma forma entendi que era o nome da robô que conversava comigo.

Mas o que me paralisou não foi nada disso.

Fitei, assombrado, a frase que era repetida desesperadamente pela parede.


O bolo é uma mentira

O bolo é uma mentira

O bolo é uma mentira


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Notas finais
THE CAKE IS A LIE!
*TÃDAM*
Espero que a imagem tenha funcionado. Fica mais legal se vocês verem como as coisas estão escritas nas paredes, porque no video o jogador não quis entrar no espaço atrás dos cubos.
E, um detalhe: Não está escrito GLaDOS em lugar nenhum, mas eu quero poder falar o nome dela logo -q
*Ah, mais uma coisa... achei um video com todas as frases dos turrets (que são os andróides fofos-assassinos), pra vocês saberem melhor como é a voz deles: http://www.youtube.com/watch?v=CKVuPUY9D-A (o "ai,ai,ai,ai" está em 0:54). Eles falam essas coisas quando te veem e quando você os mata -q É muito legal -q
Acho que é só por hoje, obrigado por lerem e pela paciência.
Amo vocês ♥ Falta pouco para os testes acabarem e minha parte da história começar.
Beijos!