Love Portal
4 Capítulo 4 - Goodbye.
Notas iniciais
Eu ia passar o fim do video de ontem pra continuar, mas vocês já entenderam como a coisa funciona, né? Então vou colocar direto o video a partir do teste 17: http://www.youtube.com/watch?v=V0346VLj00k
Conheçam o COMPANION CUBE ♥ É o cubo que tá na capa da fic, com os corações ♥ Ele te ama ♥
Ok, momento fã retardado passou.
Então, parem de ver o video no minuto
6:00 porque essa pessoa fez o último teste de um jeito estranho que não tem graça e que está totalmente diferente do que acontece aqui e no jogo '-'
Vou passar lá embaixo o video do final do capítulo.. que é... tenso -q
Espero que gostem!
Fiquei encarando a parede por alguns minutos.
Tinha algo de errado nesse lugar. Algo de muito errado.
Onde estavam as pessoas? Por que eu estava sendo submetido a testes que poderiam me matar? Quem escreveu essas coisas? Em quem eu deveria acreditar?
Minha cabeça latejou com tantas perguntas. Eu senti o pânico chegando e respirei fundo. Eu não tinha certeza de nada. Talvez aquilo fosse uma mentira, não o bolo. Mas no fundo, eu sabia que não. GLaDOS estava me guiando por caminhos dos quais eu não conseguia desviar, e não tinha motivos para me falar a verdade se eu não conseguia sequer responder. Olhei em volta, mas não havia como escapar por ali. Eu não tinha escolha.
Saí do lugar e voltei para a câmara de testes, que me pareceu muito branca e clara agora. Voltei um pouco o tanto que tinha andado até parar em frente à uma das câmeras. Encarei-a como se estivesse frente à frente com a robô, torcendo para que ela visse em meu olhar algum conhecimento ou perigo para ela, mas ela não disse nada. A câmera estava muito alta para que eu a alcançasse, mas...
Joguei um portal lá, o que fez a câmera se soltar da parede (agora inexistente) e cair.
— Para sua própria segurança, por favor não destrua dispositivos necessários para o teste.
Bufei. Ela falava com uma frieza...
GERARD. É uma robô. Não tem como não ser fria. Pelo amor de Deus.
Percebi que não tinha mais o que fazer se não continuar, e foi o que eu fiz. Joguei portais acima e atrás de todos os andróides que faltavam, alguns tiros pegando de raspão em mim. Derrubei mais uma câmera no caminho, puramente por birra, e GLaDOS repetiu o “pedido”.
Quando finalmente cheguei ao elevador, ela falou de novo.
— Muito bem, andróide — sua voz continuava a mesma, mas eu acho que pude notar um tom de... ameaça? Isso era possível? Ou eu estava ficando paranoico? — O Centro de Enriquecimento te lembra que o “inferno de andróides” é um lugar real para onde você será mandado ao primeiro sinal de rebeldia.
Não, não era paranoia. Era uma ameaça.
Cheguei ao teste 17 e parei próximo a um dos negócios que soltam cubos do teto.
— O Aparato Vital de Passagem vai entregar um Cubo de Companhia em Três... Dois... Um.
Um cubo caiu. Era quase igual aos outros, com a diferença de ter corações rosas em cada um de seus lados. Que meigo.
— Esse Cubo de Companhia vai te acompanhar pela câmara de teste. Por favor tome conta dele.
Supus, então, que eu deveria levar o cubo comigo. Pois bem, foi o que eu fiz, e realmente me foi útil. Primeiro tive que utilizá-lo para subir em locais onde não podia jogar os portais. Depois o usei para me proteger de uma bola de energia que estava sendo atirada em minha direção, no único lugar onde eu poderia ir.
— Os sintomas mais comuns produzidos pelos testes do Centro são superstição, perceber objetos inanimados como vivos, e alucinações.
Mal a ouvi. Estava ocupado em entrar em um corredor no momento certo para que meu cubo pudesse me proteger de uma nova bola de energia.
— O Centro de Enriquecimento lembra que o Cubo de Companhia nunca vai ameaçar te esfaquear e que, na verdade, não pode falar.
Ele... o quê?
Soltei o cubo quando me encontrei em um lugar seguro e o observei. Ele não podia falar... podia? Será que eu ainda deveria duvidar de alguma coisa?
Ele estava com uma mancha preta no lugar onde a bola de energia ricocheteara nele. Poxa, que pena, ele é tão bonito, com os corações e...
Meu Deus, acho que estou virando esquizofrênico. Cubos não falam, Gerard. Prossiga.
Dessa vez, demorei muito. Uma hora ou mais, não tenho certeza. Tive que usar as bolas de energia, levantar plataformas, e carregar o cubo comigo para todo lado, pois sem ele eu estaria morto. Mesmo que não falasse, estava sendo um grande amigo.
No meio do teste, notei mais uma passagem secreta. Entrei com calafrios correndo por meu corpo, pois já sabia o que encontraria ali. Mais desenhos e frases nas paredes, escritos alucinadamente. Uma das figuras era de uma câmera com um “está te observando” ao lado, o que me arrepiou terrivelmente. Dessa vez tinham mais coisas, e não só escritas... também tinham dezenas de fotos do Cubo de Companhia.
Saí, desconfortável, e continuei com o teste, até alcançar o lugar onde eu deveria chegar.
— O Centro te lembra que o Cubo de Companhia não pode falar. No caso do Cubo falar, o Centro te recomenda ignorar seus conselhos.
Eu senti uma vontade irracional de sentar com esse bendito cubo e conversar com ele.
Passei para um outro ponto onde existia um botão. Coloquei o cubo lá, claro, e mais à frente uma porta se abriu.
— Você conseguiu! O Cubo de Companhia certamente te trouxe boa sorte.
Certamente... andei até o lugar e descobri que não era a saída. Era uma sala com um pequeno botão, que eu apertei.
— Porém, ele não pode te acompanhar pelo resto do teste e, infelizmente, deve ser eutanasiado.
O quê? Não!
Vi algo como um buraco ser aberto à minha frente e percebi um calor subir por lá.
— Por favor leve seu Cubo de Companhia para o Incinerador Emergencial Inteligente da Aperture Science.
Um incinerador? Ah, que droga, eu ia queimar meu cubo? Com os corações e tudo?
Não havia como jogar portais em lugar nenhum. Eu não tinha escolha... Peguei o cubo e o joguei no incinerador, podendo então passar pela porta de saída.
É muito estranho que eu tenha ficado com pena dele? E se... e se realmente pudesse falar? E se fosse um ser vivo?
Afastei os pensamentos loucos, mas GLaDOS falou de novo, dessa vez parecendo ligeiramente... acusatória.
— Você eutanasiou seu fiel Cubo de Companhia mais rápido do que qualquer sujeito de teste. Parabéns.
Ah, que ótimo, como se não bastasse estar preso sozinho em um lugar desses, ainda vou me sentir culpado por queimar a merda de um cubo.
Teste 18.
— O experimento está se aproximando da conclusão. O Centro tem que te lembrar que você será assado, e então terá bolo.
Eu? A voz dela deu um pequeno deslize, e não pude ter certeza se ouvi direito. Eu vou ser assado? Ela quer dizer o bolo, certo?
De qualquer jeito, eu tinha que me concentrar. Essa câmara já era perigosa, com o líquido viscoso me esperando vários metros abaixo de onde eu me encontrava. Mas isso era só o começo. Demorei muito para entender como continuar, e mais ainda para conseguir jogar o portal no local certo. Depois precisei subir mais e mais, até entrar em uma sala com andróides prontos para me matar. Passei por eles com muito esforço, chegando ao outro extremo da grande câmara, pegando um cubo e fazendo mais alguns esforços para voltar com ele para o lugar onde um botão me liberaria a saída. Não pude deixar de pensar que se ainda estivesse com o Cubo da Companhia teria sido muito mais fácil...
Ainda não era o fim. Precisei voar por vários portais até finalmente chegar à saída, mas consegui, ofegando com a sensação de queda livre pela qual meu corpo passava toda vez que eu fazia isso.
GLaDOS disse que o próximo teste seria perigoso. Como eu odiava não poder gritar para uma das câmeras “NOVIDADE!”.
Saí do elevador e logo vi a placa luminosa se acender. Teste 19. Era isso. Eu cheguei.
— Bem-vindo ao teste final. Quando terminar, você vai colocar o Aparelho no anexo de recuperação. O Centro exige que as duas mãos estejam livres antes de qualquer bolo ser servido.
Respirei fundo e comecei.
Demorei para entender, mas não tanto quanto em alguns dos testes anteriores. Minha mente já estava pensando com portais, se isso faz algum sentido. Eu via rapidamente o que era possível, agora que conseguia considerar a tecnologia em minhas mãos como algo absolutamente normal.
Eu precisava ir para uma plataforma. Só que ela não parava de se mover, e eu precisei pensar rápido e jogar portais em locais estratégicos para continuar sobre ela e não cair — pois logo abaixo estava aquele velho e conhecido líquido mortal, é claro.
Depois que finalmente venci todos os obstáculos e consegui, milagrosamente, não cair, olhei para onde a plataforma estava indo. Ela faria uma curva, e uma placa com um desenho de um bolo estava na parede logo à frente. Notei vagamente que as paredes eram agora de metal... eu não conseguiria jogar portais nelas.
A plataforma foi se movendo lentamente para a curva. Assim que a alcançou, eu tremi, sentindo um suor frio escorrer pela minha nuca.
Eu estava indo em direção a fogo.
— Parabéns. O teste agora acabou. Todas as tecnologias da Aperture continuam operacionais em até 4.000 graus. Não há nenhuma chance de um mal funcionamento do equipamento depois de sua vitória incandescente.
Eu sentia o calor vindo até mim. Olhei para os lados, mas não havia escapatória. Droga, era uma mentira, eu sabia... ela vai me matar. Eu vou assar, eu... DROGA, o que eu faço?
— Obrigada por participar dessa atividade.
O fogo está se aproximando. Não, não, não...
— Adeus.
Notas finais
Vejam até 1:55, se conseguirem -q
Alguém chorou com a morte do Companion Cube?
Não?
SEUS MONSTROS SEM CORAÇÃO. Ele foi o melhor amigo do Gerard por uma fase inteira u_u
Tá, tá, parei. Comentem!
Beijos e até o próximo ♥
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