Notas iniciais
Preparem esses coraçõezitos ♥

Ontem foi um castigo para os pôr a dormir, eles estavam mais que acordados a escolher brinquedos, roupas, sítios para brincar, começaram a fazer a lista de prendas para eles e para o Filipe, e ainda estamos em Agosto! Ao início estava preocupada por eles não aceitarem o irmão mais novo, agora estou preocupada que eles não o deixem respirar.

Uma vez que o Damon combinou com o Kai e com as crianças de irem para a praia, de novo, decidi ficar com a Bonnie e com a Layla em casa, já que ela é muito pequena para ir à praia.

Sabes no que eu estive a pensar ontem? – Perguntou depois de colocar a Layla na espreguiçadeira de bebés que ela haviam trazido

No quê? – Perguntei arrumando o quarto dos gémeos. Mudámo-nos há menos de um mês, a casa já estava quase pronta, mas ainda haviam algumas caixas por todo o lado…

Que os nossos filhos poderão ser namorados! – Sorriu maliciosa e não puder evitar rir

A criança ainda nem nasceu e já quer ser cupido! – Neguei sorrindo – Sabes o que eles poderiam ser? – Perguntei

O que vai sair daí? – Perguntou

Meninos das alianças – Levantei as sobrancelhas repetidamente

Não era má ideia! – Começou a rir – Por falar nisso! – Lembrou-se

Adiantaram a data? – Perguntei esperançosa, agora mais que nunca queria aquele casamento, eu quero comer!

Não! Continua a mesma data, mas… — Tirou o computador da mala – Trouxe o computador para continuarmos com os preparativos – Entusiasmei-me e terminei logo de arrumar o quartos dos gémeos. Descemos trazendo a Layla connosco, juntamente com a espreguiçadeira e deixámo-la na sala com diversos brinquedos e com a televisão nos desenhos animados e sentamo-nos à mesa que havia na sala com os dois computadores ligados, montes de catálogos que tinham cá ficado da última semana e ainda as listas de convidados, sim porque o Kai fez uma lista, a Bonnie fez outra e os dois fizeram outra para os amigos em comum.

Ficamos a tarde toda a decidir a melhor decoração, uma vez que já tinha-mos o local, por isso é que eles estão a demorar tanto a casar, porque o local do copo-d’água só tinha disponibilidade para o próximo ano.

Não sei, acho que em vez de os separares, que os podias juntar, do tipo, tios com tios, primos com primos, crianças com crianças, jovens com jovens, por aí em diante, pois uma vez que as vossas famílias mal se conhecem, seria uma forma de todos se conhecerem e se os colocares por faixas etárias e assim, terão mais temas de conversa em comum, ficarão mais entretidos e sabemos que por vezes há conversas que não se falam por haver crianças ou jovens presentes, e assim todos ficariam mais à vontade, pois cada grupo ficaria mais à vontade na sua mesa, digo eu não sei… — Sugeri enquanto tentávamos decidir quem ficava onde.

Olha que não é má ideia, uma vez que tu, o Damon, o Matt, a Rebekah, o Enzo e a Katherine irão ficar na nossa mesa, juntamente com o Filipe e a Layla, se o Duarte a Beatriz não se importassem ficaria então … — Procurou na lista todas as crianças até aos 10 anos, enquanto eu me preparava para inserir os nomes no programa. Estávamos a usar um programa que descobrimos num destes dias, chama-se “Seating Planner +”, é ótimo porque assim decidimos a forma das mesas, a posição delas e colocamos já os nomes de quem vai sentar na mesa. É muito bom, como é obvio já tínhamos a mesa dos noivos feita, que era a única mesa retangular, em frente tínhamos três mesas redondas, à frente dessas, estavam mais duas, à frente dessas estavam mais três e por fim, à frente dessas estavam mais duas, ao todo davam 10 mesas de 15 lugares cada e ainda a mesa dos noivos na parede oposta ao restante do salão, onde ficava pista de dança e ainda um palco — … Com a Sabrina, o Salvador, o Henrique, o Manuel, a Margarida, a Joana, o Bruno, a Sofia, a Anabela, o João, o Sebastião, o Leandro, a Susana e a Andressa – Despejou os nomes, depois de abrir um documento de Excel onde tinha as listas, mas agora divididas por faixas etárias e parentesco. Inseri os nomes de todas as crianças e coloquei-os na segunda mesa da primeira fila, a que ficava mesmo de frente aos noivos, e no meio das mesas dos tios dos 30 aos 40. Nas duas mesas do meio ficaram os primos com faixas etárias dos 10 aos 15 e dos 16 aos 25. Nas três mesas seguintes ficavam tios dos 40 aos 60, primos dos 30 aos 40 e mais tios dos 60 aos 80. Nas duas últimas mesas ficavam os primos dos 25 aos 30. Seria mais fácil e dinâmico desta forma, pois não ficavam por ordem, nem ficavam excluídos, assim ficavam todos juntos, misturados mas em ordem – Acho que está perfeito! – Sorriu entusiasmada e concordei sorrindo – Agora guarda tudo isso, porque preciso de mostrar ao Kai ainda, para ver se ele concorda e só então entregamos para a organizadora do casamento. Concordei guardando o esboço feito. Quando demos por nós já era quase hora do almoço então decidimos deixar as coisas de lado por um pouco e começar a preparar o almoço, não seria nada muito pesado, pois a fome também não era assim tanta, uma vez que tínhamos estado a comer alguns petiscos enquanto fazíamos o esboço do salão, no entanto apeteceu-me massa fria, a mistura da massa, com ovo cozido, com alguns legumes lá no meio, delicias do mar e maionese, isso tudo estava a formar-se na minha cabeça e veio logo água à boca.

A tua sorte é que estamos a meio de Agosto, se não irias ficar com esse desejo aí dentro mesmo! – Apontou para a minha cabeça sorrindo

E depois o teu afilhado iria nascer com cara de salada fria – Fiz bico – E mais, eu nunca te recusei um desejo da gravidez da Layla, nem mesmo os mais absurdos! – A fuzilei

Pois, mas com a minha gravidez ficamos quites, Miss! – Começou a juntar no balcão todos os ingrediente para a massa enquanto eu fazia a massa mesmo e a Layla dormia tranquilamente na sua espreguiçadeira, que havíamos transportado para a cozinha – Não te esqueças que quando tiveste grávida dos gémeos, eu atendia a todos os teus desejos malucos, de juntar arroz doce com mostarda – Fez uma careta – Ou pudim com ketchup. Tu ao menos gostavas daquilo? – Perguntou enojada e sorri negando

Quer dizer, para ter comido, era porque estava bom, né? – Ouvi uma gargalhada da Bonnie – Mas eles são filhos do Damon, lógico que a minha gravidez não seria normal! – Rimos com o comentário óbvio

Sabes que estás a falar dos teus filhos, não sabes? – Perguntou rindo e a olhei pensando um pouco

Não! Eu estou a falar do Damon não funcionar com todos os parafusos, e que isso interferiu com a minha gravidez de alguma forma, porque os meus filhos são perfeitos, obrigada! – Falei debochada enquanto a olhava sorridente

Ou seja, estás a falar mal do Damon? O amor da tua vida? O homem que só com um olhar, me faz molhar a calcinha? – Perguntou fazendo uma imitação rasca da minha voz

Tu és abusada, Bonnie Parker! – A olhei em reprovação, mas o sorriso nunca saia das nossas caras

Bonnie Bennett, só serei Parker a 29 de Julho do próximo ano, tá queridinha? – Perguntou e balançou os cabelos para o lado me fazendo rir ainda mais. Assim que ela terminou de preparar a salada, juntei a massa e colocamos no frigorífico uns 20 minutos para esfriar mais rápido. E finalmente almoçamos, e digo-vos já, aquela massa estava divinal, lembrem-me de agradecer ao meu bebe por não ter tido desejos malucos até agora!

A tarde também passou bem rápido, ficamos a arrumar algumas das caixas espalhadas pelo corredor do 1º andar, encontrei algumas coisas que achava que tinha perdido na mudança que fiz da faculdade para a minha casa e outras que eu pensava que tinha deitado fora, encontrei ainda álbuns de fotos, montes deles, de várias coisas, um álbum só da gravidez dos meus bebés, depois da “fase má”, um álbum de quando andava na escola preparatória, outro da faculdade e ainda alguns dos meus anos de namoro com o Damon, incluindo pen’s com montes de vídeos, lembro-me de ter gravado cada momento, fiquei muito apegada a lembranças e recordações depois de o Damon me ter deixado a primeira vez, mesmo que tivesse sido apenas por uma semana, pareciam anos e eu pensava que nunca havia ficado tão mal, mas enganei-me, quando o Damon desapareceu por quatro anos, aí sim eu fiquei bem mal…

Ah! Isto faz-me lembrar que tenho uma coisa para ti! – Sorriu cúmplice e desceu até à sala e quando voltou trazia um álbum do mesmo tamanho do álbum dos gémeos, mas este era com decorações em azul e com o nome do Filipe em azul também, enquanto o dos gémeos era branco também mas com decorações em prata e os seus nomes em prata, os dois álbuns eram bem simples, mas com extra de fofura. Sorri carinhosa para a minha melhor amiga e agradeci – Bom, agora quando as fotos chegarem do fotógrafo, já as podes colocar aqui! – Sorriu entusiasmada e a abracei carinhosa.

Obrigada Bon, amei, é lindo! – Disse a meio do abraço já com lágrimas nos olhos.

Oh meu amor! – Ela sorriu carinhosa limpando algumas lágrimas que haviam escorrido – Os hormônios né? – Perguntou sorrindo de leve e assenti acompanhando o seu riso. Terminamos de arrumar a caixa das fotos e eu fiquei com muita fome – Hora do lanche da Layla! – Anunciou boba quando a menina começou a chorar

Bom, não é a única, aqui o menino Filipe também está a pedir comida – Rimos em conjunto. Deixamos as caixas de lado e a Bonnie entrou no quarto do Filipe, que era onde tinha um cadeirão confortável para amamentar e eu desci para preparar comida para mim. Decidi que comeria mais massa, pois ao que parece, o bebé realmente gostou da massa! — Katherine? – Atendi a chamada que indicava ser dela – Katherine, finalmente! Onde estás? – Perguntei já com lágrimas

Lena! – Ela parecia cansada – Estou a porta da tua casa, que pelos vistos já não é tua casa? – Meio que perguntou e sorri

Não, nossa, com tudo o que tem acontecido esqueci de te avisar, nós mudamos de casa, por causa do Filipe – Sorri boba

O meu mais recente afilhado? – Perguntou e parecia que estava prestes a chorar

Bom, a Bonnie vai ser a madrinha do Filipe, espero que não te importes... – Falei meio constrangida

Claro que não! Eu já sou uma madrinha babada dos gémeos mais lindos do mundo! – Sorri boba – Mas diz aí a tua morada para colocar aqui no gps – Pediu, mas parecia tensa

Sim, claro, eu envio por sms, tudo bem? – Perguntei e a mesma assentiu – Katherine está tudo bem? – Perguntei mesmo preocupada, pois ela ora parecia muito bem ora parecia tensa demais

Sim, sim, tudo ótimo, depois aviso quando chegar! Beijo! – Despediu-se e desligou. Sorri para o telemóvel, extremamente feliz pela minha prima estar de volta e parecer razoavelmente bem. Rapidamente enviei a morada para ela e decidi ir ver da Bonnie.

Olha bebé, parece que a madrinha dormiu, junto com a Layla! – Sorri ao encarar a mulata na cama que havia no quarto, para além do berço havia também uma cama, não muito grande, mas o suficiente para uma pessoa dormir com uma miniatura de pessoa, neste caso, a Layla. Sorri e encostei a porta, voltando a descer. Recebi uma mensagem da minha prima a dizer que estava na rua, mas não tinha a certeza se era a certa, então mandei-lhe a dizer que estaria à porta do jardim pequeno que tem na frente da casa, deixei a porta encostada e fui até à calçada que havia em frente à porta do jardim a ver se a via, quando lhe ia para mandar outra mensagem senti uma pancada forte na cabeça e o resto era só uma imensidão escura…

Abri os olhos com alguma dificuldade, a minha cabeça doía demais, mas agradeci por não haver muita luz no local, tentei-me levantar mas percebi que estava amarrada a uma cadeira com as mãos atadas nos braços da cadeira e os pés atados às pernas da cabeira. Olhei em volta para ver se reconhecia alguma coisa, mas estava escuro. Ouvi um soluço seguido de um fungo alto e olhei na direção do som, vendo uma pessoa sentada no chão, com as mãos amarradas à parede, tentei ver melhor e era uma mulher – Está tudo bem? Sabes onde estamos? – Perguntei.

Desculpa Lena, eu não tive escolha, por favor perdoa-me! – A rapariga levantou a cabeça e a cara estava banhada em lágrimas, fiquei em choque ao ver que se tratava da Katherine.

Katherine? – Perguntei já sentindo os meus olhos queimarem por causa das lágrimas que se acumulavam – Perdoar do quê? – Perguntei confusa e ouviu-se uma porta abrir e uma grande quantidade de luz invadir a sala, fechei os olhos pelo contacto repentino com a luz e quando os abri tinha uma mulher loira na porta. A olhei confusa, pois apesar de não reconhecer, a luz estava a dificultar a minha visão e a piorar a minha dor de cabeça.

Olá Elena! Lembras-te de mim? – Perguntou com um sorriso travesso.

Caroline? – Perguntei confusa e a mesma apenas inclinou levemente a cabeça, levantando as sobrancelhas.

Notas finais
Oh Deus e agora? kk Eu avisei muahahaha Beijo ♥