Love Me Again

26 15 de Maio de 2006


Notas iniciais
IMPORTANTE: Sei que isto é chato, mas eu tive a ver as estatísticas e elas têm descido, para não falar que ninguém comenta, vocês não estão gostando da história? Tem algo que não vos agrada? Podem-me dizer, pois assim eu poderia rever as coisas e evoluir com as vossas críticas... Para não falar que quando comentam, eu fico bem feliz, nem que seja um "oi" ou "continua", sério! Eu nem sei o que dizer, a não ser... Chegou a hora muahahhahahahahahahaha Boa leitura ♥

Senti a minha respiração falhar ao encontrar a Caroline, mas aquela não parecia a Caroline que eu conhecia, e eu estava com a sensação que dali não vinha coisa boa, e pelos vistos não era a única, uma vez que o Filipe não parava de se mexer e remexer. A loira tinha um olhar frio e distante, acendeu as luzes que haviam no teto e pude ver tudo com mais clareza. À minha esquerda estava a Katherine presa à parede pelas mãos enquanto estava sentada no chão, com nódoas negras, cortes e olheiras fundas, a olhei com lágrimas nos olhos e a mesma sorriu dizendo que estava bem. À minha direita estava a porta de ferro, por onde a Caroline entrou e à minha frente tinha duas cadeiras, uma um pouco mais distante, parecida à minha e outro bem no meio da sala. Queria tocar na minha barriga, para transmitir ao meu bebe que estava tudo bem, que eu estava bem, mas os meus pulsos estavam apertados e cada vez que os mexia, parecia que apertava mais ainda.

Escusas de tentar soltar, só vai fazer pior, acredita! – Disse em tom de deboche, sentando-se na cadeira que havia a no centro da sala. A Olhei confusa.

Care, o que vem a ser isto? – Perguntei com a voz rouca

Caroline, querida, Caroline. Tu já não tens esse direito. – Disse séria

Okay, Caroline, o que vem a ser isto? – Perguntei agora já sem paciência

Uma conversa apenas, faz tanto tempo que não nos vemos, achei que seria divertido aparecer assim! – A olhei confusa – Ah e tenho tantas novidades, sinto que vais amar cada uma delas! – Sorriu maléfica

Caroline! – A minha prima a repreendeu com a voz falha, fazendo a loira se levantar.

Que eu saiba, não te mandei falar, Kitkat! – Aproximou-se dela e agarrou no pescoço dela a fazendo se levantar – E a próxima vez que disseres qualquer coisa, o que seja, é ela que paga – Disse séria e soltou o pescoço dela a fazendo cair no chão pela falta de forças no corpo. A olhei chocada. Aquela não era a Caroline que eu conhecia, aquela nunca foi a Caroline. Rapidamente me vieram as lágrimas aos olhos. O que estava a acontecer aqui afinal? Como é que a Caroline se tornou nesta pessoa fria, sem escrúpulos e capaz de magoar pessoas? – Logo hoje que me estou a sentir extremamente simpática ao deixar que assistas a esta nossa reunião – Soltou uma gargalhada que me fez arrepiar espinha acima. – Agora nós! – Sorriu voltando a sentar-se à minha frente.

O que tu queres? – Perguntei com repulsa

Eu? Eu só queria saber como estavas, faz quanto tempo que não nos vemos? 11 anos? – Pareceu contar

12 anos, foi à 12 anos – Fechei os olhos sentindo as lágrimas voltarem, respirei fundo e voltei a abri-los

12 anos, isso, é que sabes à 11 anos também aconteceu uma coisa que marcou essa data – Torceu o lábio e engoli em seco. Só me vinham imagens dos meus padrinhos à cabeça, mas era impossível, é a Caroline, ela nunca poderia estar envolvida em algo do género…

Caroline… — A Katherine falou em forma súplica

Sabes, Elena, eu estou sempre a avisar as pessoas sobre o que eu consigo fazer, mas as pessoas nunca acreditam e põem-me sempre à prova, e bom, se elas não acreditam, nós temos que os fazer ver que temos razão, certo? – Perguntou enquanto brincava com uma navalha, nas mãos. A olhei séria, e a minha respiração ficou falha.

O que vais fazer? – Perguntei a medo.

Oh nada, apenas mostrar que quando eu digo que faço, é porque eu faço mesmo! – Sorriu perversa e senti um calafrio percorrer a minha espinha.

Caroline, nã… AHHH! – Gritei de dor. Fechei os olhos e prendi a respiração de modo a amenizar a dor, mas não estava a ajudar, grunhi de dor e prendi a respiração, repeti essa sequência umas três vezes, até me familiarizar com a dor e a olhei com raiva. A loira me olhava satisfeita e senti a raiva crescer cada vez mais dentro de mim. O que eu mais queria era poder abraçar a minha barriga, para acalmar o meu bebe, que até agora ainda não parou de se mexer, para lhe dizer que eu estava bem, mas eu não estava bem, eu tinha uma navalha espetada na minha perna! – Urg! AHHHH! – Gritei uma vez mais quando ela retirou a navalha e voltou a espetá-la, mas desta vez, na perna direita. A olhei com raiva e a minha respiração estava ofegante. Tentava acalmar-me, mas a raiva começava a ser muita então, estava com os dentes serrados, de modo a tentar controlar tudo em mim. Eu estou grávida. Era nisso que eu me focava para me acalmar – Urg! – Grunhi uma vez mais, quando ela retirou a navalha da minha perna. – Por favor, Caroline, pára! – Pedi sentindo os meus olhos marejarem

Mas eu avisei, meu amor. – Acariciou a minha cara, ao qual tentei afastar, a olhando com raiva, mas não deu muito resultado, pois estava amarrada e ela agarrava a minha cara para a olhar – Mas já agora, porque não respondes a umas perguntinhas? – Perguntou de novo com aquele sorriso maléfico na cara. – O que aconteceu no dia 15 de Maio de 2006? – Perguntou ainda agarrando a minha cara para a olhar – O que aconteceu, Elena? – Perguntou mais alto enquanto apertava mais as minhas bochechas com uma mão apenas. A este ponto eu senti as lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas. – FALA, ELENA! O QUE ACONTECEU? – Gritou, me fazendo fechar os olhos, enquanto chorava.

Eles morreram… — Sussurrei chorando ainda de olhos fechados

O quê? – Aproximou-se – Não ouvi, querida, vais ter que falar mais alto – Fiquei calada tentando controlar ao máximo os meus impulsos, e o facto de o Filipe não parar de se mexer não estava a ajudar em nada. As lágrimas não paravam de escorrer e a minha raiva misturada com a minha dor só aumentava – Repete! – Ordenou e abri os olhos a encarando com raiva

ELES MORRERAM, OKAY? ELES MORRERAM! – Gritei descontrolada e ela soltou a minha cara enquanto gargalhava. Encostei a cabeça na parte de trás da cadeira a chorar, olhei de relance para a Katherine que também chorava, mais discretamente, mas as lágrimas escorriam pela sua cara com a mesma intensidade que as minhas. Tentei controlar o choro, mas estava difícil, as lágrimas não paravam de escorrer e montes de imagens daquela noite, passava na minha cabeça como um filme – Porque querias que eu dissesse? – Perguntei ainda a chorar e ela voltou a aproximar-se

Porque quero que te lembres dessa dor, quero que te lembres do quanto sofreste, do quanto doeu aí dentro – Apontou para o meu peito – Quero que te lembres do quanto custa perder alguém que é importante na tua vida, porque foi assim… — Foi interrompida pela porta da sala que abriu, mostrando uma figura masculina entrar. Fechei os olhos, enquanto chorava mais ainda. Lembrar daquilo doía demais em mim, talvez pelo facto de nunca ter conseguido solucionar o caso, talvez porque nunca soube o porquê, talvez porque não quisesse esquecer…

Caroline, solta-as imediatamente! – Aquela voz. Abri os olhos à procura do dono da voz que me aquecia o coração. Rapidamente os meus olhos encontraram o homem que agora se encontrava dentro da sala, com uma postura séria, exigindo que nos soltassem.

Ah, amor, vieste mesmo a tempo do espetáculo! – A loira ignorou completamente a ordem e abraçou-se ao homem. Fazendo o meu coração partir um pouco.

Notas finais
TAN TAN TAN!!!!!! Agora é aquela parte em que eu desapareço durante uma semana kkk Ou talvez não ahaha Até! ♥