Notas iniciais
Hello! Eu sei, eu demorei demais mesmo, mas acontece que não tem andado nada fácil a minha vida, mas nada que se tenham que preocupar, pelo menos por agora... Bom, eu só quero avisar para vocês se prepararem, pois este capítulo está um pouco pesado, mas eu gosto muito de vocês, tá ♥

Caroline, solta-as imediatamente! – Aquela voz. Abri os olhos à procura do dono da voz que me aquecia o coração. Rapidamente os meus olhos encontraram o homem que agora se encontrava dentro da sala, com uma postura séria, exigindo que nos soltassem.

Ah, amor, vieste mesmo a tempo do espetáculo! – A loira ignorou completamente a ordem e abraçou-se ao homem. Fazendo o meu coração partir um pouco.

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Já disse que não estamos juntos – Afastou-a sério e ela fez bico

Ah, Damon, quando estávamos em Nova York eras muito mais simpático, mas não, tiveste que voltar para Portugal! – Fez uma careta. Senti o meu coração parar. Eles estavam juntos em Nova York? Eles estavam juntos nos 4 anos que o Damon “desapareceu”? Só percebi que estava a chorar quando o soluço saiu da minha boca e todos olharam para mim. A Katherine olhava com pena, o Damon com culpa e a Caroline olhava divertida. – Agora já sabes, Lena! – Gargalhou – Não é nada pessoal – Disse perto de mim – Oh, espera, é sim! – Gargalhou uma vez mais e a única coisa que eu conseguia fazer era chorar de raiva, de desapontamento, de dor e culpa. – Damon, querido, porque não te sentas? – Perguntou apontando para a cadeira disponível.

Já te disse, Caroline, vim buscar a minha mulher e a Katherine! – Disse firme, e mesmo eu sabendo que ele talvez me amasse da mesma forma que eu o amo, talvez por isso, ainda não foi embora e veio atrás de nós, ainda tem o facto de que ele esteve com a Caroline, se ele me amava porque foi com ela para Nova York, durante quatro anos?

Acho que não entendeste bem – Disse calma, olhando para as unhas – Eu disse para te sentares! – Ordenou desta vez, mostrando a navalha – Não sejas burro, como a Katherine, que decidiu me contrariar, e bem… — Afastou-se, mostrando as minhas pernas cortadas – Quem pagou foi a “tua mulher” – Disse sarcástica, fazendo o Damon se aproximar preocupado, mas ela pôs-se à frente dele, impedindo de chegar perto de mim – A tua cadeira é aquela! – Apontou e assenti, sentindo lágrimas nos olhos – E mais, não vou demorar muito, só tenho umas coisas para contar à Elena! – Sorriu enquanto amarrava as mãos do Damon atrás da cadeira – Bom, onde é que nós íamos? – Perguntou sacudindo as mãos – Ah! 15 de Maio de 2006! – Falou pausadamente

O que tu me podes dizer mais, que aumente a minha dor? – Perguntei com raiva de tudo o que tem acontecido até agora e ela começou a rir

Oh minha querida, tu nem fazes ideia! – Sorriu mais que satisfeita – Por onde hei-de começar? – Perguntou divertida

Que tal, pelo início? – Sugeri sarcástica – E despacha-te, eu tenho filhos para cuidar! – Falei já sem paciência, não sei há quanto tempo eu aqui estava, mas sei que já estava bem farta de cá estar, o Filipe não parava de se mexer, talvez porque ele sentisse que eu estava com medo, ou talvez por ele estar com medo da loira, mas eu agora não consigo acalmá-lo de forma alguma… Ela me olhou séria e revirou os olhos

Menina sem humor – Desta vez foi a minha vez de revirar os olhos – Bom, eu e o Damon já nos conhecíamos, conhecemo-nos precisamente a Fevereiro de 2006 e foi impossível não me apaixonar por ele, ele era lindo, carinhoso, amigo, estava lá sempre para mim, tomava conta de mim, ele era o melhor amigo que eu poderia ter comigo. Fizemos muitas coisas juntos, se é que me entendes – Sorriu maliciosa e a olhei com nojo – E era maravilhoso, mas tu deves saber, tens dois filhos dele em apenas uma gravidez. Oh, espera, são três agora – Revirou os olhos, observando a minha barriga de quase 7 meses – Continuando, ele era uma pessoa incrível comigo, por isso eu me apaixonei, porque ele não me olhava com pena, não me tratava de maneira diferente, ele me tratava com uma amiga, ele me apoiava e me encantava, até que Maio chegou, mesmo ele me fazendo esquecer dos meus problemas, das minhas dores, aquele dia ficara sempre marcado na minha vida, 15 de Maio, por isso, pensei “Porque não transformar esse dia em um dia memorável?”, e assim aconteceu! – Sorriu

O quê? Pediste-o em namoro? – Perguntei sarcástica

Não, não, não, eu tinha namorado na altura – Fez uma careta e a olhei com repulsa – Eu pedi-lhe uma coisa ainda melhor – Sorriu – Pedi-lhe que entrasse na casa de um casal e que colocasse um frasco na cozinha, mas acontece que esse não era o meu plano, de todo, então, enquanto eu o mantinha ocupado, o meu namorado, Klaus, substituiu o frasco pela arma e seguiu-o até a essa casa desse casal, para ter a certeza que ele completava com o prometido, afinal, estávamos a falar de 1.000.000€. E ele cumpriu com o prometido, bom, já deves imaginar o que era – Sorriu. A olhei confusa, até que tudo se começou a unir, como um puzzle. A Caroline, o Klaus e o… Damon mataram os meus padrinhos. Senti os meus olhos marejarem e as minhas bochechas ficarem rapidamente molhadas. Olhei para a Katherine que baixou a cabeça e neguei chocada

Oh, a Katherine já sabia, por isso é que matei o Aaron, porque ela, juntamente com o Damon, estavam prestes a desobedecer-me, contando-te a verdade e bem, queria ser eu a contar-te – Sorriu como se fosse a coisa mais natural do mundo. Senti lágrimas grossas escorrerem pela minha cara, agora por saber do Aaron. Por isso que ela quase me ameaçou quando disse que ia investigar, porque ela estava a ser chantageada! – Continuando com a minha história – Chamou à atenção. Depois desse dia, as coisas só começaram a melhorar, até tu entrares na vida do Damon, até tu o desviares de mim, até tu o fazeres se apaixonar por ti! – Ela falava com raiva – E eu sempre me perguntava o que tu tinhas que eu não tinha, já que tu eras tão sem sal e eu era muito melhor! Por isso, não gostei nada mesmo quando soube que ele te ia pedir em namoro, por isso, o afastei durante uma semana, na esperança de ele abrir os olhos e perceber que eu era a mulher da vida dele, mas ele sempre se esquivava e voltava a correr para os teus braços e tu, estupida, aceitava-o de volta sem mais nem menos, sem ao menos saberes que ele esteve sempre comigo! – Gargalhou

Não, Elena… — O Damon tentou falar, mas foi cortado pela loira

Não, o quê? – Revirou os olhos – Não estiveste sempre comigo? – Gargalhou – Eu tenho provas e testemunhas!

Sim, eu estive, mas não porque quis, e sim, porque me obrigaste! Tu chantageaste-me a ir contigo, para onde fosse, e sabes porque eu ia? – Perguntou

Porque ele me ama – Disse com a voz rouca do choro e a Caroline gargalhou uma vez mais

Sim, porque eu amo a Elena, sempre amei e sempre vou amar a Elena. Eu ia contigo porque eu não queria que nada de mal lhe acontecesse, já bastava ter morto os padrinhos dela, não queria ser responsável por outra dor na vida dela, mas tu não te podias contentar à terceira vez, pois não? Tu tiveste que ir para Nova York e me levar arrastado a ti, e adivinha! Acabei por a magoar à mesma, mas tu não sabes o que isso é, porque tu nunca amaste ninguém de verdade, ao ponto de deixares a pessoa ser feliz, por muito que custasse nos dois. Eu fico com pena do Klaus, porque eu sei o quanto ele te ama, e o quanto ele atura as tuas birras e o teu egoísmo, ou tu achavas que ele andava atrás de ti feito cachorro, só porque sim!? – O Damon falou com raiva e senti o meu coração aquecer. Foi o único momento da noite que o Filipe se acalmou. Sorri com a paz que se instalou ali, mas logo essa paz foi interrompida pelo grito da loira à nossa frente e como antes, o Filipe entrou num estado de nervosismo em que não parava quieto de novo.

Mas eu amo-te, Damon! Por isso é que eu fugi contigo para Nova York, porque eu não aguentava te ver com ela – Apontou para mim – Porque ela não te ama de verdade, mas eu sim! E eu faço de tudo para te ter comigo. – Ela se levantou e caminhou até mim, e se colocou atrás da minha cadeira, fazendo a minha espinha arrepiar de medo do que ela pudesse fazer que afetasse o meu bebe. – Mas aí a Bonnie ligou a dizer que a Elena tinha uma coisa importante que tu tinhas que saber e tu viste a correr que nem um cachorro, com ajuda da tua irmã, que nos despistou de ti, até que claro, o mais óbvio seria que tivesses voltado para Portugal. Porque achas que te tirei de Portugal naquele dia? Porque eu já sabia que a Elena estava grávida e já sabia que ela te iria contar naquele dia, então o que mais magoaria, se saber que o “amor da tua vida” se foi embora, e que nunca mais voltaria? Ele ir embora no dia mais importante, aquele em que ias contar que ele ia ser pai! – Falou bem perto do meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e deixar algumas lágrimas escorrerem. O Damon e a Katherine sempre foram umas marionetes nas mãos da Caroline e não puderam fazer nada porque a mesma os ameaçava…

Já terminaste? Já me posso ir embora? – Tentei controlar os meus impulsos, mas na verdade eu estava a morrer por dentro, estava capaz de a matar com as minhas mãos, mas cada vez que eu me mexia, mais as cordas apertavam nos meus pulsos, fazendo-os arder pela força.

Quase, ainda falta resolver uma coisa! – Sorriu

Caroline, por favor, já chega, não faças mais nada! – A Katherine suplicou e a loira suspirou

Sabes, Elena, tu podias te contentar com a Beatriz e com o Duarte, afinal, saiu-te o jackpot, dois filhos numa ronda só! Mas não, tu perdoaste-o, e voltaste a engravidar – Ela passou a mão na minha barriga o que fez o Filipe mexer ainda mais – E parece que tens aqui um menino elétrico! – Sorriu e a única coisa que conseguia fazer, era a olhar com ódio e nojo. Eu não lhe dei autorização para mexer na minha barriga! Quando menos esperei tinha a navalha apontada ao meu pescoço e senti a minha respiração falhar – Agora, o que eu tenho que fazer para que tu aprendas onde é o teu lugar nesta história? – Fez pressão, deixando escorrer um pouco de sangue. Eu sentia a minha respiração apressada e o Filipe parecia que ia sair da minha barriga pela maneira que estava a mexer.

Caroline, não faças nada, por favor! – A Katherine suplicou ainda mais.

Caroline, por favor! Eu… Eu faço o que tu quiseres… — Suspirou e a loira sorriu afastando a navalha do meu pescoço.

Por hoje, estamos conversadas, mas ficarei ansiosa pela nossa próxima “reunião” – Gargalhou afastando-se um pouco

O que aconteceu contigo, Care? Tu não eras assim! – Rebati com pena a fazendo-me fuzilar

É CAROLINE PARA TI! – Gritou se aproximando de novo

NÃO! É CARE MESMO, PORQUE TU ERAS MINHA MELHOR AMIGA! ERAS A RAPARIGA MAIS DOCE QUE EU ALGUMA VEZ CONHECI NA MINHA VIDA… — Suspirei a olhando séria – Tu eras a Care… — Falei mais baixo e mais sentida

Essa “Care” morreu há 12 anos atrás e a culpa é toda tua! – Cuspiu as palavras na minha cara

O que foi que eu fiz? – Perguntei preocupada e ela me olhou com ódio. Até que tudo passou em camara lenta. Senti uma pontada forte na minha barriga, o que me fez inclinar para a frente. O Filipe que tanto mexia e remexia, agora mal o conseguia sentir. Senti a minha respiração falhar e lágrimas grossas escorrerem pela minha cara, até que a navalha foi retirada da minha barriga.

NÃOOOOOOOOO! – Ouvi um grito com as vozes do Damon e da Katherine misturadas. Eu estava estática, não conseguia mexer as mãos para abraçar a minha barriga, nem conseguia mexer os pés para correr dali para fora e ainda tentar salvar o meu bebé. Mas eu sabia que era inútil, eu ainda continuava amarrada aquela cadeira, e perdia cada vez mais sangue e a cada segundo que passava eu sentia a vida do meu bebé se esvair no meio daquele sangue todo.

Pronto, um bebé por um bebé! – Foi a última coisa que a loira falou antes de sair. Eu continuava inclinada para a frente, com cada vez mais lágrimas a pingarem no chão e misturar com o sangue que escorria.

Notas finais
Eu não sou má, eu juro que não ahaah Mas será que o bebe morreu mesmo, ou que ainda pode ser salvo? Como eles vão sair dali agora? Nos vemos no próximo ♥ Não se esqueçam de comentar, eu gosto de saber as vossas opiniões! Beijos ♥