Love Me Again
6 Capítulo 5 - Olhos azuis
Notas iniciais

~Elena~
Como ele se atreve a perguntar se eu me lembro? Claro que eu me lembro! Eu não queria admitir antes, mas eu não consigo mais!! Eu não o odeio! Nunca odiei! Céus, ele é o pai dos meus filhos, ele foi o meu primeiro namorado asério, o único rapaz que eu amei, e o único que me partiu o coração… Querem saber? Eu odeio sim! E espero que ele se vá logo embora, porque eu não vou aguentar muito tempo, sem lhe dar um tiro! Calma Elena, preserva a tua sanidade!
Mamã! – A minha boneca saltou no meu colo assim que entrei em casa – Tinha tantas saudades tuas, mamã, hoje foi muito divertido lá na escola, estamos a ensaiar para uma peça! – A minha filha explicava sem respirar, com os olhos super brilhantes. Fez-me lembrar uma pessoa… Abanei a cabeça levemente, tentando não me lembrar sobre aquilo.
Mamã! – Quando reparei já tinha o Duarte também no meu colo – Vem, mãe, vem! – Chamou impaciente, apertando as minhas bochechas – Tens que ver, mamã! – Insistiu uma vez mais, quando o pus no chão
Tudo bem, vamos lá! – Disse pondo a Beatriz também no chão e segui-os até ao quarto deles, onde começaram a ensaiar o que ensaiaram na escola. De vez em quando esqueciam-se das falas e faziam o papel de outros colegas, mas foi giro ver o entusiasmo deles e quererem sair bem até mesmo no ensaio – Fizeram muito bem, meus amores, agora fiquei muito curiosa para saber como vai ficar no dia da peça! – Respondi à pergunta que fizeram quando acabaram – Amanhã vamos levar o padrinho ao aeroporto de manhã, sim? – Informei
Isso significa que não temos que ir na escola? – Perguntou o Duarte com os olhos a brilhar, como se fosse receber uma prenda. Ri da sua carinha fofinha
De manhã, não vão, mas á tarde, vão, estive a falar com a vossa professora e ela já sabe! – Disse e os dois resmungaram – Ei! Nada disso! E olhem que se faltarem, não ensaiam e depois alguém fica com o vosso papel… — Disse séria e eles olharam para mim com medo de ficarem sem papel na peça. Confesso que fui um pouquinho má, mas eles não podem faltar a escola sem mais, nem menos, vão ter muito tempo para fazerem isso quando tiverem no secundário! – Agora, quem quer ir jantar com a Bonnie? – Perguntei sorrindo e eles pularam de alegria, fazendo-me rir dos meus bebes lindos – Então, todos para a banheira! – Ordenei sorrindo enquanto os abraçava, fazendo-lhes cocegas.
Dei um banho rápido aos traquinas dos meus bebes e vesti-os rapidamente. Se estão a perguntar se as crianças estavam sozinhas em casa, a resposta é óbvio que não, o meu irmão estava com eles, pedi que ele vestisse o Duarte para despachar as tarefas e para eu poder tomar banho também.
Roupa Elena: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=182880519
Roupa Duarte: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=182880698
Roupa Beatriz: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=182880803
Pronta, podemos ir! – Apareci na sala, onde se encontravam os três a ver desenhos animados – Crianças vamos embora! – Levantei um pouco a voz e os três resmungaram levantando-se – E depois tu é que és o irmãos mais velho, certo? – Perguntei provocando o meu irmão enquanto fechava a porta de casa. O mesmo mostrou-me a língua e os meus filhos riram. – Onde vais Jer? – Perguntei quando ele começou a atravessar a ponta que ligava os prédios. Por amor a mim e a Deus, que não faças o que estou a pensar… Uma vez que ele levava o Duarte pela mão e a Bea estava comigo, acabei por segui-los e ele fez o que eu estava a pensar! – Damon – Cumprimentei assim que ele abriu a porta, e pelos vistos já estava pronto
Vamos? – Perguntou sorrindo de lado e forcei um sorriso. Matem-me já, tudo bem que eu já não goste dele, mas quem não fica toda derretida com aquele sorriso e aquele homem? Eu! Eu não posso ficar! Recompõe-te Elena! – Vocês devem ser o Duarte e a Beatriz, não é mesmo? – Perguntou quando estávamos no elevador. Os meus filhos podem ser muito extrovertidos, mas também são super tímidos e como era de esperar a minha filha pediu colo assim como o Duarte pediu ao Jer também – Não precisam de ter vergonha! – Ele sorriu carinhoso – O meu nome é Damon!
Dá-lhes 5 minutos – Aconselhou o Jeremy e eu apenas assenti, mas notei na cara do Damon que ele não gostou muito que o Duarte tenha ido para o colo do Jeremy ou que o Jeremy tenha dito aquilo, mas quem se importa? Desde que não digam a coisa errada hoje, por mim tudo certo. Saímos do elevador, destranquei o meu carro, assim que as crianças começaram a correr até ele e quando digo crianças, isso mesmo, falo dos meus filhos e do Jeremy… Assim que conferi que estavam presos, entrei no lugar do condutor com o Jeremy no lugar do passageiro e o Damon lá atrás com os meus filhos
O meu nome é Beatriz – A minha menina apresentou-se mais animada, estávamos a meio do caminho, o restaurante não ficava assim tão longe, mas estava um pouco de trânsito – E ele é o Duarte, o meu irmão gémeo, nós temos 4 anos e temos a mesma idade porque nascemos no mesmo dia e ao mesmo tempo! – Ela sorriu
São nomes muito lindos! — É impressão minha ou o Damon tem sentimentos? – A vossa mãe escolheu bem os vossos nomes!
Não foi a mamã que escolheu! – O Duarte pronunciou-se – Foi o papá – Ele disse rápido. Por favor acabem essa conversa ai, mais ninguém diz nada, se alguém disser mais alguma coisa disso eu juro que mato alguém… O meu irmão já que está tão perto e que não avisou que o Damon viria!
Tu tens uns olhos tão bonitos, Damon! – A Bea disse encantada
Os teus também são lindos! Nós temos os olhos parecidos, são azuis, por isso se os meus são bonitos, os vossos também são! – Sorriu e a minha filha ficou toda feliz com aquele comentário
Posso-te chamar tio Damon? – Perguntou o meu filho e o Damon assentiu – Tio Damon, já conheces a mãe e o padrinho há muito tempo? – Ele perguntou e o Damon olhou para mim pelo retrovisor e voltou a olhar para ele. Pronto, estragou tudo! Adeus vida…
Já conheço eles todos à muitos anos, 10 ou 11 anos, mas entretanto tive que voltar para Nova York, para o pé dos meus pais – Ele sorriu constrangido
Mas o que interessa é que estás de volta! – A minha filha sorriu maravilhada. Impressão minha ou até a minha filha que não sabe de nada, me manda indiretas? – Sabias que a tia Bonnie faz anos hoje? – Perguntou e o Damon assentiu
Eu sou o melhor amigo da tia Bonbon! – Exclamou e os filhos ficaram admirados. A conversa não ficou por ali, eles meio que fizeram uma entrevista ao Damon e este nem se preocupou, ah não ser claro, me lançar olhares que eu não conseguia decifrar muito bem. Estamos no restaurante com o Matt que já havia chegado, estávamos só a espera do Kai e da Bonnie que viriam juntos
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PARABÉNS! – Gritamos em uníssono assim que a mulata chegou perto da mesa
Parabéns tia Bon! – Os meus filhos abraçaram-na ao mesmo tempo enchendo-a de beijinhos
Oque? Achavas mesmo que me tinha esquecido? – Perguntei sorrindo de lado e a mesma abraçou-me agradecendo – És a minha melhor amiga, claro que não me esquecia e mesmo que acontecesse, tenho dois calendários ambulantes em casa – Disse apontando para os meus filhos que soltaram gargalhadas gostosas assim que perceberam que estava a falar deles, voltei-me para a Bon e pisquei-lhe o olho, beijando de seguida a sua testa.
Nós somos os teus melhores amigos, sua tola! – O Damon sorria chegando-se perto de nós e confirmei com a cabeça sorrindo também – E em minha defesa, foi a Elena que me obrigou a ficar calado! – Ele sorriu de lado, provocando-me. Fiz cara de ofendida e dei um tapa de leve no seu peito sorrindo. Quando olhei para a Bonnie ela sorria muito emocionada, eu acho que nunca a tinha visto daquela maneira
O quê? – Perguntei sorrindo
Tenho os meus melhores amigos de volta! No meu aniversário! – Ela chorou e quando olhei para o Damon ele retribuiu com um olhar culpado e apenas sorri fraco. Ambos abraçamos a mulata à nossa frente
No fim das lamechices, sentamo-nos à mesa. Eu não sei o que aconteceu, mas os meus filhos ficaram muito próximos do Damon, e não, isso não é um bom sinal! Eles ficaram tão próximos que se sentaram entre mim e ele… Não é bom, é terrível!
O jantar correu lindamente e vá, confesso que sentia um pouquinho bem pequenino a falta do Damon… Só um pouquinho bem, bem, pequenino! A Bea e o Du amaram o Damon, talvez por ele ser pai deles ou simplesmente, por ninguém conseguir resistir aquele homem, deixo a resposta para vocês. No caminho de volta, deixei o Jer na casa dos meus pais e segui para o condomínio, o Damon insistiu ajudar-me a levar os meus filhos para casa, uma vez que eles haviam adormecido e eu não iria conseguir carrega-los sozinha, deixei que ele trouxesse a Beatriz.
O que achas? – Perguntou quando entramos no elevador
O que acho do que? – Perguntei confusa
Olha para o espelho. – Pediu e assim o fiz. E vou culpar-me para sempre por o ter feito, eu vi no espelho o que sempre quis… A minha família reunida, eu, o Damon e os meus filhos, todos juntos… Seria a visão perfeita, se fosse real, se ele não tivesse ido embora. Limpei rapidamente uma lágrima que escorreu pela minha bochecha – Desculpa… — Pediu sentido e suspirei
Apenas não quero falar sobre isso, pode ser? – Sorri fraco e ele sorriu concordando. O elevador finalmente abriu e rapidamente abri a porta de casa – Podes deitá-la na cama rosa, eu depois visto-lhes o pijama – Disse baixo por conta das crianças a dormir
Eu ajudo – Disse seguro de si e suspirei estendendo-lhe o pijama do Duarte
Trocamos então! – Peguei no pijama da Bea e comecei a trocá-la, como tenho prática fiz aquilo num instante e pude reparar que ele trocava o pijama do Duarte com todo o cuidado – Não te preocupes, ele não acorda. Eles quando adormecem, adormecem! – Sorri com o cuidado que ele estava a ter
Ele parece ser tão delicado… — Suspirou quando terminou e tapei-o com os lençóis – Eles os dois parecem!
É, eles são... E no entanto, são também o meu suporte. – Disse saindo do quarto deles, encostando a porta – Obrigada por teres trazido a Bea. Eles gostaram muito de ti…
Eles convidaram-me para a peça de teatro da escola deles — Ele sorriu
Damon… — Ele olhou para os meus olhos e desviei o olhar mordendo o lábio – Eles são teus filhos, claro que são teus filhos, era o único na minha vida, e sim, eu fiquei grávida, duas semanas antes de teres ido embora, e eu ia contar exatamente no dia em que te foste embora… Por isso desculpa, se tenho medo que não mereças saber, mas eu preciso de tempo, tu foste embora muito de repente e voltaste também de repente, eu apenas não consegui me preparar… Eu só peço que não forces a barra, eles não fazem ideia de quem sejas, eu nunca mencionei o teu nome, nem eu, nem a Bonnie ou os meus pais, ou o Jer… Eles apenas não sabem que nós namoramos 6 anos e que tu foste embora, eu ainda nem percebi o que se passou, como acha que vou explicar o que quer que seja para eles? – Expliquei-me – Desculpa por te ter mentido, mas eu não estou preparada, eles são meus filhos, são a minha razão de viver, são o meu suporte para não desabar… — Ele colocou delicadamente as suas mãos na minha cara fazendo-me olhar para ele
Eu percebo Elena! Não precisas de justificar – Disse e não consegui controlar morder o lábio – Eu prometo que se um dia tu quiseres, eu explico tudo, mas acredita que eu não te quis deixar, eu sofri tanto com a decisão, mas eu não podia te por em perigo! Sabendo agora que eles são os meus filhos, mais uma razão me dás para eu ter ido embora. Tu o que eu fiz, faço ou farei é para te proteger a ti e aos nossos filhos – Sorri sentindo lágrimas escorrerem pelos meus olhos – Pois acredites ou não, Elena… — Interrompi-o
Não… Não digas – Fechei os olhos suspirando – Por favor – Voltei a olha-lo e afastei-me. Ele apenas assentiu – Está a ficar tarde e amanhã vou levar o Jer ao aeroporto… — Desviei o olhar
Posso ir também? – Perguntou e suspirei – Desculpa, não forçar a barra… — Olhei para ele e voltei a suspirar
Tudo bem, podes vir… Até amanhã Damon – Despedi
Até amanhã! – Ele afastou-se e fechei a porta, quando estava para entrar no meu quarto, com os sapatos já na mão, tocam à campainha – Esqueceste-te de alguma coisa? – Perguntei assim que abri a porta
Sim… Disto! – Quando reparei, tinha os lábios do Damon prensados nos meus. Não queria acreditar que passados 4 anos estava a beijar o Damon de novo, as saudades que tinha do beijo dele, do toque dele, deixei os saltos caírem no chão e aprofundei o beijo, fechando a porta atrás dele, rapidamente ele me prensou na parede e começou a beijar-me o pescoço. Eu já não sei distinguir o que é certo, do que é errado, mas eu tinha tantas saudades do Damon Salvatore. Abri a camisa dele, arranhando de leve o seu peito, quando o mesmo estava a abrir o zíper do meu vestido, oiço um choro e acordo para a realidade, afastando o Damon mais brutamente do que tinha imaginado
Oh meu Deus, o que aconteceu?! – Exclamei com a mão na cabeça – Acho que devias ir embora – Disse ainda com a respiração descompensada. Ele assentiu com a respiração igualmente descompensada e saiu, fechando de novo a porta. Encostei-me à parede e respirei bem fundo, mas bem, bem fundo, o que tinha acontecido… O choro intensificou e lembrei o porque de ter parado aquilo tudo, corri para o quarto dos meus filhos e acalmei-os, levando-os para a minha cama. Tomei um banho gelado, precisava de organizar as ideias, quando sai já era mais tarde do que pretendia, vesti o pijama e deitei-me no meio dos meus filhos, esperando vivamente tentar adormecer, o que não aconteceu, pois o ocorrido não me saia da cabeça…
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