Love Me
10 Você aceita namorar comigo?
Notas iniciais
Eu não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir.
-O quê? — perguntei, rindo, só para ouvir ela dizer aquilo mais uma vez.
-Você ouviu, eu não vou repetir.
Sorri.
-E agora? Para onde vamos?
Gabriella olhava para a escola sem piscar e nem me respondeu. Vi Zac mancando em nossa direção com as mãos cerradas em punho, como se estivesse pronto para socar a cara de alguém. Claro, esse alguém era eu.
-Vai! — Gabriella gritou.
-Você não está com medo desse cara, está?
-Vai, Justin! — ela gritou de novo.
Acelerei. Derrapamos na rua quando tentei fazer a curva, mas logo recuperei o controle do carro. Quando já estávamos longe o suficiente, diminui a velocidade.
-Justin, é melhor você passar a andar acompanhando de muitos seguranças.
-Esse cara não é de nada, Gabriella.
-Confia em mim. É melhor você se proteger, Zac é perigoso.
-Perigoso? Zac? — dei uma gargalhada — Eu quebrei a cara dele lá na escola.
Ela suspirou e chegou mais perto de mim. Eu conseguia ouvir sua respiração pesada e ver a preocupação estampada em seu rosto.
-Eu não sei o que eu faria se algo acontecesse com você, garoto. Você vai passar a andar só com o Kenny Hamilton grudadinho em você, ok?
-Grudadinho em mim? Não é uma boa ideia.
Ela riu.
-Só... Faça isso.
-Tudo bem. Agora que farei o que você está pedindo, mereço um beijo?
-Só se quiser nos matar em um acidente de trânsito.
-Quer comer algo?
-Um cheeseburger cairia bem.
Dirigi até o McDonalds mais perto. Gabriella foi limpando meu rosto o caminho inteiro e quando chegamos lá nem parecia que eu tinha me envolvido em uma briga. Eu sabia que no outro dia eu seria capa de todas as revistas, manchete de todos os jornais e alvo de todos os olhares. Um beijo e uma briga só em um dia, eu estava mesmo fazendo a alegria dos fofoqueiros.
Sentamos em uma mesa no fundo da lanchonete e fizemos nosso pedido. Uma fã que aparentava ter 14 ou 15 anos se aproximou de nós timidamente.
-Justin, você poderia tirar uma foto comigo? — ela perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.
-Claro que sim. — sorri para ela.
Levantei-me e tirei uma foto com ela.
-Agora é a sua vez, Gabriella — ela disse.
-O quê? — Gabriella parecia surpresa com o pedido.
-É, eu acho que vocês formam um casal perfeito.
Olhei para Gabriella e sorri.
-Quer saber? Eu também acho. — eu disse.
Sentei de novo. Gabriella sorriu e me deu um selinho, antes de levantar e tirar uma foto com a garota.
-Posso fazer uma pergunta?
-Sim — respondi à garota.
-Vocês estão namorando?
O pior de tudo era que eu não sabia como responder aquela pergunta. Eu e Gabriella estávamos nos pegando, sim, mas no meio de toda aquela confusão eu nem tinha pensado em fazer um pedido formal de namoro.
Cheguei perto da garota, que estremeceu quando a toquei.
-Eu ainda não a pedi em namoro. Mas farei isso agora mesmo — sussurrei no ouvido dela.
-Posso filmar? — ela perguntou.
Dei de ombros.
-Se você quiser.
A garota começou a filmar. Ajoelhei-me em frente à Gabriella, peguei sua mão e beijei. Não era um cenário muito romântico, eu nunca pensei em pedir uma garota em namoro no McDonalds com todo mundo te olhando.
-Gabriella Zanna Vanessa Anstruther-Gough-Calthorpe — suspirei, aliviado por ter terminado de falar o nome dela. Sim, antes que você me pergunte, esse era mesmo o nome dela — Mais conhecida como Gabriella Wilde, você aceita namorar comigo?
Ela riu.
-Claro que aceito!
Puxei-a da cadeira, fazendo ela ficar de pé.
-Nunca mais fale meu nome completo — ela sussurrou em meu ouvido.
Sorri e a beijei. Seus lábios se moviam com leveza de lá para cá. Afaguei sua cintura e a puxei para mais perto do meu corpo. Afastamos nossos rostos, mas eu ainda a mantinha colada em mim pela cintura.
Sorri para ela. A garota que nos filmava bateu palmas.
-Belo beijo. Cuide bem dele, Gabriella. Você não faz ideia de quantas garotas queriam estar em seu lugar agora.
-Você por acaso é uma delas? — perguntei, sorrindo e virando para ela.
Ela corou e abaixou a cabeça. Gabriella deu um soco de leve no meu ombro.
-É, podemos dizer que sou — ela respondeu.
Dei um beijo na bochecha dela.
-Satisfeita?
-OH MY BIEBER! NUNCA MAIS VOU LAVAR MINHA BOCHECHA! — ela gritou, correndo para de volta para a sua mesa, provavelmente para contar a todos o que tinha acontecido. Sentamo-nos.
-OH MY BIEBER? — Gabriella sorriu.
-Minhas fãs possuem uma imaginação fértil.
-Essa garota nunca mais vai arranjar um namorado — ela disse.
-Por quê?
-Alguns meninos não gostam de garotas com bochechas fedorentas — ela franziu o nariz.
-Viu? É por isso que eu te amo. Sua bochecha não fede.
Ela sorriu.
-Posso perguntar uma coisa?
-Tudo o que você quiser.
-Por quê eu? Você pode ter qualquer garota que desejar. Por quê logo eu?
Olhei em seus olhos. Bom, uma pergunta desse tipo merece uma resposta longa.
Fale com o autor